sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dor de cabeça no quarto dia!


Olá Pessoal,


O texto que escrevo à seguir é uma homenagem aos novos seguidores do Blog, aos novos seguidores do Twitter, aos novos amigos do "O Livreiro" e a todos que passaram por aqui nos dias que estive "ausente"! Meu muito OBRIGADO pela presença, atenção e carinho! Abração.



A magia da escrita consiste em saber que mesmo não tendo nada para escrever, mesmo sofrendo minhas mazelas no cotidiano e sendo elas o centro das atenções; ainda assim, escrevo, e o que penso não ser, é!


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Quinta à noite plantão. Sexta pela manhã, trabalho na ONG e sexta à noite, pizza com os amigos após debate político. Durmo tarde!


Sábado durante o dia, Brinquedoteca e durante a noite mais pizza com a noiva e os amigos. Debate sobre religião, ateísmo, pedofilia e ética protestante de Weber.


Domingo acordo tarde, opto por ficar com minha noiva à sair com os amigos (Saída esta marcada com antecedência via e-mail, que não li). Recordo da noite anterior, no momento em que minha noiva chama-me a atenção por escrever algumas "notas" sobre o discurso atéu/religioso, proferido pelo dono da pizzaria, que estava já com umas doses de Wisky na "cuca"! "Você não está participando da conversa, e como se estivesse com um fone de ouvidos", disse ela. Ainda no Domingo, vou ajudá-la na arrumação da casa. Há poeira (Minha crise alérgica ataca), há espirros, há roupas e louças lavadas no tanque e na pia da cozinha, respectivamente. De forma que não conseguira compreender até então, a máquina de lavar ainda não tinha sido entregue pelo transportadora! Assistimos filme e vamos dormir tarde!


Na segunda-feira adordamos cedo - muito cedo -, perdemos a hora. Está chovendo muito, o trânsito está caótico e nós estamos em jejum e atrasados para o trabalho. Trabalho. Faço alguns atendimentos e almoço tarde. Começa a dor de cabeça. Volto para casa, tomo banho e começo a telefonar para todos os lugares que preciso, para falar coisas importantes, para pessoas não muito importantes. Antes de sentar em frente ao computador, dar-me conta que a internet continua com problema de conexão e a dor de cabeça aumentar de intensidade, tiro os sapatos e as meias. Adoro andar descalço.


Arrumo a internet, respondo os e-mails e vejo que tem tanto ainda para se faser por ali. O tempo acaba, troco de roupa e vou para o plantão. Janto um sanduiche natural e tomo um copo de meio litro de suco de laranja (Quanto mais vitamina C, melhor). Quase no fim do suco, ingiro o segundo compirmido para dor de cabeça (O primeiro caiu no chão da lanchonete). Caminho até o metrô, compro o bilhete, desço a escada e na plataforma de embarque, ao lado do segundo vagão, os paramédicos reanimam um homem gordo, de camisa verde, caça jeans e bolsa de couro preta. A porta do vagão se fecha, eu vou embora e o homem fica, talvez vivo, talvez morto. Peço licença e sento num lugar vago. Ao meu lado encontra-se um jovem em estado de choque, cuja única resposta após a minha demonstração de educação púbica foi balançar a cabeça afirmativamente.


O trem vai e eu continuo com dor de cabeça.

3 comentários:

Anônimo disse...

Boa tarde,conforme recado deixado no livreiro,estou aqui para deixar meus comentários críticos.Começo falando de sua agenda semanal,tão rápida e tão cheia....o que me fez lembrar de um raio de sol e de alegria que chegou ao nosso convívio há 17 anos...Lembrou?Sabe de quem estou falando???vou tentar fazer com que você se lembre....daquela menina ,alta,loira,inteligente,amorosa,sagaz,carinhosa,boa escritora,que vive a 300km por minuto....e que tem sempre algo a fazer e ideias miraboantes a realizar....uma menina amiga,fiel que está sempre disposta a te ajudar....isso,lembrou....é ela mesma...a nossa...tão querida Clarissa.....o que dizer de sua agenda tão extenuante e a 400km por minuto....não sei!!!!Mas peço que você quando estiver "Em boa Companhia"ou melhor acompanhado de Carlos Drummond de Andrade,que o peça para declamar aqule poema onde tudo é muito lento e tranquilo,acredito eu,que seja Cidadezinha qualquer....aí sim,você ,Clarissa irão mais devagar....com mais calma e principalmente não se cansarão com tantas coisas para realizar...e você nem ela terão dores de cabeça....e mais tempo para tudo,inclusive para se chocar com a realidade desvendada ao descer as escadarias do metro.....
Sabe que você deveria escrever um livro????!!!
Suas histórias são sempre surpreendentes dentro das coisas mais simples da vida,estou esperando um livro,mas até lá...vou acompanhar seu cotidiano ,ora ocupado e ora muito ocupado e quem sabe...um dia vejo você dizer como o poeta Carlos "êta vida besta....!!!"
Daquela que é filha da que veste Prada.....e que será também sua admiradora e amiga Julianna (prima da Clarissa)

Anônimo disse...

aqui está o poeaminha que falei no meu comentário.....


Cidadezinha qualquer


Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

De Alguma poesia (1930)

Carlos Drummond de Andrade



aposto que depois dele você e a Clarissa irão mais devagar..... um abraço sincero Julianna

Flávio Nunes. disse...

Olá Julianna,

Obrigado pelo conselho e principalmente pelo poema de Drummond!..rs.. Realmente este fim de semana começou a ser a-típico em minha vida, contudo, em outros tempos, ele era ainda pior que o descrito no meu texto!
Você instintivamente disse algo que resume a minha vida "estar à 400 km por minuto"..rs.. Estou passando pelo meu segundo processo de "desaceleração"..rs.. o primeiro foi entre 2007 e 2008; e este agora em 2010!
Não sei se você recebeu a mensagem que enviei para você no livreiro, agradecendo o recado que a Clarissa pediu que me enviasse! Caso não tenha recebido, deixo aqui registrado o meu sincero OBRIGADO! Fico feliz que tenha feito boa viagem e chegado bem! Agora fico aguardando os comentários dela!..rs..
Abração,
Flávio Nunes.

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