sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Conto - O Dia Em Que Aceitei Meu Destino

Olás...

Escrevi este texto num momento muito importante da minha vida... Após tomar uma decisão crucial, ainda um pouco chateado, resolvi dar vida às minhas emoções e criar um ambiente e personagens que pudessem espressar meus mais profundos sentimentos naquele instante... Eis o que surgiu dessa "viagem" psico-emocional...rs...

Flávio Nunes.


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Rio de Janeiro, 21 / 07 / 2009.

O DIA EM QUE ACEITEI MEU DESTINO

Hoje aceitei o meu destino. Há alguns dias uma batalha deu-se inicio. Em campo de guerra havia sonhos, perspectivas de vida, realizações pessoais e feitos inimagináveis. Eu estava presente o tempo todo, presenciando tudo, sentindo tudo. Parte queria retirar-se e parte queria prosseguir até o final.

Tudo terminaria agressivamente como sempre; bastava eu entender o mais óbvio e difícil: “Tenho que aceitar meu destino”! Precisaria abrir mão daquilo que era o meu maior feito, o meu mais alto objetivo, a minha proeza mais sublime: Deveria abrir mão, para sempre, da minha pedra mais preciosa, do meu maior tesouro. O adquiri com descomunal esforço, contudo deveria abandona-lo completamente, sem olhar para trás, sem arrependimentos, sem rancores, sem ira, sem culpa. Fui aconselhar-me com amigos do presente e sábios do passado. A batalha chegou a seu clímax. Sabia que dentro de poucos dias tudo estaria resolvido.

Ainda no campo de batalha, procurei meus amigos mais próximos. Todos insistiram e me incentivaram a seguir meu coração, meus sonhos. Acolhi suas palavras com grande satisfação, era tudo o que eu queria ouvir para caminhar e ultrapassar meus limites. Entretanto, com o tempo vi que por melhores que fossem seus conselhos e incentivos, estavam falando aquilo que meu coração mais desejava ouvir. Senti que isso não era bom. Meu ego estava sobrecarregado e minha indecisão permanecia. Sim, o meu ego; tive receio de ser consumido pela luxuria. Aqui comecei a perceber que era hora de parar, subir o mais alto dos montes e olhar esta batalha lá do alto, analisar as estratégias e táticas de guerra.

Uma vez ali, analisando tudo de fora, minha sentença foi assinada. Quando retornasse ao campo de batalhas, deveria decidir e acabar com toda aquela sangria desnecessária.

No alto do monte encontrei conselheiros e sábios, do presente e do passado. A cada palavra pronunciada, meus pensamentos iluminavam-se e tornava-se mais claro o que deveria fazer. Começava a entender por quais motivos havia entrado naquela guerra.

Ao expor meus desejos e sentimentos sobre minha partida ao primeiro dos conselheiros, eis que ele me disse: “Qual a sua real necessidade de partir? Não precisa fazer isso”. Era o primeiro que questionava minhas verdadeiras motivações e dava-me escolhas. Começou a bloquear meu ego. Gosto de quem faz isso comigo; gosto que me digam aquilo que não gosto de escutar, mas que preciso ouvir. Foi minha primeira “desaceleração”. A partir desse instante comecei a analisar minhas verdadeiras intenções.

Fui ao encontro do segundo conselheiro. Ela estava junto de mim e acompanhava meu drama. Fez-me ver que os planos que outrora havia feito, foram “descartados”. Era o que parecia. Minhas ações do presente a faziam crer nisso. Foi então que recordei que se partisse, isso implicaria na ruptura com aqueles que estavam fazendo surgir algo maravilhoso no mundo. Eu perderia a oportunidade de lapidar uma pedra preciosa. Essa pedra bem lapidada poderá agradar os olhos de muitos e todos pagarão para admirá-la, pois será uma das mais belas. Seremos artistas. Transformaremos pedra bruta em obra de arte. O que outrora seria descartado poderá ser cobiçado por muitos. Teremos esta jóia raríssima em nossas mãos. E isso me encheu de orgulho. Contudo, uma investida errônea e tudo estará acabado. A pedra poderá continuar a ser bruta, poderá despedaçar-se ou tornar-se-á semi-preciosa. Para ser um artista de prestigio, preciso dedicar-me à minha arte, à minha obra-prima!

