segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Gandhi e Santificação (Trecho do Livro)!


O Mahatma afirmava que o amor é a força mais abstrata, e também a mais potente que há no mundo. O amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha.

Ela falava sobre amor e verdade. Amor eu conhecia, ao menos eu pensava que conhecia. Este, o amor, vim aprimorar anos mais tarde. Mas a verdade, o que significava "a verdade"? Falar a verdade é não mentir. No auto da minha sabedoria juvenil entendi que falar a verdade era um grande ato de amor.

Quanto mais lia mais sentia minha alma ser engrandecida. Mais dava-me vontade de ser um outro Gandhi. Um outro Mahatma. Mas será que eu estava disposto a sofrer tanto, fazer jejuns, praticar a abstinência e morrer assassinado? Não, aquilo estava muito longe da minha realidade. Principalmente a abstinência e o assassinato. Eu queria era viver muito, já cedo eu desejava morrer bem velhinho.

Foi então que uma certa dose de tristeza tomou conta do meu coração. E ponderei pela primeira vez a possibilidade da minha mãe estar certa. Ser santo é difícil. Nunca conseguiria tal feito. Mas uma coisa eu já havia descoberto, existiam pessoas que ainda hoje conseguiam se santificar. Gandhi provava isso para mim. Afinal ele morreu no mesmo século em que eu nasci. Isso já faz uma grande diferença.

Além de tudo que já havia lido sobre sua vida algumas outras coisas me chamaram profunda atenção e marcaram minha vida. Ele acreditava que só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com ódio; e que o sofrimento, e só o sofrimento, abre no homem a compreensão interior.

Queria sinceramente atingir esta compreensão interior, mas não estava disposto a sofre. O que fazer? O tempo me deu a resposta.

No fim do livro haviam inúmeros comentários sobre o legado desse que foi “a grande alma” para seu povo. Os comentários eram feitos por autores de diversos livros, personalidades políticas e cientificas, entre outros.

O comentário que me chamou mais atenção foi o de Albert Einstein, um dos maiores cientistas da humanidade. Físico e pai da lei da relatividade. Sua sabedoria lhe trouxe grandes méritos, mas também lhe causou um grande mal estar. Pois foi através de seus estudos que “ingenuamente” foi construída a bomba atômica.

Einstein disse que as gerações futuras terão dificuldade em acreditar que um homem como Mahatma Gandhi realmente existiu e caminhou sobre a superfície da Terra. Ele estava certo. Quem pode acreditar que tal homem tenha realmente vivido e feito o que fez.

Após o termino do livro, muitas perguntas rondavam minha cabeça. Durante dias eu pensava insistentemente sobre o que havia lido e aquele pequeno livro me abria um leque de possibilidades para estudar e obter conhecimento. Fiz uma pequena anotação. Numa folha de papel escrevi assim:

Coisas para conhecer e fazer:

- O que é a verdade?

- Como praticar a não violência no meu dia a dia?

- Existem santos que não morreram assassinados?

- Deus tem religião ou não tem?

- Meus pais estão certos ou errados sobre Deus e a igreja?

- Eu também posso conhecer Deus? Em caso positivo, como faço isso?

- Se eu conhecer Deus e querer ser santo, eu também corro o risco de morrer assassinado?

- Quem foi São Pedro e São Paulo?

- Quem foi Jesus?

- Como fazer para não sofrer?

- Quem foi Albert Einstein?

O papel com as anotações ficou em lugar de destaque dentro do meu guarda-roupas durante algumas semanas. Depois de um tempo eu via que meus esforços e meu tempo estava sendo perdido. Não conseguia responder a todas as perguntas. E as que eu respondia, geravam mais perguntas.

Acreditando que a santificação era algo muito distante de mim, abandonei completamente aquela idéia. Por alguns anos vivi sem me preocupar mais com isso. A adolescência foi passando, novos amigos fui conhecendo e com eles aproveitei tudo o que a juventude pode desejar, ou seja, a busca de minha auto-afirmação como pessoa e os prazeres passageiros.

Saia com os amigos, bebia, dançava, namorava, etc. Assim o fiz até chegar à universidade. Quando pensei que iria aproveitar mais minha vida de “malandragem”, sofri mais uma reviravolta.

Conheci novos livros e novos santos.


PS: Tenho recebido algumas mensagens de pessoas perguntando: "Como faço para deixar um comentário no seu Blog"? É simples, basta clicar no número que encontra-se do lado direito de cada Título! Aguardo os comentários! Desde já o meu MUITO OBRIGADO!

2 comentários:

Mary Kenchian disse...

Olá Flávio,

Pois é sofro desse mesmo mau. Tenho tantas perguntas que ninguem consegue responder, e quando alguem tenta, vem mais um monte de perguntas na sequencia. Mas acredito que pessoas Santas nao questionavam, elas viviam da melhor maneira, buscando o amor e a verdade como voce diz no seu texto. Se conseguirmos fazer isso ja será um grande passo.
Adoro seus textos. Voce fala com o coração.
Abraços,
Mary

Flávio Nunes. disse...

Olá Mary,

Obrigado pelo seu belo comentário! Quanto aos questionamentos, acredito serem normais à natureza humana! É assim que a ciência caminha, é assim que caminhamos enquanto humanos e co-criadores deste mundo! A verdade e o Ágape serão nossas eternas buscas!

Fico feliz que tenha gostado deste e dos outros textos! Você está certa, procuro escrever sempre com o coração! Escrever é algo que me acompanha desde a juventude, contudo, só agora, estou desenvolvendo este dom que Deus me deu. Ainda tenho uma longa caminhada pela frente!

Tenha uma excelente semana!

Abração,

Flávio Nunes.

Postar um comentário

Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...