terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Para refletir...


LOUCO, EU?

Chamaram-me de louco por estes dias. Louco? Como assim? Será que perceberam algo que eu não percebi ainda? Logo eu, que procuro ser tão, tão... normal! Será que minha normalidade é uma anormalidade disfarçada? Mas afinal de contas, o que é ser normal? Já pensei nisso algumas vezes mas nunca cheguei a um denominador comum. Será que minha loucura é uma normalidade disfarçada? Ou será que minha normalidade é uma loucura disfarçada? Eu posso ser louco e nem ter dado conta disso. Talvez a porção consciente do meu cérebro esteja me enganando e me fazendo acreditar numa realidade que não existe; quem sabe eu esteja sendo enganado também pelo meu inconsciente. Que coisa mais “louca” pensar isso!

VIAGEM NO TEMPO

"O que está acontecendo, o mundo está ao contrário e ninguém reparou..." (´Trecho da música Relicário).

A aproximadamente um ano fiz a viagem mais incrível da minha vida. Entrei numa máquina do tempo! Até aquela ocasião eu não sabia que isso era possível, mas aconteceu comigo. Hoje eu sei que isso é possível!

Que sensação estranha é esta, voltar no tempo. Nunca pensei que fosse tão doloroso reviver os momentos do passado. Não era qualquer momento, e sim os melhores momentos, contudo o que doeu mesmo foi o desfecho. Foram estes que me proporcionaram maiores dores. Os primeiros dias foram terríveis.

Ao desembarcar vislumbrei-me com tudo. Realmente era incrível ver que tudo estava da forma que havia sido marcado em minha memória. Como era possível ocorrer tal coisa? Por que fui escolhido para viver tal experiência? Tantas perguntas rondavam minha mente e para tantas ainda não havia resposta.

Até hoje não soube explicar o que aconteceu comigo naqueles dias. Sei apenas que não estava satisfeito com todos os acontecimentos. Estava sim indignado. Fiquei rancoroso e muito irritadiço. Queria apenas viajar e não voltar no tempo. Faz parte da vida progredir, evoluir, agregar valores, transcender,... e não repetir fatos já outrora “resolvidos”!

Com o passar dos dias compreendi que talvez aquela oportunidade me havia sido dada com uma única finalidade: Não tinha entendido bem determinadas lições e teria que repeti-las. Vi que era isso mesmo. Após entender isso, já no segundo dia, voltar foi a melhor coisa que aconteceu, estava no caminho certo. Eu tinha que reaprender algumas lições de vida, tinha que “re-iniciar meu sistema”!

Que maravilha foi perceber, neste ínterim, que eu poderia mudar certas coisas que não havia dado certo. Tive a chance de reviver momentos maravilhosos, reencontrar pessoas e amores que tinham passado. Quem sabe agora pudesse concertar alguns erros que havia cometido?

Uma das coisas que inicialmente fiz foi reencontrar uma grande amizade e um grande amor do passado. Foi fantástico! Falei coisas que não havia falado antes, vivi coisas que não tive coragem de viver antes. Dei vida a um sentimento outrora perdido e abafado. Que grande oportunidade aquela. Estava realmente muito feliz; afinal tinha conseguido uma nova oportunidade para concertar o “erro” que havia cometido. Assim o fiz. Comecei a reescrever o meu passado! Agora com cores mais belas e vivas.

Tudo estava perfeito até que no terceiro dia tudo começou a ruir. Novos eventos ocorreram e pela segunda vez, ou pela quarta ou quinta vez, ela me deixou! Insisti, argumentei, amei o mais profundo que pude e mesmo assim ela me deixou novamente. Mais uma vez! O meu ideal de recomeço ao lado dela havia sido totalmente destruído. Dessa vez eu senti que seria para sempre. Aquela que para mim era a pessoa ideal, escapou por entre meus dedos. Foi então que dei-me conta: Ela não era a ideal! Não mesmo. Definitivamente, como pude ser tão burro e cego? Como pude ter me enganado tanto assim? Foi então que “morri” pela segunda vez! Foi uma “morte” diferente da primeira, a dois anos antes. Está foi inesperada, enquanto a outra foi moldada e aquitetada!

A sensação de morte é terrível. Os que já passaram por isso sabem do que estou falando, os que ainda não passaram, preparem-se para estas horas. Não adianta evitar, acontece com todos, mais de uma vez, inúmeras vezes, durante toda a vida!

Esta minha morte foi diferente da primeira. Na ocasião, a dois anos, foi uma “morte” tranqüila, quase um rito de passagem; cheio de pompas e solenidades. Entrei no paraíso pela primeira vez. No entanto, dessa vez a coisa foi cruel e sanguinária. A sensação era como se eu tivesse sido alvejado por tiros, ou ainda, era como se eu tivesse sido perfurado por uma lamina afiada e esta, após a dilaceração, tivesse atingido meu coração e o arrancado do peito. Um amor outrora magnífico foi abafado, estagnado, interrompido, estancado, atravancado, obstruído, podado, enclausurado. O feitiço que eu lancei voltou-se contra mim! A boa semente, de frutos suculentos e apreciados por todos, não teve a chance de nascer, foi jogada em terra ruim. Vieram os porcos e a comeram. A semente foi parar no meio do esterco e da lama.

Estava tudo acabado. Já estava no fim do quarto dia. Infelizmente, por falta de forças, perdi o quinto dia também.

Não queria permanecer naquela situação, aquilo estava me destruindo aos poucos. Como era possível? Definitivamente, não se pode mudar o passado. Fui ingênuo, e para minha infelicidade sofri duas vezes por uma mesma coisa. Idiota! Deveria saber disso, ou não; talvez este fosse o motivo da viagem: Descobrir com minhas próprias experiências que por mais que tentamos mudar o passado ele nunca mudará! O que passou, passou e não volta jamais! Quando volta, por mais que nos esforcemos, outros fatos ocorrem para que a ordem natural das coisas não seja quebrada e o presente seja preservado.