O terceiro conselheiro foi incisivo. Atacou meu coração diretamente. Suas palavras pareciam lanças longas e perfurantes. Naquele instante parte do meu sangue também jorrou. Em toda batalha sempre há homens que saem, de uma forma ou de outra, ferido. Fui ferido. De todos que já havia falado este foi categórico em um aspecto, disse-me: “Cuidado com suas buscas para obtenção de atenção e conselhos. Pode ser que encontre somente aquilo que esteja procurando, ou seja, a afirmação de seus próprios desejos particulares. O que isso lhe acrescenta? O que o faz chegar à resposta certa e acabar de vez com esta sangrenta guerra de razões e emoções descontroladas? Na verdade, buscar conselhos de muitas pessoas é não aconselhar-se com ninguém! Satisfaz seu ego, mas não lhe traz proveito algum”. E continuou: “Foque em seus objetivos, naquelas coisas que propôs concretizar. Se assim não o fizer, pessoas podem magoar-se desnecessariamente, você pode entrar em descrédito diante daqueles que depositaram em ti suas esperanças e ainda, você pode se perder no caminho, na penumbra da existência dos mesquinhos, soberbos e egocêntricos. É isso que desejas para ti”?

O que dizer depois disso? Concordei em desistir de tudo. Mas ali ainda eram minha palavras a anunciarem um pseudo-fim. Meu coração ainda não acreditava no que minhas palavras diziam. O sofrimento aumentou. O que fazer para resolver tudo aquilo definitivamente? Bastaria dar um sentido a tudo aquilo. Bastaria aceitar meu destino!

O quarto que procurei havia uma particularidade, havia contribuído muito, no decurso da minha vida, para o meu amadurecimento. Havia-me tirado do nada que era e dado-me a vida que tenho. Mais uma conversa dura, que depois de tantas horas o veredicto: “Seja qual for sua decisão, saberá que pode contar comigo! A vida é curta, siga o seu coração, seja feliz! Não perca tempo com algo que não lhe dará frutos! Cultive a semente em bom solo. Certamente, dessa forma, colherá bons frutos”. Paz, este foi meu sentimento. Mas ainda não havia paz “lá em baixo”, a batalha continuava.

Se for mentira e pecado falar algo que o coração ainda não estava completamente convencido, havia pecado e mentido. Minha falta de convicção e minha falta de firmeza faziam o sangue de inúmeros inocentes continuarem a jorrar. Seus corpos continuavam a espelhar-se pelo chão. Que tragédia eu estava realizando por causa dos meus receios, indecisões e limitações. Deveria fazer algo rapidamente, meu tempo estava esgotando. Apesar de tudo já parecer mais calmo, ainda estava havendo mortes. Isso não era bom.

Foi então que me encontrei com o primeiro sábio do passado. Suas palavras foram um balsamo. Ele disse assim: “De fato, não é suficiente ter o espírito bom, o mais importante é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, e aqueles que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se seguirem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam”. Ao ouvir isso, dei-me conta do erro que estava incorrendo. Estava correndo desesperadamente, tentando encontrar soluções rápidas para questões antigas; para coisas que estavam caminhando muito devagar. Eu tentei impor um ritmo que divergia e muito daquilo que estava se apresentando a mim. Não havia conseguido ver isso tão claramente até aquele momento.

Foi então que percebi que parte dos guerreiros mais bravos olhavam-me. Desviaram seus olhares dos inimigos e olhavam para onde eu estava. Desistiram de lutar e desejavam uma resposta. Uma resposta que desse sentido a tudo aquilo que estavam fazendo, que justificasse toda aquela carnificina. Pararam de guerrear. Agora eu era o centro das atenções.

