quinta-feira, 17 de março de 2011

171sss... Tô de Olho!

Fala sério, indignação total! As pessoas devem olhar para minha cara e pensar: "Esse cara parece ser bonzinho (ou seja, bobo e otário), vou 'passar a perna' nele"! Só pode ser isso, não tem outra explicação! Hoje, mais uma vez, tentaram me enganar! 


Eu estava na padaria e fui com o único objetivo de comprar quatro pães! Lá chegando fiz o meu pedido, no que o atendente veio com uma contra-proposta: "Vão sair pães quentes e recém assados daqui a cinco minutos. Além disso, você pode levar cinco por um real"! Concordei e fiquei aguardando. Afinal, quem não gosta de um pão quentinho, com manteiga, queijo ou requeijão? Não sei quanto a vocês, mas eu adoro!

O tempo passou e lá vieram os pães. O atendente colocou-os no pacote, fechou e veio ao meu encontro receber seu um real. Estava tudo ótimo, não fosse o fato dele ter colocado quatro pães ao invés de cinco.




PAUSA PARA REFLEXÃO PESSOAL: 


"Na minha concepção isso é algo muito insignificante, mas quem torna-se calhorda no pouco, também o será no muito. Ele pode ter fixado em sua mente o número quatro, mas ainda assim ele aceitou de bom grado o um real"



Após me entregar menos um pão e receber por cinco unidades, virou-se e foi logo atendendo outro cliente. Lembrei-me de mais três ocasiões onde a pilantragem tentou reinar, mas eu fui mais rápido..rs.. 


A primeira vez foi num restaurante, onde me cobraram mais de dois reais de diferença, no valor da sobremesa. A segunda ocasião, também noutro restaurante, minha refeição somou cerca de R$ 12,00 e a balconista me disse: "Vou arredondar para R$ 15,00"; como se o valor fosse mais alto. Só descobri a falcatrua pois pedi a nota. Acredita que ela colocou a culpa na máquina registradora..rs.. A terceira vez foi comprando salgadinhos para festa de fim de ano no trabalho. pedi quatro porções de 10 unidades cada, a atendente pegou o maior saco de papel que havia na padaria e foi colocando os salgadinhos. Ela não esperava que eu contaria..rs.. Ela colocou 26 salgados no pacote, pois é, faltaram 14 unidades. Quando falei da diferença, ela me olhou com uma cara de: "Que filho da mãe, ele me pegou no pulo"..rs.. Neste caso, ela nem falou nada, foi logo pegando outro pacote e colocou os 14 salgados que faltavam!


Fala sério pessoal, pode ser uma porção muito ranzinza ou muito mesquinha da minha personalidade, mas fala sério, esse povo não precisa fazer isso para ganhar mais! Basta fazer uma boa propaganda, ter "BONS ATENDENTES" no que diz respeito à honestidade, idoneidade, carismáticos,...; enfim, não precisa tentar enganar os clientes para ficarem mais ricos! Isso prova que a índole não é boa, uma empresa honesta, gerenciada por pessoas de boa índole não deixaria isso ocorrer! 




Foto: http://mariachelli.multiply.com/journal/item/4957

9 comentários:

Anônimo disse...

Reflexões sobre a obra e a vida de um otário(parte1)

Ele sempre foi para os seus pares um sujeito do tipo insuportável, contido, calado, às vezes antissocial. Cara amarrada, de trajes despojados, mas muito engomado, daqueles que até os fios de cabelos parecem ter sido rigorosamente arrumados. Ele era do tipo que gostava de chegar cedo ao trabalho, que não atrasava os compromissos, que honrava a hora marcada. Era, pode-se ver, um chato, do tipo intragável – pelo menos para aqueles que agiam e pensavam de forma diametralmente oposta.

