domingo, 8 de maio de 2011

Mudança no Código Florestal!

Olá Pessoal,

Estou publicando uma mensagem que uma amiga me encaminhou no último dia 05/05/2011! É um texto relacionado ao parlamento e que fala sobre a votação para a mudança do Código Florestal em favorecimento da agricultura extrativista!

Sei que temos que ter solo fértil para plantar e, em conseqüência, termos que comer; entretanto, várias espécies de animais e vegetais que já possuem um bioma estabelecido e que flui harmoniosamente serão simplesmente devastado pela soberba humana, relacionado ao enriquecimento a qualquer custo! O motivo é sempre louvável: "Estamos aumentando a produção para que mais pessoas tenham o que comer"! NOTA PESSOAL SOBRE O QUE ELES NÃO FALAM, MAS DEVEM PENSAR: "Estamos aumentando a produção para que mais pessoas tenham o que comer (...mesmo que isso leve a destruição de quilômetros de mata que não 'servem de nada' e mesmo que eu gaste milhões, já que meu lucro pode ser de bilhões)".

Há várias maneiras de obtermos alimento e suprirmos as necessidades humanas, sem que anos de evolução e constituintes biológicos sejam perdidos em minutos ou horas de "trabalho duro" dos tratores e outras máquinas! A mesma mata que serve de habitat para inúmeras espécies pode ser dizimada para dar lugar a um único vegetal, o solo fértil ganhará pesticidas e as nascentes certamente ficarão poluídas e/ou desaparecerão.

Veja os links, divulgue este texto para seus amigos e ajude a salvar parte da nossa história natural e nosso banco genético, tipicamente brasileiro!

Abração,

Flávio Nunes.




Código Florestal, agricultura extrativista até quando?



 Mais opções 4 maio, 13:11

Pois é.
E os políticos ignoraram os cientistas, aprovaram "regime de urgência" ontem
às 10hs da noite com 399 votos a 18 e a votação da proposta horrorosa está
prevista para hoje.

ISSO é bizarro.

Caso alguém queira ler a proposta: http://verd.in/pi9k
(para os preguiçosos, no link tem também tópicos com os principais
problemas)

Caso alguém queira saber quem foram os 18 heróicos deputados que votaram
"não" ontem à noite: http://verd.in/zk7i

(vou escolher meu próximo candidato dessa lista)

Levantamento feito pelo Correio Braziliense mostra por que 23 parlamentares
têm interesse em mudar o Código Florestal (são 23 deputados e senadores que
já foram multados ou embargados por crimes ambientais!): http://verd.in/si0v
Um ótimo artigo (não, não é meu :-P): DEPUTADO ALDO REBELO: O
ANTIAMBIENTALISTA http://verd.in/ch5q

"Código Florestal: Crime Contra os Brasileiros", artigo de Sergius Gandolfi,
da Esalq: http://verd.in/c76a

Há três dias a campanha contra a mudança consegue colocar suas "hashtags"
entre os Trending Topics (dez tópicos mais comentados no twitter). Neste
exato momento, a tag é #votepelasflorestas (para o caso de algum de vocês
querer ajudar).

E a partir do dia 11 devem rolar várias manifestações! 




Só para adiantar:

Veja os 12 pontos críticos apontados pelo PV no texto do novo Código Florestal:
1) Considerar como consolidados desmatamentos ilegais ocorridos até julho de 2008 (Artigo 3º, inciso III);

2) Permitir a consolidação de uso de areas de proteção permanentes (APPs) de rios de até 10 metros de largura, reduzindo a APP de 30 para 15 metros irrestritamente, para pequenas, médias e grandes propriedades;

3) Permitir autorização de desmatamento dada por órgãos municipais. O PV considera que, caso isso seja feito, colocará em risco, principalmente, áreas da Amazônia;

4) Permitir a exploração de espécie florestal em extinção, por exemplo, a Araucária, hoje vetada pela Lei da Mata Atlântica (que absurdo!);

5) Dispensar de averbação a Reserva Legal no cartório de imóveis;

6) Criar a figura do manejo "agrosilvopastoril" de Reserva Legal. Agora, o manejo de boi será pemitido em Reservas Legais (bye-bye Reservas Legais...);

7) Ignorar a diferença entre agricultor familiar e pequeno proprietário, estendendo a este flexibilidades cabíveis aos agricultores familiares;

8) Retirar quatro módulos fiscais da base de cálculo de todas as propriedades (inclusive médias e grandes) para definição do percentual de Reserva Legal. Isso significa milhões de hectares que deixariam de ser considerados Reserva Legal;

9) Permitir a pecuária extensiva em topos de morros, montanhas, serras, bordas de tabuleiros, chapadas e acima de 1,8 mil metros de altitude;

10) Ao retirar do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) o poder de regulamentar as APPs retirou-se, também, a proteção direta aos manguezais. Utilidade pública e interesse social deixam de ser debatidos com a sociedade no Conama;

11) Abrir para decreto – sem debate – a definição do rol de atividades "de baixo impacto" para permitir a ocupação de APP, sem discussão com a sociedade (bye-bye APPs...);

12) Definir como "de interesse social" qualquer produção de alimentos, por exemplo a monocultura extensiva, para desmatamento em APP. Segundo o PV, isso permitiria o desmatamento em qualquer tipo de APP.


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