sábado, 29 de janeiro de 2011

Sou Incompreendido!

Sou incompreendido! Não sei o que ocorre, mas meus atos e ações parecem simplesmente não adequarem-se àquilo que os meus, e alguns outros, refletem e dizem.

Que trágica forma de interagir com o mundo é esta que traz constantemente um nó à garganta e o medo da retalhação daqueles tão queridos seres amados. Por isso, não são poucas as noites e os sonos. Algumas vezes, os sonhos são profundos e sem lembranças, outras vezes superficiais e com lembranças; ora sonhos adocicados, ora amargos e ora adstringentes. Sei apenas que em todos eles viajo, vou a lugares longinquos e volto para contar histórias.

As vezes peco por dormir demais, muitas vezes perco a hora e o coração sai do ritmo. Palpita no peito, lastimando ter se rendido ao sono profundo. Quando acordo, o tempo passou, as vezes rápido demais, e perdi um bocado de acalento, mas ganhei um tanto de palavras novas. Novas linhas, novos parágrafos, novas páginas para contar histórias. E eis que encontro-me acordado, "vivo" novamente. Até gostam das minhas histórias, mas não compreendem meu sono, meu desligamento necessário, minha reclusão, minha solidão. Continuo com nó na garganta!

Vacinação de Filhote!

Era o terceiro atendimento do dia e eis que surge pela porta uma senhora com o seu filhote nos braços. Era um exemplar verdadeiro do mais puro "vira-latas"! Tinha os olhos negros e grandes, tais como uma jaboticaba madura. Seu focinho alongado e orelhas caídas, davam a impressão que seu sangue tinha algum vestígio de Dachshund, cão que, segundo algumas linhas acreditam, tenha surgido no Egito antigo. Entretanto, outros dizem que esta raça surgiu através do cruzamento de alguns hounds e terries da Alemanha, França e Inglaterra. Sendo a Alemanha assumido o posto e "vencido" no registro da ração.

Ele era lindo. Tinha uma pelagem marrom, mesclada com preto e era muito "elétrico", não parava um só segundo. Estava interessado em tudo. Queria olhar tudo, cheirar tudo e lamber tudo. Bastava olhar diretamente em seus olhos para ele dar um salto do colo da dona, choramingar e fazer alusão de subir na mesa de atendimento, cruzá-la e vir cheirar-me e lamber-me as mãos e a face.

- Então Dr. - começou ela -, trouxe o Pingo para tomar vacina!

- Que bom! E com quantos meses ele está? Comecei a anamnese.

- Ele está com dois meses e já tomou a "vermifugação"!

- Que bom, que bom! Mas me diga, uma coisa, como ele está em geral? Fezes, urina, vômito,...?

- Fezes e urina estão normais, mas as vezes ele "faz vômito"! Mas também "pudera", ele come tudo que encontra pela frente! Já perdi um chinelo, e meu marido uma meia. Sem contar no lápis do meu filho que foi todo mordido e despedaçado!

Não pude conter o sorriso ao ver que se tratava de um filhote em pleno vapor e cheio de energia para queimar. Infelizmente alguns utensílios pagaram o pato inicial.

- Mas ainda assim, ele se alimenta bem e esses vômitos são constantes?

- Sim, ele come bem e eu dou só ração e um pedacinho de pão às vezes! Ele gosta muito de pão, mas eu não dou muito não, pois dizem que faz mal se ele comer demais.

- Isso mesmo, não se deve dar pão para os cães! Não pela farinha, água, gordura,... mas pelo fermento!

- É mesmo Dr.? Disse ela admirada.

- É mesmo. Se não quer ver seu cãozinho gordinho e com tendência a ter probleminhas de pele daqui a alguns anos, tem que parar de dar pão para ele!

- Tudo bem! Mas é que ele chega na mesa quando a gente "tá" tomando café, arranha nossa perna, fica latindo e olha para gente com um olhar de "Tô com fome"! Aí a gente vai e dá um pedacinho!

- Olha de "Tô com fome"? Não aguentei e gargalhei, mas o clima não era tenso e nem era de minha parte fazer ironia. Tanto que ela percebeu, na hora, que cães não podem comer pão pois isso faz mal para eles, não conteve o sorriso e também retribuiu a gargalhada.

- Ele é muito lindo e é o "filhinho da mamãe"! Ele pede e agente enche ele de mimo! Disse isso sorrindo.

- Pois é, este é um sério problema, pois quando enchemos eles de "mimos", as vezes eles transformam-se em "filhotes mimados" e aprontam mais ainda!

- É mesmo Dr.? E eu que achava que estava fazendo a coisa certa!

- Não é errado dar carinho para os animais! Eles precisam de carinho tanto quanto a gente, mas devemos sempre lembrar que eles não são humanos, no seu caso é um cão e precisa ser tratado como um cão que recebe carinho e não como um "filhinho mimado"! Entendeu?

- Entendi sim! Disse isso e afirmou com a cabeça.

- Mas deixe-me vez se este "Pinguinho" de cão está com tudo em ordem!

Passei então para a avaliação física. Verifiquei orelhas, mucosas oculares, mucosa oral, dentição, lingua, pêlo, pele, articulações, auscultei coração e pulmão, fiz a palpação abdominal e verifiquei a temperatura. Tudo em ordem! Ele podia ser vacinado com segurança! Enquanto o avaliava, tive que retirar meus dedos constantemente de sua boca, tanto que no final da avaliação clinica tive que ir até a pia e lavar as mãos, pois estavam todas babadas. 

- Vejo que ele está muito bem de saúde e que os dentinhos dele estão crescendo bem! Disse e sorri.

- Sim, ele morde tudo, eu não te disse! E sobre estar bem cuidado, lá em casa tratamos ele bem ele é o nosso "Bebê..."! Parou e corrigiu o pensamento: "Ele é o nosso querido cãozinho"! Não precisei falar nada, só com a troca de olhares ela percebeu que haviamos nos entendido quanto o que é ser humano e o que é "ser cão"!

- Vou buscar a vacina alí na sala ao lado e já volto. Só um insante!

- Tudo bem!

Voltando, preparei a vacina e aproveitei para pegar uma agulha de insulina. Prefiro, pois assim os filhotinhos "sofrem" menos na hora da picada! Já não basta todo o estresse que são submetidos, se ainda os aplico uma vacina com uma agulha 25 x 7, o sofrimento é maior! Sem contar que o risco de pegar algum vaso subcutâneo aumenta e as vezes o choro é tão "sentido" quanto o de uma "criança mimada" e isso não causa uma boa impressão para os donos!

- Pronto, agora eu quero que a Sra. segure ele no colo, colocando a mão direita próximo ao pescoço e a esquerda apoiando as patas traseiras, deixando ele confortável e impedindo que se mexa ao mesmo tempo. Tudo bem?

- Tudo bem! Mas na hora que for dar a vacina me avise para eu virar o rosto e me preparar. Não gosto de ver essas coisas! Disse isso já com o rosto apoiado sobre a nuca do filhote e com os olhos bem cerrados. 

- Tá bom, quando eu fizer a vacina, te aviso!

Coloquei o alcool sobre o local que ia aplicar a vacina e fiz uma leve massagem no lugar onde iria aplicar. Descobri que isso prepara o animal para receber a vacina, e geralmente a resposta é satisfatória. Enquanto ela afagava o filhote e esperava o meu sinal, fiz a vacina e ele nem ao menos reclamou! Foi então que não pude de fazer uma de minhas "brincadeiras" favoritas:

- Posso aplicar agora? Lá vai: Um, dois e... Já foi a umas duas horas atrás e você nem percebeu!

- Como assim, já fez? Disse ela espantada com a não reação do filhote em seu colo!

- Sim, viu como é fácil quando seguramos ele da maneira correta e a vacina é feita de maneira rápida e segura?

- Nossa Dr. depois dessa vou trazer ele sempre aqui para o Sr. aplicar as vacinas!

- Obrigado! Então, te digo, ele vai precisar tomar mais duas vacinas dessa e mais uma de anti-rábica! Além dessas existem outras, mas isso conversamos só depois! Tudo bem?

- Tudo bem sim! Nossa, ainda estou impressionada com o seu jeito. Tem uma amiga minha que ficou com o outro filhote, "irmão" desse aqui, vou pedir para ela vir aqui conversar com o Sr. e fazer as vacinas aqui! De agora em diante você é o Dr. do Pingo!

- Obrigado pela confiança! Vou tratar bem o Pingo, pode acreditar!

- Sei disso! Disse a Sra. sorrindo.

- Então para terminar, está aqui a Carteira de Vacinação e as ultimas recomendações: Às vezes o local da vacina fica um pouco dolorido e o animalzinho fica um pouco quentinho e amoado;  mas tudo isso é normal dentro de um prazo de 24 h à, no máximo, 48 h. Caso ele apresente e continue com estes sintomas além desse período que te falei, você tem que trazê-lo imediatamente para ser reavaliado. Tá legal?

- Sim, entendi! É até bom que ele fique mais quieto mesmo. Só assim para ele parar que comer tudo dentro de casa! Disse ela sorrindo e demonstrando satisfação no final da consulta.

- Então, está aqui o papel que você deve apresentar na recepção.

- Obrigado Dr.!

- Por nada! Até daqui a trinta dias! Se quiser vir à partir do 21º dia, já pode!

- Tá bom, tá bom! Até mais, e tenha um bom final de semana!

- Bom final de semana para você também! E vai com Deus! 

- Fica com Deus Dr.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Uma Defesa do Infinito"

Enquanto esperava minha noiva, caminhei até a Cinelândia, passei pelo Teatro Municipal e ali, na praça mais específicamente, fui até o Odeon. Infelizmente o filme ainda não estava em cartaz, e no mesmo pé que fui, voltei.