Senti-me atraído pelas atenções dos guerreiros. Tinha que dar uma resposta, e tinha que ser algo que acabasse de vez com aquilo tudo, com toda aquela batalha desnecessária. Contudo não sabia ainda o que e como falar. De uma coisa eu estava certo, deveria falar alto, ser claro e convincente. Só pode-se fazer tal discurso quem está convicto daquilo que deseja passar aos seus ouvintes. Eu deveria estar ciente das conseqüências daquele ato de coragem e autoridade. Afinal, com poucas palavras eu seria capaz de dar fim em toda aquela incompatibilidade, ou estaria assinando minha sentença de morte e a guerra continuaria.

Neste instante, como que sussurros, ouvia varias frases: “É através do erro que se constrói o conhecimento. Não tenha medo de errar; existe uma lógica no erro”. E ainda: “O fracasso nunca lhe afligirá se sua vontade de vencer for suficientemente forte”. E outras tantas: “Um homem que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original”; “A felicidade não é para os covardes. A felicidade implica em assumir riscos!”; “A coragem afugenta os fantasmas, mas cria seus próprios seres fantásticos. A coragem gosta de rir!”; etc, etc, etc,...

Foi então que o segundo sábio veio ter comigo. Um sujeito estranho, com um olhar profundíssimo. Parecia que quase conseguia ler meus pensamentos. Aproximou-se e disse estas palavras: “Aquele que escala elevados montes ri-se de todas as tragédias apresentadas em palco e de todas as tragédias da vida. Corajosos, despreocupados, zombeteiros, brutais, é assim que nos quer a Sabedoria. Mulher que só pode amar guerreiros”. Olhamo-nos, ele deu um sorriso e um silêncio obtuso tomou conta do ambiente. Após alguns instantes continuou: “É verdade: amamos a vida não porque estejamos habituados à vida, mas estamos habituados a amar. Há sempre algo de loucura no amor, mas também há sempre algo de razão na loucura. Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem”!

Que palavras eram aquelas? O que aquele homem queria de mim? Após analisar suas palavras entendi que ele me via também como um guerreiro, contudo minha arma era outra, eu tenho o amor e o sorriso a meu favor. Sou corajoso, despreocupado, zombeteiro e brutal. Não havia subido naquele monte a toa.

Neste instante olhei para meu corpo, e vi algo que até o momento não pudera ou não quisera. Estava usando uma armadura, mas a minha era diferente de todas as outras armaduras que estavam sendo usadas na batalha lá embaixo. Em minha cintura estava pendurada uma espada. Havia sangue em minhas mãos, sentia minhas pernas e braços doloridos. Aquela batalha também era minha. Eu havia lutado tanto quanto cada um deles. Havia cicatrizes distribuídas pelo meu corpo e pela minha alma. Eu havia combatido duro, por muito tempo.

Eu sou o estrategista, o comandante, aquele que faz a ligação entre o povo, os guerreiros e os reis do meu mundo. Sou eu que transito livremente entre os anônimos e os que se destacam, entre os ignorantes e os mais sábios. Por isso minha palavra vale tanto em meu mundo, por isso sou digno de atenção, sou o dono do meu mundo. No fim eu é quem decido o caminho que devo seguir, eu é que devo escrever o desfecho da minha história. Como concluirei esta parte da minha vida? Recordo-me agora de quase tudo, sou um ser transcendente. Dono do meu tempo e senhor do meu destino. Minha palavra decidiu tudo que foi, decide tudo que é e tudo o que virá a ser. Tenho a vida em minhas mãos.

