quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Filhote!


Tudo estava indo muito bem não fosse o atraso de sempre. Era impressionante a capacidade que ela tinha de sair atrasa de casa. O pior é que sempre esquecia algo; relógio, cordão, cartão de transporte, até a carteira com dinheiro, cartão de crédito e documentos já esqueceu. Se tinha algo que precisava fazer urgentemente era um curso de administração de tempo.

Naquela manhã algo diferente ocorreu. Ela saiu de casa atrasada, esqueceu de colocar os brincos, mas no caminho para o trabalho havia uma novidade singular. Naquela manhã próximo ao seu trabalho havia uma senhora com uma caixa de papelão cheia de filhotinhos. Eram cães sem raça definida, entretanto um mais lindo que o outro. Ela não resistiu e parou para olhá-los mais de perto.

- Que gracinhas. Quanto tempo de vida eles têm? Perguntou.

- Estão completando cinqüenta dias de vida, já estão desmamados, vermifugados e com uma vacina feita! Respondeu a senhora, que pela descrição e explicação tão detalhada, ou estava vendendo ou doando os pobrezinhos.

- A senhora está vendendo-os?

- Não, estou doando! Eles são uma graça não é mesmo. Você se interessou por algum?

A mulher pensou: “É claro, me interessei por todos; mas não posso levá-los”! Olhava cada um e via ali, diante de seus olhos, os pequenos e indefesos filhotes. Eram cinco no total. Já estava para ir embora, quando de repente ouviu o latido de um deles, era o menor de todos, entretanto o que possuía o olhar mais “fofo e lindo” de todos! Ela não conteve-se e continuou o diálogo:

 - Por que está doando estes filhotes?

- Cuido de muitos animais de rua e a mãe destes chegou para mim já grávida. Não podia desampará-la neste estado. A acolhi e cuidei dela até que estas pequenas belezinhas nascessem, entretanto não posso ficar com todos em casa, a despesa é alta, por isso estou doando-os!

A conversa da senhora convenceu a mulher! Era tarde, naquele instante ela sabia que o “Pequeno Polegar” seria seu.

- Estou indo para o trabalho agora e por sinal estou muito atrasada. Saio às 17:00h, você ainda estará por aqui?

A senhora disse que sim e confirmou com um balanço de cabeça.

- Será que pode deixar este aqui separado para eu vir pegá-lo logo mais? Disse isso apontando para o menor de todos.

- Claro que posso, de agora em diante ele é seu! Cuidarei dele até que você saia do trabalho. E assim o fez!

O dia passou e a mulher não tirava o pensamento do “Pequeno Polegar”, nome que criou assim que olhou para aquele pequena criaturinha de Deus, nascida na casa de uma senhora de bom coração e possuidor dos olhos mais lindos e “pidões” que ela já havia conhecido.

- E então, onde está o meu “Pequeno Polegar”? Disse a mulher aproximando-se da senhora que ainda estava sentada no mesmo lugar desde a manhã.

- Está aqui! Olha, vou te contar, você deu muita sorte! Como pode ver, só doei uma irmãzinha dele, os outros estão todos aqui. Confiei na sua palavra e cuidei dele para você durante todo o dia. Para este aqui não faltaram propostas, mas como já havia prometido ele à você, aqui está o pequenino.

Após estas palavras ela tirou o filhote de dentro da caixa e o entregou à mulher que logo o acalentou em seus braços.

Não demorou nem meio minuto e o pequenino já estava lambendo o queixo e o pescoço da mulher, se não ficasse atenta, lambia também a boca e o seu nariz. Ele era uma “gracinha”! Sua cauda não parava de balançar; segundo o que leu numa revista especializada a algum tempo, isso era uma demonstração de alegria e/ou felicidade por parte dos cães. Foi amor a primeira vista!

Por indicação da senhora, procurou um Petshop próximo ao local de onde estavam e lá comprou ração, vasilhas de água e ração, caminha, brinquedos e coleira. O que não gastou no cão, investiu no Petshop.

Já havia tido outros animais ao longo da vida, entretanto esta era a primeira vez que teria que cuidar sozinha de um animal só dela. Morava sozinha e por um lado, o filhote lhe serviria de companhia. Por indicação da senhora e por conselho do atendente da loja de animais, ela no dia seguinte, aproveitando seu dia de folga, pegou o “Pequeno Polegar” e levou-o a um veterinário.

- Dr., estou com ele a pouco mais de doze horas, o adotei de uma senhora a três quadras daqui e gostaria de saber quais as recomendações preciso tomar para cuidar bem do meu “bebezinho”!

O veterinário olhou aquela cena com um olhar bem singular e experiente, deu um leve sorriso e disse:

- Então a senhora P achou mais uma bela alma por aqui (risos)! Começou ele tecendo um leve elogio em função de ter pegado o filhotinho para criar. Ela por sua vez pensou: “Então não é a primeira vez que aquela senhora doa filhotes”!

- O senhor conhece a senhora que me doou este filhote? Tudo bem eu ficar com ele?

- Claro que conheço, ela é uma excelente pessoa, muito simpática e carinhosa. Faz um trabalho espetacular com os animais de rua. Quanto à procedência dos filhotes, sim pode ficar com ele, certamente está muito bem tratado; bem melhor que muitos humanos por aí!

- Mas então Dr., o que tenho que fazer agora, neste instante!

- Neste momento eu preciso avaliá-lo, ou seja, verificar como está o seu coração, pulmões, parte esquelética, muscular, fazer a apalpação abdominal, ver o peso e a temperatura;  em seguida lhe direi o que faremos!