Retornando, comecei a pensar no que iria fazer até chegar a hora do encontro com minha noiva. Eis que olho para o lado e deparo-me com a Biblioteca Nacional! Recordei que havia uma exposição em comemoração ao seu 200° aniversário! Foi o momento oportuno; não disperdicei-o.

Fui encaminhado ao local da exposição. La chegando, maravilhei-me! Havia corredores cheios de obras raríssimas. Vi livros, gravuras e partituras que datavam desde o século XII até os nossos dias. Vi pergaminhos e livros escritos a mão; diferentes técnicas, uma mesma intensão: registrar algo para a posteridade. Vi coisas árabes, egpcias, espanhola, portuguesa, tibetana, etc.

Os mais impressionantes são os documentos mais antigos, alguns com 200 ou 300 anos, entretanto em tão bom estado de conservação, que parecia ontem a sua impressão e publicação. Autores dos mais variados e campeões de vendas de todos os tempos.

Vi cada ítem em detalhes, tendo minha visita ultrapassado a casa dos 60 minutos. No livro de registros assinei meu nome na linha 5093. Eis o número de visitantes até o momento, o que acho impressionantemente pouco, em vista que este acontecimento único começou em 03 de Novembro de 2010 e vai até 25 de Fevereiro de 2011.

Tamanha era minha alegria e euforia que voltei a entrada principal da Biblioteca, segui novamente até a recepção e lá informei-me: "Com licença, como faço para registrar um original"? No que a recepcionista me deu um papel, com pouco mais de 5 x 5 cm, contendo a informação que eu tanto queria naquele momento.

Saí dali convicto que 2011 é o ano da realização de uma obra literária pessoal. Um romance talvez!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Brainstorm + Criatividade!


Fazia tempo que não me encontrava com o lápis e juntos rabiscávamos alguma coisa por aí. Fiz questão de deixar fluir alguns desenhos e estes pendurei na porta do guarda-roupas, do lado interno. O motivo? Me lembrar que um dia fui bom no ato de desenhar, perceber que ainda posso criar coisas novas com o mínimo ou nenhum estímulo visual e saber que quando menos espero, a criatividade pode tomar conta de mim!
Foi legal perceber que mesmo após tanto tempo, não perdi completamente o "instinto". Aprendi primeiro a desenhar, depois a falar e depois a escrever. Nessa ordem! Mesmo precisando melhorar muito nas três categorias ainda hoje, não me deixo abater e sigo adiante tentando aprimorar-me mais e mais a cada dia. É um trabalho árduo e constante!

Disseram-me certa vez que não podemos ser bons em tudo. "O ideal é escolher uma única linha e seguir focado nela"! Belo conselho, pelo menos eu acho. O problema é que "minha linha" é a multiplicidade! Gosto dos bastidores, de explorar "novos mundos", de descobrir o que está por trás do "visível", gosto dos estudos comparativos (Principalmente Fisiologia Animal Comparativa - O que me permite conhecer e tratar desde a formiga até a baleia. Estudei para isso!), gosto do pensamento construtivista, dos fractais, meus ídolos são os grandes filósofos, cientistas e artistas do presente e do passado, e sobre Deus, tenho minha religião e a pratico, contudo defendo o ecumenismo e a unidade entre os povos! Este é um resumo de mim! Tudo muito "normal" agora no século 21!

Sigo feliz com meus excessos e com minha sede de conhecimento, de sabedoria; minha sede de mundo, de paz, de felicidade, de harmonia e de amor! Tenho sede de vida, e vida em abundância!

Bloqueio Mental!

Simplesmente não consigo, não dá! Eis que hoje, mais uma vez, aconteceu algo que venho lutando desde a adolescência para "arrumar", e até hoje, não sei se por falta de força de vontade ou por não acreditar na "cura", nunca consegui debelar completamente esse "inconveniente" da minha vida.

Detesto quando me fazem perguntas de "bate-pronto" e preciso responder alí, no ato, sem pensar muito, sem analisar, sem ver os "prós e os contras"! Todas as vezes que isso ocorre, eu fatalmente me enrolo e dou a resposta errada! Nego o que deveria ser afirmativo, e afirmo o que deveria ser negado! Isso ocorre 90% das vezes!

Que coisa mais estranha isso, você não acha? Já tentei várias técnicas, mas até hoje nenhuma solucionou completamente esta minha dificuldade. Não tenho a mínima idéia de como faço para melhorar isso! Eu simplesmente não consigo dar respostas em menos de cinco segundos, imediatas, a queima-roupa! Eu travo e tudo o que estava em meus pensamentos até então, evaporam-se completamente. Fico com um branco momentâneo e total! Talvez seja receio de admitir que eu não sei ou que eu posso estar errado num ou noutro aspecto! Quem sabe?! O que sei é que isso gera constrangimentos, em alguns casos! Dá a impressão que "não me importo", que estou "alienado", que estou "fora do mundo",... Mas eu garanto, sempre estou antenado; só que não consigo dar respostas imediatas e súbitas, preciso pensar!

Que bom seria se meu cérebro fosse uma Land Rover e não um Willys anos 1950! Talvez este seja o problema, adoro os Willys antigos (risos)!


Foto: alphandson.­blogspot.­com

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tom Jobim!

Olá Pessoal,

Hoje, se Antônio Carlos Jobim, o Tom Jobim, estivesse vivo, completaria 84 anos. Carioca, nascido no bairro da Tijuca e crescido em Ipanema, foi um dos pais da Bossa Nova, gênero musical brasileiro criado nos anos 1950 e que encantou artistas nacionais e internacionais. Hoje a Bossa Nova é apreciada em todo o mundo.

Segue abaixo alguns vídeos de Tom, tocando com amigos a sua Bossa!

Abração.













Foto: Ana Lontra Jobim ( http://www.musicosdobrasil.com.br/tom-jobim )

Parabéns São Paulo!

Hoje é aniversário da cidade de São Paulo! Nasci no interior do Estado do RJ e hoje moro e trabalho na cidade do Rio de Janeiro; entretanto não poderia deixar de parabenizar a cidade que me acolheu, onde fiz tantas boas amizades e que certamente perdurarão para vida inteira!

Cheguei em São Paulo e vi-me "perdido" dentro desta selva de pedras! Posso dizer que o primeiro impacto foi, no mínimo, intenso e tenso (risos)! Tudo muito bem justificado, pois saí de uma cidade com pouco mais de 70 mil habitantes para "cair de para-quedas" numa outra cidade com "pouco mais" de 11 milhões de habitantes.

Sou interiorano, vivi boa parte da minha vida acostumado à atmosfera campestre, a prédios com no máximo cinco andares, onde eu poderia ir da minha casa ao centro da cidade a pé e isso não levava mais de quinze minutos de caminhada. Vivi numa condição onde eu poderia sair com os amigos e voltar para casa a qualquer hora do dia e da noite, isso mesmo, a qualquer hora da noite à pé, e não havia problema algum, nem medos, nem receios. Saí desse mundo e fui parar em São Paulo! Mas vou confessar-lhe algo, apesar da tensão inicial, até que, pesando na balança, tirei de letra (risos)!

Sempre fui auto-didata e tenho espírito de aventureiro, desbravador de novos mundos! A única coisa foi ampliar meu "mapa mental" e adaptar minhas condições psico-emocionais à nova condição. Como? Reforço condicionado! Por exemplo: "Sem medo, sem medo,... você consegue"!; e ainda: "Bom, se eu pegar esse ônibus, páro aqui, entro no metrô, troco de trem aqui, saio do lado oposto, na saída da avenida, sigo em frente por duas quadras, viro a direita e entro na galeria; depois é só ir até o 22º andar e procurar o consultório do dentista. Que bom, será rápido, só duas horas e meia! Acho que consigo voltar para casa e ainda assistir o final do programa"!; "- Não, já estou chegando, aguarde só mais um pouco; é que estou num engarrafamento a uma hora e só andei duas quadras"! (risos) Sabe o mais legal de tudo, aprendi a gostar dessa agitação!!!!!!!

Continuo gostando da minha cidade natal, mas fui "contaminado" pelo urbanismo! Essa coisa de prédios altos, engarrafamentos, happy hour, Shoppings, livrarias diversas, cinemas diversos, peças de teatro diversas, museus, shows de artistas nacionais e internacionais, concertos clássicos, mais de uma estação de rádio(risos),... isso mexe com a gente! É bem legal!

Tenho várias boas recordações dos meses que vivi em São Paulo! Para não dizer que tudo é maravilhoso, existe um ponto negativo; sou alérgico e às vezes o ar estava tão pesado que chegava em casa com a garganta seca e espirrando muito. Fora isso tudo que vivi foi fantástico! Recordo com emoção do Parque do Ibirapuera, do Museu da Lingua Portuguesa, da Pincoteca, do MASP, da Livraria Cultura no Conjunto Nacional, da USP, do Mercado Municipal, etc; dos amigos que lá fiz e lá deixei!

Parabéns São Paulo! Obrigado por abrir seus braços e me acolher com tanto carinho!



Foto: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_(cidade)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Escrever e Viver!

Escrevo para extravasar, escrevo para me encontrar, escrevo para saber que estou vivo, para saber que penso, para saber mais ou, ao menos, achar que sei mais. Em minha "Santa Aventura" conheci muitos lugares, conheci muitas pessoas, e absorvi tudo isso como uma esponja que se embebe de um líquido qualquer. Viciei-me em conhecer pessoas e lugares, viciei-me em contar minhas histórias. Entretanto agora parte de mim criou raízes e estas estão cada vez mais profundas, rumando ao encontro das águas.

