segunda-feira, 13 de julho de 2015

Força Pai... Vamos Conseguir!

Olá Amigos,

A postagem de hoje é uma partilha e um desabafo. Dizem que o fardo torna-se mais leve quando dividimos com alguém. No meu caso, a escrita sempre ajuda a aliviar minhas angústias, tensões e medos.

O ano de 2015 trouxe consigo uma série de provações para minha família. Primeiro fui eu, depois esposa, filhos e agora meu pai. Ele continua internado, se recuperando de duas cirurgias seguidas. Por motivos desconhecidos, três dias após a primeira cirurgia, houve rejeição dos pontos, levando a um quadro de infecção aguda. A equipe médica foi muito eficiente, logo identificaram o ocorrido e estudaram a melhor forma para reverter a situação. Não tardaram em agendar a segunda cirurgia.

Devido ao seu estado físico, os antibióticos aumentaram, o suporte nutricional foi alterado, os analgésicos mudados e duas bolsas de sangue tiveram que ser transfundidas.

Pensei que ia perder o meu pai e que Deus iria chamá-lo à sua companhia. Não moro na mesma cidade, tenho esposa, filhos e um ritmo de trabalho intenso. Ter que aguardar o melhor momento para vê-lo estava me causando crises de ansiedade quase diárias. A única oportunidade que tive para vê-lo, o fiz.

Emoções à parte, foi um muito bom vê-lo. Encontrei-o debilitado, pele clarinha, deitado naquele leito de hospital, com frascos de soro, medicamentos e alimentação controlada. Estava frágil e muito diferente da última vez que o vi a três semanas atrás. Um grande curativo abdominal está protegendo sua ferida cirúrgica e duas sondas saiam do seu abdome, drenando um liquido ligeiramente sanguinolento.

Acompanhei-o durante todo aquele dia, desde o início até o fim do horário de visitas. Ajudei a tirá-lo da cama, levá-lo até o banheiro, a acondicioná-lo novamente, deitado da maneira mais cômoda. A sonda naso-gástrica o impedia de falar normalmente, entretanto conversamos. O fiz rir em alguns momentos. Segurei sua mão quando sentiu dor na hora do curativo. Apesar do pouco tempo, fiz-me presente intensamente.

No dia seguinte, antes de voltar para minha família, fui me despedir. Pude dizer que o amo e que tudo vai ficar bem. Disse ainda que ele ainda curtirá muito os netos e que retornaremos para comemorar seu aniversário, que é próximo ao Dia dos Pais.

Agora me resta pedir a Deus sua plena recuperação e aguardar. Não vejo a hora de poder abraça-lo, olhar em seus olhos e dizer: "Viu, passou"!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Voltei... Quem estava com saudades deixa um "Olá"!!!

Queridos Amigos,

Gostaria de desculpar-me e agradecer. Primeiro pelo período que estive afastado e segundo, por conseguir ainda assim, um retorno daqueles que conheceram o Blog. A ajuda de cada um, nas Redes Sociais, faz toda a diferença para que continuemos vivos.

Minha vida esteve bem corrida nos últimos meses: Doença na família, cirurgias, planejamento financeiro familiar desestabilizado, mudança de linha de atuação profissional, etc... Muitos foram os desafios e provações. Sobrevivemos! Levará alguns meses até que tudo entre nos eixos novamente, entretanto nos re-ergueremos aos poucos. Pela felicidade dos amigos e a contra-gosto dos inimigos.

Como já diz o ditado: "Problemas, todos temos. O que muda é a forma que lidamos com eles"! Minha família e eu temos feito um trabalho diário e interminável. Por vezes temos a nítida sensação que vamos pirar, que o fardo é pesado demais. Todavia, quando menos esperamos, a solução faz-se presente e a vida segue seu rumo.

Sentindo-se à vontade, deixe aqui, na nossa pagina do Facebook ou no Twitter, seus comentários, críticas ou sugestões.

Forte abraço,

Flávio Nunes.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Desenhando o Tom-Tom!!!!!

Minha Primeira (e única..rs..) Entrevista na TV!!!