 Após todo o procedimento terminado, o Veterinário constatou que o filhote gozava de plena saúde e que o melhor que poderia fazer para ele, naquele momento, era vaciná-lo! Tudo pronto, ele fez a aplicação, no que o filhote fez apenas um sinal de choro, mas nada digno de nota.

- Olha só, ele está ótimo! Agora é só observar se ele irá ter febre de hoje par amanhã ou algum sinal de quietude! Ainda assim, estes sintomas são sinais da reação pós-vacinal! Normalmente tudo volta ao normal dentro de, no máximo, 48 h; tem animal que nem reação desenvolve.

- Ufa, que tranqüilidade Dr.! E a vacina pago em que lugar, aqui mesmo com o senhor ou lá na recepção?

- Na recepção! Não se esqueça de trazê-lo aqui novamente entre 21 e 30 dias, para nova vacina!

Ela assentiu com a cabeça.

- E antes que eu me esqueça, ele não é o seu “Bebê”! Ele é um novo membro da família, mas não é um bebê; é um cão e deve ser tratado como tal!


PS: Uma consulta minha dura, em média, entre quinze e vinte minutos! Nela eu procuro fazer uma boa anamese do paciente e conhecer melhor o proprietário! Em 95% dos casos a consulta possui muito mais perguntas que no presente texto, mas não as inclui aqui para não tornar o conto cansativo! O motivo de todas as peguntas é conhecer melhor o cão e o dono, para no fim direcionar o tratramento! Vale dizer que, por minha própria experiência, mais de 50% dos problemas em animais domésticos é causado pelo próprio dono! 
Espero que a leitura tenha sido boa!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"Ler devia ser proibido"!

Olá Pessoal,

Olha só o vídeo/texto que encontrei na net! Precisa prestar atenção para não se enganar com o título..rs..
Desejo a todos uma BOA LEITURA!
Forte Abraço,
Flávio Nunes.

Ser Humano!

Somos seres dificeis de se entender! Talvez por isso, de tão misteriosos, somos tomados por um quê desconhecido, e sem ao menos darmos conta, já estamos envolvidos na possibilidade de descobrirmos outros seres semelhantes a nós.

Que estranho Ser Humano!

Sou humano, isso é um fato; mas que estranho ser quem sou! Pois não sei quem sou e isto faz toda diferença entre eu pensar que sou algo e o que sou em verdade e essência!

Existem tantos humanos, em tantas partes, fazendo tantas coisas; que dá arrepio na espinha só de pensar em que ponto chegamos! Você sabe em que ponto chegamos? Não? Bem vindo(a) ao status quo de SER humano!

Quisera eu, um dia, ser menos humano que sou! Não consegui! Tentei várias vezes, mas não consegui! Em todas as tentativas fui falho em minha vontade de ser menos humano que sou! É meu Karma, minha benção e minha maldição! Ser humano é o que sou e isso serei até o fim dos meus dias!

Bom, nessa reflexão "devaneada", não vejo outra saída senão tentar ser o melhor espécime da minha espécie! O melhor humus dessa terra! Ora brilhando como o raio de sol, ora sendo o fermento da massa de pão, ou ainda, o sal que dá gosto ao alimento!

Se sou o que sou, serei o melhor que posso ser: SER HUMANO!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal!

Ele havia acabado de chegar. Fez uma viagem longa e cansativa, mas sua alegria era transparente e transbordante! Não via a família a pelo menos dois anos. Aquele re-encontro estava sendo perfeito, não fosse o desconforto que começava a ganhar força em seu coração!

Ele não podia controlar, era mais forte que ele. Um turbilhão de emoções jorrava do seu peito e o desconforto só aumentava. Que coisa terrível foram as horas vindouras.

Tudo o incomodava! Tudo. Sons, cheiros, a movimentação dentro de casa, as visitas dos familiares,... e o pior de tudo, a atenção e o amor, incondicional, dos seus pais! Que martírio, que agonia, que desespero. Isso o estava matando!

A sensação era clara; parecia que havia retornado dois anos no tempo. Tudo que "deixou para trás" estava exatamente da mesma forma. Todos os amores e todos os conflitos! Ele havia vivido uma grande aventura, dado saltos gigantescos e aquele retorno fora entendido como um retrocesso, uma anulação, e constringia o seu coração.

O cume do desespero foi o momento em que ele, inconscientemente, irritou-se em público com a sua mãe. Ela, em meio a lágrimas, sentiu como se o peito se rasgasse e a chama do amor pelo filho tão querido se apagasse. Que dor cruel aquela mãe sentiu.

Entretanto, algo acontecia dentro do coração daquele jovem. De repente, ele escutou mais uma vez "a voz" e esta o orientou: "Filho, porque você esta agindo assim? Não sabes que estamos comemorando a união e o amor familiar. Tu tens uma família linda, não deixe-se enganar. Vá e reconcilia-te com todos"!

Assim ele o fez. Como a água que se transforma em vinho bom, ele também transformou-se!

Após aquele acontecimento, todo o desconforto que sentia foi dissipado! Reuniu-se à familia e com ela riu, dançou, contou estórias, etc. Daquele dia em diante, todo momento ao lado da família tornou-se um verdadeiro Natal!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

(Des)Controle Financeiro!



- Quanto você ganha? Perguntou o amigo após mais um gole de Whisky Lacroix 12 anos.

- Ganho o suficiente para realizar meus sonhos! Respondeu o outro que só tomava água gaseificada.

- Está com vergonha de falar o seu salário? Sou seu melhor amigo! Insistiu o primeiro que agora já estava demonstrando sinal de alteração na voz. “Maldita hora que resolvemos vir a este Pub comemorar o seu aumento. Entretanto esta pode ser uma boa oportunidade para conversarmos sobre valores! Mesmo que ele não se lembre de nada amanhã”, pensou o segundo.