Vejo a vida e ela me vê. Somos cúmplices um do outro. Basta um sair da linha que o outro vem e toma medidas reparadoras. É bom contar com a vida nos momentos mais amargos, é bom saber que ainda há vida em mim; e é bom saber que eu ainda estou nela. Que lástima seria se eu estive morto e andando por aí. Seria uma tragédia. Quando vejo isso nos outros, eu sofro! Vejo mortos-vivos circulando por aí e isso me dá medo de perder o auxílio da vida. Por isso sempre tento manter tudo o que diz respeito a vida bem perto de mim, pois assim, sinto a segurança necessária para continuar caminhando pelas estradas.

É uma pena encontrar mortos-vivos por aí dirigindo grandes corporações e falando coisas já ruminadas outrora por verdadeiros intelectuais. Estes, muitas vezes, possuem o poder nas mãos e a capacidade de mudar a vida de milhões numa simples assinatura. Mas a resposta não vem, não aparecem, não há uma mudança significativa no mundo. Por que? Sei lá, deve ser culpa dos mortos-vivos! Ou talvez a culpa seja minha e ainda não dei-me conta disso.


Foto: http://papodaalma.zip.net/ (Texto do dia 29/09/2009 - Rio)!

O Ovo e a Galinha (Clarice Lispector)!


O Ovo e a Galinha - de Clarice Lispector from Teatro Para Alguém on Vimeo.



O Ovo e a Galinha

                                           de Clarice Lispector
   
De manhã na cozinha sobre a mesa vejo o ovo.
Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. Ver o ovo nunca se mantêm no presente: mal vejo um ovo e já se torna ter visto o ovo há três milênios. – No próprio instante de se ver o ovo ele é a lembrança de um ovo. – Só vê o ovo quem já o tiver visto. – Ao ver o ovo é tarde demais: ovo visto, ovo perdido. – Ver o ovo é a promessa de um dia chegar a ver o ovo. – Olhar curto e indivisível; se é que há pensamento; não há; há o ovo. – Olhar é o necessário instrumento que, depois de usado, jogarei fora. Ficarei com o ovo. – O ovo não tem um si-mesmo. Individualmente ele não existe.
Ver o ovo é impossível: o ovo é supervisível como há sons supersônicos. Ninguém é capaz de ver o ovo. O cão vê o ovo? Só as máquinas vêem o ovo. O guindaste vê o ovo. – Quando eu era antiga um ovo pousou no meu ombro. – O amor pelo ovo também não se sente. O amor pelo ovo é supersensível. A gente não sabe que ama o ovo. – Quando eu era antiga fui depositária do ovo e caminhei de leve para não entornar o silêncio do ovo. Quando morri, tiraram de mim o ovo com cuidado. Ainda estava vivo. – Só quem visse o mundo veria o ovo. Como o mundo o ovo é óbvio.
O ovo não existe mais. Como a luz de uma estrela já morta, o ovo propriamente dito não existe mais. – Você é perfeito, ovo. Você é branco. – A você dedico o começo. A você dedico a primeira vez.
Ao ovo dedico a nação chinesa.
O ovo é uma coisa suspensa. Nunca pousou. Quando pousa, não foi ele quem pousou. Foi uma coisa que ficou embaixo do ovo. – Olho o ovo na cozinha com atenção superficial para não quebrá-lo. Tomo o maior cuidado de não entendê-lo. Sendo impossível entendê-lo, sei que se eu o entender é porque estou errando. Entender é a prova do erro. Entendê-lo não é o modo de vê-lo. – Jamais pensar no ovo é um modo de tê-lo visto. – Será que sei do ovo? É quase certo que sei. Assim: existo, logo sei. – O que eu não sei do ovo é o que realmente importa. O que eu não sei do ovo me dá o ovo propriamente dito. – A Lua é habitada por ovos.
O ovo é uma exteriorização. Ter uma casca é dar-se.- O ovo desnuda a cozinha. Faz da mesa um plano inclinado. O ovo expõe. – Quem se aprofunda num ovo, quem vê mais do que a superfície do ovo, está querendo outra coisa: está com fome.
O ovo é a alma da galinha. A galinha desajeitada. O ovo certo. A galinha assustada. O ovo certo. Como um projétil parado. Pois ovo é ovo no espaço. Ovo sobre azul. – Eu te amo, ovo. Eu te amo como uma coisa nem sequer sabe que ama outra coisa. – Não toco nele. A aura de meus dedos é que vê o ovo. Não toco nele – Mas dedicar-me à visão do ovo seria morrer para a vida mundana, e eu preciso da gema e da clara. – O ovo me vê. O ovo me idealiza? O ovo me medita? Não, o ovo apenas me vê. É isento da compreensão que fere. – O ovo nunca lutou. Ele é um dom. – O ovo é invisível a olho nu. De ovo a ovo chega-se a Deus, que é invisível a olho nu. – O ovo terá sido talvez um triângulo que tanto rolou no espaço que foi se ovalando. – O ovo é basicamente um jarro? Terá sido o primeiro jarro moldado pelos etruscos ? Não. O ovo é originário da Macedônia. Lá foi calculado, fruto da mais penosa espontaneidade. Nas areias da Macedônia um homem com uma vara na mão desenhou-o. E depois apagou-o com o pé nu.
O ovo é coisa que precisa tomar cuidado. Por isso a galinha é o disfarce do ovo. Para que o ovo atravesse os tempos a galinha existe. Mãe é para isso. – O ovo vive foragido por estar sempre adiantado demais para a sua época. – O ovo por enquanto será sempre revolucionário. – Ele vive dentro da galinha para que não o chamem de branco. O ovo é branco mesmo. Mas não pode ser chamado de branco. Não porque isso faça mal a ele, mas as pessoas que chamam ovo de branco, essas pessoas morrem para a vida. Chamar de branco aquilo que é branco pode destruir a humanidade. Uma vez um homem foi acusado de ser o que ele era, e foi chamado de Aquele Homem. Não tinham mentido: Ele era. Mas até hoje ainda não nos recuperamos, uns após outros. A lei geral para continuarmos vivos: pode-se dizer “um rosto bonito”, mas quem disser “O rosto”, morre; por ter esgotado o assunto.
Com o tempo, o ovo se tornou um ovo de galinha. Não o é. Mas, adotado, usa-lhe o sobrenome. – Deve-se dizer “o ovo da galinha”. Se eu disser apenas “o ovo”, esgota-se o assunto, e o mundo fica nu. – Em relação ao ovo, o perigo é que se descubra o que se poderia chamar de beleza, isto é, sua veracidade. A veracidade do ovo não é verossímil. Se descobrirem, podem querer obrigá-lo a se tornar retangular. O perigo não é para o ovo, ele não se tornaria retangular. (Nossa garantia é que ele não pode: não poder é a grande força do ovo: sua grandiosidade vem da grandeza de não poder, que se irradia como um não querer.) Mas quem lutasse por torná-lo retangular estaria perdendo a própria vida. O ovo nos expõe, portanto, em perigo. Nossa vantagem é que o ovo é invisível. E quanto aos iniciados, os iniciados disfarçam o ovo.
Quanto ao corpo da galinha, o corpo da galinha é a maior prova de que o ovo não existe. Basta olhar para a galinha para se tornar óbvio que o ovo é impossível de existir.
E a galinha? O ovo é o grande sacrifício da galinha. O ovo é a cruz que a galinha carrega na vida. O ovo é o sonho inatingível da galinha. A galinha ama o ovo. Ela não sabe que existe o ovo. Se soubesse que tem em si mesma o ovo, perderia o estado de galinha. Ser galinha é a sobrevivência da galinha. Sobreviver é a salvação. Pois parece que viver não existe. Viver leva a morte. Então o que a galinha faz é estar permanentemente sobrevivendo. Sobreviver chama-se manter luta contra a vida que é mortal. Ser galinha é isso. A galinha tem o ar constrangido.
É necessário que a galinha não saiba que tem um ovo. Senão ela se salvaria como galinha, o que também não é garantido, mas perderia o ovo. Então ela não sabe. Para que o ovo use a galinha é que a galinha existe. Ela era só para se cumprir, mas gostou. O desarvoramento da galinha vem disso: gostar não fazia parte de nascer. Gostar de estar vivo dói. – Quanto a quem veio antes, foi o ovo que achou a galinha. A galinha não foi sequer chamada. A galinha é diretamente uma escolhida. – A galinha vive como em sonho. Não tem senso de realidade. Todo o susto da galinha é porque estão sempre interrompendo o seu devaneio. A galinha é um grande sono. – A galinha sofre de um mal desconhecido. O mal desconhecido é o ovo. – Ela não sabe se explicar: “ sei que o erro está em mim mesma”, ela chama de erro a vida, “não sei mais o que sinto”, etc.
“Etc., etc., etc.,” é o que cacareja o dia inteiro a galinha. A galinha tem muita vida interior. Para falar a verdade a galinha só tem mesmo é vida interior. A nossa visão de sua vida interior é o que chamamos de “galinha”. A vida interior na galinha consiste em agir como se entendesse. Qualquer ameaça e ela grita em escândalo feito uma doida. Tudo isso para que o ovo não se quebre dentro dela. Ovo que se quebra dentro de galinha é como sangue.
A galinha olha o horizonte. Como se da linha do horizonte é que viesse vindo um ovo. Fora de ser um meio de transporte para o ovo, a galinha é tonta, desocupada e míope. Como poderia a galinha se entender se ela é a contradição de um ovo? O ovo ainda é o mesmo que se originou na Macedônia. A galinha é sempre tragédia mais moderna. Está sempre inutilmente a par. E continua sendo redesenhada. Ainda não se achou a forma mais adequada para uma galinha. Enquanto meu vizinho atende ao telefone ele redesenha com lápis distraído a galinha. Mas para a galinha não há jeito: está na sua condição não servir a si própria. Sendo, porém, o seu destino mais importante que ela, e sendo o seu destino o ovo, a sua vida pessoal não nos interessa.
Dentro de si a galinha não reconhece o ovo, mas fora de si também não o reconhece. Quando a galinha vê o ovo pensa que está lidando com uma coisa impossível. É com o coração batendo, com o coração batendo tanto, ela não o reconhece.
De repente olho o ovo na cozinha e vejo nele a comida. Não o reconheço, e meu coração bate. A metamorfose está se fazendo em mim: começo a não poder mais enxergar o ovo. Fora de cada ovo particular, fora de cada ovo que se come, o ovo não existe. Já não consigo mais crer num ovo. Estou cada vez mais sem força de acreditar, estou morrendo, adeus, olhei demais um ovo e ele me foi adormecendo.
A galinha não queria sacrificar a sua vida. A que optou por querer ser “feliz”. A que não percebia que, se passasse a vida desenhando dentro de si como numa iluminura o ovo, ela estaria servindo. A que não sabia perder-se a si mesma. A que pensou que tinha penas de galinha para se cobrir por possuir pele preciosa, sem entender que as penas eram exclusivamente para suavizar, a travessia ao carregar o ovo, porque o sofrimento intenso poderia prejudicar o ovo. A que pensou que o prazer lhe era um dom, sem perceber que era para que ela se distraísse totalmente enquanto o ovo se faria. A que não sabia que “eu” é apenas uma das palavras que se desenham enquanto se atende ao telefone, mera tentativa de buscar forma mais adequada. A que pensou que “eu” significa ter um si-mesmo. As galinhas prejudiciais ao ovo são aquelas que são um “eu” sem trégua. Nelas o “eu” é tão constante que elas já não podem mais pronunciar a palavra “ovo”. Mas, quem sabe, era disso mesmo que o ovo precisava. Pois se elas não estivessem tão distraídas, se prestassem atenção à grande vida que se faz dentro delas, atrapalhariam o ovo.
Comecei a falar da galinha e há muito já não estou falando mais da galinha. Mas ainda estou falando do ovo.
E eis que não entendo o ovo. Só entendo o ovo quebrado: quebro-o na frigideira. É deste modo indireto que me ofereço à existência do ovo: meu sacrifício é reduzir-me à minha própria vida pessoal. Fiz do meu prazer e da minha dor o meu destino disfarçado. E ter apenas a própria vida é, para quem viu o ovo, um sacrifício. Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver.
Pego mais um ovo na cozinha, quebro-lhe a casca e forma. E a partir deste instante exato nunca existiu um ovo. É absolutamente indispensável que eu seja uma ocupada e uma distraída. Sou indispensavelmente um dos que renegam. Faço parte da maçonaria dos que viram uma vez o ovo e o renegam como forma de protegê-lo. Somos os que se abstêm de destruir, e nisso se consomem. Nós, agentes disfarçados e distribuídos pelas funções menos reveladoras, nós às vezes nos reconhecemos. A um certo modo de olhar, há um jeito de dar a mão, nós nos reconhecemos e a isto chamamos de amor. E então, não é necessário o disfarce: embora não se fale, também não se mente, embora não se diga a verdade, também não é necessário dissimular. Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque o amor é a grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões. Há os que voluntariam para o amor, pensando que o amor enriquecerá a vida pessoal. É o contrário: amor é finalmente a pobreza. Amor é não ter. Inclusive amor é a desilusão do que se pensava que era amor. E não é prêmio, por isso não envaidece, amor não é prêmio, é uma condição concedida exclusivamente para aqueles que, sem ele, corromperiam o ovo com a dor pessoal. Isso não faz do amor uma exceção honrosa; ele é exatamente concedido aos maus agentes, àqueles que atrapalhariam tudo se não lhes fosse permitido adivinhar vagamente.
A todos os agentes são dadas muitas vantagens para que o ovo se faça. Não é o caso de se ter inveja pois, inclusive algumas das condições, piores do que as dos outros, são apenas as condições ideais para o ovo. Quanto ao prazer dos agentes, eles também o recebem sem orgulho. Austeramente vivem todos os prazeres: inclusive é o nosso sacrifício para que o ovo se faça. Já nos foi imposta, inclusive uma natureza adequada a muito prazer. O que facilita. Pelo menos torna menos penoso o prazer.
Há casos de agentes que se suicidam: acham insuficientes as pouquíssimas instruções recebidas e se sentem sem apoio. Houve o caso do agente que revelou publicamente ser agente porque lhe foi intolerável não ser compreendido, e ele não suportava mais não ter o respeito alheio: morreu atropelado quando saía de um restaurante. Houve um outro que nem precisou ser eliminado: ele próprio se consumiu lentamente na sua revolta, sua revolta veio quando ele descobriu que as duas ou três instruções recebidas não incluíam nenhuma explicação. Houve outro também eliminado, porque achava que “a verdade deve ser corajosamente dita”, e começou em primeiro lugar a procurá-la; dele se disse que morreu em nome da verdade com sua inocência; sua aparente coragem era tolice, e era ingênuo o seu desejo de lealdade, ele compreendera que ser leal não é coisa limpa, ser leal é ser desleal para com todo o resto. Esses casos extremos de morte não são por crueldade. É que há um trabalho, digamos cósmico, a ser feito, e os casos individuais infelizmente não podem ser levados em consideração. Para os que sucumbem e se tornam individuais é que existem as instituições, a caridade, a compreensão que não discrimina motivos, a nossa vida humana enfim.

