quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Companhia para o almoço...


Você sabia que o preço de cada caixa fechada de uma bala na Central do Brasil no Rio de Janeiro é R$ 10,50? E que cada uma dessas caixas contém doze embalagens menores, que são vendias por R$ 2,00 nos sinais de transito? Ou seja, para cada caixa comprada há uma lucratividade em torno de R$ 13,50. Como eu descobri isso? Simples, convidando um vendedor de rua para almoçar comigo hoje. Foi assim:

PS: Desculpe-me o tamanho do texto! Mas vale a pena ler. Obrigado!

Como presto serviços para uma clinica veterinária próximo à minha casa, é muito fácil sair, fazer o atendimento e logo retornar. Hoje fiz o atendimento de um canário belga (Serinus canarius) que havia prendido a pata no bebedouro, graças a Deus não sangrou muito e nem quebrou nenhum osso. Ele só estava muito debilitado, certamente ficou preso na gaiola a noite toda!

Terminada a consulta, paciente medicado e a conta paga, saí para almoçar. Sabe aqueles dias, ou aqueles momentos em que parece que uma voz interior te conduz a um determinado lugar? Pois bem, foi isso o que ocorreu comigo. Saí da clínica e imediatamente veio o desejo de almoçar num lugar que nunca havia estado antes. Por algum motivo, não cheguei nem a cogitar outros opções, simplesmente pus-me a andar e fui em direção ao posto que “minha mente” sugerira. Este lugar fica a aproximadamente quinze minutos de caminhada de onde eu estava.

No meio do caminho outros restaurantes me chamaram a atenção, mas nada me fez perder o foco, nem mesmo o sol que estava a pino no centro do céu. Fui caminhando lentamente. Já estava para chegar quando uma outra voz surgiu: “Esse sol está quente, porque vim almoçar tão longe”? Era minha razão reclamando. Mas ainda assim, continuei caminhando. Após um sinal de transito, uma quadra e alguns passos, cheguei ao lugar que “meu coração” e “minha mente” me conduziram.

Assim que entrei fui direto ao balcão e a recepcionista me entregou o cardápio. Enquanto eu escolhia meu almoço algo aconteceu.

No mesmo instante havia um senhor de cabelos grisalhos, bem vestido e que aparentava ter em torno de quarenta anos no caixa ao lado fazendo o seu pedido, ao seu lado vi o motivo da minha ida até aquele posto. Era um garotinho, vendedor de balas que pedia, quase às suplicas, um prato de comida àquele senhor. Ele pediu uma, duas, três, quatro, cinco vezes e o homem nem sequer olhou para a criança. Parecia tratar-se de um ser invisível. Aquela cena mexeu comigo. Como pode um ser humano, frente ao pedido de uma criança ser indiferente? Como pode alguém saciar sua fome e deixar outro clamando aos seus pés um prato de comida? “É só uma criança” pensei.

Comovi-me com aquilo e num instante, que parecia ter feito o tempo parar, olhei dentro dos olhos daquele garoto. Vi um ser indefeso e repleto de fome. Dizem alguns amigos que trabalham com assistencialismo à moradores de rua, que não pode-se sustentar tal situação uma vez que isso pode repetir-se continuamente e o indivíduo não sair do estado em que se encontra. Contudo naquele instante havia diante de mim um ser humano que estava pedindo um prato de comigo e veio-me em mente: “Tive fome e me deste de comer”! Foi então que convidei-o para almoçar.

Escolhermos os pratos e as bebidas. A recepcionista me alertou que ele come muito pouco (Certamente sempre pede comida ali aos transeuntes) e me indicou um bom prato para ele. Escolhi arroz, feijão, frango, batata frita e legumes. Para beber, suco de frutas. Para mim arroz, batata frita, frango a parmegiana e coca-cola 300ml. A menina perguntou se queria pagar separado e eu disse que iria pagar tudo junto. Assim o fiz e o convidei-o para sentar-se comigo.

Já na mesa, enquanto esperávamos o almoço ficar pronto, puxei conversa:

- Qual o seu nome?

- “Lucas”. Falou baixinho.

- Quantos anos tem?

- “Oito”. Disse ele ainda tímido.

- Você tem irmãos?

- “Sim”... Disse, assentiu com a cabeça e continuou, “Um deles está ali no sinal vendendo amendoim”.