- Já disse, ganho o suficiente para realizar meus sonhos. Entretanto, já que você insiste tanto, digo também que meu salário é suficiente para manter a minha felicidade e a de minha família!

- Você é um homem de sorte! Bem casado e com filhos extraordinários! Com uma esposa como a sua e filhos como os seus, não tem como ser infeliz! Seguiu-se uma risada, mais um gole de Whisky e uma pergunta: Você tem vergonha de falar o quanto ganha?

- Não tenho vergonha, só acho que nossa amizade não é medida pelo salário que cada um ganha e pela conta bancária que cada um possui! Considero-o um irmão e acho que este assunto não nos acrescentará em nada!

- Pois bem, já que você falou que somos irmãos vou te provar que comigo não tem frescurites. Eu, até chegar hoje cedo na empresa, ganhava mais ou menos Quatro mil quinhentos e "alguma coisa" e oito centavos. Agora a noite, meu salário é Seis mil novecentos e quarenta e três e dezesseis centavos. Dobrei os centavos! Seguiu uma profunda risada.

Enquanto o outro ficava se gabando de um aumento salarial polpudo, o segundo seguiu com seu “plano” de verificação de valores.

- Agora você poderá aproveitar melhor as férias! Planejar melhor suas contas e quem sabe arrumar uma mulher bonita e honesta para formar uma família!

- Não quero formar uma família! Vivo muito bem sozinho! E as mulheres são todas iguais, só namoram ou se casam por interesse no nosso dinheiro! Você é o único homem que eu conheço que não caiu nas garras de uma pilantra! Eu nunca tive esta sorte!

- Talvez seja por não ter procurado num lugar adequado!

- Fala sério, onde mais eu vou encontrar mulheres gostosas e dispostas a tudo que eu quero? Só nas boates e bares. Se eu quisesse uma mulher certinha eu procuraria num convento. Além do mais não gosto de mulheres certinhas demais, gosto das mais loucas. E antes de casar, se um dia eu casar, tenho que liquidar todas as minhas dívidas!

- Dívidas? Você mora sozinho, antes do aumento já tinha um ótimo salário e ainda possui dívidas? O que você anda comprando?

- Coisas que me trazem felicidade e divertimento! Deu mais uma risada.

- E o que te traz “felicidade”?

- Ora você já sabe; meu apartamento, meu carro, meus móveis, minhas viagens para Europa, minhas saídas nos finais de semana com as gatinhas, freqüentar bons restaurantes,... esse tipo de coisa! Por mais que eu tente, nunca consigo terminar o mês com tudo em dia! As coisas estão muito caras hoje em dia. Imagina que no fim de semana passada,  saí com a Clara...

- Clara da contabilidade?

- Isso mesmo!

- Mas ela é casada?

- É só o marido dela não ficar sabendo! Se você não contar eu não conto! Mais uma risada. Mas continuando: Saí com a Clara, e juntando a conta do restaurante e da noitada, gastei só com ela uns Quinhentos reais, talvez mais, não me lembro bem! Se eu saio com mais de uma no fim de semana, vou a falência! Por isso é que me controlo ao máximo; mas sempre termino o mês no vermelho! Com a Clara não foi diferente; tenhoque me controlar, se não aquela danada me tira o couro vivo! Risadas.

- Querido amigo, acho que você deveria rever os seus valores! Talvez você esteja valorizando coisas erradas em sua vida! Tenho um bom salário, não vou negar, mas ainda assim raríssimas vezes terminei o mês no vermelho! Olha que sou casado e tenho dois filhos!

- Eu sabia que você tinha um salário e tanto! Deve ser superior a Dez mil por mês, só com um salário desses para sustentar uma casa, mulher e filhos! Sem contar nas viagens de fim de ano que fazem!

- Dez mil? Quem me dera! É bem menos que isso.

- Impossível! Você só pode estar tirando uma com a minha cara.

- Como já lhe disse, ganho o suficiente! Nem mais, nem menos! O excedente é dividido em três partes: 1ª) A parte do “sonho”; 2ª) A parte do “Futuro das Crianças” e 3ª)  A parte do “Pobres”!

- Você só pode estar brincando! Ainda sobra dinheiro? E você divide em três partes?

- Sim, isso mesmo! Era realmente verdade.

- Sobre os sonhos e as crianças eu entendo, mas porque dar dinheiro aos pobres?

- Quem disse que dou dinheiro aos pobres?

- Você acabou de dizer!

- Nada disso, você entendeu errado! Eu disse que o restante era divido, mas não disse que dava em espécie!

- E como você faz?

- Com relaçao aos pobres eu ajudo uma instituição carente! O meu dinheiro vai para um bebê órfão. A insituição me dá passe livre para ir e vir quando eu quiser e puder. O trabalho é verdadeiro e não há desvio de verbas, eu mesmo verifiquei a idoneidade da instituição! Até as crianças contribuem com parte da mesada!
O amigo beberrão estava ficando com um nó na garganta! Conhecia o outro a tanto tempo e não sabia de nada daquilo.

- Outra maneira é tomar água gaseificada com os amigos!

- Mas como tomar água gaseificada te ajuda?

- De uma forma muito simples; a água custa cerca de Cinco reais aqui neste bar de luxo e a sua dose de Whisky importado, custa cerca de Cinqüenta reais. Bom, faça as contas comigo, sei que você é capaz, eu pago 10% do seu valor! Hoje por exemplo ficarei na segunda garrafa de água e você já está indo para a quarta dose de Whisky, dessa maneira eu estou pagando apenas 5% do valor que você está “dando” para o dono do Pub!