Os ovos estalam na frigideira, e mergulhada no sonho preparo o café da manhã. Sem nenhum senso da realidade, grito pelas crianças que brotam de várias camas, arrastam cadeiras e comem, e o trabalho do dia amanhecido começa, gritado e rido e comido, clara e gema, alegria entre brigas, dia que é o nosso sal e nós somos o sal do dia, viver é extremamente tolerável, viver ocupa e distrai, viver faz rir.
E me faz sorrir no meu mistério. O meu mistério é que eu ser apenas um meio, e não um fim, tem-me dado a mais maliciosa das liberdades: não sou boba e aproveito. Inclusive, faço um mal aos outros que, francamente. O falso emprego que me deram para disfarçar a minha verdadeira função, pois aproveito o falso emprego e dele faço o meu verdadeiro; inclusive o dinheiro que me dão como diária para facilitar a minha vida de modo a que o ovo se faça, pois esse dinheiro eu tenho usado para outros fins, desvio de verba, ultimamente comprei ações na Brahma e estou rica. A isso tudo ainda chamo de ter a necessária modéstia de viver. E também o tempo que me deram, e que nos dão apenas para que no ócio honrado o ovo se faça, pois tenho usado esse tempo para prazeres ilícitos e dores ilícitas, inteiramente esquecida do ovo. Esta é a minha simplicidade.
Ou é isso mesmo que eles querem que me aconteça, exatamente para que o ovo se cumpra? É liberdade ou estou sendo mandada? Pois venho notando que tudo que é erro meu tem sido aproveitado. Minha revolta é que para eles eu não sou nada, eu sou apenas preciosa: eles cuidam de mim segundo por segundo, com a mais absoluta falta de amor; sou apenas preciosa. Com o dinheiro que me dão, ando ultimamente bebendo. Abuso de confiança? Mas é que ninguém sabe como se sente por dentro aquele cujo emprego consiste em fingir que está traindo, e que termina acreditando na própria traição. Cujo emprego consiste em diariamente esquecer. Aquele de quem é exigida a aparente desonra. Nem meu espelho reflete mais um rosto que seja meu. Ou sou um agente, ou é a traição mesmo.
Mas durmo o sono dos justos por saber que minha vida fútil não atrapalha a marcha do grande tempo. Pelo contrário: parece que é exigido de mim que eu seja extremamente fútil, é exigido de mim inclusive que eu durma como justo. Eles me querem preocupada e distraída, e não lhes importa como. Pois, com minha atenção errada e minha tolice grave, eu poderia atrapalhar o que se está fazendo através de mim. É que eu própria, eu propriamente dita, só tenho mesmo servido para atrapalhar. O que me revela que talvez eu seja um agente é a idéia de que meu destino me ultrapassa: pelo menos isso eles tiveram mesmo que me deixar adivinhar, eu era daqueles que fariam mal o trabalho se ao menos não adivinhassem um pouco; fizeram-me esquecer o que me deixaram adivinhar, mas vagamente ficou-me a noção de que meu destino me ultrapassa, e de que sou instrumento do trabalho deles. Mas de qualquer modo era só instrumento que eu poderia ser, pois o trabalho não poderia ser mesmo meu. Já experimentei me estabelecer por conta própria e não deu certo; ficou-me até hoje essa mão trêmula. Tivesse eu insistido um pouco mais e teria perdido para sempre a saúde. Desde então, desde essa malograda experiência, procuro raciocinar desse modo: que já me foi dado muito, que eles já me concederam tudo o que pode ser concedido; e que os outros agentes, muito superiores a mim, também trabalharam apenas para o que não sabiam. E com as mesmas pouquíssimas instruções. Já me foi dado muito; isto, por exemplo: uma vez ou outra, com o coração batendo pelo privilégio, eu pelo menos sei que não estou reconhecendo! Com o coração batendo de emoção, eu pelo menos não compreendo! Com o coração batendo de confiança, eu pelo menos não sei.
Mas e o ovo? Este é um dos subterfúgios deles: enquanto eu falava sobre o ovo, eu tinha esquecido do ovo. “Falai, falai”, instruíram-me eles. E o ovo fica inteiramente protegido por tantas palavras. Falai muito, é uma das instruções, estou tão cansada.
Por devoção ao ovo, eu o esqueci. Meu necessário esquecimento. Meu interesseiro esquecimento. Pois o ovo é um esquivo. Diante de minha adoração possessiva ele poderia retrair-se e nunca mais voltar. Mas se ele for esquecido. Se eu fizer o sacrifício de esquecê-lo. Se o ovo for impossível. Então – livre, delicado, sem mensagem alguma para mim – talvez uma vez ainda ele se locomova do espaço até esta janela que desde sempre deixei aberta. E de madrugada baixe no nosso edifício. Sereno até a cozinha. Iluminando-a de minha palidez.