Ele era do tipo que andava sempre apressado. Parecia que nunca tinha tempo para uma roda de bate-papo. Em face da sua pressa, quase sempre deixava de cumprimentar as pessoas que encontrava pelos corredores do local onde trabalhava. A cara sisuda e a testa quase sempre franzida faziam dele um ser quase impenetrável – e insuportável. Era do tipo que, à primeira vista, parecia arrogante e prepotente, sobretudo para quem não lhe conhecia e para os que viam na sua retidão uma afronta.

Anônimo disse...

Continuação...parte2
Ele estava sempre absorto; parecia contemplativo, enlevado, extasiado. Era do tipo que parecia viver voando, desligado dos pecados da terra. Deixava transparecer que, fora do seu ambiente de trabalho, nada mais existia. Por ser do tipo empedernido, cumpridor radical de suas obrigações, granjeava, no primeiro momento, a antipatia dos que tinham que com ele lidar, em face do seu ofício. Muitos foram os que externaram o pavor que tinham de lidar com ele, muito embora os que se aventurassem a fazê-lo em pouco tempo percebiam que se tratava de uma pessoa cordata, atenciosa, prestativa, diligente, honesta e desejosa de ajudar o semelhante.

Algumas poucas pessoas que tinham acesso a ele, sempre advertiam que ele ia morrer e o trabalho ia ficar; outras pessoas o advertiram por quase toda a vida, que ele não ia consertar o mundo. Outras tantas lhe lembravam que só trabalhar e trabalhar não lhe renderia o reconhecimento que merecia. Mas esses conselhos não lhe impressionavam. Ele não dava importância para esse tipo de comentário. Às pessoas que pensavam assim ele sempre dizia que pouco importava o reconhecimento dos seus pares, pouco importava que as pessoas o achassem um tipo medonho e abominável. Para ele bastava a consciência de que cumpria o seu papel, sem enleio, sem embaraço, sem tergiversar, sem fazer concessão – obstinadamente, freneticamente, decididamente.

Anônimo disse...

Parte 3
O tempo passou, os cabelos ficaram embranquecidos, a pele foi encolhendo, o coração foi cansando, o raciocínio foi se perdendo, a memória foi se esvaindo. Mas ele estava lá, pé fincado no trabalho, sem arredar, sem se curvar, sem fazer concessões.

O andar, antes frenético, agora é trôpego, vacilante; o olhar, antes fugidio, arredio, agora já não vislumbra, com a nitidez de antanho, o horizonte.

Mas ele é duro como pedra; inflexível, não muda nunca – vai adiante com as suas fortíssimas e inabaláveis convicções. Continua na sua luta obstinada para honrar o seu mister, para cumprir as suas obrigações, para ser digno do salário que recebe dos cofres públicos. Nessa senda, não faz concessões, finca o pé – “não arredo nem para um trem”, costuma dizer.

Os mais jovens têm em relação a ele sentimentos contraditórios. Para alguns, ele é o exemplo acabado do que deve ser um homem público; para outros, um careta, démodé , boboca, do tipo que pensa que vai consertar o mundo.

Anônimo disse...

Parte4
E o tempo vai passando. O corpo, agora, lhe pesa, literalmente. O tempo é implacável. Não tem mais agilidade. Doem-lhe as juntas. Andar, já é um sacrifício. Mas ele insista! Não muda! Chega cedo ao trabalho, cumpre o pactuado e quase nunca se atrasa. É do tipo ranheta. Continua acreditando que vale a pena ser honesto, pontual, trabalhador. Sabe que, nos dias atuais, esses predicados são uma caretice, estão desuso. Mas… fazer o quê?

Agora, nos dias atuais, as críticas mais acerbas vêm dos próprios netos, os quais passaram a criticar-lhe a seriedade, a babaquice – debocham, achincalham, ridicularizam, escarnecem.