Fiz um novo insight e redescobrir o meu caminho. Eu precisava entender melhor o momento presente! Era Natal, deveria redescobrir a família. Sim, obvio, agora estava no caminho certo – era por isso que retornara ao passado –, teria que redescobrir a família. Só que com a minha família eu também não havia me saído bem nos últimos dias. O passado não estava me fazendo bem!

No sexto dia eu revi minha vida, desde antes da minha “primeira morte” até aquele instante, o momento imediatamente após minha “segunda morte”! Respirei fundo, olhei para meus pais, olhei para o meu amor perdido, olhei para o alto e para os extremos da eternidade, olhei para o mundo ao meu redor, olhei para o paraíso e para o inferno. Dei-me conta da minha fragilidade e pequenez frente ao universo, e da minha força e poder perante o mundo. Sou o Rei do “meu mundo”!

Após seis dias de perdição, de caos, de desespero e de sofrimento; concluo a minha viagem no tempo. No sétimo dia eu voltei ao presente e descansei. Enfim, redescobri a minha família, redescobri a mim mesmo, redescobri o amor e gargalhei profundamente! Foi o meu melhor momento.

Era 31 de Dezembro e faltavam poucas horas para o Dia da Paz Mundial. Estava com minha família, fazendo tudo o que sempre fazíamos quando nos encontrávamos: Conversar, comer, beber e rir, rir em demasia. Tudo havia voltado à normalidade! Foi então que percebi algo diferente no ar; um novo rito havia se iniciado. Era um rito sorrateiro e sutil. Era o rito que eu havia criado inconscientemente e que certamente iria me acompanhar até o fim dos dias, durante todas as “mortes” vindouras e conseqüentes “ressurreições”, até o dia da “morte plena” e conseqüente passagem ao estado atemporal!

Faltava só isso para completar o rito: minha coroação e meu retorno ao presente! Bastava esperar e seguir conforme o coração desejava! Acalentei-o e reconfortei-o. Ao vê-lo diretamente percebi uma cicatriz, uma que não estava lá antes. Ela ficará marcada eternamente em sua carne e será responsável pela lembrança do amor que não deu certo, pela “segunda morte” que sofri, pela minha redescoberta da família e pelo meu retorno ao presente. Aquela cicatriz ficará eternamente marcada em minha alma. Basta olhar para o meu coração que verei o resumo das aventuras e desventuras sofridas. O interessante é sempre verificar que há espaço para mais cicatrizes. Isso me dá um certo pavor, mas não receio e muito menos medo da vida. Dá-me sim ânsia de vida e vontade de caminhar para ainda mais longe, para onde poucos chegaram. Tenho confiança, chega a ser quase uma certeza, que um dia ultrapassarei o horizonte e que lá, muito distante daqui, encontrarei o meu tesouro mais precioso.

AVATAR

Achei o filme surpreendente! Tanto pela tecnologia empregada nos efeitos especiais, quando pela história em si.


O filme aborda diversos aspectos da atualidade, dentre eles temos uma mensagem ecológica profunda; além de trabalhar temas como a moral e a ética frente ao novo e desconhecido.




Uma vez que desconhecemos aquilo que está fora de nós e que nos traz certo pavor, medo e/ou “ânsia” de aniquilação, a agressividade manifesta-se. Ela é a forma de defesa mais espontânea e natural que há. Uma vez que o individuo encontra-se neste estado emocional ocorre a fuga ou o enfrentamento. Entretanto, uma vez que estabelecemos uma ligação com aquilo que outrora era para nós um antagonismo, desenvolvemos em nosso interior e à nossa volta uma atmosfera de unidade e integração. Quando isso é natural, todo nosso ser ilumina-se e já não existe mais razão para agressividade, medos e “vontade de morte”; existe sim “vontade de vida” e perpetuação.


Há sim uma integração, uma inter-ligação, entre o “eu” e o “todo”. Acredito nisso! Quanto mais o tempo passa, mais sinto minha “anima-lidade” aflorar! Com o passar dos dias, meses e anos, mais aprendo a lidar com a “natureza” e mais ela me complementa! Fico mais forte e mais emotivo! Os detalhes ganham destaque e fazem toda a diferença. Começo a ver o que poucos vêem!


Sinto asco pelas fórmulas prontas. O mundo que criamos é belo em muitos aspectos, mas não em todos. Perdemos algumas coisas essenciais e naturais. Com o tempo a humanidade perdeu sua “anima-lidade”, sua capacidade de ser aquilo que é frente ao natural, obedecendo a seus instintos, sua vontade de vida está sendo abafada aos poucos, estamos perdendo a capacidade de transcendência. Criamos pouco a pouco, um mundo de ilusões, enquanto destruímos o nosso mundo interior e o que há ao nosso redor. Não é este o “mundo” que eu realmente desejo ver minha descendência florescer, habitar e se desenvolver.


Tentarei ser mais forte que a ilusão e procurarei dar ao mundo pessoas com vontade de vida, transcendentes e livres. “Almas livres”, é disso que precisamos no mundo de hoje. Somente uma “alma livre” é capaz de transitar sem impedimentos entre as diversas ciências; somente um ser assim consegue fazer projeções no “vir a ser” e, consequentemente, ver aquilo que está além do “espesso véu” que recobre os olhos da maioria dos nossos!


Uma “alma livre” não é anárquica, nem rebelde, muito menos uni-focal; é sim unitária, holística, pacificadora. Eis o que os nossos dois mundos precisam; liberdade com responsabilidade, sede/capacidade de transcendência e vontade de vida!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Digital Photo Effects - Photo505. Online Phoshop Effects. Photo Fun

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

2010 – Ano Internacional da Biodiversidade

Em 20 de dezembro de 2006, a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade (resolução 61/203). A Assembléia designou o secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica [Convention on Biological Diversity] como ponto focal para o Ano e convidou-o a cooperar com as outras agências do Sistema das Nações Unidas, com acordos multilaterais ambientais, com organizações internacionais e outros atores, visando chamar maior atenção internacional para a perda contínua da biodiversidade.

A Assembléia Geral encorajou os Estados Membros e outros atores a tirar vantagem do Ano para aumentar a conscientização da importância da biodiversidade por meio de ações promocionais a níveis local, regional e internacional. Convidou também os Estados Membros a considerar o estabelecimentos de comissões nacionais para o Ano. Além disso, convidou Estados Membros e outras organizações internacionais relevantes a apoiarem atividades a serem organizadas por países em desenvolvimento, especialmente países menos desenvolvidos.