Fala Pessoal,

Como bem sabem, estou dando uma repaginada no Blog. Mudando algumas coisas e instituindo outras... Agora farei também alguns vídeos para postar por aqui! Sincronizei o Blog com o Twitter e a página do Facebook. Tudo que acontecer aqui vai parar lá..rs..

Seguem os links: Facebook, Twitter e YouTube. Vamos colocar o Blog Excessivamente Humano de novo no mapa!!!!!! Basta entrar nas páginas, curtir, inscrever-se (Deixar suas opiniões e comentários... Isso é importante) e, se acharem que vale a pena, divulgar para seus amigos!!!!

Por hora, segue um vídeo que publiquei em Setembro de 2012 no YouTube. Minha primeira e única aparição na TV. Na ocasião eu trabalhava na Barra da Tijuca (RJ) e através de uma série de contatos, me descobriram lá.

Segue o vídeo...


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Novo Logo - Excessivamente Humano!!!!

Fala Pessoal,

Resolvi fazer um logo novo para o Blog mais Excessivamente Humano da Web.

Aguardem, pois mais novidades virão em breve....

Abração,

Flávio Nunes.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mudança de Pensamento Econômico!

Em todo e qualquer aspecto da vida precisamos ser generosos, amáveis e cordiais. Mas como sê-lo? Não existe formula mágica, mas um dos caminhos é conseguir entender para que fomos gerados e colocados neste mundo. Achando as respostas certas para esta questão, conseguiremos direcionar nossa trajetória rumo ao alvo que almejamos atingir.

Fato é que, a maioria das pessoas boas, cujos corações estão tão acostumadas a amar, são também as mais acostumadas a sofrer. Isso acontece pois, pelo o que tenho visto, no mundo ha mais pessoas dispostas a atingir seus objetivos a todo custo, do que através de um caminho verdadeiramente bom para todos. A base do pensamento econômico e politico (Com raríssimas Exceções), nutre-se da lei do mais forte, do mais esperto, do mais malandro. Há pessoas que passam semanas, meses e anos, articulando a melhor maneira de descentralizar o poder, as custas da ignorância (falta de conhecimento) alheia, para obter como consequência, a melhor vantagem, gerar o melhor lucro para si próprio e para os seus.

A maioria da população não percebe, ou mesmo que sintam algo estranho no ar, não ligam muito para todos esses juros, todas essas taxas, todas assas "facilidades" em obter crédito na praça. Na ânsia de melhorarmos de vida, nos endividamos e a psicologia mercadológica nos força a isso. nos força a obter dividas. Por exemplo, se um produto tem preço de custo em torno de R$ 5,00, dependendo do material utilizado e da população que dele fara uso, este pode ser vendido à R$ 10,00 ou R$ 50,00. Caso o compremos no crédito, acrescenta-se a este valor taxas e juros, que no fim acrescentará mais alguns trocados no valor final do produto.Quem ganha mais? Quem consegue fazer mais contas certas e quem consegue utilizar-se dos mais variados argumentos para valorar seu produto.

Dizer quanto algo vale é uma arte! O que possui muito valor para alguns, pode não valer nada para outros tantos. Sendo assim, algo torna-se mais caro ou mais barato de acordo com a necessidade pessoal ou coletiva. Quem deseja enriquecer vendendo carne para vegetarianos, certamente irá falir.

Há uma saída para este circulo vicioso, mas infelizmente não pode ser exercitado apenas por alguns. Para vermos alguma mudança econômica é preciso mudar de mentalidade sobre geração de valor, sobre reciprocidade, sobre processo contratual, sobre confiança mutua, sobre respeito, sobre amor ao próximo. Na ânsia de tornarmos o processo econômico (mercadológico), comum a todos, passamos a deixar de lado a "intimidade", a proximidade com o outro e passamos a deixar os contratos falarem por nós. Substituímos o sofrimento em termos de relações de proximidade, pelo sofrimento relacionado à frieza e a solidão dos papeis contratuais.

