sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal!

Ele havia acabado de chegar. Fez uma viagem longa e cansativa, mas sua alegria era transparente e transbordante! Não via a família a pelo menos dois anos. Aquele re-encontro estava sendo perfeito, não fosse o desconforto que começava a ganhar força em seu coração!

Ele não podia controlar, era mais forte que ele. Um turbilhão de emoções jorrava do seu peito e o desconforto só aumentava. Que coisa terrível foram as horas vindouras.

Tudo o incomodava! Tudo. Sons, cheiros, a movimentação dentro de casa, as visitas dos familiares,... e o pior de tudo, a atenção e o amor, incondicional, dos seus pais! Que martírio, que agonia, que desespero. Isso o estava matando!

A sensação era clara; parecia que havia retornado dois anos no tempo. Tudo que "deixou para trás" estava exatamente da mesma forma. Todos os amores e todos os conflitos! Ele havia vivido uma grande aventura, dado saltos gigantescos e aquele retorno fora entendido como um retrocesso, uma anulação, e constringia o seu coração.

O cume do desespero foi o momento em que ele, inconscientemente, irritou-se em público com a sua mãe. Ela, em meio a lágrimas, sentiu como se o peito se rasgasse e a chama do amor pelo filho tão querido se apagasse. Que dor cruel aquela mãe sentiu.

Entretanto, algo acontecia dentro do coração daquele jovem. De repente, ele escutou mais uma vez "a voz" e esta o orientou: "Filho, porque você esta agindo assim? Não sabes que estamos comemorando a união e o amor familiar. Tu tens uma família linda, não deixe-se enganar. Vá e reconcilia-te com todos"!

Assim ele o fez. Como a água que se transforma em vinho bom, ele também transformou-se!

Após aquele acontecimento, todo o desconforto que sentia foi dissipado! Reuniu-se à familia e com ela riu, dançou, contou estórias, etc. Daquele dia em diante, todo momento ao lado da família tornou-se um verdadeiro Natal!

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