O site 2010 - International Year of Biodiversity pode ser conferido através do link:
http://www.cbd.int/2010/welcome/ .

Fonte: Unesco.

Tributo a John Williams!

Olás,


Neste fim de semana tive a oportunidade de participar de mais uma apresentação da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira)! Dessa vez, entretanto, foi uma ocosião muito mais especial, pois foi uma apresentação toda dedicaca ao compositor John Williams.





Para quem não sabe, John Williams produziu inúmeras obras musicais (Trilhas sonoras) para o cimena. Entre suas composições, destacam-se as trilhas sonoras dos filmes: ET - O Extraterrestre, Harry Potter, Indiana Jones, Jurassic Park, A Lista de Schindler, Star Wars, Tubarão, Superman, entre outros. Muitas trilhas sonoras foram indicadas ao Oscar, e algumas delas foram agraciadas com o prêmio.


Para todos os que desejarem ver um pouco do trabalho desse excelente compositor basta clicar aqui - John Williams - You Tube e assistir o vídeo! Desejo que gostem!

Negociações na COP-15 terminam sem acordo oficial

foto: ricardo stuckert/pr

Uma vergonha. Líderes de 193 países não foram capazes de definir um novo acordo climático global, nem metas eficazes de redução da emissão de gases de efeito estufa em todo o mundo. Mesmo sendo o centro das atenções globais durante duas semanas (7 a 18 de dezembro), na cidade de Copenhague, Dinamarca, em meio a holofotes, manifestações e reivindicações agressivas, os chefes de Estado não abriram mão do jogo político e estratégias comerciais em prol de um bem maior para toda a humanidade.

As negociações da 15ª Conferência da Mudança do Clima da ONU (COP-15) terminaram na sexta-feira (18) sem acordo oficial entre países ricos e emergentes. Um novo encontro deve ocorrer no próximo semestre.

A última reunião da conferência foi realizada entre Brasil, China, Estados Unidos, África do Sul e Índia que decidiram apresentar uma declaração de metas que ainda será aprovado na plenária da COP-15. O resultado desta reunião foi criticado por países em desenvolvimento, mas saudada por líderes europeus como o primeiro passo para novas negociações.

Brasil, África do Sul, Índia, China e Estados Unidos decidiram limitar o aumento da temperatura global a 2ºC, sem prever metas para países desenvolvidos. Também ficou definido um fundo bilionário para ajudar países pobres com as mudanças climáticas.

“O que nós fizemos, foi procurar resgatar alguma coisa daqui, desbloquear essa questão do MRV (“mensurável, reportável e verificável”, no jargão), que estava bloqueando qualquer entendimento”, afirmou o embaixador extraordinário para mudança climática do Itamaraty, Sérgio Serra, acrescentando que Lulateve papel protagonista nas negociações.

lula

Em discurso em plenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar “frustrado” com o resultado e prometeu ajuda financeira para os países no combate à mudança climática. O tom de crítica dominou a fala de Lula. “Confesso que estou um pouco frustrado porque discutimos a questão do clima e cada vez mais constatamos que o problema é mais grave do que nós possamos imaginar”.

O presidente brasileiro afirmou que vai cumprir, de qualquer forma, com as metas voluntárias de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% e emissões de gases do efeito estufa de 36,1% a 38,9%, até 2020.
Foram os EUA que propuseram o fundo bilionário, mas condicionaram a contribuição a uma “transparência” dos países envolvidos e uma possível vigilância. Sobre isso, o presidente Lula disse que o fundo não podia ser usado como “desculpa” para intromissão nos países ajudados. A China também rechaçou um possível controle.

Nesta sexta, antes da última reunião sobre as metas, o premiê chinês faltou aos dois encontros improvisados pelos EUA e enviou um emissário –a atitude enfureceu líderes europeus e Barack Obama.

Uma nova reunião, em seis meses, deve ser realizada em Bonn, na Alemanha, para preparar a próxima conferência sobre o clima, no México, no fim de 2010. O anúncio foi feito pela chanceler alemã, Angela Merkel. As informações são da agência de notícias portuguesa Lusa.

De acordo com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, todos os países industrializados “aceitaram informar por escrito” seus compromissos para a redução das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa até 2020.

Segundo Sarkozy, a ausência de objetivos de redução das emissões mundiais em 50% até 2050, necessária para limitar o aumento da temperatura do planeta em 2 graus Celsius, é uma “decepção”.

Fonte: http://blog.eco4planet.com/2009/12/negociacoes-na-cop-15-terminam0-sem-acrodo-oficial/

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mesmo sem unanimidade, ONU “toma nota” do Acordo de Copenhague

Terminou oficialmente neste sábado, 19 de dezembro, a 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que teve como principal resultado o “Acordo de Copenhague”, elaborado por um alguns países na noite de sexta-feira e formalmente aceito pela ONU.

Sem aprovação unânime, o acordo terá como anexo uma lista de países contrários a ele. A iniciativa de “tomar nota” foi a saída encontrada para que o documento tenha status legal suficiente e seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes.

Segundo o jornal dinamarquês ‘Berlingske”, o presidente COP15, primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen, está satisfeito com desfecho. “Temos conseguido resultados. Agora, as nações terão que assinar o acordo, e se o fizerem, o que foi acordado terá efeito imediato”, destacou.

O otimismo do primeiro-ministro dinarmaquês não é o mesmo de muitos líderes. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já na tarde da sexta-feira, 18/12, havia anunciado sua frustração com a conferência do clima. “Se a gente não conseguiu fazer até agora esse documento, eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá neste plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora”, alertou o presidente brasileiro.

Já para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que nos momentos finais chefiou a delegação brasileira, o acordo é insuficiente para que os países, principalmente os mais pobres, tenham condições de agir de forma efetiva.

De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões, nos próximos três anos, para um fundo de luta contra o aquecimento global. O acordo prevê US$ 100 bilhões por ano, em 2020. "Isso aqui é insuficiente, vamos continuar a luta pelo planeta", disse Minc.