- É mesmo. E onde está seu outro irmão?

- “Não é irmão, é minha irmã”. Não disse onde estava só corrigiu-me.

Durante um momento me senti tentado à perguntar onde estavam seus pais, contudo contive-me e a pergunta não saiu nem naquele momento nem depois.

- Onde você mora Lucas?

- “Moro na rua nº 1”.

- E onde fica esta rua?

- “Na Tijuca”.

Nesse instante veio-me à mente o que um amigo me disse a alguns anos atrás: “Se desejas respostas, basta fazer as perguntas”. Mesmo que as respostas não estejam de acordo com as perguntas feitas, ainda sim, basta perguntar para obtermos o que desejamos saber.

Como pode um ser tão jovem estar ali vendendo bala em sinais de transito e tendo que pedir almoço para estranhos? Sabe-se lá se era todos os dias. Talvez esta era a forma de fazer sobrar alguns trocados a mais para comprarem mais produtos e venderem.

- Você estuda Lucas?

Ele assentiu com a cabeça.

- Onde fica a sua escolha?

- “Então, não tem a praça aqui na rua de trás? Ela fica no lado dela, em cima... e a entrada é um portão de cor vermelha”. Disse ele, agora mais à vontade por estar conversando com alguém que não inspirava-lhe maldade ou desconfiança.

- Em qual série você está?

Ele parou, pensou e disse: “C.A.”. De alguma forma eu suspeitei que ele estava mentindo. E realmente estava, o que comprovei depois.

- “Meu irmão também estuda, ele está na primeira série”!

Vi um adolescente que nos espreitava. Estava com um saco de amendoins na mão, mas nunca, em momento algum, olhava para nós diretamente. Ficou de longe observando o movimento da calçada e do interior da loja. Não se aproximava nunca, contudo era ele, o irmão. Deveria ter entre doze e quinze anos de idade e uma mancha na cabeça que de longe não pude ver se era tinta ou se era uma cicatriz.

O almoço ficou pronto. Fui até o balcão e trouxe primeiro a sua comida e depois a minha. Ele me pediu para abrir a sua lata de suco de goiaba e expliquei para ele como é que se colocava o canudinho na lata de tal forma que ele não ficava boiando. Disse que daquela maneira podia-se beber até a última gota de suco. Neste instante ele sorriu pela primeira vez.

- “Hum, tá bom esse suco”! Disse ele após tomar um pouco do conteúdo da lata. E complementou: “Minha irmã sempre me dá suco para beber”!

- Sua irmã é muito inteligente! Disse-lhe. Ela sabe que suco é mais saudável que coca-cola!

- “Isso aí que você tá bebendo é coca-cola”?

- Sim. Assenti com a cabeça.

- “Por que você está tomando coca-cola e não suco”? Perguntou diretamente, sem rodeios.

“Criança é mesmo tudo igual em qualquer parte do mundo, em qualquer raça, crença, e NÍVEL SOCIAL”! Pensei.

- Sabe, vou te contar! É que eu tomo suco quase todos os dias, pois aprendi desde a sua idade que isso faz bem para a saúde, mas hoje eu não estou de dieta e por isso vou tomar coca-cola! Falei com uma entonação, como se estivesse contando uma história de livros infantis. No que ele sorriu pela segunda vez.

- “Hum, essa batata está boa”.

Sorri.

- “Por que você não amassou o arroz”? Perguntou após ver que eu estava tirando pequenas porções por vez, que naquele lugar vem compactado, misturando ao molho de tomate e comendo com um pedaço de carne ou com uma fatia de batata.

- É que meu arroz está muito junto. Estão sentindo frio e precisam ficar muito juntos para ficarem quente. Olha só... Fiz então com o garfo sobre o arroz, um movimento que parecia ser de muito esforço... Ele sorriu novamente com a brincadeira.

- “Posso pegar ketchup”? Perguntou.

- Claro que pode! Pede àquele senhor ali no balcão. Apontei para o balcão, em direção a um dos atendentes.

O garoto ao chegar no balcão pediu o ketchup. O atendente antes de entregar olhou para mim, no que responde com o olhar: “Entrega o ketchup para o garoto”! Em seguida com dois saches de ketchup voltou ele para a mesa feliz da vida. Abriu o primeiro e o segundo pacotes e derramou tudo sobre as batatas fritas.