Podem trancafiar-me no mais fundo dos calabouços, contudo tenho uma mente livre e não deixarei que me prendam. Podem ferir-me com suas lâminas, mas sou como o sândalo, que quanto mais é ferido pelo machado, mais perfuma a lâmina que lhe corta. Podem tirar-me a possibilidade de instruir-me em uma das várias catedrais do saber, uma Academus ou um Liceus; mas não podem tirar minha gana na obtenção da sabedoria e minha busca compulsiva pelo auto-conhecimento. Podem matar-me fisicamente, mas não me matarão e me apagaram das mentes daqueles que me amam; já sou imortal em seus corações. Enquanto viverem e contarem meus feitos aos seus descendentes, não morrerei jamais. Meu nome será cravado na história.

Quero fazer de minha vida uma obra de arte sem igual. Uma obra única e singular, como eu. Desejo fazer do meu suspiro de vida, uma tempestade que chegue aos confins da terra. A vida é muito curta para a desperdiçarmos com coisas banais. É preciso aprender a viver bem. Venho me esforçando continuamente para fazer tal feito. Ao longo da história, poucos foram os que fizeram isso tão bem. De tantos comuns, alguns poucos foram incomuns. Em sua incompreensão transcenderam seus tempos e estão vivos ainda hoje nas páginas de um livro, nas mentes e nos corações de outros tantos. Será que após a minha morte física, conseguirei realizar tal feito? Viver nas páginas de um livro, nas mentes e nos corações de outros tantos?

Foram com estas perguntas que dei meus primeiros passos ao encontro dos guerreiros que lá no pé do monte se encontravam. Ao virar-me e ir em direção a eles, não esperava, mas ainda havia um sábio que desejava falar-me. Este era possuidor de um olhar cheio de ternura, transbordava humildade e simplicidade.

--- Permita-me lhe dizer algumas palavras?

Assenti com a cabeça.

E aquele homem começou a discursar sobre meu passado, presente e futuro. Falava sobre meus limites e superações, sobre minha mesquinharia e simplicidade, sobre meu egocentrismo e humildade, sobre minhas pobrezas e minhas riquezas. Dosava-me e media-me. Sabia onde o mendigo começava e o soberano terminava. Contou-me sobre meus momentos de profundo desespero e maiores glorias. Era um profundo conhecedor do ser humano.

Para finalizar disse-me: “Ninguém possui mais amor do que aquele que dá a sua própria vida pelos amigos e por aqueles que mais ama!”. Calei-me e refleti sobre tudo isso que até agora havia escutado. Compreendi o que deveria fazer. Fui ao encontro dos guerreiros.

Estava ali em frente a todos. Tanto os do bem, quanto os do mal. O silêncio era marcante. Ouvia-se os pássaros e as folhas da relva sendo tocada pelo vento. Com um pouco mais de atenção ouvia-se os corações acelerando dentro dos peitos, esperando aquele que seria o momento decisivo de uma vida. O suor escorria pela face e as mãos umedecidas já não seguravam direito suas armas. Todas as espadas estavam apontadas para o solo. Os escudos já não protegiam seus peitos. Pobres guerreiros, estavam quase vivos e quase mortos. O que aconteceu a seguir surpreendeu a todos.

Disse então:

--- Apesar da minha pouca idade, tenho cicatrizes profundas. Resisti firmemente as batalhas que empreendi. Lutei sozinho em muitas delas. Comi os restos e deliciei-me com os mais belos banquetes. Fui o mais pobre dos homens e um dos mais ricos de todos os tempos. Olhem para mim, acreditam que seria capaz de desistir de lutar assim facilmente? Se alguém pensa que irei me acovardar, está completamente enganado. Não sou covarde, sou astuto. Minha firmeza, as vezes se confunde com ira. Por desejar ver as pessoas exercitarem todo o seu potencial, enquanto seres humanos, já fui incontáveis vezes mal interpretado e incompreendido. Acredito que quando alguém não aprende através do amor, aprende através da dor. Sofro por ter que ensinar através da dor, mas em alguns casos este é o único modo. Se cheguei onde estou hoje, se tornei-me o dono do meu mundo, é porque lutei em batalhas sangrentas.