O ministro Carlos Minc ressaltou que esse valor que será colocado no fundo até 2012 - US$ 10 bilhões por ano - é menos do que o Brasil vai gastar para atingir sua meta voluntária de reduzir em até 39% das emissões de gases de efeitos estudo, até 2020.

Ele explicou que para atingir sua meta, o Brasil vai gastar US$ 16 bilhões por ano. "Esse valor de US$ 30 bilhões para todos é menos do que o Brasil sozinho vai gastar para cumprir as nossas metas, aprovadas pelo nosso parlamento", destacou Minc.

O documento diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram em cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões, o que está abaixo do recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020.

Para a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e membro do IPCC, Suzana Kahn, o resultado da COP15 foi decepcionante, uma vez que os chefes de estado discutiram mais a questão econômica das nações ricas e emergentes e se esqueceram daqueles que vão sofrer dramaticamente os efeitos da mudança climáticas.

"Existem muitos países africanos, por exemplo, que irão sofrer demais com o aumento da temperatura. No entanto, parece que a discussão tomou um viés econômico e político, o que eu acho muito preocupante. A questão climática ultrapassa a fronteira ambiental. É uma questão de desenvolvimento, de justiça, de equidade", afirmou Suzana Kahn.

Principais pontos do Acordo de Copenhague:

- O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.

- Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta

- Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis façam frente aos efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.

- O texto do acordo também estabelece que os países deverão providenciar "informações nacionais" sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de "consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos".

- O texto diz: "Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (...) recursos financeiros , tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento"

- Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.

- O acordo "reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas" e concorda promover "incentivos positivos" para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.

- Mercado de Carbono: "Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar is mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

Fonte: http://www.cop15brazil.gov.br/pt-BR/?page=noticias/acordo-de-copenhague

Carregar pedras...

Olás...


"Para descansar eu carrego pedras"! Eis a expressão que costumo usar constantemente. Não consigo ficar parado olhando para a "cara" do tempo, de braços cruzados... não, este não sou eu! Gosto sim de viver intensamente cada minuto da minha vida, da melhor maneira possivel.


Após "negociar" meus dias/horários de trabalho nos dois lugares que presto serviços especializados, fui para São Paulo trabalhar mais um pouco; contudo com algo diferente da minha rotina cotidiana!


Na última semana estive no Parque Estadual de Intervales. Ele fica situado ao sul do Estado de São Paulo, numa cidadezinha chamada Ribeirão Grande!




A convite de uma amiga (Lye - Doutoranda da USP), fizemos um trabalho de campo, onde o objetivo era estudar a herpetofauna local (Capturar e analisar algumas espécies de anuros). Os animais pertencem ao gênero Physalaemus sp. (Por motivo de sigilo cientifico, cito apenas o gênero dos animais estudados!). Conosco estava também a Doutoranda Tatiana (Aracnóloga)! Sem falsa modestia, formamos uma equipe e tanto!!!! O trabalho "rendeu" surpreendentemente! Em pouco tempo conseguimos atingir a meta proposta!


Passei dois dias à campo e dois dias no laboratório, ajudando no que era preciso e no que podia! Enfim, foi uma experiência e tanto! Voltei ainda mais apaixonado pela pesquisa científica e pelos trabalhos relacionados ao metabolismo, ecologia, conservação e fisiologia comparativa/evolutiva!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Copenhagen 2009!




Conferência de Copenhague (COP-15) - A 15.ª Conferência das Partes acontece entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, em Copenhagen, Capital da Dinamarca. O encontro é considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto, vigente de 2008 a 2012.

Uma atmosfera de expectativa envolve a COP-15, não só por sua importância, mas pelo contexto da discussão mundial sobre as mudanças climáticas. Aparecem aí questões como:

. o impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para se estabelecer metas de redução de emissões e as bases para um esforço global de mitigação e adaptação;
. os oito anos do governo Bush, que se recusou a participar das discussões e do esforço de combate á mudança do clima;
. a chegada de Barack Obama ao poder nos EUA, prometendo uma nova postura;
. os recentes estudos científicos, muitos deles respaldados pelo IPCC, e econômicos, com destaque para o Relatório Stern.

Fonte: http://www.portalodm.com.br/conferencia-de-copenhagen-cop-15--e--24.html

Conversa entre avô e neto! Tema: O que é um Professor?



O ano é 2209 - ou seja, daqui a 200 anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:

“Vovô, por que o mundo está acabando?”.

A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:

“Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo."

“Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?”


O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.


“Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?”


“Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.”


“E como foi que eles desapareceram, vovô?”


“Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa. Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer: "estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para quê estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você", ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha." Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo gerenciar a relação com o aluno. Os professores eram vítimas da violência física, verbal e moral que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo. Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular", diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de ideias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério. Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas bem sucedidas eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas... Ah, mas teve um fator chave nessa história toda. Teve uma época longa chamada ditadura, quando os milicos colocaram os professores na alça de mira e quase acabaram com eles, foram perseguidos, aposentados, expulsos do país, em nome do combate aos subversivos e à instalação de uma república sindical no país. Eles fracassaram, porque a tal república sindical se instalou, os tais subversivos tomaram o poder, implantaram uma tal de educação libertadora que ninguém nunca soube o que é, fizeram a aprovação automática dos alunos com apoio dos políticos... Foi o tiro de misericórdia nos professores. Não sei o que foi pior se os "milicos» ou os tais «subversivos»."


“Não conheço essa palavra. O que é um milico, vovô?"


“Era, meu filho, era, não é. Também não existem mais..."


Fonte: http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/professores-mas-o-que-e-isso.html

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ilusão...

Olás,

Esse texto foi escrito por mim originalmente em 27/07/2005! Apresento-o aqui com algumas poucas modificações! Tentei preservar minhas palavras iniciais e originais! Nesta época eu estava lendo muito sobre Humberto Rohden!



Eis o texto "levemente" modificado!