Um Mundo Diferente!

As vezes, as pessoas não me entendem e sinto como se o mundo em que vivo fosse uma terra estranha e hostil. Falo e parece que ninguém escuta, bato e as portas não se abrem. Num momento de desespero grito, pulo e gesticulo o mais freneticamente possível. Como resposta, os outros, dentro das suas luxuosidades e de suas rotinas, olham-me torto e exclamam: "Calem este louco, ele não sabe o que diz e nem o que faz"!

Fartei-me de tentar passar no concurso do "sistema" e ser reprovado por justa causa! Não me enquadro, não me encaixo. Mas sou bom ator! "Engano" muito bem (risos)! Acho que se fosse me candidatar talvez fosse eliminado antes mesmo de saberem meu nome. Se fosse famoso, talvez ganhasse as eleições, mas iriam querer-me calado e numa sala lá no fundo do corredor a direita, ao lado daquela porta sem placa de identificação. Talvez eu ficasse rico e trabalharia pouco; quem sabe! Meu silêncio pode valer muito.

Falo coisas desconexas. Falo tanto e disso tudo, poucos ouvidos tenho a meu favor. Poucos são os que entendem meus signos, meus sentimentos, minhas nuances, minhas impulsividades, minha vontade de viver e justificar o que está certo e errado! O que está certo e errado? Nem eu mesmo sei mais. Perdi-me em alguma encruzilhada a alguns anos. Hoje sigo meu caminho ao léu e sou feliz assim. Estou próximo o suficiente para "atuar", mas longe o suficiente de me contaminar.

Tenho medo de viver, para sempre, uma vida, exilado dentro de um mundo que também é meu, mas que não me pertence, cheio de pessoas que não me compreendem. Me disseram certa vez que "ter medo" é ruim, coisa do diabo, o correto é dizer: "Tenho uma dificuldade passageira"! Até que acho legal pensar assim, mas minhas emoções ainda não se convenceram disso completamente. Enquanto permaneço no meu "exílio" dentro em mim, sigo adiante com força total, lutando contra a corrente que sisma de me levar a seu favor, para um lugar que eu mesmo nem sei onde vai chegar. Prefiro caminhar com minhas próprias pernas! Tenho pernas curtas, mas são fortes e resistentes. Sei onde quero chegar, mas não sei como! É diferente pensar assim, mas tudo bem, eles não ligam mesmo (risos)! Ou melhor, só ligam quando incomodo. Se permaneço latente, para eles está tudo bem!

Um dia quem sabe, abrirei meus olhos, numa manhã ensolarada de outono ou primavera, e verei um mundo diferente. Um mundo onde pensar diferente não é sinal de estar errado, um mundo onde posso amar à minha maneira sem medo do meu amor ser visto como "menos amor", um mundo onde um cão é apenas um cão e humanos são apenas humanos, um mundo que de tão belo não veja diferença em tanta igualdade.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Dia Cansativo

Hoje foi um dia e tanto. Estou muito cansado. Dizem que o trabalho dignifica o homem, eu acho que estou tornando-me uma pessoa extremamente digna.

Na primeira parte do meu dia, ou seja, das 09:30h às 14:40h, atendi 12 animais. Isso significa que fiz um atendimento a cada 26 min. 24 seg.! Nada mal. Fui de retirada de pontos à miíase, e tudo caminhou bem. Fui para casa, almocei, tomei banho e fui para minha segunda jornada, ou seja, das 17:00h de ontem às 09:00h de hoje.

Passa das 03:00h e até agora ja atendi 08 animais. O que mais me preocupa é um filhote que internei a pouco mais de duas horas. Ela foi adotado a uma semana; foi achada na rua. Está com diarréia crônica, desidratada, desnutrida e com vaginite. Começou a apresentar sintomatologia neurológica e insuficiencia respiratória. Fiz tudo quanto estava ao meu alcance para estabilizar e tentar reverter o quadro clínico, mas sinto dizer que todo meu conhecimento clínico de nada vale neste caso tão sutilmente delicado. Enquanto ela luta para viver, eu luto para mantê-la viva! Nestas horas estar perto faz muita diferença; receber o carinho, o afago e a companhia de um estranho que lhe quer muito bem não tem preço.

Continuo cansado, mas ainda falta pouco mais de 05 horas, 10 animais internados para medicar e a pequenina para tomar conta, antes que termine o meu plantão. Gostaria de sentir-me menos cansado!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Leitura Matinal

Agora pela manhã, no jardim de Rui Barbosa, li Lispector! É um grande deleite saborear uma boa leitura em meio a sombras de árvores, sons de pássaros e helicópteros.

A direita uma avó brinca com seu neto, ao longe uma mãe entrete sua filha com bolas de sabão e ao meu lado minha mochila descansa.

Para alguns entretenimento, para outros trabalho; para todos a oportunidade de juntar num ponto, no mínimo, dois espaços do tempo.

Antes de Lispector, li sobre Einstein e seu auto-didatismo. No seu caso, acupou a cadeira de Newton; no meu caso, ocupo com orgulho, os bancos das praças e jardins. Gosto de ler e estou aprendendo a escreve. Ainda bem que hoje a temperatura está mais amena que ontem. Gosto disso!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Algum sentido!

Retomando minhas publicações aqui no Blog, hoje escrevo para extravasar tudo quanto encontra-se dentro em mim. Minha cabeça estava a mil por hora e meu coração dividido. Quanto sofrimento, por um lado, jamais visto antes. Por outro lado lado havia minhas responsabilidades enquanto humano, profissional e de futuro pai de família. Não é hora de chegar nenhum bebê, mas o casamento está próximo e isso tem tomado muito tempo. Coisas da igreja, coisas fora da igreja. Alugar ou comprar um apartamento? Ou será melhor uma casa? Quantos convidados poderemos chamar? Os padrinhos já estão dentro das contas. Festa ou coquetel? Depende se será aluguel ou compra! Se a entrada for muito alta, esquece; moramos, mas a festa será de um ano de casado! A noite de núpcias, os dois fazem questão, mas e a viagem? O que temos em fartura, no que concerne o amor e a vontade de ficar juntos para o resto da vida, falta-nos financeiramente. Tenho fé e isso move-me sempre mais para adiante! Enquanto futuro pai de família, preciso fazer cálculos, muitos cálculos, pois é retirando um pouco aqui, acrescentando um pouco ali, segurando a onda e projetando os futuros investimentos, é que um bebê poderá vir com segurança para um mundo cada vez mais caótico. Escrevo sem parar e sem parágrafo, pois é assim que me sinto ultimamente, sem parágrafos! Sem pausas! A responsabilidade é grande e tenho consciência disso. Começamos a vida juntos agora, e não quero me dar ao luxo de errar logo no aqui, no início. Já dizia a minha avó, iletrada, mas sabia por natureza: "Tudo o que começa dando errado, provavelmente caminha errado até o final"! Sempre segui os conselhos dos mais velhos, quando estes fazem sentido e são envoltos numa atmosfera de boa fé. Sem pausas grandes, sem interrupções, assim é o tempo, assim é a vida até uma determinada idade. Após alguns anos as pausas aumentam, as vírgulas transformam-se em ponto-e-vírgula, as frases tornam-se mais curtas e os parágrafos mais numerosos. Até lá quero viver bem com minha futura esposa, e dar o melhor para nossos filhos. Quem sabe eu dê um baú de experiências de vida, conselhos sábios de uma vida vivida intensamente; talvez eu dê também os meus melhores erros e acertos. Acho que assim eles poderão sustentar-se sozinhos após o meu ponto final.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saiba como ajudar os desabrigados da Região Serrana - RJ!


Saiba como ajudar os desabrigados da chuva na Região Serrana do Rio

Prefeitura de Teresópolis criou conta bancária para receber doações.
Supermercados, abrigos e postos da PRF também aceitam donativos.

Do G1 RJ
Situaçao em Friburgo após a chuva é caóticaChuvas destruíram casas no Rio de Janeiro
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Postos rodoviários, supermercados e abrigos estão recebendo donativos para ajudar as vítimas da chuva na Região Serrana do Rio. Os desabrigados e desalojados precisam de doações de água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável.

Para doar sangueO HemoRio montou um esquema especial de atendimento. Para doar é preciso estar bem de saúde, ter entre 18 e 65 anos e pesar mais de 50 kg. Não é necessário estar em jejum. A única recomendação é evitar alimentos gordurosos antes da coleta. Interessados devem se apresentar com um documento de identidade. Quem preferir, pode agendar um horário para fazer a doação no telefone 0800 282-0708. O HemoRio fica na Rua Frei Caneca 8, no Centro, e funciona de segunda a domingo, das 7h às 18h.

