quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tenho Sede de Mim no Mundo!


Olá,

Hoje eu assisti um vídeo e este fez-me pensar: Que bom seria se não houvesse discórdia no mundo, que todos pudessem se amar recíprocamente, sem esperar nada em troca. Assim, quem sabe, seriamos mais felizes e as desigualdades diminuiriam! Foi então que resolvi escrever o texto abaixo!

Abração,

Flávio Nunes.



Tenho sede! Não uma sede de água, nem de refrigerante e muito menos de bebida alcoólica!
Tenho sede de amor, de fraternidade, de felicidade, de sorriso, de abraços sinceros, de amizades sinceras, de carinho, de palavras bonitas, de cumplicidade, de respeito, de esperança, de humanidade,... Tenho sede!

Infelizmente não é em qualquer fonte que posso saciar esta sede! Não é em qualquer deserto que encontrarei oasis! Não é em qualquer paraíso que encontrarei redenção! Não é em qualquer mundo que encontrarei a mim mesmo! Não é em qualquer lugar!

Estou a procura de mim no outro. Tenho esperanças de encontrar, um dia quem sabe, o reflexo do amor que brota em meu peito, espalhado pelos caminhos que passei. Tenho esperança de ver surgir flores, mesmo que de lotus, sobre os passos que um dia dei. Tenho esperança!

Procurar-me no mundo não é tarefa fácil, mas de maneira alguma é impossível. Encontro-me num sorriso, num ato de amor, num ato de caridade, numa lágrima sincera e que demonstra felicidade. Encontro-me também na angústia, no desespero, na falta de força de vontade para mudar aquilo que precisa e deve ser mudado. Encontro-me num mundo que não é meu!

Tenho sede de mim no mundo! Mas infelizmente não encontro-me no mundo. O Mundo também não encontra-se em mim. Que pena! Que desconexão. Tínhamos tudo para dar certo! Não sei se um dia nos entenderemos novamente. Eu, ser humano que sou, perdi o amor do mundo e este agora não responde-me com o todo o amor que tens. O mundo está magoado e ressentido! Esconde-se atrás da individualidade e de prazeres passageiros. O que fazer para mudar esta situação? Não sei ainda, mas uma coisa é certa: Tenho sede de mim no mundo!

Ainda há esperança em meio ao desespero! Ainda há vontade de mudança! Ainda há amor! Ainda há verdade em meio a ilusão! Ainda há luz em meio às trevas! Ainda há um pouco de mim no mundo e um pouco de mundo em mim! Tenho fé que as lágrimas derramadas corram em direção ao oceano da compaixão e da caridade, para enfim, num futuro desconhecido, retornem à terra e ajudem a nutrir e germinar as sementes do bem que hoje plantamos.


2 comentários:

Alice disse...

Flávio querido, como escreves bem. Nossa! Perfeito suas ideias aí de cima, lendo me lembrei:
Temos pressa quando estamos com as outras pessoas. Parece-nos que utilizar tempo em simplesmente estar com os outros é desperdiçá-lo. E, assim, não aprendemos a conhecê-las verdadeiramente. E sem as conhecer não sabemos o que dizer-lhes, nem como dizer-lhes. Temos muitas conversas que parecem de surdos, tal é falta de sintonia entre quem fala e quem escuta.
(Paulo Geraldo)
O problema agora é que os homens já não percebem por que vivem juntos. Prezaram um certo tipo de independência - que é uma maneira de serem sozinhos. Tendo esquecido por que razões se juntaram, estorvam-se uns aos outros. São rivais: nas filas de trânsito, no supermercado, no trabalho. Na família. Há muitos que se sentem incomodados simultaneamente pelo facto de terem pais e pelo facto de terem filhos...

Mary Kenchian disse...

Flavio ,

Lindo seu texto, voce estava inspiradissimo.
Me fez lembrar um trecho do livro a Elegancia do Ouriço que eu recomendo é muito bom e acredito que voce vai gostar.
Bom, o trecho diz mais ou menos assim, "..quem me dera olhar para o outro e enxergar algo alem de mim, poder ver no outro a sua verdadeira essencia e aceita-lo e enteder as diferenças.." Não sei se coloquei o texto na integra, mas é mais ou menos isso, estamos buscando no outro a nós mesmos, esse é o grande segredo, buscar no outro ele mesmo.
E ai lembrei de um post seu no dia de sao Francisco de Assis.
Amar sem ser amado .... compreender sem ser compreedido...
Bom fim de semana.
Abraços,
Mary

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