quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Reflexão Sobre o Homem Contemporâneo!


Contemporaneamente passamos por momentos de profundo “desconhecimento do ser”. O individuo sofre cada vez mais da síndrome da “Solidão coletiva”, ou seja, mesmo estando em meio às pessoas, em casa, no trabalho, na universidade, ou qualquer lugar que seja, estamos solitários. Muitos procuram isolarem-se do outro, pois a cada dia sua maneira de ver o mundo é tão única e individual, que o outro transforma-se num ser incompatível, cada vez mais distante.

Não compartilhamos mais uma mesma forma de pensar, pois perdemos um padrão, um modelo, uma referencia. Nossos objetivos são sempre pequenos demais. Uma vez atingindo o objetivo, este não tem mais valor, perdemos o interesse e precisamos buscar “algo melhor”. Entretanto, “o melhor” como meta de “perfeição”, como portador da máxima felicidade, só existe no mundo das idéias, no mundo onde o verde só pode ser verde, porque não consegue ser outra cor. No “nosso mundo” o verde pode ser claro, escuro, mesclado com outras cores, possui texturas das mais variadas.

O ser humano atual está se transformando, se já não o é, num ser “Extremamente Humano”! O homem hoje é extremamente ele mesmo, individualizado e soberbo, cria a ilusão da “independência” do grupo. Nascemos para nos relacionarmos. É através das relações que criamos, com outros indivíduos, um mundo digno de nós. É através do inter-relacionamento com os outros que amadurecemos e nos desenvolvemos psico-emocionalmente. O destaque do grupo gera sofrimento. Esse destaque geralmente é conseqüência das mudanças de pensamentos. Neste caso o sucesso do individuo produz uma ruptura dramática, onde todos aqueles que pensávamos serem amigos, passam a ser “acusadores”, como se nosso sucesso fosse o pior dos erros para o todo, pois abala a harmonia do grupo.

Para todo aquele que se “destaca” do grupo há um destino mais ou menos solitário. A solidão não existe se aquele que obteve sucesso, encontrar outro grupo que é compatível com sua nova forma de estar e viver. Quem destaca-se precisa “re-inventar” sua forma de adquirir a felicidade e, conseqüentemente, responsabilizar-se pela sua criação, ou seja, pelo novo que gerou no mundo.

Devemos aprender a ver o mundo tal qual ele é em essência. Nossa sociedade pós-moderna está perdendo valores essenciais, como por exemplo aqueles valores passados de pais para filhos, valores ligados as experiências de vida de nossos avôs e avós e em alguns casos, bisavôs e bisavós; ou seja, aqueles ligados à família e ao amor “agápico”.

O mundo de hoje bloqueia-nos, obscurece nossa visão do “ser humano”! Vivemos ainda hoje, e quem sabe mais do que na antiguidade, dentro da Caverna. A Alegoria da Caverna nunca esteve tão atual. Vemos sombras e achamos que a vida é só isso, “imagens projetadas no funda da caverna”. Avejões que bloqueiam nossa visão, nos faz perder aquilo que realmente somos: Humanos!

Estamos a cada dia nos tornando “Extremamente Humanos”! Isso será nossa perdição. Está nos levando à falência!

2 comentários:

Daniela Filipini disse...

As pessoas estão cada vez mais perdidas. Buscam a perfeição, e esquecem que, por mais que consigam todos os bens do mundo, jamais se sentirão satisfeitos. É um dos grandes defeitos do ser humano.

Flávio Nunes. disse...

Olá Daniela,
Você captou bem a essência deste texto: A insatisfação humana!
Obrigado pelo comentário e sempre que puder passe por aqui!
Abração,
Flávio Nunes.

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