Ele retirou o copo de Whisky da boca e colocou-o imediatamente sobre o balcão. Parecia que de uma hora para outra a bebida havia tornado-se extremamente amarga e intragável.

- Eu nunca havia pensado dessa maneira! Sempre achei que o dinheiro trabalhava para mim, pois sempre vem mais e mais, mês após mês! Pago as contas, saio do vermelho, gasto, entro no vermelho novamente e assim vou vivendo! Sempre considerei isso normal!

- Pode ser tudo, menos normal! Talvez fosse a hora de você rever suas finanças meu amigo. Graças a Deus sua dificuldade é fácil de tratar!

- Fiquei tonto de uma hora para outra e estou um pouco enjoado! Vamos pagar a conta e ir embora, preciso descansar e pensar numas coisas!

- Tudo bem! Mas quem dirige sou eu! Não quero que você arranhe a pintura do seu carro novo! Disse o amigo brincando, mas com firmeza.

Circo de Pulgas!


Às vezes nossas vidas se parecem com um Circo de Pulgas! É lógico, nós somos as pulgas!

Todos sabem como funciona um Circo de Pulgas? Bom, para quem não sabe é assim: Várias pulgas são colocadas numa caixa com alguns centímetros de altura, dentro da caixa são colocados vários tipos de “brinquedos” para, ao menor dos toques, parecer que as pulgas estão se “divertindo” com aquilo tudo; por fim é colocado um tampo de vidro que recobre toda a estrutura e não deixa as pulgas se projetarem mais que aquele limite imposto pelo vidro.

Por mais que tentem, não conseguem se livrar daquele sistema e pouco a pouco suas patas vão atrofiando, até não conseguirem saltarem mais que a altura imposta pelo tampo de vidro. 

Quem está de fora e controla toda a situação, regozija-se ao ver pulgas “brincando” de um lado para o outro, pulando com suas pequeninas patas atrofiadas. As pulgas, por mais que tentem, nunca mais conseguirão dar saltos maiores na vida, pois foram “moldadas” e “podadas” à força! O melhor de tudo isso você sabe o que é? Tem gente que paga para ver este “espetáculo”!

Onde quero chegar? Em algo simples. Muitos de nós comportam-se como as pulgas desse “Circo” em miniatura! Somos podados e moldados por forças “maiores” que as nossas e quando damos conta disso, já é tarde! Não conseguimos “pular” mais que uma determinada altura! Nos esforçamos e nada! Ficaremos para sempre presos ao Circo de Pulgas, “atrofiados” e sem maiores perspectivas, pois nos fizeram assim. Nos fizemos assim!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Empreender!

Hoje participei de um Workshop da Endeavor cujo tema central foi "Jovens e Empreendedores"! Só para resumir, foi fantástico!

Recordei todos os livros e artigos que li a respeito, a chama empreendedora ressurgiu em meu peito. Tive vários insights! Saí convicto que vou reformular meu Plano de Negócios e começar a colocar a mão na massa!

Percebi que o começo do "sonho" é semelhante para todos, que as dificuldades são semelhantes e que o desejo de vencer é comum! Meus medos, dúvidas, receios,... não são só meus, mas de todos que mergulham neste mundo repleto de riscos e realizações!

A cada dia que passa sinto-me mais preparado para assumir os riscos do empreendedorismo! É algo que move-me, motiva-me, impulsiona-me, emociona-me! Percorro varios caminhos, mas sempre volto à mesma fonte: Preciso criar algo novo neste mundo tão cheio de monotonia!

Li certa vez que o indivíduo empreendedor é um descontente, um ser irrequieto, ao mesmo tempo que é um visionário. É um sonhador e possui um desejo irrefreável de mudar o mundo à sua volta; ao menos tudo quanto considera "errado"! Definitivamente, me enquadro em todas estas características (risos)!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quem é você?

- Quem é você?

- Eu sou Flávio!

- Não perguntei o seu nome, mas "quem é você"?

- Sou um homem, estou quase com trinta anos de idade, trabalho, sou noivo de uma bela mulher, sou taurino, sou de altura mediana e sou um grande apaixonado pela vida!

- Nada disso responde a minha pergunta. Ainda continuo querendo saber "quem é você"?

O silêncio pairou no ar e uma centelha de descontentamento surgiu da minha parte. Da parte do velho via-se uma mescla de ansiedade e esperança.

- Sou tudo isso que lhe disse e com um pouco mais de tempo eu sou capaz de enumerar tantas outras coisas.

- Tenho certeza que sim, entretanto tudo o que me disse até agora não passam de "coisas" a seu respeito e não quem você realmente é!

- Tudo bem, me diz você, quem você é? Perguntei, demonstrando certo desconforto, diante d'uma pergunta que eu não sabia a resposta.

- Eu sou tudo que você não é! Respondeu o velho num corte seco.

- Como assim, "quem eu não sou"?

- Calma, é fácil de entender. Só somos quem somos diante de tudo aquilo que o outro não é! Entendeu?

- Não.

- Tudo bem, vou explicar de outra maneira. Cada indivíduo é o que é em essencia, e também é o que nenhum outro ser no mundo é. Dessa maneira, só somos o que somos porque não somos nenhuma outra coisa! E agora melhorou?

- Deixa ver se entendi; uma vez que eu descubro quem é o outro e tudo o que ha ao meu redor, em essencia, descubro quem sou?

- Isso mesmo! Exclamou o velho maravilhado com minha resposta.

