segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Encontro com o Velho Mestre Zaph #1


Numa bela tarde de primavera resolvi andar até um dos parques que existe em minha cidade. É um belíssimo posto. Existem árvores e um bom espaço para as crianças brincarem e correrem até as forças acabarem.

Como costumava fazer regularmente, li algumas páginas no inicio daquela tarde, ainda em casa, após uma pausa peguei meu bloco de anotações, uma caneta e iniciei uma caminhada leve. Após alguns minutos cheguei na praça e sentei-me em meu banco favorito. O banco ficava sob um enorme carvalho, que por sua vez era uma das maiores árvores do parque. Sempre me impressiono com o seu tamanho e magnitude. Muitas aves fazem seus ninhos nos galhos daquela beleza extraordinária da natureza. Dali, daquele posto, vejo outras árvores e diversos animais que por ali circulam. Quase não há movimentação e isso ajuda-me bastante na hora de concentrar-me para escrever.

Precisava descansar um pouco. Estava tenso, pois dentro de poucos dias iria apresentar meu trabalho de conclusão de curso. A monografia havia ficado boa, contudo extensa. Segundo meu orientador, precisava cortar algumas partes do texto. O problema era que eu considerava tudo muito importante para ser cortado. Mas como ele era o mestre e eu o aprendiz, acatei sua decisão. Devido a dificuldade, estava levando muito tempo para preparar o texto tal qual havia me pedido. Aquilo me desgastava em demasia, e uma das formas de relaxar era fazendo aquelas caminhadas vespertinas em meio à natureza e aos animais.

O dia estava terminando e o sol já baixava no horizonte. Estava ali sob a sombra do carvalho centenário, com meu caderno de anotações nas mãos, caneta em punho, ouvido o cantar e a movimentação de algumas aves sobre minha cabeça.

Observava a natureza à minha volta e escutava as crianças correrem de um lado para o outro. Aquilo sempre me trazia uma sensação de paz e tranqüilidade. “Viver ali realmente era muito bom. Deus não poderia ter escolhido lugar melhor para me colocar neste mundo”, pensei.

Foi então que no meio de todo aquele marasmo, surge a figura de um velho homem. Ele caminhava lentamente. Usava camisa branca de linho, calça jeans e um tênis marrom elegante, porém desbotado. “Que velho é este. Nunca o vi por aqui antes. E que roupa mais estranha para ele utilizar” pensei com um ar de espanto e, até certo ponto, pré-conceito. Até parece que só jovens como eu utilizavam aquela roupa! O que tinha de errado num senhor que gosta de jeans e tênis? Absolutamente nada. Sorri sozinho de meus pensamentos!

O velho vinha andando com as mãos nos bolsos da calça e com um ar de total despreocupação. Enquanto caminhava olhava em todas as direções. Olhou para o alto, para a copa das árvores; olhou para as crianças correndo ao longe, olhou o casal de jovens namorando num banco mais adiante, até que ao aproximar-se do banco onde eu estava sentado, olhou-me diretamente nos olhos, deu um sorriso e aproximou-se.

- Boa Tarde! Posso me sentar aqui ao seu lado meu jovem? Disse o velho.

- Sim senhor! Pode ficar à vontade! Respondi com gentileza. Afinal era assim que fora educado por meus pais. “Que coisa mais estranha, com tantos bancos neste jardim, por que esse velho quis sentar-se logo ao meu lado? Espero que ele não demore muito aqui”, pensei ligeiro. Não sei se meu comportamento me denunciava, mas fiquei incomodado com aquela presença repentina. Senti que ele havia invadido o meu espaço e pela primeira vez percebi que aquele lugar significava algo para mim. Apesar de público, tinha aquele banco e aquele ponto da praça como um refúgio pessoal, qualquer invasão causava-me incomodo.

4 comentários:

Thatica. disse...

To pensando aqui, como não consegui achar aonde se comenta! sou uma topeira mesmo!
Parabéns pelo trecho do livro, muito interessante!

Ah, uma curiosidade: aonde vc faz faculdade de Veterinária?

bjs

Flávio Nunes. disse...

Olá Thatica,
Obrigado pelo comentário! Já postei a segunda parte do texto, ele é bem longo! Vou postando aos poucos o restante..rs..
Com relação a faculdade; já me formei faz cinco anos, oito meses e vinte e seis dias..rs..rs.. (Que precisão hemmm?!?!?!..rs..)! E foi no interior do estado do RJ, em Valença! Bons tempos...
Mais uma vez, OBRIGADO pelos seus comentários!
Abraçãooo.

Ká Oliveira disse...

Oi Belo..
O texto em conteúdo, está jóia, mas é muita idéia pra um parágrafo só.. o segundo por exemplo muito confuso... precisa entonar sua pontuação.. leia e voz alta e verá o que poderá ser melhorado..
Se tiver aquele tempo dedicado para esse texto, tente arrumar.. se vc quiser posso te mandar algumas arrumações, ok?
Vou ler o #2 agora.. té já!
bjim

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,
Obrigado pelo comentário e por fazer-me ver que preciso melhorar na pontuação! Realmente, depois de algum tempo sem ler este texto, percebo que preciso estender mais algumas coisas (Contar mais história..rs..) e verificar melhor os pontos!
Vou tentar arrumar sim... mas como ofereceu-me ajuda, gostaria de ver suas arrumações..rs..
Abração bem apertado!
Flávio Nunes.

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