sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Minha Sã Insanidade

Acho que estou ficando maluco. Percebo que coisas estão acontecendo, e estas levam-me a crêr que meu grau de sanidade está oscilando muito ultimamente. Novamente!

Tudo está relacionado, direta ou indiretamente, com meus estudos, leituras complementares, desenvolvimento literário e as consequências disso! É a terceira vez que questiono minha sanidade. 


Na primeira vez, o fato d'eu abandonar a leitura acadêmica, muitas vez às vésperas de uma avaliação, por algo como história das religiões, no meu entendimento, não era nada são. Na segunda vez, eu já estava trabalhando e, em meio a consultas e cirurgias, nos intervalos do trabalho e em casa, eu me afundava nos estudos científicos dos mais variados. Fui até Física Quântica e Neo-Darwinismo (Conhecimentos básicos, óbvio. Minha falta de recursos e uma boa biblioteca à disposição, não me deixaram ir além de um determinado ponto). Duvidei da minha sanidade, neste ponto, pois comecei a tecer pontos de congruência entre fé e razão, entre religião e ciência. O mais legal? Eu estava fazendo progressos e obtendo respostas satisfatórias. Foi o momento da minha vida com maior número de insights. Tive certeza, quero ser acadêmico e pesquisador. Foi assim que, após alguns anos, já com a sanidade restituida e equilibrada, fui parar na USP. Ali eu estudei a ciência dos meus sonhos mais audaciosos e fiz amigos para toda a vida!

Ultimamente, acredito que novamente estou em desequilíbrio. Quando começo a escrever parece que adentro num portal e vou para um mundo paralelo. Esqueço-me de tudo! As horas passam e eu sou capaz de permanecer escrevendo, escrevendo,... num brainstorm constante. Não almoço, não lancho, não tomo água, não vou ao banheiro. É como dormir com olhos abertos, tendo plena convicção de cada passo dado e ai vem a insanidade, descobrindo coisas novas que nem mesmo eu sabia que sabia. Será que Sócrates se referia a isso quando falava do seu "Mundo das Idéias"? Não sei. Mas uma coisa é certa, estou vivendo uma sã insanidade.


Não contive-me e fui ter com os livros na livraria e sebo mais próximos! Vasculhei daqui e dalí, até que encontrei "A Arvore do Conhecimento" de Maturana e Varela. Uma obra prima da ciência moderna, uma reflexão profunda sobre o conhecimento do conhecimento. Fantástico! Já re-li alguns de Capra, mas falta-me "A Teia da Vida"! Retomo a "Bio-estatística" e a "Estatística sem-Matemática"; assim como o "Tratado de Animais Silvestres" e "Fisiologia Animal - Adaptação e meio ambiente"! Tudo voltou à tona! E para relaxar "O Mundo de Sofia", "Iniciação à História da Filosofia" (Releituras); e "A Criação Literária I e II" e "A Jornada do Escritor"! 


Acho que terei um ano bem produtivo!

4 comentários:

* verinha * disse...

rsrsrs Flávio.. mais uma vez lhe digo que tudo é puramente normal.. e você não está ficando maluco não viu? rsrsrs.. você só começará a ficar se de uma hora para a outra começar a se pendurar no ventilador rsrsrsrsr.. mas falando sério... pelo que noto você apenas tem um interesse pelas descobertas.. não é o tipo de pessoa que simplesmente acata o que lhe é imposto.. gosta de desvendar e procurar novos desafios.. e tem coisa mais maravilhosa do que isso?.. em um mundo em que a grande maioria vive como uns robôs, seguindo a multidão como se estivessem hipnotizados.. você sempre procura algo diferente.. e porque não dizer que foge das regras convencionais.. talvez não seja essa a palavra correta.. talvez seria o comodismo.. essa acredito que definiria melhor. E, se tudo isso vem a ser "insanidade" para alguns.. ahhh boralá viver e aproveitar toda essa insanidade que com certeza lhe dará bons e satisfatórios frutos!

Uma super beijoca em seu coração...
*verinha*

Flávio Nunes. disse...

Bom dia Verinha,

Caramba, pendurar-se no ventilador e ficar dando voltas, voltas e voltas, sem parar, é sinal de loucura?! E eu que pensei que todos faziam isso..rs..rs..rs.. Não pude perder a deixa..rs..

Você é uma boa observadora e com o mínimo que exponho aqui já captou, algumas de minhas particularidades..rs..

É verdade, adoro descobertas e gosto de questionar, muitas vezes, o óbvio! Pode ser que falta ainda testar algumas possibilidades de tornar o óbvio ainda mais óbvio!..rs.. Preciso estar sempre atento a isso..rs..

Parece brincadeira, mas regozijo-me quando algum funcionário donde trabalho chega e fala: "Esta pessoa que chegará agora é muito chata" ou "Toma cuidado ela está reclamando de tudo. Vai te atormentar"!..rs.. (1º- Não há caso insolucionável; 2º- Não há pessoas completamente ruins. Há falta de boas oportunidade e um dia "bem cansativo e estressante"; 3º- Atingir o coração de uma pessoa através do amor e da alegria e fazê-la sorrir, não tem preço que pague).

Adoro reverter estas situações, é um grande desafio criar um ambiente tão ameno e com uma atmosfera tão boa a ponto de fazer o gelo derreter, atingir o coração do meu interlocutor e reverter a situação!!!! Já perdi a conta do número de clientes que conquistei assim..rs..

Não gosto de fazer o que todo mundo faz, se assim fizer, só poderei chegar onde todo mundo chega! Não quero ser presunçoso, muito menos egocêntrico, mas acho que além do horizonte sempre haverá uma ótima descoberta a ser feita e, se bem aproveitada, trará bons frutos a humanidade!

Dentro da minha "Sã Insanidade", procuro viver bem e feliz! Acredito que a vida é muito curta para desperdiçarmos um segundo sequer! Apesar de muitos acharam que desperdiço tempo em demasia..rs..

Adorei seu comentário... muito obrigado por suas palavras!

Tenha uma ótima semana!

Abração,

Flávio Nunes.

Ká Oliveira disse...

Querido Flavio...
vou te dizer uma coisa.. o dia que uma pessoa sã não for insana, ela poderá ser internada em estado grave... no mundo de hoje, as inspirações do além, são cada vez mais frequentes, basta crer..
Grande beijo
Karina

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,

Realmente viver no mundo de hoje em meio a tanta insanidade, quem é são é também um pouco insano, não em tudo, mas certamente em alguns aspectos da vida!

Tenha uma ótima semana e obrigado pelo comentário!

Abração,

Flávio Nunes.

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