segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Poesia Inacabada...

  1. Quero hoje contar-lhe
  2. Aquelas coisas que vi no mundo
  3. Talvez escrever-lhe um lembrete
  4. Para compartilhar meu sentimento profundo

  1. Ontem, não mais,
  2. Amanhã, por vir,
  3. Perder-se, jamais,
  4. Hoje, sorrir,

  1. Vi muitas coisas
  2. Tantas sanas e insanas
  3. Poemas e prosas
  4. Mansões e cabanas

  1. Dê-me sua mão
  2. Venha comigo navegar
  3. Tirar-te-ei da ilusão
  4. Ensinar-te-ei o que é amar...

Solidão x Esperança

Eis que no caminho da solidão encontrou as trevas. Não tinha mais que a fé e a esperança à iluminar seu caminho. Nem mesmo o desejo de ganhar a batalha iluminava sua estrada. Os amigos surgiam ao seu redor envoltos em mantos negros, suas mãos cadavéricas e seus olhos profundos e perdidos não lhe traziam nenhum conforto. Pânico, este era o sentimento. Completo e total desespero. Completa e total angústia. Sentia uma dor no peito que não passava nunca. Não conseguia dormir, apesar de querer. Queria ser vista, mas quanto mais almejava isso, mais profundo ia. Descia cada vez mais, rumo ao centro do nada, em direção a ausência do seu tudo. Perdeu-se e estava difícil de reencontrar-se. Ora velejava no mar turbulento e tempestuoso daquele mundo que criara. Seu mundo, sua cela. Ora caia em queda livre; onde estava? Para onde ia? Haveria fundo aquele abismo escuro? Não sabia. Mas a esperança e a fé iluminavam-na. Não era qualquer luz, mas sim uma luz própria, que brotava de seu coração e que teimava em permanecer viva, acesa. Era ela, e só ela, nada mais.

Monstro Multifacetado!



Tantas coisas aconteceram nas últimas semanas. Tantas coisas interessantes para serem contadas, descritas as minúcias. No entanto, algo mais forte e importante apresentou-se diante de mim e isso tomou todo meu ser.


Mais uma vez, uma parte de mim foi desvelada. Fiquei nu novamente. Após o meu despir, o mostro surgiu. Um monstro multifacetado. Suas faces erram horrendas. Com muita crueldade, ele fez muitos sofrerem. Mas tudo não passava de uma auto-afirmação, e um martírio para si próprio. O monstro sofria e eu, o guerreiro, também.


Suas faces tinham nomes, cada uma esboçava sentimentos e reações peculiares. Uma delas chamava-se “Orgulho”, outra “Egoísmo”, outra “Egocentrismo”, e assim por diante. No entanto havia a face central, era a pior delas, a mais feia e incógnita; apresentava-se em meio à interrogações e falta de amor. Essa face tão cruel chamava-se “Medo”. O “Medo” dominava o “Orgulho”, o “Egoísmo”, o “Egocentrismo” e todas as demais. O “Medo” era a fonte do sofrimento maior.


A princesa, e também guerreira, descobriu o monstro escondido no mais profundo vale e o trouxe à luz. Ela ainda agora trava uma ferrenha batalha com esta besta bravia. Mais quanto mais o tempo passa, mais a princesa consegue decapitar uma-a-uma as cabeças do monstro. Ela tem feito avanços fenomenais e não está só. Há um guerreiro junto a ela. Ele esta ajudando-a nesta terrível e colossal batalha. Uma batalha onde muito mais está envolvido, sendo o mais importante, suas próprias vidas.


O guerreiro é um lendário criador de monstro, bestas e feras. Ele sabe exatamente quais os pontos fortes e fracos de cada uma destas aberrações. Ele foi amaldiçoado com este “Dom”; o Dom de criar e combater feras selvagens.


