quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Reflexão sobre a busca da sabedoria!

Outrora, ainda jovem e inexperiente, ingênuo e ignorante, quisera eu desbravar o mundo!

Nunca contentei-me com os vultos no fundo da caverna. Este descontentamento já era presente antes mesmo de saber que Platão havia escrito isso a alguns..., muitos anos no passado.

Tinha certeza que a leitura constante traria-me o conhecimento de que necessitava, entretanto, após algumas dezenas de livros descobri que o conhecimento adquirido não era o suficiente, queria mesmo era a Sabedoria! Contudo, esta última, refleti certa vez, só vinha com o passar dos anos!

Uma vez imerso num mundo caótico e inserido num espaço/tempo parcialmente favorável aos meus sonhos e desejos de infinito; saí de casa! Mirei o objetivo, planejei o trajeto com seguridade e abri as asas ao desconhecido!

Tal qual Zaratustra, também eu "fugi" para o alto da montanha e lá fiquei por um longo período! Quando enfim senti que era a hora, retornei ao mundo que havia deixado. Que lástima descobrir que o mundo havia permanecido inalterado durante todo aquele tempo; durante toda a minha ausência nada de novo havia ocorrido, entretanto tudo estava mudado dentro de mim! "De que adiantou então tudo quanto fiz"? Perguntei-me, sem entender a lógica de tudo aquilo. Sim, eu havia mudado; não pouco, mas muito!

Não almejo, ser um "Super Homem"; desejo sim, a sapiência! Mas não qualquer sapiência; desejo um tipo especial, adquirida a ferro e fogo, moldada com suor e lágrimas. Desejo um tipo de sapiência que deixa marcas na pele e tatuagens na mente! Desejo o encantamento de uma vida bem vivida!

Não canso de errar, todavia tenho cometido pouco erros nos últimos anos! Em contrapartida, tenho ficado cada vez mais sedentário! Creio que o caminho para a sapiência não seja o sedentarismos, mas o movimento, o atrito. Preciso melhorar mais esta parte!

Que lastima não saber para qual lado olhar, quando tudo está visível! Assim como a escuridão nos causa transtornos, o excesso de luz também nos cega. Mas entre uma e outra, prefiro a segunda.

Escolhi, por livre e espontânea vontade, não ater-me à ilusão e à estagnação mental. Tenho sofrido! Também agora não sou compreendido. Talvez este seja o legado de todos quantos que desejam pensar, ao invés de ater-se a abnegação do conhecimento.

Se penso direito, se já li o suficiente, se já adquiri, um pouco ao menos, a sabedoria; não sei dizer! Digo-vos apenas que não cessarei, um só dia, de sonhar e buscar tudo quanto considero saudável à minha condição física, psicológica e emocional.

Quisera eu, em alguns momentos, retroceder à ingenuidade e à ignorância, mas agora é tarde demais!


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4 comentários:

Eu não achei a música, ela me achou... disse...

Oi Querido!!
Li o texto e também vivo refletindo sobre essa busca!!
Quanto mais eu leio mais subo montanhas e desço as vezes mais forte e questinando mais também rsrsrrsrs
Mas nessa caminhada adquiri maturidade e coragem
se é bom? As vezes e como você disse aqui no texto, agora é tarde demais!! ♥Bjins♥ Querido!

Flávio Nunes. disse...

Olá Rosmari,
Sua presença aqui no Blog está sendo fonte de grande alegria para mim e, acredito eu, para todos quanto passam pelo Blog!
Este processo de amadurecimento é algo ininterrúpto e constante! Devemos estar abertos à liberdade, como diz Clarice Lispector em alguns de seus textos! Mas se já é tarde, complementa Clarice, devemos "participar" dos processos de libertação!
Um Forte abraço,
Flávio Nunes.

Mary Kenchian disse...

Ola amigo,
Belo texto, tenho tantas perguntas, as vezes acho que estou bem perto das respostas, mas ai surgem outras perguntas e assim vou caminhando questionando o sentido de tudo. Como disse Clarice as vezes é melhor ficar na ignorância, mas como vc disse agora é tarde demais.
Beijos

Flávio Nunes. disse...

Olá Mary,
Obrigado pela sua presença sempre marcante aqui no Blog!
Sou um poço sem fundo de indagações e questionamentos..rs.. Às vezes acho que isso não vai parar nunca! Estou quase tendo certeza absoluta disso!
Sentia algo que só lendo Clarice consegui entender através de palavras. Num texto dela que li recentemente, dizia ela algo mais ou menos assim: "Escrevo e após isso descubro coisas que antes não sabia que sabia"! Fantástico isso! Faz alguns anos que tenho esta exata sensação, mas só agora, lendo Clarice, consegui sintetizar este "algo que sentia" em palavras!
Mais uma vez, obrigado pela sua presença aqui no Blog!
Abração minha amiga,
Flávio Nunes.

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