Contentei-me pois enfim havia dado uma resposta certa. Todavia, veio-me algo à mente e, em meio a todo aquele brainstorm, estas palavras jorram da minha boca:

- Mas existem tantas pessoas no mundo, tantos animais e tantas outras coisas; será praticamente impossível conhecer-me completamente!

O velho deu um leve sorriso de satisfação, suspirou fundo, olhou nos meus olhos e disse:

- Que alegria foi conhecer-me um pouco mais, passando pelo seu coração e olhando o mundo através dos seus olhos!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Discussão (Des)necessária!


- Por que você está usando esta roupa? Perguntou o homem ao rapaz que calçava um sapato preto velho, uma camisa social velha e calça jeans bem larga, nitiamente um ou dois números acima do seu tamanho original.
O rapaz ouviu a pergunta e sem quase pestanejar respondeu com outra pergunta:

- Por que você está usando esta roupa?

O velho trajava um terno de linho fino impecável, uma gravata de seda verde musgo e um sapato Mocassim italiano. Estava com a barba bem aparada, ao contrário do jovem que estava com a barba por fazer.

- Eu estou trajando um terno Brioni legitímo e você o que traja meu rapaz? Disse o velho com ar de soberba e incitando o jovem a uma discussão sem nexo algum!

- Eu estou trajando um legítimo jeans, uma legítima camisa social e um legítimo sapato, todos sem marca conhecida, contudo muito confortáveis e bem funcionais! Respondeu o jovem com um sorriso de canto de boca.

- O que você quer dizer com "bem funcionais" e de onde vem a "legitimidade" de suas roupas se não são de marca? A essa altura o velho havia conseguido o que queria; comprar uma briga desnecessária com uma pessoa qualquer que, segundo ele, tratava-se de um indivíduo fora de sua alçada social e econômica, ou seja, inferior.

- Em filosofia "legitimidade" é todo conhecimento justificado. Dessa maneira, digo que uma peça qualquer de roupa é o que é, pois sua função justifica os seus fins e isto é algo autêntico e real. Quanto ao "bem funcionais", creio que a primeira resposta, responda também a segunda pergunta, por isto atenho-me a primeira explanação. Não quero gastar energia desnecessária!

O velho não esperava aquela resposta e por um segundo arrependeu-se de atirar pedra no vespeiro. Agora era tarde, teria que sustentar a discussão até o fim e, segundo sua reputação, teria que "ganhar" aquela contenda.

- Não sei do que você está falando meu jovem! Tudo isso é para mim um grande Blá-blá-blá! Se não tens condições de vestir-se bem, não é digno de pisar neste pedaço de chão! O velho dizia as palavras ao mesmo tempo que apontava para uma das janelas, donde podia-se ver todo o requinte daquele explendoroso hotel de luxo. Após isso, apontou para a porta de saída.

- Não quero que entendas minhas palavras, só desejo que perceba uma única coisa: Estamos em posições semelhantes, contudo eu estou em vantagem perante você! Disse isso sorrindo, o que intensificou mais ainda a ira do velho.

- Quanta besteira você me fala! Nem de perto estamos em posições semelhanes, que dirá você estar em vantagem! Acho que você está delirando meu rapaz; deve está fora da realidade!

- Que é a realidade para o senhor? E o que o senhor entende por semelhante? Perguntou o jovem.

- Isto que estamos vivendo é a realidade, ou seja, o hotel, o requinte, as roupas finas, as comidas preparadas pelos melhores chefes, etc, etc, etc. Quanto à "semelhança", entendo ser dois indivíduos que, mesmo ocupando dois lugares no espaço, possuem características próximas!
Nessa altura já formava-se um pequeno grupo de pessoas ao redor dos dois homens, curiosos na maioria, procuravam escutar e acompanhar a discussão, desejosos pelo desfecho!

- Desculpe-me senhor, mas você está equivocado! Continuou o rapaz.

- Como assim equivocado? Você sim é um jovem muito arrogante, que nada sabe da vida e deseja ensinar-me algo! Faça-me o favor. Aquelas palavras não eram verdadeiramente uma flechada no peito do rapaz, era um estobim estourado no rosto do velho. Era sua defesa; tal qual o animal selvagem encurralada num canto, ele estava defendendo-se como sabia e podia.

- Desculpe-me se faltei com desrespeito, esta não foi a minha intensão! Entretanto, acho que você deveria conhecer-me melhor antes de julgar-me arrogante e inesperiente. É certo que temos idades distintas, contudo maturidade nada tem a ver com idade e sim com experiências de vida! Eu posso ser mais jovem um terço da sua idade e ter vivido experiências mais profundas e válidas que o senhor em toda sua vida adulta!

O velho dessa vez nada respondeu, ficou apenas resmungando e já ensaiava chamar os seguranças! Após um pequeno instante de silêncio o jovem continuou:

- Quando eu disse que eramos semelhantes não referia-me a nossas roupas, nem a nossa classe social, nem às nossas riquezas materiais; referia-me àquilo que somos em essência, primeiro que tudo, ou seja, somos humanos! Quanto à realidade, ela possui muitas vertentes e você expôs-me apenas uma, negligenciando todas as outras! Uma que gosto muito é a que trata do fato de possuirmos uma "realidade" particular, individual; ou seja, cada indivíduo possui uma visão de mundo e consequentemente uma forma de refletir, armazenar e manifestar tais realidades! Sendo assim a minha realidade pode estar de acordo com a sua realidade, dependendo da visão de mundo que tivermos! Quanto mais semelhante formos, melhor será a maneira que veremos o mundo à nossa volta e nossas realidades tornar-se-ão mais próximas!

