sábado, 2 de outubro de 2010

O que é Pensar?



"Entre meus tantos defeitos marcantes, está o de pensar demais"! Li esta frase a pouco mais de dois copos de coca-cola e um bombom com recheio de amendoim caramelado, no Blog da Daniela Filipini (Uma jovem promissora..rs..). Fez-me pensar, mais uma vez, depois de tantas outras vezes durante este dia!

Só para ilustrar um pouco "O Pensar", encontrei um texto na net que fala sobre "O que é pensar?" e posto-o aqui "resumidamente". Desejo que gostem!

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O QUE É PENSAR?


Pensar, segundo o Dicionário Aurélio (On-line), significa o processo pelo qual a consciência apreende em um conteúdo, determinado objeto; refletir; formar, combnar idéias./ Meditar, raciocinar./ Supor, cuidar, imaginar./ Cogitar, planejar./.

Por: Sérgio Biagi Gregório


Na significação etimológica do termo, pensar quer dizer sopesar, pôr na balança para avaliar o peso de alguma coisa, ponderar.

Aristóteles dizia: "A marcha natural do intelecto é ir das coisas mais conhecíveis e mais claras para nós às que são mais claras em si e mais conhecíveis. (...) Ora, o que para nós é primeiramente manifesto e claro são os conjuntos mais misturados; é só depois que, dessa indistinção, os elementos e os princípios se destacam por meio da análise."

A primeira das preocupações para o bem pensar é a pergunta (Nota Pessoal: Isso Sócrates já sabia a uns 500 a.C..rs..). Saber perguntar é uma arte. Diz-nos a psicologia social que o homem deveria ser avaliado não pelas respostas que dá, mas pelas perguntas que faz. Nesse mister, a filosofia se baseia muito mais na pergunta do que na resposta, pois estamos sempre em busca de respostas. Diz-se também que não há pergunta sem prévios conceitos, pois quem pergunta já sabe algo da pergunta.

Saber responder também é uma arte. As nossas respostas, na maioria das vezes, não atendem ao que foi perguntado, mas reflete muito mais o que lemos ou ouvimos: o nosso trabalho de reflexão acaba sendo efetuado, não no nível da pergunta, mas no da resposta. É preciso cercar a pergunta por todos os lados.

Filosoficamente considerado, o problema é o nexo ainda não manifestado entre conceitos que se comparam na reflexão. Ele não é um cálculo matemático; ele deve resumir uma pergunta, com fundamento gramatical. Assim, antes de estudarmos Kant, Hegel e Leibniz, deveríamos descobrir o que eles estavam procurando, ou seja, que tipo de resposta eles queriam dar às suas perguntas. Nesse sentido, o conteúdo filosófico é muito mais importante do que a descrição histórica, do que contar história.

Para detectar um problema, podemos nos servir de um exemplo plástico. Suponha que à nossa frente encontra-se um muro. Ele é um problema? Não? Quando ele se torna um problema? Quando o quisermos transpor. Aí, teremos que pensar, racionar e ver a melhor maneira do o fazer (Pauli, 1964).

O elemento chave para o bem pensar ou pensar por nós mesmos é a reflexão. É uma volta sobre si mesmo. A reflexão seria mais perfeita se fosse somente sobre o próprio pensamento, sem a intervenção dos sentidos; mas, como o pensamento e os sentidos são inseparáveis, de qualquer forma é uma reflexão. Depois de tudo assimilado, depois de tudo associado, temos que parar e voltarmo-nos para o nosso interior, propondo, inclusive, uma mudança comportamental. Santo Agostinho, um dos expoentes da Escolástica, sugere que façamos o que ele fazia todas as noites, antes de dormir: "repassava mentalmente o que fizera durante dia, indagando como fora em palavras, pensamentos e atos".

Presentemente, há um estoque ilimitado de informações: são mais de 25 séculos de estudo e aprendizado. Os pensadores que passaram por este Planeta trouxeram coisas boas e ruins; alguns acabaram enveredando pelo seu didatismo e acabaram se distanciando da verdade. Nesse mister, o apóstolo Paulo recomenda que leiamos de tudo, mas que fiquemos com aquilo que for bom. Kant, por exemplo, é elogiado por muitos filósofos modernos, mas também muito criticado por ter desviado a filosofia da razão e a encaminhado para a emoção.

Direcionemos os nossos raciocínios pela senda do bem pensar. Não nos preocupemos com as possíveis dificuldades iniciais; ao contrário, vislumbremos os frutos sazonados, nos exercitandos por ele.


Referências:

PAULI, E. Que é Pensar (Teoria Fundamental do Conhecimento). Florianópolis: Biblioteca Superior de Cultura, 1964.

Fonte: http://www.ceismael.com.br/filosofia/que-e-pensar.htm

4 comentários:

JULIO FILHO disse...

Fantástico texto. Parabéns.
Se todos pudessem ler o texto acima, seria um belo presente para a semana.
Abraço.
Julio

Flávio Nunes. disse...

Olá Julio,
Obrigado pela atenção e pelo comentário! Fico feliz por ter lhe dado um "belo presente para a semana"..rs..
Tenha um ótimo Domingo e uma excelente semana!
Abração,
Flávio Nunes.
PS: Obrigado por seguir o meu Blog! Valeu.

gelci disse...

Bom dia, permita-me...

O homem gira e se relaciona em função do pensamento, criado ou imitado não importa a iniciação do seu pensar, importante é o prosseguimento do existir para a perfeita harmonia do todo.
Belo teu trabalho, parabéns e obrigado.
Paz ao teu coração e seja feliz

Flávio Nunes. disse...

Olá Gelci,
Obrigado pelo seu comentário! Adorei esta parte: "...importante é o prosseguimento do existir para a perfeita harmonia do todo".
Agradeço ainda pela sua parabenização! Desejo o mesmo em dobro..rs..
Tenha uma ótima semana!
Abração,
Flávio Nunes.

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