Um dos erros mais freqüentes e marcantes é dar valores equivocados à coisas sem nenhum, ou com pouco valor. Quando assim o fazemos, enfocamos uma ilusão e não "realidade" tal qual deveria nos ser apresentada. Entender esta "ilusão" como realidade, é a pior coisa que podemos fazer, entretanto uma vez feito, desenvolvemos pseudo-realidades, a ainda, o pior é que enraizando estas às nossas vidas.



Devemos aprender a ser o pintor, o escultor, o músico,... Entender o mecanismo da “creação”, e deixar nossas Obras espalhadas por todo o cosmos.



Descobri que no chão onde meus pés deixam suas marcas podem nascer flores de lótus, que meu olhar pode acalmar ânimos exaltados e que minhas palavras podem tranqüilizar as almas inquietas...



Peço a Deus para que todos bebam o conteúdo destes cálice, e nunca se dêem por saciados. É fonte de água cristalina e viva, que nunca acabará. É "Água" Pura!!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Música




Hoje fui assistir à "OSB Jovem" (OSB = Orquestra Sinfônica Brasileira), na sala Cecília Meireles - Centro do Rio de Janeiro! O Concerto faz parte da comemoração dos 10 anos da "OSB Jovem"!

Escutar uma boa música orquestrada é maravilhoso, contudo escutá-la ao vivo é fantástico! Certa vez, meu amigo Tiago Calderano (Percussionista da OSB Jovem e da OSB), me disse: "A música deve ser sentida com todo o corpo; uma vez feito isso perceberá que seu ritmo e sua cadência assemelha-se às batidas do coração"!

A Música é também uma forma de se aproximar de Deus e de entender uma harmonia a muito perdida pela humanidade. Cada parte de um todo muito maior funciona harmoniosamente, a fim de que este todo seja entendido e apreciado em sua magnitude!

Dois amigos, um fusca e um fogão...

Olás...


Sinceramente, existem dias que não deviamos ter saido de casa, contudo "precisamos" sair, seja para fazer determinada coisa, seja para resolver determinado assunto!


Imagine você dirigindo o fusca do seu amigo num dia de chuva, com um fogão ao seu lado (Ou seja, no lugar no banco do carona), do centro do Rio de Janeiro até São Gonçalo! Imaginou?!?!?! Então agora realiza a cena...rs... foi exatamente isso que um amigo e eu fizemos no último Sábado!!!!


Pois é, já da para ter uma idéia vaga do tamanho da "loucura", quero dizer, da aventura que foi toda essa situação!!!! Digo melhor, vocês não fazem idéia do tamanho do Amor... sim, isso mesmo, do Amor... Afinal o fogão foi levado para a casa da minha namorada! Só por Amor mesmo para fazer essa louc... aventura!!!!!!...rs...


Pra ficar bem legal, já com o fogão dentro do carro, a bateria arriou!!!! Isso já na saida da garagem... Bom entendedor de carros como eu sou, pensei que talvez poderia ser porque o carro estava com pouca gasolina também!!! Após o porteiro do prédio ajudar a fazer o carro pegar no tranco, fomos até o posto de gasolina mais próximo, lá chegando "Desliguei" o carro e abasteci. Após esse pequeno detalhe o carro não pegou mais! Nisso já estavamos interditando a entrada e a saida de veículos do posto de gasolina e a CHUVA continuava a cair!!!! Foi então que o frentista, vendo nosso "desespero", veio em nosso socorro! Empurra daqui, volta prá lá... e nada!!!!!!!


Após alguns minutos, com um pouco de "calma", debaixo de CHUVA, avistamos uma oficina mecânica (Deus socorre os sem noção do perigo e os desesperados...rs...). Fui lá, conversei com o eletricista e o cara veio e deu uma carga na bateria! Enfim, para minha maior felicidade, o carro pegou! Quando já estava feliz da vida eis que o eletricista diz estas palavras: "Só tome cuidado para o carro não parar"! Como assim não parar?!?! Putzzzzz.... mais essa.... Fazer o que né, "já estavamos na CHUVA agora tinhamos que nos molhar"!!!!!!!


Contudo daquele momento em diante tudo correu bem (Graças a Deus), não fosse a chuva estar forte em alguns momentos e eu com um medo gigantesco do carro "morrer" no meio da Rua, da Ponte Rio-Niterói ou na BR-101! Levando-se em consideração que o caminho era de ida e volta, esse medo foi multiplicado por dois, ou melhor, por quatro, vale lembrar que tinha o meu "co-piloto" no banco de trás, de olho na estrada e segurando o fogão para ele não tombar em cima de mim!!!!!!...rs...


Nada melhor para uma manhã CHUVOSAAAAA de Sábado... você não acha?!?!?!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Conto - O Dia Em Que Aceitei Meu Destino

Olás...

Escrevi este texto num momento muito importante da minha vida... Após tomar uma decisão crucial, ainda um pouco chateado, resolvi dar vida às minhas emoções e criar um ambiente e personagens que pudessem espressar meus mais profundos sentimentos naquele instante... Eis o que surgiu dessa "viagem" psico-emocional...rs...

Flávio Nunes.


___________________________________

Rio de Janeiro, 21 / 07 / 2009.

O DIA EM QUE ACEITEI MEU DESTINO

Hoje aceitei o meu destino. Há alguns dias uma batalha deu-se inicio. Em campo de guerra havia sonhos, perspectivas de vida, realizações pessoais e feitos inimagináveis. Eu estava presente o tempo todo, presenciando tudo, sentindo tudo. Parte queria retirar-se e parte queria prosseguir até o final.

Tudo terminaria agressivamente como sempre; bastava eu entender o mais óbvio e difícil: “Tenho que aceitar meu destino”! Precisaria abrir mão daquilo que era o meu maior feito, o meu mais alto objetivo, a minha proeza mais sublime: Deveria abrir mão, para sempre, da minha pedra mais preciosa, do meu maior tesouro. O adquiri com descomunal esforço, contudo deveria abandona-lo completamente, sem olhar para trás, sem arrependimentos, sem rancores, sem ira, sem culpa. Fui aconselhar-me com amigos do presente e sábios do passado. A batalha chegou a seu clímax. Sabia que dentro de poucos dias tudo estaria resolvido.