- “Você gosta disso”? Perguntou apontando para o ketchup sobre as batatas.

- Não gosto muito. Quase não como. Mas minha namorada gosta, assim como você!

Ele sorriu novamente.

- E então como vão as vendas das balas?

- “Já consegui ganhar cinco reais hoje”.

- É mesmo?

- “É, e teve uma senhora que me deu um real extra”! Disse ele demonstrando satisfação. Pensava, talvez, no momento em que recebeu o um real extra.

- Você só vende estas balas?

- “Não! Vendo balas, amendoim, paçoca,...” Disse ele tentando se lembrar das mercadorias que já passaram pelas suas mãos. Completou: “Quando terminar esse aqui, meu irmão vai comprar goiabinha lá na Central do Brasil pra gente vender”!

- Vocês compram tudo lá na Central do Brasil?

Assentiu com a cabeça. Estava comendo as batatas lambuzadas com ketchup com uma vontade que dá gosto de ver. Só que o tamanho da fome era o tamanho da lambança que fazia com as mãos, na ausência do garfo para segurar a quantidade de batata que colocava na boca. Abri o guardanapo e dei para ele limpar as mãos. Vi que a bermuda estava começando a sofrer as conseqüências e se não fizesse isso iria ficar mais sujo que já estava.

Repentinamente ele parou de comer e foi tirando um a um os pacotes de bala de dentro da caixa que trazia à mão. Espalhou tudo na mesa ao lado e contou: “Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito e nove... Faltam nove ainda para vender”. Disse ele, contando o estoque. “Cada caixa dessa vale R$ 10,50 na Central do Brasil”!

- Legal, você sabe contar. Até quanto sabe contar?

Pensou um pouco e respondeu: “Até dez”!

- E depois do dez vem qual número? Perguntei.

Ele sorriu novamente e falou: “Não sei”!

- “Qual número vem depois do dez”? Retornou para mim a pergunta.

- É o onze!

- “E depois?”

- O doze.

- “E depois?”

- O treze. E fomos assim até o vinte e seis!

Quando ele voltou a comer percebi que seus baços estavam cheios de marcas de arranhões e cicatrizes. É verdade que criança quando brinca se arranha com uma facilidade incrível, entretanto, olhando para ele, fiquei intrigado para saber como é que aqueles machucados surgiram. Mais uma vez, não tive coragem de perguntar. Vai que ele apanhava do irmão ou da irmã, ou pior ainda, dos pais. Vai que o motivo da surra estava relacionada ao fato de não vender os doces! Perguntar isso só iria piorar as coisas!

Em meio às cicatrizes vi, quase apagado, em seu braço as seguintes letras: L-U-C-A-S! Escrito à caneta.

- O que é isso aí? Perguntei apontando para o braço e indicando o lugar onde estavam as letras.

- “Está escrito L-U-C-A-S. É o meu nome” Falou ele. “Você sabe ler o que está escrito”? Me perguntou em seguida.

- Está escrito: L-U-C-A-S! Ele sorriu. Percebi que era uma confirmação. Ele queria ter certeza que era isso mesmo.

- Aprendi a ler quando eu tinha a sua idade. Até hoje não aprendi direito, mas estou tentando melhorar! Falei isso e seguiu uma leve gargalhada da parte dele.

Nessa altura já estava quase terminando o meu almoço e ele havia deixado um pouco de batata-frita e o bife de frango inteiro num dos lados do prato. “Será que iria esperar eu ir embora para dar aquele pedaço ao seu irmão”? Pensei. Era provável.

- “Você sabe jogar TRUNFO”? Perguntou.

- Sim, sei. Mas faz tempo que não jogo! Respondi.

- “Tem uns meninos mais velhos lá onde eu moro que jogam valendo cigarro”!

Fiquei apreensivo. Será que esses garotos mais velhos o colocam para jogar e obriga-o a fumar cigarros?

- Você fuma? Perguntei e ao mesmo tempo senti-me quase como um irmão mais velho descobrindo uma travessura do irmão caçula.

Ele franziu a testa, sacudiu e cabeça e disse em bom som: “Não”!

Que alívio. Valendo de seu comportamento, entendi que ele não havia entrado em contato com o cigarro, e Deus queira que isso não ocorra. Naquele instante, enquanto ele continuava comendo sua refeição, pedi a Deus para protegê-lo de todo o mal.

