segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Religião, Família e Eu (Trecho do Livro)!


Era muito novo quando comecei a participar dos encontros de jovens na igreja central da cidade onde morei dos meus 11 aos 17 anos de idade. Havia um amigo que participava dos encontros todos os Domingos. Ele sabia que eu vinha de uma família que outrora fora evangélica, e acredito que tenha sido por este motivo que demorou tanto tempo até me convidar para participar desses encontros. Acho que queria ter certeza que eu realmente iria.

Após começar a participar dos encontros, num determinado dia, ele me confessou que sua maior preocupação era como meus pais iriam reagir a esse convite. Apesar dos conselhos de minha mãe sobre bons comportamentos, nunca se importaram d'eu participar do encontro de jovens de uma paróquia.

Meus pais, ainda jovens, deixaram suas práticas religiosas de lado. Até onde sei, houve um desentendimento entre os membros da igreja que participavam. Após alguns dias eles, junto com outros jovens, se afastaram definitivamente daquele grupo e nunca mais retornaram.

Afastar-se da igreja, independente da prática religiosa que segue, não significa perder a fé e nem deixar de acreditar no misticismo que a "palavra" - Igreja -, comporta. É evidente o fato dos meus pais terem sofrido um trauma significativo, junto aos membros que lá haviam; contudo não abandonaram em nenhum momento o senso de caridade que a igreja plantou em seus corações.

Com o passar dos anos, o mundo tomou conta de partes importantes de suas vidas. Sem a presença da igreja para preencher algumas lacunas, pensamentos cristãos foram sendo esquecidos aos poucos e tudo aquilo que a TV mostrava começou a criar raízes em suas almas. Aos poucos o rio que era de águas límpidas, começou a tornar-se levemente turvo. E isso prejudicou a maneira que eles começaram a “ler” o mundo ao redor. Medos começaram a vir à tona, assim como algumas referencias de religiosidade começaram a se perder pelo caminho. (Nota: Vale lembrar aqui que religião e religiosidade possuem significados diferentes).

Sobre eles, não tenho do que reclamar. Só tenho a agradecer cada momento de vida e cada minuto que passamos juntos. Eles continuam sendo minhas "pedras fundamentais" e meus maiores heróis. Contudo, desde muito cedo, comecei a perceber que eu teria que trilhar meu próprio caminho. De uma forma que eu não sabia explicar até então, sentia que aquele mundo não era completamente meu.


PS: Tenho recebido algumas mensagens de pessoas perguntando: "Como faço para deixar um comentário no seu Blog"? É simples, basta clicar no número que encontra-se do lado direito de cada Título! Aguardo os comentários! Desde já o meu MUITO OBRIGADO!

0 comentários:

Postar um comentário

Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...