O Velho não podia acreditar que estava ouvindo tais palavras de um jovem tão, tão... fora da realidade! Tinha que concordar que toda aquela conversa fazia sentido, mas ainda assim não deu o braço a torcer.

- Tudo bem, concordo com seu ponto de vista, mas ainda assim você continua sendo um jovem muito mal vestido e de trejeitos rusticos!

- Desculpe-me senhor a minha intesão não era causar-lhe escândalo! É que acabo de chegar de viagem e meu dinheiro não era suficiente para comprar roupas novas. Mas não me importo com isso, pois acredito em algo: o que verdadeiramente importa é o que há dentro do homem, ou seja, o que torna-nos humanos! Nisso, somos semelhantes e não há roupa que mude tal situação. Após alguns estudos percebi que para muitos a realidade é algo ilusório. Muitos vivem presos em seus mundos esperando que algo extraordinário aconteça, mas não percebem que o extraordinário faz parte da vida cotidiana, desde o respirar até o nascimento de um novo ser vivo. Muitas vezes nos perdemos, tentando nos encontrar em meio ao caos; quando na realidade o caos é tudo quanto precisamos para viver e nos superarmos enquanto humanos! Mas desculpe senhor, não quero mais enchê-lo com minhas bobagens!

Neste instante um homem se aproxima. Trata-se do gerente do hotel, um homem rico e ainda mais excelso que o velho questionador. Ao chegar bem perto olha os dois individuos, aproxima-se do jovem e o abraça fortemente. Após esta cena, o homem dirige-se ao velho e diz:

- Vejo que conheceste meu filho! Ele é um menino muito estudioso. Imagine que com apenas trinta e dois anos já é Doutor em Filosofia. Dei-lhe uma viagem de presente, onde pôde conhecer os cinco continentes e diversas culturas. Tenho certeza que terão muito o que conversar nestes dias!

Atonito, o velho apenas confirmou tudo com a cabeça. Não conseguia esboçar nenhuma reação!

- Vamos meu filho, está na hora de tomar um bom banho e trocar suas roupas! Precisa descansar, pois na próxima semana viaja para Oxford! Você não pode perder seu curso por nada!
O jovem despediu-se do velho e disse:
- Nos vemos mais tarde!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Resgate de Fauna Silvestre!

Hoje salvei uma vida muito especial! Deus queira que ela sobreviva às intempéries do ambiente inóspito donde veio parar. Tão pequena e tão frágil, perdida na floresta de pedras.

Hoje resgatei do centro da cidade do Rio de Janeiro, uma pequenina rã! Ela estava especificamente, na calçada entre a Av. Rio Branco e a Rua do Ouvidor. Estava imóvel, entre as pedras da calçada, quase imperceptível. Estava completamente entregue ao destino.

A vi e minha primeira reação foi pegá-la! Todos pararam para olhar aquela cena atípica; um homem pegando um anfíbio com pouco mais de cinco centímetros na mão, numa das Avenidas mais movimentadas da cidade! Fiquei sob olhares curiosos e comentários do tipo: "Olha, ele esta pegando com a mão", "Que nojento", "O que será que ele fará com ela?", etc. Tantas pessoas por alí passavam e ninguém resgatou a pobrezinha! Os homens perdidos dentro dos seus ternos e gravatas só olhavam para o alto. Algumas mulheres percebiam, mas aquele ser era tão "nojento" para elas, que tratavam de sair logo de sua presença!

Eu estava com minha noiva (Ela também achava aquele ser "nojento", mas ainda assim me ajudou)! Passei as coordenadas para ela e procuramos um lugar próximo, que pudesse receber aquele pequeno ser vivo. Uma vez estabelecido o lugar (Na foto), fomos caminhando enquanto eu a avaliava. Aparentemente não havia sinal de lesão cutânea, nem sinal de fratura; contudo estava muito suja e desidratada (Certamente desnutrida também)!

Chegamos ao lugar escolhido e alí fiz algumas fotos, verifiquei se haveria comida para ela e algum risco para sua saúde; re-avaliei e abri minha mão próximo a água. Ela pulou, mas não muito alto! Suas forças estavam muito baixas! Já na água percebi que ela demorou um pouco para sair nadando e procurar abrigo! A ajudei pela última vez e numa fração de segundo ela se escondeu num lugar seguro!

Meu coração encheu-se de alegria ao vê-la na água! Soube imediatamente que ela, agora, terá chances maiores de sobrevivencia. Entretanto ficou uma questão no ar: Como uma rãzinha foi parar na calçada de uma das Avenidas mais movimentadas do centro da cidade do Rio de Janeiro? Levantei várias possíbilidades e duas me parecem mais plausíveis: 1) Alguma criança a abandonou por pressão dos pais; ou 2) Ela veio pela rede de esgoto! Mas estes animais são muito sensiveis para suportar uma rede de esgoto tão suja e contaminada. Mesmo que ela tivesse vindo pelo esgoto, como teria conseguido subir até a superfície? Se fosse uma criança (ou um adulto, quem sabe), porque abandonar este animal no centro da cidade? Não existe uma área verde adequada para este animal por perto e o jardim/praça/parque mais próximo fica a algumas quadras de onde eu a encontrei! Certamente foi muito sorte ela ter sobrevivido! Não descarto a possibilidade dela ter vindo com as águas da chuva, mas de onde veio? A questão é: Se eu encontrei um exemplar, pode ser que apareçam outros!

Queridos amigos, compartilho com vocês esta pequena experiência do meu dia! Não é algo tão extraordinário assim, contudo foi mais uma vida sendo salva! Bastou eu passar no momento certo e na hora certa! Estou em paz por ter feito este resgate, contudo preocupado com outros tantos animais que por ventura estejam precisando de ajuda e/ou morrendo pelas calçadas da cidade!