Ele sofre todas as vezes que percebe o nascimento de mais uma fera. Seu lado obscuro é o responsável por alimentar o mal, contudo seu lado luminoso o leva a ser um guerreiro singular. Quando ao lado da princesa guerreira, seus poderes são potencializados e isso faz o combate ficar mais fácil para ambos. Mas uma vez que estão separados, a obscuridade domina e os monstros ganham força. Um momento de descuido gera lesões profundas e conseqüentes cicatrizes.


Ambos precisam estar sempre atentos. Um piscar de olhos é o suficiente para o “Medo” ganhar forças. Mas são guerreiros e em suas veias corre sangue real, nunca desistem, mesmo sofrendo em demasia muita das vezes.

História...

A cada nova leitura que empreendo, quanto mais estudos que realizo, mais percebo o significado da história para mim enquanto ser humano.

Hoje tive um novo insight. Consegui visualizar algo, ainda turvamente, que tenho buscado faz anos; a essência do novo e do diferencial, em outras palavras, a visão para “além do horizonte”!

Interliguei algumas peças que já conhecia, percebi no entanto que há tantas peças ainda a serem descobertas. Meu presente foi estilhaçado, reduzido à pedaços separados e “distintos”. Foi assim que fui educado e aprendi a ver o mundo. Este mundo que me apresentaram é “desbotado” e até certo ponto “simplista” demais!

Estou descobrindo um novo mundo à cada dia. Um mundo recheado de cores e possibilidades; um mundo complexo e magnífico! Este mundo é dinâmico e cheio de um “Quê a mais” sem igual.

PEÇAS DO MEU “QUEBRA-CABEÇAS”:

O mundo é cíclico, certas realidades que existiam no passado podem retornar (E muitas coisas retornam mesmo), o novo nada mais é que o antigo em nova roupagem...

...O que foi é o “vir-a-ser” em nova perspectiva e apresentação...

...sendo assim, o que hoje conhecemos nada mais é que o passado remodelado. É aquilo que sempre almejamos, em resposta ao tempo/espaço que vivemos momento após momento.

Era inconcebível existir computadores na Grécia antiga, mais foi plenamente viável desenvolver a matemática (Ver Pitágoras). Hoje a mesma matemática, que foi o centro do universo no passado é utilizada para o desenvolvimento da linguagem computacional. Uma mesma realidade, totalmente nova, e que atende às necessidades contemporâneas.

Só que a cada “novo ciclo de tempo”, parte do passado é mesclado ao novo; ao presente. Hoje temos a possibilidade de ter em mãos o “resumo” de toda a história humana e, conseqüentemente, o resumo de toda a história cultural, filosófica, teológica/religiosa, econômica, cientifica, etc.

O que faz um grupo heterogêneo de seres humanos sentarem-se num determinado ponto da terra, sob o sol, a alguns metros do oceano, e discutirem sua condição enquanto membros de uma sociedade “inacabada”? Não tenho receio em dizer que isso sempre existiu; entretanto os ambientes foram os mais variados possíveis, as pessoas diversas, o contexto sócio-cultural diverso e conseqüentemente as respostas encontradas foram também diversas. Estou quase certo que as respostas encontradas, até o ciclo anterior do tempo, serviram de premissas ao que temos hoje; sendo que as respostas que encontrarmos hoje servirão de base àquelas descobertas do futuro.

Pensar isso é simplesmente fantástico. Isso me coloca numa posição atemporal, mesmo que por alguns instantes. Tantos contemporâneos pensam o mesmo, tantos no passado já pensaram o mesmo, todos chegamos às conclusões semelhantes. Alguns foram enaltecidos e fizeram seus nomes ressoarem na história, outros tantos foram taxados loucos e esquecidos completamente. Desejo esforçar-me para estar entre os membros do primeiro grupo quando minha hora chegar. Mas se for taxado louco, ainda assim terei feito algo significativo e que poucos fizeram.

O resgate histórico me trouxe o resumo do passado, ao menos as partes mais importantes para mim, me presenteia à cada momento com um mundo cheio de cores e possibilidades e me faz ver nuances, ainda que quase imperceptíveis aos olhos, do “vir-a-ser” que encontra-se “além do horizonte”!

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