Terminei minha refeição e pedi licença para ele. Perguntei se podia me levantar e ir andando, no que ele respondeu que sim. Levantei-me devagar, peguei as coisas que trazia comigo, levei a bandeja ao balcão e despedi-me do garoto.

- Seja um bom menino. Continue estudando e nunca fume cigarros! Disse a ele. Foi a única coisa que consegui dizer ao despedir-me.

Passei a mão sobre sua cabeça olhei pela última vez aqueles olhos amendoados castanhos claros, aqueles cabelos bagunçados, roupas sujas, mochila rasgada, bermuda comprida, chinelos de dedos surrados, suas cicatrizes e seu nome escrito no braço direito com caneta preta. Virei, e parti.

Como não me emocionar!

De alguma forma havia deixado parte de mim ali com ele, e ele de alguma forma havia deixado parte dele comigo. Fui conduzido até aquele local para encontrar-me com ele e banqueteá-lo com uma refeição digna. De alguma forma nossos caminhos se cruzaram por apenas um almoço, uma boa conversa e nove pacotes de bala. Como esquecer o pequeno Lucas? Impossível. Se vamos nos encontrar novamente? Não sei.

Ao sair do lugar onde almoçávamos vi duas meninas correndo pela calçada. Uma delas vinha sobre uma bicicleta com rodinhas e a outra ao lado gritando: “Vai devagar, vai devagar”! Sorriam, brincavam, estavam fortes e bem alimentadas. Não se preocupavam com nada além do divertimento.

“Quantas vezes Lucas já deve ter sonhado que estava andando de bicicletas, simplesmente brincando, sem preocupar-se com nada mais”? Pensei. Passei a mão no rosto para conter a lágrima que escorria e segui adiante.

11 comentários:

jefhcardoso disse...

Cara, eu vi o seu convite no twitter. Obrigado! O texto é bastante longo, sendo assim eu retornarei com tempo e a devida atenção no final de semana. Abraço!

Jefhcardoso

Flávio Nunes. disse...

Olá Jefh,
Obrigado pela mensagem! Aguardarei seu comentário após a leitura!
Abração.

Thatica. disse...

Oie, eu estou no serviço e posso te dizer com toda certeza que valeu a pena ler esse post. Vc teve uma atitude nobre, com certeza e poucas pessoas tem a coragem de olhar pra necessidade do amigo, do namorado, de um membro da familia, quanto mais de uma pessoa que não conhece. Legal da sua parte. Mas lhe digo que: vc aprendeu mto mais com o Lucas do que ele com vc! O Lucas te fez mais bem do que vc a ele.
Bjs e bom fds.
Fica com Deus! =)

Fábio disse...

Parabéns Flávio... Aconteceu comigo uma historia parecida em campinas. Uma mãe duas crianças catando latinha e eu estava tomando refrigerante, a mãe pediu e deu ao seus filhos e agradeceu... Nunca me esqueço...

Flávio Nunes. disse...

Olá Thatica,
Primeiramente, desculpa responder só agora, mas o meu fim de semana foi, para simplificar, "intenso"!..rs..
Fico muito feliz que tenha dedicado parte do seu tempo para ler meu texto! Obrigado pelas palavras e sim, eu aprendi muito com o pequeno Lucas!
Tenha uma ótima semana,
Fique com Deus,
Abração,
Flávio Nunes.


Olá Fábio,
Obrigado pela mensagem e fico feliz que tenha vivido algo semelhante! Como você bem disse, estes tipos de acontecimentos são inesquecíveis!
Tenha uma ótima semana amigo,
Abração,
Flávio Nunes.

jefhcardoso disse...

Cara, os amigos têm razão sobre o assistencialismo causar dependência, e você está certo quando alimenta a quem está com fomo ao seu lado. Nada é absoluto.
E como não nos emocionar com tal relato? Como?
Cara, a vida fala mesmo. Nós é que somos indiferentes na maioria das vezes. Eu fui menino pobre. Identifiquei-me muito com o Lucas. Mas essa é uma face da vida, Flávio. Não deixe essas coisas esfriarem. Faça o que puder. Apresente um projeto à prefeitura. Ofereça um curso em praça publica. Forme um grupo para ajudar essas pessoas. Faça algo, amigo. Não deixe esfriar este sentimento que nada mais é senão a vida que corre em você e depois retornará ao Criador.