O que/como fazer para reverter esta situação? Quem me dará ouvidos, caso eu apresente um projeto para resgate de anfíbios em ambiente urbano? Talvez o caminho seja verificar inicialmente, nas áreas verdes do centro da cidade, a presença destes animais e levantar quantitativamente a população existente! Até onde sei, nunca foi feito um trabalho deste tipo por aqui!

PS: A ciência, e as grandes mudanças, começam com um "?"!..rs.. Alguém se interessa? Tô dentro..rs..

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Desafio!!!

Hoje decidi não me estressar com as pequenas coisas! Sou como um vulcão adormecido e isso, as vezes, pode causar catástrofes inesperadas!

Acordei precisando dormir. Após um fim de semana de trabalho intenso e duas crises alérgicas, cá estou eu, vivo, para estabelecer um desafio. Não sei se é assim para todos, nem se é para muitos ou para poucos, o que sei é que nada sei tão bem a ponto de ser reconhecido como "o melhor"! Estudo constantemente, procuro atualizar-me, tenho um grande e profundo amor pela sabedoria. Sou único no mundo, mas isto nos últimos tempos não diz muita coisa para a minoria possuidora de "poder" e que, em maior ou menor escala, "criam e desenvolvem" O SISTEMA!

Para muitos é mais fácil entregar-se, jogar a toalha, e deixar-se levar, levar, levar,... Tenho visto que todos aqueles, pelo menos a maioria, que "entram no jogo", no fim, mesmo ganhando saem perdendo!

O desafio é: Como estar no mundo sem ser do mundo? Em outras palavras: Como não deixar-se corromper pelo SISTEMA, conhecer-se profundamente e atingir a plena felicidade?

Uma dica: O desafio traduz-se em vida, em vivencia e realizações, não puramente em palavras!

Então, alguem deseja compartilhar alguma experiência de vida, no molde proposto acima?

Aguardo os comentários!

Abração.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dia Estranho!

Tem dias que tudo parece virado do avesso. Você sabe do que estou falando! É o tipo de dia que se não vivessemos, não faria a menor diferença.

Não bastando acordar do lado esquerdo da cama, ainda preciso evitar gatos pretos, evitar passar embaixo de escadas,... e ainda sair à procura de trevos de quatro folhas! Êta vida esta que me traz momentos de tédio. O que me conforta é saber que sou humano e, por isso, estes momentos não são apenas meus, mas de toda humanidade! Tendo em vista que mais me regozijo com alegrias e felicidades mil, estes momentos "estranhos" quase não me causam mal.

Quissá um dia os seres humanos não sofram tanto de tédio. Quem sabe teremos menos dias "estranhos" e eu mais dias de felicidade!

Enquanto isso vou escrevendo minhas "estranhezas", lendo bons livros, tentando realizar um bom trabalho, fazendo novas amizades,... e "divertindo-me", a quase meia noite, na frente da TV, com um copo de cerveja ou suco de laranja na mão, tentando relaxar após um dia qualquer.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Médicos Sem Fronteiras - MSF!

Olá Amigos,

No último dia 07/11/2010 eu publiquei um texto chamado "Doses de Horror", onde fiz uma reflexão sobre não desviarmos o olhar daquilo que nos causa dor e sofrimento! Para ilustrar o texto eu coloquei uma fotografia onde mostra uma "Drª Sem Fronteiras" trabalhando!

Este texto foi lido por uma grande amiga chamada Thaísa, que é vestibulanda de medicina e cujo meta é trabalhar para esta Associação Humanitária, os Médicos Sem Fronteiras. Trocamos algumas mensagens e decidimos escrever um texto que divulgasse o trabalho dos MSF. A convidei para escrever o texto e disse que iria publicá-lo aqui no Blog. Infelizmente meu computador deu defeito e tive que adiar a publicação até a data de hoje..rs..

Então, sem mais demoras, publico o texto enviado pela minha amiga Thaísa! Desejo, do fundo do coração, que todos gostem do texto e que direta ou indiretamente divulgem o trabalho dos MSF. Certamente, no mundo de hoje, eles possuem um papel fundamental para a saúde dos nossos irmãos mais carentes e necessitados, que tenham passados por catastrofes naturais e/ou que vivem em países em que as condições de vida são precárias! É um trabalho que literalmente gera vida e leva a cada um que é amparado a esperança de um mundo melhor!

Abração meus amigos... Aguardo comentários!!!!

Flávio Nunes.



_______________________________________________

BEM-VINDO AO MUNDO MSF
Muitos desviam o olhar, mas nós estamos atentos. Acreditamos que a ajuda humanitária não pode parar nem ter fronteiras...nosso hospital é o mundo!!!!

Texto de: Thaísa Figueiredo

Criada em 1971, na França, por um grupo de jovens médicos e jornalistas,a organização surgiu com o objetivo de levar cuidados de saúde para quem mais precisa, independentemente de interesses políticos, etnia, credo ou nacionalidade. Em 1972, MSF fez sua primeira intervenção na Nicarágua após um terremoto que devastou o país, associando socorro médico e testemunho em favor das populações em risco.
São cerca de 28 mil profissionais espalhados por mais de 60 países, atuando diariamente em situações de desastres naturais, fome, conflitos, epidemias, combate à doenças negligenciadas e à exclusão do acesso à saúde.