Olhei ao meu redor. Todos calados olhavam fixamente enquanto eu discursava. Tirei minha espada da bainha, joguei meu escudo de lado e tirei parte da minha armadura. Todos puderam ver as marcas em meu corpo. Assombraram-se.

--- Cada uma de minhas cicatrizes possui nome. Existem algumas marcas profundissimas, que sei exatamente onde as adquiri e quem as produziu. Jamais me entreguei aos inimigos. Já fui traído e escravo de alguns. De todos, com força ou com astúcia, me libertei e me fortaleci. Não preciso mais de muralhas para me proteger. Não tenho mais medo de morrer. Já estive tantas vezes à beira da morte que ela não me surpreende mais. O que me surpreende ainda hoje, é ver um novo dia amanhecer e todo o enigma do universo aparecer bem ali diante dos meus olhos. Fascina-me o devir. Encanta-me a busca pelo desconhecido. Tudo isso é para mim fonte de grande felicidade e satisfação. Se me consideram um desbravador, um visionário, é porque me fiz assim. Não nasci pronto. Mesmo indo ao encontro da morte, vencendo e perdendo nos campos de batalha, regozijo de felicidade pelo fato de estar vivo e ter a oportunidade de descobrir algo novo a cada dia.

Elevou os olhos ao céu. Já estava totalmente desprotegido. O primeiro que quisesse lhe transpassava a espada, era o fim.

--- Certa vez me contaram que meu poder de persuasão é grande. Meditei sobre isso. Descobri algumas seqüências de códigos e símbolos interessantes. Hoje uso isso a meu favor. Não uso isso agora com vocês, não seria justo morrer assim. Prefiro morrer dignamente a tornar-me escravo do vosso Sistema. Prefiro ser enfeitiçado, retornar incontáveis vezes a este mundo, e passar novamente por tudo que passei, à viver uma vida que não é minha. Aceito cada cicatriz, cada dor, cada sofrimento, assim como cada momento de paz, de felicidade, de prazer. Os repetiria incontáveis vezes se assim fosse possível. Os repetiria porque são meus e de mais ninguém. Sou o Dono do meu Mundo! Ninguém poderá me impedir de lutar até a morte por aquilo que acredito. Ninguém me impedira de realizar meus desejos e sonhos. Podem me tirar a luz, mas sei juntar pavio, cera e fazer fogo. Sou como á água, flexível e adaptável, não perco minha essência. Nunca mais perderei nenhuma guerra, aprendi a lidar com ela. Jamais morrerei; viverei eternamente nos corações e nas mentes daqueles que, quando ouvirem o meu nome, relembrarão os meus feitos. Aceito o meu destino.

Com estas palavras entreguei minha vida nas mãos daqueles que mais me amaram e odiaram. Entreguei-me ao bem e ao mal. Ali parado, mudo e contemplativo, imerso em pensamentos, todos desapareceram.

O campo de batalha, que outrora havia sangue e centenas de corpos mortos, feridos e agonizantes, transformou-se num lindo campo verdejante. Havia flores das mais belas cores e cheiros. Haviam árvores com diversificados frutos. O Sol tocava minha pele de leve e o vento a acariciava. Vi os animais correrem livres no horizonte, outros banharem-se nos rios e tantos outros voarem pelos céus. Não estava mais de armadura, não precisava mais dela.

Sabia exatamente o que estava acontecendo, já havia acontecido antes. Era meu “prêmio” por ter feito a escolha correta. Recebi mais uma vez a possibilidade de contemplar a minha essência em seu estado mais puro. Até que a próxima batalha chegue, aproveitarei ao máximo o meu presente.

Estranhamente uma nova cicatriz apareceu. Como todas as outras esta é invisível aos olhos do mundo. O Sistema não a vê, eu sim. É profunda e eu sei bem onde a adquiri.

Abram bem os seus olhos e afiem suas espadas. Estou pronto para a próxima batalha.

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