Ainda no campo de batalha, procurei meus amigos mais próximos. Todos insistiram e me incentivaram a seguir meu coração, meus sonhos. Acolhi suas palavras com grande satisfação, era tudo o que eu queria ouvir para caminhar e ultrapassar meus limites. Entretanto, com o tempo vi que por melhores que fossem seus conselhos e incentivos, estavam falando aquilo que meu coração mais desejava ouvir. Senti que isso não era bom. Meu ego estava sobrecarregado e minha indecisão permanecia. Sim, o meu ego; tive receio de ser consumido pela luxuria. Aqui comecei a perceber que era hora de parar, subir o mais alto dos montes e olhar esta batalha lá do alto, analisar as estratégias e táticas de guerra.

Uma vez ali, analisando tudo de fora, minha sentença foi assinada. Quando retornasse ao campo de batalhas, deveria decidir e acabar com toda aquela sangria desnecessária.

No alto do monte encontrei conselheiros e sábios, do presente e do passado. A cada palavra pronunciada, meus pensamentos iluminavam-se e tornava-se mais claro o que deveria fazer. Começava a entender por quais motivos havia entrado naquela guerra.

Ao expor meus desejos e sentimentos sobre minha partida ao primeiro dos conselheiros, eis que ele me disse: “Qual a sua real necessidade de partir? Não precisa fazer isso”. Era o primeiro que questionava minhas verdadeiras motivações e dava-me escolhas. Começou a bloquear meu ego. Gosto de quem faz isso comigo; gosto que me digam aquilo que não gosto de escutar, mas que preciso ouvir. Foi minha primeira “desaceleração”. A partir desse instante comecei a analisar minhas verdadeiras intenções.

Fui ao encontro do segundo conselheiro. Ela estava junto de mim e acompanhava meu drama. Fez-me ver que os planos que outrora havia feito, foram “descartados”. Era o que parecia. Minhas ações do presente a faziam crer nisso. Foi então que recordei que se partisse, isso implicaria na ruptura com aqueles que estavam fazendo surgir algo maravilhoso no mundo. Eu perderia a oportunidade de lapidar uma pedra preciosa. Essa pedra bem lapidada poderá agradar os olhos de muitos e todos pagarão para admirá-la, pois será uma das mais belas. Seremos artistas. Transformaremos pedra bruta em obra de arte. O que outrora seria descartado poderá ser cobiçado por muitos. Teremos esta jóia raríssima em nossas mãos. E isso me encheu de orgulho. Contudo, uma investida errônea e tudo estará acabado. A pedra poderá continuar a ser bruta, poderá despedaçar-se ou tornar-se-á semi-preciosa. Para ser um artista de prestigio, preciso dedicar-me à minha arte, à minha obra-prima!

O terceiro conselheiro foi incisivo. Atacou meu coração diretamente. Suas palavras pareciam lanças longas e perfurantes. Naquele instante parte do meu sangue também jorrou. Em toda batalha sempre há homens que saem, de uma forma ou de outra, ferido. Fui ferido. De todos que já havia falado este foi categórico em um aspecto, disse-me: “Cuidado com suas buscas para obtenção de atenção e conselhos. Pode ser que encontre somente aquilo que esteja procurando, ou seja, a afirmação de seus próprios desejos particulares. O que isso lhe acrescenta? O que o faz chegar à resposta certa e acabar de vez com esta sangrenta guerra de razões e emoções descontroladas? Na verdade, buscar conselhos de muitas pessoas é não aconselhar-se com ninguém! Satisfaz seu ego, mas não lhe traz proveito algum”. E continuou: “Foque em seus objetivos, naquelas coisas que propôs concretizar. Se assim não o fizer, pessoas podem magoar-se desnecessariamente, você pode entrar em descrédito diante daqueles que depositaram em ti suas esperanças e ainda, você pode se perder no caminho, na penumbra da existência dos mesquinhos, soberbos e egocêntricos. É isso que desejas para ti”?

O que dizer depois disso? Concordei em desistir de tudo. Mas ali ainda eram minha palavras a anunciarem um pseudo-fim. Meu coração ainda não acreditava no que minhas palavras diziam. O sofrimento aumentou. O que fazer para resolver tudo aquilo definitivamente? Bastaria dar um sentido a tudo aquilo. Bastaria aceitar meu destino!

O quarto que procurei havia uma particularidade, havia contribuído muito, no decurso da minha vida, para o meu amadurecimento. Havia-me tirado do nada que era e dado-me a vida que tenho. Mais uma conversa dura, que depois de tantas horas o veredicto: “Seja qual for sua decisão, saberá que pode contar comigo! A vida é curta, siga o seu coração, seja feliz! Não perca tempo com algo que não lhe dará frutos! Cultive a semente em bom solo. Certamente, dessa forma, colherá bons frutos”. Paz, este foi meu sentimento. Mas ainda não havia paz “lá em baixo”, a batalha continuava.

Se for mentira e pecado falar algo que o coração ainda não estava completamente convencido, havia pecado e mentido. Minha falta de convicção e minha falta de firmeza faziam o sangue de inúmeros inocentes continuarem a jorrar. Seus corpos continuavam a espelhar-se pelo chão. Que tragédia eu estava realizando por causa dos meus receios, indecisões e limitações. Deveria fazer algo rapidamente, meu tempo estava esgotando. Apesar de tudo já parecer mais calmo, ainda estava havendo mortes. Isso não era bom.

Foi então que me encontrei com o primeiro sábio do passado. Suas palavras foram um balsamo. Ele disse assim: “De fato, não é suficiente ter o espírito bom, o mais importante é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, e aqueles que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se seguirem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam”. Ao ouvir isso, dei-me conta do erro que estava incorrendo. Estava correndo desesperadamente, tentando encontrar soluções rápidas para questões antigas; para coisas que estavam caminhando muito devagar. Eu tentei impor um ritmo que divergia e muito daquilo que estava se apresentando a mim. Não havia conseguido ver isso tão claramente até aquele momento.

Foi então que percebi que parte dos guerreiros mais bravos olhavam-me. Desviaram seus olhares dos inimigos e olhavam para onde eu estava. Desistiram de lutar e desejavam uma resposta. Uma resposta que desse sentido a tudo aquilo que estavam fazendo, que justificasse toda aquela carnificina. Pararam de guerrear. Agora eu era o centro das atenções.