Contas para doações em dinheiro

A Prefeitura de Teresópolis disponibilizou uma conta corrente no Banco do Brasil para receber doações e ajudar as famílias atingidas pelo temporal. Com o nome “SOS Teresópolis – Donativos”, a conta corrente é número 110000-9, na Agência 0741-2. Há também a conta 2011-1, Agência 4146, da Caixa Econômica Federal. O CNPJ da Prefeitura é número 29.138.369/0001-47. Outras contas:
Prefeitura de Nova Friburgo
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta: 120.000-3
Defesa Civil – RJ
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0
Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro
CNPJ 02932524/0001-46
Banco: Itaú
Agência: 5673
Conta: 00594-7
Campanha SOS Sudeste (CNBB e Cáritas Brasileira)
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Operação: 003
Conta: 1490-8
ou
Banco: Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta: 32.000-5
Postos para doações
Teresópolis
A Prefeitura de Teresópolis informou que as pessoas interessadas em trabalhar como voluntárias para ajudar no atendimento às vítimas das chuvas devem se cadastrar na sede da Defesa Civil, e não mais no Ginásio Pedrão. A Defesa Civil funciona na Rua Júlio Rosa, 444, na Tijuca.
No Ginásio Pedrão (Rua Tenente Luiz Meirelles 211, no bairro Várzea), permanece o cadastro de desabrigados e desalojados e a entrega de doações de mantimentos. Já as doações de medicamentos devem ser encaminhadas para a Secretaria de Saúde (Av. Feliciano Sodré, 675 – 3º piso Centro – Prefeitura).
Doações de móveis vão para o galpão próximo ao Pedrão, localizado na Rua Garcia Menezes de Aragão, 51, Várzea, Centro. A Secretaria de Obras está aceitando doações de galochas, capas de chuva, pás, enxadas, lonas pretas, que devem ser entregues na Rua Fritz Weber, Várzea, próximo a rodoviária e ao mercado popular.

Petrópolis

A Prefeitura de Petrópolis está solicitando que todas as doações sejam encaminhadas para o CIEP de Corrêas e não mais para o CIEP de Itaipava que já está com sua capacidade de armazenamento lotada. As doações devem ser entregues na Estrada União e Indústria, 2.822, em frente ao terminal de transporte público, em Corrêas.
A Prefeitura de Petrópolis solicita que as pessoas que desejam fazer doações ao município, enviem mantimentos, material de limpeza e higiene pessoal, lençois e roupa de cama. Não há mais necessidade de roupas. O número de roupas doadas já ultrapassa a necessidade dos moradores afetados pelas chuvas na região de Itaipava.

Museu Imperial

O Museu Imperial montou um posto de coleta de donativos. Além disso, os visitantes poem opatar por pagar a entrada com uma doação diretamente na bilheteria. O item de maior urgência é água potável, que pode ser trocada pelo ingresso com uma doação de, no mínimo, 1,5 litro. Também são recebidos itens de higiene pessoal, roupas, alimentos não perecíveis, roupa de cama, cobertores, colchonetes e toalhas. O ponto de coleta do museu é no prédio da biblioteca, no saguão em frente à sala multimídia, com acesso pelo bosque do imperador (praça do Cenip). Para trocas de doações por ingressos, os visitantes devem se dirigir diretamente à bilheteria.
Polícia Militar
Todos os batalhões da PM do Rio de Janeiro vão receber doações  a partir desta quinta-feira (13). Os comandantes dos batalhões recomendam a doação de água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.
Em São Paulo, todos os batalhões da Capital e do interior receberão alimentos não perecíveis, roupas, lençóis, cobertores, colchões, colchonetes, materiais de limpeza e higiene, água potável e remédios.
Rodoviária
A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha. Os donativos serão recebidos no piso de embarque inferior, das 9h às 17h.
Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha está cadastrando voluntários para ajudar na triagem do material arrecadado para vítimas das chuvas na Região Serrana. Quem quiser colaborar deve procurar a sede da entidade no Rio, na Praça da Cruz Vermelha 10, no Centro.

Segundo o presidente da filial Rio, Luiz Alberto Lemos Sampaio, o mais importante agora é coletar alimentos não perecíveis, água, leite, além de roupa de cama e banho. Os donativos podem ser entregues no posto instalado na Rodoviária Novo Rio, na sede da Cruz Vermelha e nos quartéis do Corpo de Bombeiros.
Estádios
A Secretaria estadual de Esporte e Lazer montou uma rede de solidariedade. Os estádios do Maracanãzinho e Caio Martins (em Niterói) recolhem doações. As contribuições podem ser: garrafas de água potável, fraldas, material de higiene pessoal, colchonetes, alimentos não perecíveis, roupas e agasalhos. O Maracanãzinho recebe doações das 8h às 20h - Entrada pelo portão 12A. No Caio  Martinns, o horário é o mesmo e a  entrada é pelo portão principal na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí.

Viva Rio

O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de arrecadação de roupas e mantimentos para a região serrana do Rio de Janeiro, especialmente Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Para ajudar, basta fazer a doação na sede do Viva Rio (Rua do Russel, 76, Glória) ou através de depósito bancário na conta do Viva Rio, no Banco do Brasil, agência 1769-8, conta-corrente 411396-9 e CNPJ: 00343941/0001-28. Para mais informações o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.
A ONG também estará recebendo donativos em todas as unidades das Lojas Americanas no Rio e nas estações do metrô de General Osório, Siqueira Campos, Botafogo, Carioca, Glória, Largo do Machado, Catete, Central do Brasil, Saens Peña, Nova América e Pavuna
Postos em supermercados
O grupo de supermercados Pão de Açúcar montou postos de arrecadação em todas as 100 lojas da rede no estado do Rio. As doações podem ser feitas nos estabelecimentos Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas , Extra Supermercados e Assaí. De acordo com o grupo, os donativos serão entregues até 26 de janeiro.
O supermercado  Zona Sul também aceita doações durante o mês de janeiro em sua unidade Mega Box, localizada na Av. Brasil, 9.561 – Olaria. Quem quiser participar poderá contribuir com alimentos não perecíveis, roupas, sapatos, colchonetes, cobertores ou produtos de higiene. O Mega Box funciona de segunda a sexta, das 7h30m às 21h, e nos domingos e feriados, das 8h às 14h.
Rodovias
A Polícia Rodoviária Federal  recebe doações nos seus 25 postos ao longo de 1.400 km de rodovias federais fluminsenses. Quem quiser colaborar pode ligar para o telefone 191 da PRF, que funciona 24h, e saber onde fica o ponto mais próximo de sua casa. Os donativos serão repassados à Cruz Vermelha.
A Concessionária Rio-Teresópolis (CRT) está recebendo doações de  garrafas de água potável, remédios, alimentos não perecíveis, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal como sabonete, pasta de dente e fralda descartável, nas cabines da Praça de Pedágio no km-133,5 da Rio-Teresópolis-Além Paraíba (BR-116/RJ), em Piabetá. Para grandes quantidades, os doadores devem dirigir-se ao Centro de Atendimento ao Usuário, que fica na pista sentido Rio a 300 metros da praça de pedágio.
Outros estados: .todos os 270 postos de fiscalização da PRF nas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste  também  funcionam como pontos de coleta de doações. De forma rápida e sem burocracia, o cidadão que quiser ajudar os desabrigados pelas chuvas na região Sudeste poderá doar alimentos não-perecíveis em qualquer unidade física da PRF instalada em 32 mil quilômetros de rodovias federais.  A Polícia Rodoviária Federal não fará coleta de peças de vestuário nem de material de limpeza. Outro ponto que precisa ser observado é a data de validade dos alimentos. Não devem ser encaminhados à PRF donativos que vencerão antes de 30 dias.
BR-101
Autopista Fluminense, concessionária que administra a BR-101 Norte também abriu postos para o recolhimento de doações, na sede administrativa, da empresa, no KM 313, em São Gonçalo, na Região Metropolitano e na sede da Latina Manutenção, no Km 206, em Casimiro de Abreu .
Praça de pedágio:
Km 40 – Campos dos Goytacazes
Km 123 – Campos dos Goytacazes
Km 192 – Casimiro de Abreu
Km 252 – Rio Bonito
Km 299 – São Gonçalo
Bases operacionais:
Km 40 – Campos dos Goytacazes
Km 123 – Campos dos Goytacazes
Km 163 – Macaé
Km 235 – Silva Jardim
Km 282 – Itaboraí
Km 299 – São Gonçalo
Km 319 – Niterói
RJ-116
As quatro praças de pedágio da RJ-116 vão arrecadar donativos. Os locais são Itaboraí, Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo e Macuco. A Rota 116, que administra a via, está usando veículos da empresa para levar o material até as cidades atingidas.
MP
O Ministério Público do estado do Rio de Janeiro recebe doações na portaria do edifício-sede, na Av. Marechal Câmara, 370, no centro do Rio, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
Inea
A sede do Instituto Estadual do Ambiente recebe doações de alimentos não perecíveis, colchonete, material de higiene e limpeza, sobretudo fraldas, e principalmente água. O endereço é Av. Venezuela, 110, Praça Mauá - centro do Rio.
Escolas de samba
As escolas de samba do Rio também estã recebendo donativos. Há postos de coleta na Cidade do Samba e nos barracões das escolas, na Gamboa. O Salgueiro arrecada alimentos não perecíveis, água, roupas e cobertores. As doações podem ser levadas à quadra da escola, que fica na Rua Silva Teles, 104, no Andaraí.
Tijuca Tênis Clube
A sede do clube recebe doações. O endereço é Rua Conde do Bonfim, 451 -- Tijuca. IInformações pelo telefone: 3294-9300.
AMaLeblon
A Associação de Moradores do Leblon criou um posto de coleta de donativos, que podem ser entregues no 23º Batalhão, localizado na Av. Bartolomeu Mitre.
Estações do metrô
O Metrô Rio vai disponibilizar a  partir de sexta-feira (14),  pontos de arrecadação em 11 estações nas linhas 1 e 2. Água, alimentos e produtos de higiene pessoal podem ser doados nas estações Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório, Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira Campos.
FlamengoA presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, anunciou que o clube também receberá, na sede da Gávea, donativos para desabrigados pelas chuvas na Região Serrana.
FIAA Fundação da Infância e Adolescência abriu dois postos de doação: Rua Voluntários da Pátria, 120, Botafogo e  Rua General Castrioto, 589, Barreto, em Niterói. Desde ontem (12) a entidade enviou 60 toneladas de alimentos e dois mil colchões para a região.
Shoppings também vão receber donativos
Bangu Shopping
 - Rua Fonseca, 240 - Bangu. Tel.: 2430-5130.
Carioca Shopping - Av. Vicente de Carvalho, 909 - Vila da Penha. Tel.: 2430-5120.
Caxias Shopping - Rodovia Washington Luiz, 2895, Duque de Caxias. Tel: 2430-5110
Passeio Shopping - Rua Viúva Dantas 100 - Campo Grande. Tel.: 2414-0003.
Santa Cruz Shopping - Rua Felipe Cardoso 540 - Santa Cruz. Tel.: 2418-9400.
Shopping Grande Rio - Rodovia Presidente Dutra, 4.200 - São João de Meriti. Tel.: 2430-5111
Via Parque Shopping - Av. Ayrton Senna, 3.000 - Barra da Tijuca. Tel.: 2430-5100.
Shopping Leblon - Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon. Tel.: 2430-5122.BoulevardShopping São Gonçalo - doações  no 1o andar do estabelecimento.
Center Shopping Rio - Avenida Geremário Dantas, 404 - Jacarepaguá
Fashion Mall - Estrada da Gávea, 899 - São Conrado.
Ilha Plaza - Av. Maestro Paulo e Silva, 400  -  Ilha do Governador
NorteShopping - Av. Dom Hélder Câmara, 5474  - Cachambi
Plaza Shopping - Rua XV de Novembro, 8 - Centro, Niterói.
Rio Plaza Shopping - Rua General Severiano, 97  - Botafogo
Recreio Shopping - Av. das Américas, 19.019 - Recreio dos Bandeirantes
Shopping Tijuca - Av. Maracanã, 987 – Tijuca
West Shopping - Estrada do Mendanha, 555 - Campo Grande