Na atual maneira que desenvolvemos e agimos economicamente dentro da sociedade, o Amor Reciproco não tem lugar. Justamente o Amor Reciproco, tão capaz de criar pontes, encurtar distancias e fidelizar relacionamentos humanos sólidos e duradouros.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Aprendendo a Ser Pai!

Os filhos, essas pequeninas pessoas que são parte de nós e ao mesmo tempo tão eles mesmos. Por eles nutrimos todo o amor que nosso coração e mente podem suportar. Eles são nossa maior fonte de alegria e também, é difícil ter que afirmar, podem vir a ser uma fonte de desalentos.

É ruim, hoje eu sei, ter que aceitar o fato que por mais que tentemos, eles serão eles mesmos com suas virtudes e fraquezas. Não podemos interferir nisso. Faz parte da vida!

É incrível como conseguem ser tão irresistivelmente carinhosos, meigos e amorosos num instante, e no momento seguinte transformarem-se em seres tão estranhos que chegamos a questionar se de fato estamos diante de um mesmo individuo. A que se deve isso? Hormônios, emoções, sentimentos... Tudo maturando e se organizando dentro dos pequenos. Quase como um vulcão em erupção. É assim, durante toda a vida. No adulto menos, mas na criança em desenvolvimento, no adolescente e no jovem adulto, isso é forte, bruto e súbito.

Nós enquanto adultos temos, em muitos momentos, dificuldades para lidar com nossos sentimentos e emoções. Por vezes amanheço com um nó na garganta inexplicável. Como cobrar de uma criança que deve se comportar dessa ou daquela forma mediante as situações do dia-a-dia? Como pedir para silenciar suas emoções em prol da minha paz de espirito?

Percebi que ao tirarem nossa paz, a situação passa de uma harmonia celestial a uma calamidade infernal em questão de segundos. Em muitos casos esses momentos tão cheios de desentendimentos vem como consequência do nosso egoismo diante de afazeres e da falta de atenção ao pequeno sob nossos olhos. Segundo nosso ponto de vista, para algumas pessoas é claro, é mais interessante ficar diante do computador, conversando com um amigo via celular, vendo o filme ou programa que mais gostamos, etc; do que dar atenção e penetrar no mundo dos nossos filhos.

Eis um ponto interessante para ser levantado: Devemos nos esforçar para perder constantemente as nossas vontades e colocar-se no lugar dos nossos filhos. Se eu fosse meu filho, o que eu esperaria do meu pai ao chegar em casa: Queria que ele me desse atenção ou que me pedisse para esperar enquanto ele terminava de conversar com alguém através do celular? Que brincasse comigo ou que me ignorasse? Sim, nossos filhos nos querem por perto o máximo de tempo possível e quando não estamos presentes tanto quanto eles gostariam, o minimo de afastamento, pode gerar chamadas de atenção exacerbadas. Numa atitude rude e muitas vezes bruta, eles entram em crise simplesmente para garimpar nossa atenção, afinal estão com saudades dos nossos abraços, beijos, cafunés, carinhos e chamegos.

O tempo passa e meu coração se aperta no peito ao dar-me conta que meu filho crescerá. Até quando ele continuará chamando minha atenção para que eu o perceba ali em baixo, correndo para lá e para cá, aprontando uma aqui e outra ali, chorando, fazendo birra, gritando e pedindo colo aos soluços; simplesmente por não compreende-lo completamente em suas necessidades psico-emocionais? Até quando terei que ver meu filho tomando atitudes estremas para obter migalhas da minha atenção e afeto? Ele é muito pequeno para entender o meu mundo, mas eu já sou velho o suficiente para entender o mundo dele.

Num determinado dia, posso ter a amarga surpresa de chegar em casa, com ele já crescido, e eu com o coração cheio de amor, ter que reivindicar um afeto que não fui capaz de entender e dar agora, enquanto ainda é pequeno. Com o coração nas mãos posso vir a esbravejar, ficar rancoroso e até azedo nas relações familiares, pois não estarei recebendo o que não fui capaz de dar; meu amor, meu carinho e meu afeto à ele, meu filho.
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