Senti-me atraído pelas atenções dos guerreiros. Tinha que dar uma resposta, e tinha que ser algo que acabasse de vez com aquilo tudo, com toda aquela batalha desnecessária. Contudo não sabia ainda o que e como falar. De uma coisa eu estava certo, deveria falar alto, ser claro e convincente. Só pode-se fazer tal discurso quem está convicto daquilo que deseja passar aos seus ouvintes. Eu deveria estar ciente das conseqüências daquele ato de coragem e autoridade. Afinal, com poucas palavras eu seria capaz de dar fim em toda aquela incompatibilidade, ou estaria assinando minha sentença de morte e a guerra continuaria.

Neste instante, como que sussurros, ouvia varias frases: “É através do erro que se constrói o conhecimento. Não tenha medo de errar; existe uma lógica no erro”. E ainda: “O fracasso nunca lhe afligirá se sua vontade de vencer for suficientemente forte”. E outras tantas: “Um homem que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original”; “A felicidade não é para os covardes. A felicidade implica em assumir riscos!”; “A coragem afugenta os fantasmas, mas cria seus próprios seres fantásticos. A coragem gosta de rir!”; etc, etc, etc,...

Foi então que o segundo sábio veio ter comigo. Um sujeito estranho, com um olhar profundíssimo. Parecia que quase conseguia ler meus pensamentos. Aproximou-se e disse estas palavras: “Aquele que escala elevados montes ri-se de todas as tragédias apresentadas em palco e de todas as tragédias da vida. Corajosos, despreocupados, zombeteiros, brutais, é assim que nos quer a Sabedoria. Mulher que só pode amar guerreiros”. Olhamo-nos, ele deu um sorriso e um silêncio obtuso tomou conta do ambiente. Após alguns instantes continuou: “É verdade: amamos a vida não porque estejamos habituados à vida, mas estamos habituados a amar. Há sempre algo de loucura no amor, mas também há sempre algo de razão na loucura. Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem”!

Que palavras eram aquelas? O que aquele homem queria de mim? Após analisar suas palavras entendi que ele me via também como um guerreiro, contudo minha arma era outra, eu tenho o amor e o sorriso a meu favor. Sou corajoso, despreocupado, zombeteiro e brutal. Não havia subido naquele monte a toa.

Neste instante olhei para meu corpo, e vi algo que até o momento não pudera ou não quisera. Estava usando uma armadura, mas a minha era diferente de todas as outras armaduras que estavam sendo usadas na batalha lá embaixo. Em minha cintura estava pendurada uma espada. Havia sangue em minhas mãos, sentia minhas pernas e braços doloridos. Aquela batalha também era minha. Eu havia lutado tanto quanto cada um deles. Havia cicatrizes distribuídas pelo meu corpo e pela minha alma. Eu havia combatido duro, por muito tempo.

Eu sou o estrategista, o comandante, aquele que faz a ligação entre o povo, os guerreiros e os reis do meu mundo. Sou eu que transito livremente entre os anônimos e os que se destacam, entre os ignorantes e os mais sábios. Por isso minha palavra vale tanto em meu mundo, por isso sou digno de atenção, sou o dono do meu mundo. No fim eu é quem decido o caminho que devo seguir, eu é que devo escrever o desfecho da minha história. Como concluirei esta parte da minha vida? Recordo-me agora de quase tudo, sou um ser transcendente. Dono do meu tempo e senhor do meu destino. Minha palavra decidiu tudo que foi, decide tudo que é e tudo o que virá a ser. Tenho a vida em minhas mãos.

Podem trancafiar-me no mais fundo dos calabouços, contudo tenho uma mente livre e não deixarei que me prendam. Podem ferir-me com suas lâminas, mas sou como o sândalo, que quanto mais é ferido pelo machado, mais perfuma a lâmina que lhe corta. Podem tirar-me a possibilidade de instruir-me em uma das várias catedrais do saber, uma Academus ou um Liceus; mas não podem tirar minha gana na obtenção da sabedoria e minha busca compulsiva pelo auto-conhecimento. Podem matar-me fisicamente, mas não me matarão e me apagaram das mentes daqueles que me amam; já sou imortal em seus corações. Enquanto viverem e contarem meus feitos aos seus descendentes, não morrerei jamais. Meu nome será cravado na história.

Quero fazer de minha vida uma obra de arte sem igual. Uma obra única e singular, como eu. Desejo fazer do meu suspiro de vida, uma tempestade que chegue aos confins da terra. A vida é muito curta para a desperdiçarmos com coisas banais. É preciso aprender a viver bem. Venho me esforçando continuamente para fazer tal feito. Ao longo da história, poucos foram os que fizeram isso tão bem. De tantos comuns, alguns poucos foram incomuns. Em sua incompreensão transcenderam seus tempos e estão vivos ainda hoje nas páginas de um livro, nas mentes e nos corações de outros tantos. Será que após a minha morte física, conseguirei realizar tal feito? Viver nas páginas de um livro, nas mentes e nos corações de outros tantos?

Foram com estas perguntas que dei meus primeiros passos ao encontro dos guerreiros que lá no pé do monte se encontravam. Ao virar-me e ir em direção a eles, não esperava, mas ainda havia um sábio que desejava falar-me. Este era possuidor de um olhar cheio de ternura, transbordava humildade e simplicidade.

--- Permita-me lhe dizer algumas palavras?

Assenti com a cabeça.

E aquele homem começou a discursar sobre meu passado, presente e futuro. Falava sobre meus limites e superações, sobre minha mesquinharia e simplicidade, sobre meu egocentrismo e humildade, sobre minhas pobrezas e minhas riquezas. Dosava-me e media-me. Sabia onde o mendigo começava e o soberano terminava. Contou-me sobre meus momentos de profundo desespero e maiores glorias. Era um profundo conhecedor do ser humano.