Arquidiocese envia R$ 40 mil para a região
A Cáritas Arquidiocesana do Rio   recebe doações em dinheiro em duas contas: Bradesco, Agência 0814-1, conta corrente 48500-4 e Banco do Brasil, Agência 3114-3, conta corrente 30000-4. Doações em espécie podem ser deixadas na Catedral de São Sebastião (Avenida Chile 245, no Centro). Haverá pontos de recolhimento na Cáritas e também na entrada da igreja, de 9h às 18h.
Ponte Rio-NiteróiA concessionária que administra a Ponte Rio-Niterói colocou um container para receber doações junto à praça de pedágio, à direita de quem segue no sentido Niterói. Mais informações: (21) 2620-9333.
Sesc, Senac e Fecomércio
As unidades do Sesc Rio e Senac Rio e a sede do Sistema Fecomércio-RJ estão coletando água mineral, alimento não perecível, roupas de cama e banho, material de limpeza e de higiene pessoal e colchões para as vítimas das enchentes na região serrana. As unidades do Sesc receberão as doações de terça a domingo, das 9h às 17h. Os pontos de coleta são:
Sede do Sistema Fecomércio-RJ - Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, de segunda a sexta, das 9h às 18h
Sesc Copacabana
 – Rua Domingos Ferreira, 160
SescTijuca
 – Rua Barão de Mesquita, 539
Sesc Ramos
 – Rua Teixeira Franco, 38
Sesc Madureira
 – Rua Ewbanck da Câmara , 90
Sesc São Gonçalo
 – Avenida Presidente Kennedy, 755
Sesc Niterói 
– Rua Padre Anchieta, 56 – Centro
Sesc São João de Meriti
 – Avenida Automóvel Clube, 66 –
Sesc Nova Iguaçu
 – Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá
Sesc Teresópolis
 – Av. Delfim Moreira, 749 – Centro
Sesc Quitandinha (Petrópolis)
 – Avenida Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha
Unidades Senac Rio:
Horários de coleta das 9h às 19h, de segunda a sexta. Aos sábados, das 9h às 12h.
Niterói 
– Rua Almirante Teffé, 680 – Centro
Copacabana
 – Rua Pompeu Loureiro, 45
Marapendi
 – Avenida das Américas, 3959 – Barra da Tijuca
Faculdade Senac Rio
 – Rua Santa Luzia, 735 – Centro
Botafogo 
– Rua Bambina, 107
Sesi e Senai
O Sesi iniciou campanha de arrecadação de donativos para as vítimas das chuvas na Região Serrana, instalando postos de coletas e suas unidades no estado. O horário de funcionamento é das 8h às 17. Veja os endereços:
Sesi - Barra do Piraí
 - Av. Mário Salgueiro, 1.065 - Bairro Belvedere - Barra do Piraí
Senai - Barra do Piraí
 -  Rua Alan Kardeck, s/nº - Muqueca - Barra do Piraí
Sesi - Barra Mansa
 -  Av. Dário Aragão, 2 - Centro - Barra Mansa
Senai - Barra Mansa
 - Rua Senhor do Bonfim, 130 - Saudade - Barra Mansa
Sesi/Senai Benfica
 -  Praça Natividade Saldanha, 19 - Benfica. Tel.: (21) 2587-4800
Senai - Campos
 - Rua Bruno de Azevedo, 37 - Pq. Tamandaré Campos dos Goytacazes
Sesi - Campos
 - Av. Deputado Bartolomeu Lysandro, 862 - Guarus – Campos dos Goytacazes
Sesi/Senai
 - Cinelândia  - Rua Santa Luzia, 685 - 5º andar - Centro - Rio de Janeiro
SesiI - Duque de Caxias - Rua Artur Neiva, 100 - Bairro 25 de Agosto - Duque de Caxias
Senai - Duque de Caxias
 - Rua Arthur Goulart, 124 - Centro - Duque de Caxias
Sesi - Honório
 -  Rua Loreto do Couto, 673 – Honório Gurgel
Sesi - Itaperuna 
- Av. Dep. José de Cerqueira Garcia, 883 - Bairro Presidente Costa e Silva - Itaperuna
Senai - Itaperuna  
- Av. Zulamith Bittencourt, 190 – 1º e 2º andar - Cidade Nova – Itaperuna
Sesi - Jacarepaguá
 - Av. Geremário Dantas, 342 - Tanque - Jacarepaguá - Tel.: (21) 3382-9999/9950
Senai - Jacarepaguá
 - Av. Geremário Dantas, 940 – Freguesia – Jacarepaguá
Sesi/Senai - Laranjeiras
 - Rua Esteves Júnior, 47 - Laranjeiras e Rua Ipiranga, 75 - Laranjeiras
Sesi - Macaé
 - Alameda Etelvino Gomes, 155 - Riviera Fluminense - Macaé 
Senai - Macaé
 - Av. Prefeito Aristeu Ferreira da Silva, 70 - Novo Cavaleiro - Macaé
Senai - Maracanã
 - Rua São Francisco Xavier, 417 – Maracanã
Senai - Mendes
 - Rua Professor Paulo Sérgio Nader Pereira, nº 250 - Centro - Mendes
Senai - Niterói
 - Rua General Castrioto, 460 - Barreto - Niterói
Sesi/Senai -  Nova Iguaçu
 - Rua Gerson Chernicharo, s/nº - Bairro da Luz - Nova Iguaçu
Sesi - Petrópolis 
- Av. Barão do Rio Branco, 2.564 - Centro - Petrópolis
Senai - Petrópolis 
- Rua Bingen, 130 - Bingen - Petrópolis
Sesi - Resende
 - Rua Marcílio Dias, 468 - Jardim Jalisco - Resende
Senai - Resende - Rua Sarquis José Sarquis, 156 - Jardim Jalisco - Resende
Sesi/Senai – Santa Cruz
 - Rua Felipe Cardoso, 713 – Santa Cruz
Senai -Solda
 - Rua São Francisco Xavier, 601 - Maracanã - Tel.:  (21) 3978-8700
Sesi/Senai - Tijuca 
- Rua Morais e Silva, nº 53 - Tijuca - Rio de Janeiro
Sesi/Senai - Vicente de Carvalho - Av. Pastor Martin Luther King Jr. (antiga Av. Automóvel Clube), 6475 - Vicente de Carvalho - Rio de Janeiro
Sesi/Senai -  São Gonçalo
 - Rua Nilo Peçanha, 134 – Centro - São Gonçalo
Sesi - Três Rios
 - Av. Tenente Enéas Torno, s/no Margem Esquerda - Centro - Três Rios
Senai - Três Rios - Rua Izaltino de Oliveira, 90 - Centro - Três Rios
Sesi/Senai -  Santo Antônio de Pádua
 - Av. João Jazbik, S/N - Bairro 17 - Santo Antonio de Pádua
Senai - Valença
 - Rua Comendador Araújo Leite, 320 - Valença - Rio de Janeiro
Senai - Vassouras
 - Rua Nilo Peçanha, 85 - Vassouras - Rio de Janeiro
Sesi - Volta Redonda
 - Avenida Lucas Evangelista, 595 - Aterrado - Volta Redonda
Senai - Volta Redonda
 - Rua Nicanor Teixeira de Carvalho, 1  - Barreira Cravo - Volta Redonda
Secretaria de Estado de Educação
A Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) está recolhendo em suas unidades escolares da Capital e Região Metropolitana. A SEEDUC destaca a importância da doação de livros infantis, papel, lápis de cera e materiais do gênero para que as crianças desabrigadas possam utilizar, além de material de higiene pessoal e alimentos não perecíveis para as famílias necessitadas.
Escolas
Colégio Mopi

