quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Almoço com Estranhos!


Conhecendo-a, sei que é pontual. Foi um erro “tentar agradar” e permanecer tão pouco tempo juntos. Pior foi vê-la indo embora e permanecer à mesa com pessoas estranhas, que conversam sobre assuntos desconhecidos. Tentam agradar e envolver-me na conversa, mas a distancia é grande, gigantesca; mesmo estando lado a lado na mesa.

Não há conexão, não há sintonia, não há histórias em comum com o grupo. Conheço apenas duas pessoas, a aniversariante, que está do outro lado da mesa, e uma amiga do trabalho dela, que conheci na festa de fim de ano da empresa. Nada podem fazer para mudar a situação, está além de suas forças unir mundos tão distantes e que, naquele momento, não desejam se conhecer. Anulo-me e acredito ser esta a melhor opção.

Sorrio, transmito atenção com os olhos, como uma fatia de pizza, sorrio novamente. Todos entendem, subconscientemente, que aquele é o melhor comportamento nas circunstancias em que nos encontramos.

Mais alguns minutos se passam e duas novas “tentativas” no diálogo grupal são feitas, mas em vão. O incomodo aumenta e o tempo do almoço esgota-se para elas. Despedimo-nos num “até logo, foi um prazer conhecê-la(o)” bem formal. Elas vão e eu fico, afinal tenho todo o tempo para terminar o almoço. Respiro fundo, mais uma fatia de pizza chega, completo o copo com refrigerante e começo a pensar na sobremesa. Organizo o pensamento, repenso a experiência que acabei de viver, abro a mochila, procuro, em meio aos livros e roupas, o bloco de notas e a caneta. Tinha que registrar este episódio, e assim o fiz.

2 comentários:

Thatica. disse...

Passei muito por isso e é uma sensação horrivel. Pensei que isso só acontecia comigo, apesar de não me considerar anti-social.

A pessoa da qual te leva pra um local desses, te convida, não tem noção e acaba te acusando de chato ou anti social.

Não acredito que seja isso, mas só que tem determinadas situações que nos sentimos fora do nosso habitat natural..

Eu preciso de marcar meu território pra poder me sentir segura no local aonde estou. Dai, com certeza eu não sou eu, e eu não me solto.

E nessas situações a melhor coisa é ir embora.

Existem locais e pessoas, que fazem com que a gente se sinta na torre de babel.. simplesmente não falamos a mesma a lingua.

Preciso copiar esse texto, claro colocando que é obra sua, e também meu comentário aqui, assim que ele for aprovado... e tbm sua resposta.

Sabe porque? Porque nesse FDS recusei-me de passar novamente nessa situação de estranha no ninho.. e fui fortemente criticada.

Dai, eu entro no seu blog e saber que vc já passou por isso.. então não estou ficando louca!

beijo e boa semana!

Flávio Nunes. disse...

Olá Thatica,
Assim como você, não me considero nada anti-social, muito pelo contrário..rs.. Mas existem momentos que, infelizmente, o clima "não é legal"!
No meu caso eu queria agradar, e nem pensei nas conseqüências do meu ato. O resultado: Envolvi-me numa situação, no mínimo constrangedora! Assim foi para todos que ali estavam!
Já passei por várias situações onde me sentia um peixe fora d'água! Sou tímido, mas gosto de conversar..rs.. o problema é quando minha timidez aflora e não tem clima para conversas..rs.. Na cabeça vem: "O que dizer"? "Como dizer"? "Por que dizer"? "O quê que eu estou fazendo aqui"? "Se tivessemos ido noutro restaurante (Bar, Pub, Pizzaria,...), eu não ficaria tão constrangido"! E por aí vai a séria de "reflexões" sobre como "nadar fora da água"..rs..
Com relação à sua "loucura"..rs.. Fique tranquila, se procurar direito isso ocorre com muitos e com mais frequência que você pode imaginar..rs..
Tenha uma ótima semana minha amiga!
Abração,
Flávio Nunes.

Postar um comentário

Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...