Mas ele, radical e intolerante, continua apostando na honestidade, na honradez, na seriedade, pouco importando se lhes reconheçam, ou não, os méritos. Acha que vale a pena ser assim: tolo, pouco inteligente para uns; honrado, virtuoso e digno, para outros

O tempo passou, sobreveio a aposentadoria e a saída da ribalta. Agora já não é mais o doutor que tinha algum poder nas mãos. É apenas mais um na multidão. Para alguns, um homem de bem, um exemplo a ser seguido; para outros, um otário, um panaca, um boboca que, tendo o poder nas mãos, dele só fez uso para servir à comunidade. Nunca se locupletou, nunca fez acordos espúrios, nunca se curvou diante dos poderosos – um péssimo exemplo para os sequazes das aves de rapina do serviço público, dos que imaginam que o poder é feito para ser rateado entre os amigos, para enriquecer, para tirar proveito, para obter vantagem.

Anônimo disse...

Parte5
Ele sabe, sempre teve a mais nítida convicção, que vai morrer assim. Pouco importa a ele se, para muitos, ele não passa de um velho otário, um ingênuo, um tolo. Tem certeza – contudo, pouco se importa – que vai cair no esquecimento. Seu nome não vai aparecer em nenhuma galeria, seu retrato só ornamentará a cabeceira de sua cama – e não será por muito tempo. Mas ele será sempre lembrado pelas pessoas honradas como o homem que viveu e vai morrer com dignidade, pois, mesmo os erros que cometeu – e não foram poucos -, não os praticou de má-fé.

Essas reflexões que faço acerca de um personagem fictício são uma homenagem que presto aos homens de bem de nossa terra, os quais, por serem retos, probos, cumpridores de suas obrigações, muito provavelmente morrerão – ou já morreram – sem que se lhes reconheçam os méritos e, ainda por cima, são tidos e havidos como otários, por não terem sido capazes de trocar a sua dignidade por um cargo ou função ou de amealhar fortuna subtraindo verbas públicas.

Anônimo disse...

Olá,meu querido e grande amigo......quando acabei de ler a sua experiência na padaria e as outras ,eu pude me lembrar de muitas,mas por estar ainda um pouco mal,deixo para contar depois quando melhorar....Mas não podia deixar de colaborar ,pois assim que acabei de ler o seu relato.....lembrei-me deste texto......espero que goste........beijos da amiga Clarissa

Verinha disse...

É Flávio... o que não se pode é ficar quieto.. sempre vão existir essas pessoas que adoram levar vantagem.. aiiii que isso me deixa possessa rsrsrrs..
Super beijoca em seu coração e um fim de semana fantástico para você!!

Flávio Nunes. disse...

Olá minha amiga Clarissa,
Caramba, que emoção receber notícias suas!!!!! Miguel tem me informado sobre a sua recuperação e sinto que, mesmo distante, tenho contribuído com minhas orações!
Desculpe-me a indelicadeza de postar seus comentários, mas só agora responder... muita atividades nos últimos dois dias..rs..
Gostaria de agradecer o texto que me enviaste! Quando comecei a ler eu pensei: "Acho que a Clarissa deve ter confundido a história"..rs.. Mas o desfecho foi surpreendente, gostei muito!!!! Identifico-me, em alguns aspectos, com o personagem da história que me enviou!
Quanto aos seus relatos, os aguardarei... assim como estou aguardando os poemas e o conto da Juju..rs..
Tenha um ótimo Domingo e uma maravilhosa semana minha amiga!
Abração e meus sinceros votos de melhora!
Flávio Nunes.

Flávio Nunes. disse...

Olá Verinha,
Sabe, vou te contar algo; eu já fiquei quieto por muito tempo em minha vida! Já sofri calado algumas vezes, em função da desonestidade de muitos... Não virei anarquista e nem um "turrão", só estou aprendendo a fazer valer os meus direitos! Acho que é o mínimo que precisamos fazer!
Tenha um Domingo expetacular e uma deslumbrante semana..rs..
Abração minha amiga,
Flávio Nunes.

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