domingo, 7 de novembro de 2010

Perecibilidade e Devir!


Sinto minha perecibilidade. Como a formiga que pode ser esmagada a qualquer instante, sinto que posso ser esmagado pelo Devir. O que sou é um constante “vir a ser”! Sou a encarnação da multiplicidade do meu tempo. Sou as dúvidas e as soluções de meu tempo.

No decurso da história “matamos” tudo, inclusive Deus. Disso sabem bem os seguidores de Nietzsche. Contudo, acredito eu, tudo isso nada mais é do que uma manifestação, ou melhor, uma resposta à morte que executamos todos os dias, ou seja, a morte de nós mesmos! Talvez isso, queridos amigos, seja a forma mais plena de mostrarmos nosso desejo de viver. Tenho quase certeza disso!

O sopro que outrora me deste vida, que vai se extinguindo aos poucos, me dá força para produzir tufões e ventanias avassaladoras.

Sou um ser pensante, como todos os outros animais que povoam nosso planeta. Estão enganos o que acham que apenas nós pensamos e por isso somos “superiores”. Tolos! Superiores em que?

O pensar quando bem realizado é um Dom natural e sobrenatural; mas quando mal realizado é uma praga, que devasta os campos de nosso consciente e do nosso inconsciente, desfertiliza a terra de onde brotam as idéias e polui a fonte dos insights.

4 comentários:

Anônimo disse...

Invisíveis, mas não ausentes

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.

Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.

Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:

A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.

Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?

Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.

O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.

Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.

Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?

Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?

Anônimo disse...

parte 2
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta Terra.

O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.

A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.

Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a Terra, pelo peso que faz nela.

A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.

As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.

O ponto de reunião é no infinito.

Anônimo disse...

parte3
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.

Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

* * *

Muitos consideram que a morte de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.

Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.

Prossiga em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem, pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.
da amiga julianna

Flávio Nunes. disse...

Olá Julianna,
Estou sem palavras para dizer qualquer coisa após estes dizeres!
A única coisa que me ocorre é parafraseá-la: "Muitos consideram que a morte de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.

Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.

Prossiga em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem, pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade".

Obrigado pela sua amizade!
Abração,
Flávio Nunes.

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