Para finalizar disse-me: “Ninguém possui mais amor do que aquele que dá a sua própria vida pelos amigos e por aqueles que mais ama!”. Calei-me e refleti sobre tudo isso que até agora havia escutado. Compreendi o que deveria fazer. Fui ao encontro dos guerreiros.

Estava ali em frente a todos. Tanto os do bem, quanto os do mal. O silêncio era marcante. Ouvia-se os pássaros e as folhas da relva sendo tocada pelo vento. Com um pouco mais de atenção ouvia-se os corações acelerando dentro dos peitos, esperando aquele que seria o momento decisivo de uma vida. O suor escorria pela face e as mãos umedecidas já não seguravam direito suas armas. Todas as espadas estavam apontadas para o solo. Os escudos já não protegiam seus peitos. Pobres guerreiros, estavam quase vivos e quase mortos. O que aconteceu a seguir surpreendeu a todos.

Disse então:

--- Apesar da minha pouca idade, tenho cicatrizes profundas. Resisti firmemente as batalhas que empreendi. Lutei sozinho em muitas delas. Comi os restos e deliciei-me com os mais belos banquetes. Fui o mais pobre dos homens e um dos mais ricos de todos os tempos. Olhem para mim, acreditam que seria capaz de desistir de lutar assim facilmente? Se alguém pensa que irei me acovardar, está completamente enganado. Não sou covarde, sou astuto. Minha firmeza, as vezes se confunde com ira. Por desejar ver as pessoas exercitarem todo o seu potencial, enquanto seres humanos, já fui incontáveis vezes mal interpretado e incompreendido. Acredito que quando alguém não aprende através do amor, aprende através da dor. Sofro por ter que ensinar através da dor, mas em alguns casos este é o único modo. Se cheguei onde estou hoje, se tornei-me o dono do meu mundo, é porque lutei em batalhas sangrentas.

Olhei ao meu redor. Todos calados olhavam fixamente enquanto eu discursava. Tirei minha espada da bainha, joguei meu escudo de lado e tirei parte da minha armadura. Todos puderam ver as marcas em meu corpo. Assombraram-se.

--- Cada uma de minhas cicatrizes possui nome. Existem algumas marcas profundissimas, que sei exatamente onde as adquiri e quem as produziu. Jamais me entreguei aos inimigos. Já fui traído e escravo de alguns. De todos, com força ou com astúcia, me libertei e me fortaleci. Não preciso mais de muralhas para me proteger. Não tenho mais medo de morrer. Já estive tantas vezes à beira da morte que ela não me surpreende mais. O que me surpreende ainda hoje, é ver um novo dia amanhecer e todo o enigma do universo aparecer bem ali diante dos meus olhos. Fascina-me o devir. Encanta-me a busca pelo desconhecido. Tudo isso é para mim fonte de grande felicidade e satisfação. Se me consideram um desbravador, um visionário, é porque me fiz assim. Não nasci pronto. Mesmo indo ao encontro da morte, vencendo e perdendo nos campos de batalha, regozijo de felicidade pelo fato de estar vivo e ter a oportunidade de descobrir algo novo a cada dia.

Elevou os olhos ao céu. Já estava totalmente desprotegido. O primeiro que quisesse lhe transpassava a espada, era o fim.

--- Certa vez me contaram que meu poder de persuasão é grande. Meditei sobre isso. Descobri algumas seqüências de códigos e símbolos interessantes. Hoje uso isso a meu favor. Não uso isso agora com vocês, não seria justo morrer assim. Prefiro morrer dignamente a tornar-me escravo do vosso Sistema. Prefiro ser enfeitiçado, retornar incontáveis vezes a este mundo, e passar novamente por tudo que passei, à viver uma vida que não é minha. Aceito cada cicatriz, cada dor, cada sofrimento, assim como cada momento de paz, de felicidade, de prazer. Os repetiria incontáveis vezes se assim fosse possível. Os repetiria porque são meus e de mais ninguém. Sou o Dono do meu Mundo! Ninguém poderá me impedir de lutar até a morte por aquilo que acredito. Ninguém me impedira de realizar meus desejos e sonhos. Podem me tirar a luz, mas sei juntar pavio, cera e fazer fogo. Sou como á água, flexível e adaptável, não perco minha essência. Nunca mais perderei nenhuma guerra, aprendi a lidar com ela. Jamais morrerei; viverei eternamente nos corações e nas mentes daqueles que, quando ouvirem o meu nome, relembrarão os meus feitos. Aceito o meu destino.

Com estas palavras entreguei minha vida nas mãos daqueles que mais me amaram e odiaram. Entreguei-me ao bem e ao mal. Ali parado, mudo e contemplativo, imerso em pensamentos, todos desapareceram.

O campo de batalha, que outrora havia sangue e centenas de corpos mortos, feridos e agonizantes, transformou-se num lindo campo verdejante. Havia flores das mais belas cores e cheiros. Haviam árvores com diversificados frutos. O Sol tocava minha pele de leve e o vento a acariciava. Vi os animais correrem livres no horizonte, outros banharem-se nos rios e tantos outros voarem pelos céus. Não estava mais de armadura, não precisava mais dela.

Sabia exatamente o que estava acontecendo, já havia acontecido antes. Era meu “prêmio” por ter feito a escolha correta. Recebi mais uma vez a possibilidade de contemplar a minha essência em seu estado mais puro. Até que a próxima batalha chegue, aproveitarei ao máximo o meu presente.

Estranhamente uma nova cicatriz apareceu. Como todas as outras esta é invisível aos olhos do mundo. O Sistema não a vê, eu sim. É profunda e eu sei bem onde a adquiri.

Abram bem os seus olhos e afiem suas espadas. Estou pronto para a próxima batalha.

Oi...

Olá Pessoal,

Após ter criado dois outros Blogs (De cunho mais profissional... ao menos essa era a intenção...rs...), decidi criar este novo Blog para postar mensagens pessoais.

Esse Blog tem a intenção de "não ter intenção alguma"...rs... Na realidade, é apenas uma forma de manifestar alguns dos meus pensamentos e escritos pessoais, ou seja, minhas "loucuras" e "devaneios"...rs...

Sem mais nada a declarar no momento... até os próximos textos...rs... ;)

Abraços,

Flávio Nunes.

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