sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Grito para a vida!

Estou pensando sobre a perecibilidade da vida, na madrugada, comendo sorvete de chocolate na chícara e lendo Maturana/Varela.

Mais cedo vi um "reality show" onde policiais foram na casa de um suicida. Quando os policiais o encontraram, ele chorava muito e dizia, mediante às perguntas, que não queria mais viver, que tomava anti-depressivos para acordar, passar o dia e dormir. Avisou a polícia, através de uma ligação telefônica, que iria se matar e explicou que o fez pois queria que alguém consolasse sua avó. Disse ainda que, segundo ele, sua depressão havia surgido na infância, hoje ele sabia disso! Falou ainda, várias vezes: "Estou cansado"!

Recordei do irmão de um amigo do colégio que se suicidou. Enforcou-se na frente da casa de sua ex-namorada, após esta tê-lo abandonado. Um caso muito triste! Lembrei-me ainda de um conhecido que foi morto a tiros em frente ao mercadinho, na esquina da rua onde morava.

Além desses, há outros tantos que se foram tão jovens vítimas de acidentes no trânsito. Desconhecidos, conhecidos, colegas e amigos que se foram, por vários motivos. Na flor da idade, deixaram esta vida e deixaram lembranças. Cada ser humano tem uma história singular e magnífica. Muitas vezes perdida no tempo e na lembrança dos seus.

Voltando ao assunto inicial, ouvi certa vez que o suicida não deseja morrer, quer sim viver, mas viver sem dor, sem medo, sem cansaço... No fundo, a morte para eles é um grito para vida!

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