Oferecer cuidados de saúde em situações de crise é a base do trabalho de Médicos Sem Fronteiras, uma iniciativa que é independente de governos e sustentada, em grande parte, por contribuições privadas. Internacionalmente, os fundos privados representam mais de 85% dos recursos disponíveis, com o restante originário dos fundos institucionais.
Além de oferecer atendimento em situações de extrema urgência, MSF também se faz presente em locais onde o sistema de saúde não funciona, ou não existe. A organização oferece cuidados de saúde básica e de prevenção em campos de refugiados, áreas de grande instabilidade ou extremamente isoladas. Quando há uma emergência, uma intervenção pode ser efetuada entre 48 e 72 horas após identificado o problema. Por trás da agilidade de MSF, está um sistema de logística extremamente eficiente.

Trabalhando com neutralidade e imparcialidade, os Médicos Sem Fronteiras reivindicam, em nome da ética médica universal e do direito à assistência humanitária, a liberdade total e completa do exercício da sua atividade. Eles se empenham em respeitar os princípios deontológicos da sua profissão e em manter uma total independência em relação a todo poder, bem como a toda e qualquer força política ou econômica. Voluntários, eles medem os riscos e perigos das missões que realizam e não reclamam qualquer compensação que não seja aquela oferecida pela organização.


. Algumas das várias atuações:
> Brasil
MSF trabalhou de 1991 a 2001 na Amazônia, atuando na saúde preventiva de tribos indígenas. Hoje,a organização está de volta à região amazônica para realizar o treinamento de profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento da Doença de Chagas.
No Rio de Janeiro, MSF realizou projetos em áreas de risco social, oferecendo cuidados de saúde e psicossocial.A organização também prestou assistência médica, social e psicológica para moradores de rua do Rio.
Em Minas Gerais, no Vale do Jequitinhonha, MSF realizou um projeto de emergência, após uma das maiores enchentes na região, em 2002; e ofereceu, neste ano, uma capacitação em segurança para equipes de saúde da família atuando em áreas de vulnerabilidade social de Belo Horizonte.
As vítimas das enchentes em Alagoas já saíram dos jornais, mas a emergência continua. A organização MSF continua a atuar nas regiões mais afetadas do estado. As chuvas deixaram 34 mortos e 25 mil desabrigados na região.

>
Etiópia
Na tentativa de conter uma grave crise alimentar, Médicos Sem Fronteiras iniciou vários projetos, no Sul da Etópia, em maio deste ano. Desde então, mais de 24 mil pacientes gravemente desnutridos já passaram pelos centros de nutrição de MSF. A desnutrição representa um terço das 8 milhões de mortes anuais de crianças com menos de cinco anos.

> África do Sul
Estudo realizado por MSF nos projetos desenvolvidos na África do Sul, Lesoto, Malauí e Moçambique indica que 70% dos infectados com o vírus HIV, não têm acesso à terapia por falta de médicos e enfermeiros. Nesses países, MSF oferece tratamento para cerca de 30 mil pessoas.
Atualmente, MSF oferece tratamento com anti-retroviral a mais de 100 mil pessoas em 32 países. Do total de pacientes que recebem tratamento, 7% são crianças.

> Líbano
Desde a sua criação, em 1971, Médicos Sem Fronteiras atuou em dezenas de conflitos armados, de diversas magnitudes. Hoje, além do Líbano, MSF tem equipes trabalhando em conflitos da Colômbia, Uganda, Darfur (oeste do Sudão), Somália, Palestina e outros.

> Indonésia
MSF presta assistência à vítimas de catástrofes naturais no Pacífico. A atuação foca em saúde mental, melhoria das condições de higiene e saneamento e distribuição de kits de primeira necessidades.

> Colômbia
Médicos Sem Fronteiras (MFS) começou a trabalhar na ala da maternidade do Hospital San Francisco de Assis, em Quibdó, em 2005.
Em um período de cinco anos, com investimento em infraestrutura, equipamento e treinamento constante da equipe local, o número de nascimentos realizados passou de mil para mais de 2,5 mil por ano, e a taxa de mortalidade materna caiu drasticamente. Em maio de 2010, MSF encerrou seu trabalho na ala da maternidade, mas o serviço continua, agora com a dedicada equipe local do hospital.

> Haiti

Médicos Sem Fronteiras (MSF) está trabalhando para conter o surto de cólera que já fez mais de 130 vítimas no interior do Haiti.
Em apenas dois dias, MSF tratou mais de 2 mil casos de diarreia aguda no país, um dos principais sintomas da doença.
A preocupação agora é com o possível alastramento do surto. Para se preparar para uma potencial emergência, um avião de carga com 100 toneladas de equipamentos médicos, água e materiais de saneamento chegará ao país.
Esse surto serve como um alerta das péssimas condições de vida que os haitianos ainda enfrentam.



. Reconhecimento:




Prêmio Nobel da Paz


"Apesar de termos recebido o Prêmio Nobel da Paz, nossa atuação não se propõe a promover necessariamente a paz, mas sim cuidar das pessoas que são vítimas,por exemplo,de conflitos." - MSF


. Seja um Doador Sem Fronteiras:
Todos os nossos recursos vêm de doações individuais ou de empresas.Por isso as atividades de captação de recursos são essenciais para a manutenção dos nossos projetos em mais de 60 países.
Sem estas doações não teríamos os recursos necessários para manter este trabalho.

Para as vítimas atendidas por
Médicos Sem Fronteiras
, toda ajuda é mais que bem-vinda.
São doações de pessoas como você que fazem a diferença entre a vida e a morte de milhares de pessoas diariamente.

Veja o que sua doação significa para nossos pacientes:

Por isso, o convocamos: Faça sua doação online (www.msf.org.br) ou ligue para 0800 941 0808.
Seja um Doador Sem Fronteiras
e participe desta causa humanitária!!!!




Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...