sábado, 29 de janeiro de 2011

Sou Incompreendido!

Sou incompreendido! Não sei o que ocorre, mas meus atos e ações parecem simplesmente não adequarem-se àquilo que os meus, e alguns outros, refletem e dizem.

Que trágica forma de interagir com o mundo é esta que traz constantemente um nó à garganta e o medo da retalhação daqueles tão queridos seres amados. Por isso, não são poucas as noites e os sonos. Algumas vezes, os sonhos são profundos e sem lembranças, outras vezes superficiais e com lembranças; ora sonhos adocicados, ora amargos e ora adstringentes. Sei apenas que em todos eles viajo, vou a lugares longinquos e volto para contar histórias.

As vezes peco por dormir demais, muitas vezes perco a hora e o coração sai do ritmo. Palpita no peito, lastimando ter se rendido ao sono profundo. Quando acordo, o tempo passou, as vezes rápido demais, e perdi um bocado de acalento, mas ganhei um tanto de palavras novas. Novas linhas, novos parágrafos, novas páginas para contar histórias. E eis que encontro-me acordado, "vivo" novamente. Até gostam das minhas histórias, mas não compreendem meu sono, meu desligamento necessário, minha reclusão, minha solidão. Continuo com nó na garganta!

4 comentários:

A Peregrina disse...

Oi,Flávio!

Mais um texto desconcertante.
Abrir o coração é desconcertante.
Rejeitar máscaras e assumir sua individualidade,com inteireza e pureza,é desconcertante.
O que para nós é natural,acaba nos desconcertando,pelo embaraço do outro,que ainda não compreende bem o jeito de sermos.
E haja noites e sonos...e paciência também,por parte dos nossos e de outros.(rs)
Muito grata mais uma vez pelos seus ricos e abençoados textos.
Grande abraço

Flávio Nunes. disse...

Olá Preregrina,
Desconcertante, nunca pensei que eu pudesse escrever algo desconcertante, na amplitude que você expôs em seu comentário!
Algo é verdade, não tenho medo de abrir meu coração. Acredito que quem me ver deve fazê-lo com a alma, translúcida; deve amar-me tal qual me apresento em todos o locais por onde passo!
Certa vez me disseram que assumimos "máscaras" de acordo com o local onde estivermos (Trabalho, família, viagem de férias, etc). Nunca concordei com isso! Acho que sendo algo ou alguém, o devemos ser em totalidade e individualidade, digo mais, em essência! Gosto do exemplo que darei em seguida: Uma maçã não deixa de ser uma maçã por estar na macieira, na mesa de jantar ou no cesto de frutas. A cor verde não deixa de ser ver, porque eu quero que seja amarelo..rs.. Entendeu? Uma coisa o é e sempre é o que é, em essência! Assim, acredito eu, deve ser nossa natureza humana, nossa individualidade, nossa singularidade, nossa unicidade!
Acho que você entendeu o que disse com "noites e sonos"! Que aqui no texto tem pelo menos três conotações.
Agradeço mais uma vez o seu comentário e presença aqui no Blog!
Que você e sua família tenha uma semana repleta de realizações!
Forte abraço,
Flávio Nunes.

Renan O. Pacheco disse...

Eu twitei um dia desses:
@renanrop: Queria que quando acordasse, meu cérebro perguntasse como o Word faz: "Você deseja restaurar o último pensamento não salvo?"

Flávio Nunes. disse...

Olá Renan,
Seria uma boa função esta se a possuíssemos! Acho que eu a utilizaria frequentemente..rs..
Obrigado pela visita no Blog e pelo comentário!
Abração,
Flávio Nunes.

Postar um comentário

Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...