O colégio Mopi montou postos de arrecadação e as doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, em duas unidades da escola. Estão arrecadando alimentos não perecíveis, roupas e artigos de higiene pessoal. Endereços: Rua Almirante Cóchrane 66 – Tijuca e Estrada da Barra da Tijuca 600 – Itanhangá.
Escola Parque
A escola Parque está arrecadando alimentos não perecíveis, mantas, toalhas, material de higiene e medicamentos para curativo. As contribuições poderão ser feitas entre os dias 17 de janeiro e 4 de fevereiro nas sedes da Barra e da Gávea. Endereços: Rua Pedra de Itaúna 111 - Barra e Rua Marquês de São Vicente 355 - Gávea.
Espaços  culturais
A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e os espaços culturais do governo recebem doações para vítimas das chuvas. Nos teatros, o horário para doação é o do respectivo espetáculo. São estes os espaços da SEC para doações:
Biblioteca Parque de Manguinhos - Avenida Dom Helder Camara, 1184  - Tel.: (21) 22348915 e (21) 22348917 - De terça a domingo - das 9h às 20h
Biblioteca Estadual Infantil Anísio Teixeira - Rua Lopes Trovão, s/nº - Campo de São Bento – Niterói - Tel: 3719-8385 - De segunda a sexta, das 9h às 17h
Casa de Cultura Laura Alvim  - Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema - Tel: 2332-2015  - De terça a domingo, das 13h às 21h
Casa de Oliveira Viana - Alameda São Boaventura, 41 – Fonseca – Niterói - Tel: 3601-8220
De terça a sexta, das 10h às 17h
Escola de Artes Visuais do Parque Lage  - Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
 - Tel.: 3257 1800 - Diariamente, das 10h às 17h.
Museu Carmem Miranda - Av. Rui Barbosa, s/nº - Parque do Flamengo - Tel: 2334-4293 - De segunda a sexta, das 10h às 17h. Sábados e feriados, das 13h às 17h
Museu do Primeiro Reinado - Av. Pedro II, 293 – São Cristóvão - Telefax: 2332-4513 / 4514 / 4512 - De terça a sexta, das 10h às 17h
Museu do Ingá - Rua Presidente Pedreira, 78 – Ingá – Niterói - Tel: 2717-2903 / 2919 / 2790 / 2893 - De terça a sexta, das 11h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h
Casa França-Brasil  - Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro - Tel; 2332-5120 / 5121
De terça a domingo, das 10h às 20h
Museu da Imagem e do Som  - Rua Rui Barbosa, 1 – Centro - Tel: : 2332-9068 / 2332-9067
De segunda a sexta, das 11h às 17h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Avenida Almirante Barroso, 14/16 - Centro - De segunda a sexta, de meio-dia às 18h
Teatro João Caetano - Praça Tiradentes, s/nº - Centro  - Tel: 2332-9166
Teatro Armando Gonzaga - Av. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 511 – Marechal Hermes - Tel: 2332-1040
Teatro Arthur Azevedo - Rua Victor Alves, 454 – Campo Grande -Tel: 2332-7516
Teatro Glaucio Gill - Praça Cardeal Arcoverde, s/nº - Copacabana - Tel: 2332-7904
Escola de Música Villa-Lobos - Rua Ramalho Ortigão, 9 – Centro - Tel: 2232-6405 / 2224-2116 - De segunda a sexta, das 9h às 19h
Parada Solidária
Os sindicadtos e empresas de transporte do também montaram postos para receber doações para as vítimas da tragédia da Região Serrana, no Rio, na Baixada Fluminense , em Niterói e em Petrópolis. Foram colocados ônibus para recolher alimentos, roupas, colchonetes e água. Veja onde os ônibus estarão posicionados, do dia 14 ao dia 21, das 8h às 20h.
No Rio:
Largo da Carioca, Centro
Cinelândia (a partir de 2ª feira, dia 17, em frente à Câmara dos Vereadores)
Terminal Alvorada, Barra da Tijuca (a coleta não será feita em ônibus, mas na Administração)
Ilha do Governador – sede da Sub-Prefeitura em frente ao posto RioCard
Praça General Osório, Ipanema (a partir de sábado, dia 15)

Em Duque de Caxias e Magé: 

Terminal Rodoviário Plínio Casado, Duque de Caxias
Terminal Rodoviário do Shopping Center, Duque de Caxias
Rodoviária de Piabetá, Magé
Praça da Prefeitura de Magé
Em Niterói 
Terminal João Goulart (em frente ao posto do Setrerj)
Em Petrópolis
Sede do Setranspetro – Rua do Imperador, 100 - Centro
São João de Meriti
A Prefeitura de São João de Meriti está recebendo doações de água potável, roupas, colchonetes, cobertores, material de higiene e alimentos não-perecíveis para as vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio. Informação e solicitação de recolhimento pelo telefone 2651-1049.
As doações podem ser entregues de segunda a sexta das 9h às 17h, nos postos abaixo:
Secretaria Municipal de Promoção Social - Avenida Presidente Lincoln, 899- térreo, em Vilar dos Teles
Centro de Assistência Social (Cras) de Éden- Rua Ana Brito da Silva, 2470, em Éden
Centro de Assistência Social (Cras) de Jardim Íris - Rua Copacabana, 50, em Jardim Íris
Centro de Assistência Social (Cras) de Vila São José- Avenida Comendador Teles, 3199, na Vila São José
Centro de Referência Especializada da Assistência Social (Creas) de Vilar dos Teles - Rua Aldenor Ribeiro, 125, sala 02-Shopping dos Jeans
CET-Meriti - Avenida Automóvel Clube, 1785-Parque Jardim Bonifácio
Meriti-Previ- Rua Defensor Público Zilmar Pinaud, 220, em Jardim Meriti
COB e Comitê Rio 2016 
O posto montado na sede do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Organizador Rio 2016 está recebendo artigos de higiene e limpeza, roupas de cama e banho, alimentos não perecíveis e água mineral. Funciona de 8h às 18h, na Av. das Américas, 899 - Barra da Tijuca.
Secretaria de Ordem Pública
A Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) do Rio também está recebendo doações para as vítimas da tragédia na Região Serrana. O material deve ser levado até quarta-feira (19), no Batalhão da Guarda Municipal, na Avenida Pedro II, 111, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.
Barcas
A concessionária Barcas S.A., com o apoio da Cruz Vermelha, está recolhendo material para ajudar as vítimas das chuvas Região Serrana, como água potável, alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e de higiene pessoal, colchonetes. As doações podem ser feitas até dia 31 de janeiro nas estações.
Praça XV - Praça XV, 21, Centro do Rio
Araribóia - Praça Araribóia, números 6 e 8, Centro, Niterói
Charitas - Avenida Quintino Bocaiúva, s/nº, Charitas, Niterói
Cocotá - Parque Manoel Bandeira, s/nº, Cocotá, Ilha do Governador
Paquetá - Praça Pintor Pedro Bruno, nº 1, Ilha de Paquetá
SuperViaItens como alimentos não perecíveis, material de higiene, roupas, dentre outros, podem ser entregues no Balcão de Informações da estação Central do Brasil, que funciona nos dias úteis, das 7h às 17h. O material arrecadado será entregue a ONG Viva Rio que fará a devida distribuição.
Lojas
Toque a Campainha
Shopping Grande Rio - Rod. Pres. Dutra 42000 Km4, Loja 218 - São João de Meriti
Niterói - Rua Francisco da Cruz Nunes, 320 - Piratininga
São Gonçalo Shopping - Av. São Gonçalo 100, 1º piso
Shopping Tijuca - Av. Maracanã, 987 sl.2023/25/26
Suburbana - Av. Dom Helder Câmara 5273 - Pilares
Oswaldo Cruz - Rua João Vicente, 741 (em frente à estação)
Inhaúma / Loja de Saldos - Rua José dos Reis 2001 (próximo ao viaduto de Pilares)
Via Parque Shopping - Av. Ayrton Senna 3000, loja 1079, 1º andar - Barra da Tijuca
Recreio - Av. das Américas, 16.225
Jacarepaguá - Av. Geremario Dantas 1393
Botafogo - Rua São Clemente, 23
Copacabana - Rua Barão de Ipanema, 110
Copacabana II - Rua Barata Ribeiro, 334
New
Via Parque Shopping - 2º piso
Botafogo - Rua Voluntários da Pátria, 357
Recreio - Av. das Américas, 16.401 - Loja G
Copacabana - R. Barata Ribeiro, 752 Loja A
Dell Anno
Leblon - Rua Ataulfo de Paiva, 319
Casa Shopping - Av. Ayrton Senna, 2150 bloco B – lojas 101 a 103
Recreio - Av. Das Américas, 16.457
Tijuca - Rua Conde de Bonfim, 85
Maison Design
Av. Ayrton Senna, 2150 - 2º andar Bloco A, lojas 101 e 102
Lojas RennerTodas as lojas da Renner localizadas no estado do Rio são postos de coleta de roupas e alimentos não perecíveis para ajudar as vítimas das chuvas.
Werner Coiffeur
Todas as 36 unidades do Werner Coiffeur no Rio estão recebendo doações de alimentos não perecíveis, água potável, material de limpeza e de higiene.


Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/saiba-como-ajudar-os-desabrigados-da-chuva-na-regiao-serrana-do-rio.html 

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