Abraço, e parabéns pela belíssima postagem. Eu disse que vinha, e aqui estive. Aguardo você em meu blog agora.

Flávio Nunes. disse...

Olá Jefh,

Foi com grande alegria que recebi e li sua mensagem! Assim como você, também tive uma infância pobre, sem muitas regalias, contudo recheada de muito amor!

Certamente não deixarei isso esfriar. Tenho dois projetos relacionados aos assistencialismo social, entretanto falta-me a parte financeira. Infelizmente sozinho não tenho forças para envergar uma árvore! Mas, como relatei, ainda que sozinho, posso fazer a diferença na vida de uma criança.

Tenha uma ótima semana,

Um grande abraço meu amigo,

Flávio Nunes.

delfina maria soares vaz disse...

Oi Flávio,

Muito rica a sua experiência, voce é realmente uma pessoa muito especial.

Abraço

Delfina

Flávio Nunes. disse...

Olá Delfina,

Obrigado pela mensagem! Esta experiência mexeu muito comigo e cada novo comentário aqui dá-me mais força para tocar adiante meus projetos de vida, tal qual Deus sonhou para mim!

Abração,

Flávio Nunes.

Anônimo disse...

O que dizer....emocionante,real....cruel....a vida é assim mesmo,poucos com muito e muitos com pouco.e a vida continua apesar do grande parodoxo existente!muitas vezes somos parados no sinal e vemos crianças que precisam trabalhar para ajudar seus pais,isso é certo??Não,não é,e a única maneira disso terminar é aprendermos a votar.Colocar gente no poder é muito dificil...pois muitos se transformam quando se deparam com a facilidade de se enriquecer com o dinheiro público.A culpa é nossa??Acredito piamente que sim,quando elegmos um "Cara" porque ele é amigo,ou parente,ou estudou com voce,ou até mesmo,porque lhe deu algo para sua satisfação pessoal ou prometeu....já passei por muitas situações iguais,comprei a caixa de balas toda,paguei almoço,dei dinheiro,comprei roupas,lavei os pés pequeninos e sujos mas cheios de sangue de um deles somente para que eu pudesse acalmá-lo,levei-o ao hospital.....fiz a minha parte????nnão,apenas uma pequenina ajuda momentanea.....fazer a minha parte ou a sua parte é ....criar mecanismos para que ninguem que suba ao poder possa ter plenos poderes,para que não consiga ursurpar o dinheiro público...dinheiro este que bem aplicado,dá para todos viverem bem e as crianças serem crianças novamente!
Uma coisa que fica engasgada sempre é Madonna(gosto dela de montão) mas odiei o que ela fez...veio ao Brasil pedir recursos aos Milionários( estive bem perto dela pois visitou meu pai,se ele ajudou não sei....)para trazer a sua ong para cá.....Com tanto dinheiro....não poderia doá-lo como fizeram várias pessoas biliardarias????Não sei a resposta....apenas o que sei que.....devemos ensinar a lutar também e não somente a receber temos que nos unir e tentar mudar...chega de governo assistencialista,queremos salarios dignos,empregos para todos,moradia para todos e muito mais.....conseguiremos sim,pois a uniao faz a força!
Perdoe-me,mas às vezes fico indignada com tudo ainda mais quando vejo um a criança deixar de ser!!!!Um beijo da amiga Julianna

Flávio Nunes. disse...

Olá Juliana,
Fiquei muito feliz com este comentário que fizeste aqui! Que experiências maravilhosas estas que contastes aqui. Mas como você bem diz: "fiz a minha parte????nnão,apenas uma pequenina ajuda momentanea.....fazer a minha parte ou a sua parte é ....criar mecanismos para que ninguem que suba ao poder possa ter plenos poderes,para que não consiga ursurpar o dinheiro público...dinheiro este que bem aplicado,dá para todos viverem bem e as crianças serem crianças novamente"!
Sobre o caso Madona...Este é um fato que não fiquei sabendo! Nem sei se foi noticiado! Enfim, são os autos e baixos do "assistencialismo"!
Mais uma vez obrigado pelo comentário!
Abração,
Flávio Nunes.

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