terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Velho e o Mar

Acabei de ler este clássico da literatura e a unica coisa que me vem à mente é o fato de estar diante de um livro "simples", mas que contém uma grande mensagem: O homem pode sempre mais!

Hemingway foi muito feliz ao escrevê-lo. Não foi por menos que na ocasião em que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, em 1954, este livro foi explicitamente mencionado como a justificativa para tal premiação, sendo considerado uma obra-prima da prosa moderna.

3 comentários:

Mary Kenchian disse...

Flavio,

Acredita que nunca li esse livro ? Eu tenho em casa mas nunca consegui ler.
Gostei da sua avaliação e colocarei na minha lista de livros que quero ler. E a pilha só aumenta..rsrsrsrs

Beijos

Mary Kenchian disse...

Li o livro e escrevi uma reflexão sobre ele que gostaria de compartilhar com voce.

Um livro que parece ser simples mas que de simples nao tem nada.

La vai...

Finalmente li esse pequeno grande livro.
Pequeno no tamanho porém grande no conteúdo.
É a história de um velho que fica 85 dias sem conseguir pescar um peixe, e incetivado pelo jovem vai ao mar tentar a sorte.
Pesca um peixe de 5 metros e então começa sua luta para conseguir pegar o peixe.
Nas primeiras horas após o peixe morder a isca ele vai levando o velhor cada vez mais longe da costa.
Primeira reflexão - Temos um objetivo, muitas vezes nem sabemos por que, mas em um determinado momento nós o alcaçamos, e esse objertivo começa nos afastar da costa , nossa essencia, e nos deixamos levar pelo peixe, só para nao perde-lo, correndo o risco de se perder.
Depois de tres dias, ele consegue matar o peixe, mas como era muito grande nao consegue colocar no barco, entao ele amarra o peixe no barco e começa o caminho de volta para casa.
Segunda reflexão, lutamos para conseguir algo maior do que precisamos, e então depois de conquistado temos que carregar, é o nosso orgulho que esta em jogo e com o orgulho não se brinca.
Continuando, durante o caminho de volta ele precisa enfrentar varios tubarões que querem comer seu peixe, no começo ele até consegue matar um ou outro, mas o peixe vai ficando cada vez menor com as mordidas dos tubarões, até que ele não tem mais força e comem todo o peixe dele.
E assim o barco fica mais leve e ele consegue chegar na costa. ele quase morto carregando um esqueleto de peixe.
Terceira reflexão, nem sempre nossas conquistas deixam nossas vidas melhores, as vezes buscamos algo maior do que podemos e a luta é dificil, e quando ele ficou sem o peixe já não tinha mais porque lutar e ele viu que não tinha sido tão ruim assim ficar sem o peixe, o barco ficou mais leve e ele voltou para casa.
Deu sua vida por um peixe, mas era um peixe de 5 metros e com isso ele ganhou o respeito de todos os pescadores quando retornou e todos viram o esqueleto.
E mais uma vez seu orgulho estava intacto, mas sobre o orgulho falarei outro dia.
Hoje é só o velho e o mar.

Flávio Nunes. disse...

Olá Mary,
Vejo que um pouco mais de 3 anos se passaram e você enfim leu "O Velho e o Mar".
Que grandiosidade foi este seu comentário. Que bela reflexão a sua sobre as nuances e entrelinhas da obra de Hemingway.
Diariamente estamos em buscas dos nossos "grandes peixes". Como você bem disse, com orgulho não se brinca. As vezes o fardo é pesado demais, contudo se isso irá nos tornar pessoas melhores, devemos lutar bravamente e com todas as nossas forças. Se, por efeito do tempo, nossas forças se vão e os "tubarões" chegam para tomar tudo o quanto conquistamos, ao menos a maturidade, a sabedoria e nosso orgulho devem permanecer em destaque e num patamar mais elevado, para provar que vivemos uma vida grandiosa.
Obrigado mais uma vez pelo comentário e por compartilhá-lo.
Forte Abraço.

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