terça-feira, 28 de junho de 2011

Sino!


De repente, o susto! Um som comum, num lugar incomum. Era exatamente 12:00h e eu seguia em direção a uma das avenidas mais movimentadas do centro da cidade do Rio de Janeiro quando aquele som rompeu todo o barulho do trânsito e dos passantes. Tudo tornou-se secundário, transformei-me em mero coadjunvante diante da onipresença daquele que reclamava seu lugar num ambiente onde fora esquecido, onde não mais sente-se à vontade.

Badalada após badalada eu presenciei a força e a indiguinação daquele que agora é tratado como "o que perturba e incomoda". Tornou-se velho e obsoleto para a maioria. Muitas pessoas, muitos carros, muitas buzinas, muitos pensamentos, palavras, reclamações e doze sons metálicos ressoantes.

Lá para a oitava badalada eu não queria que ele parasse, queria sim que continuasse por mais doze e outros doze momentos de pura transcendencia. Mas chegou a nona, a décima, a décima primeira e por fim a última badalada. Depois disso o barulho voltou, dilacerando meus tímpanos levou para longe o momento onde pude contemplar o som do velho sino.

2 comentários:

Ká Oliveira disse...

Amigo Flávio,
A badalada de um sino nos dias de caos das cidades grandes, torna-se realmente música de ninar... sempre te fará sonhar, viajar e voar bem alto; te fazendo feliz.... sim, feliz! São segundos que esquece todo e qualquer problema/obstáculo que possa te impedir de seguir enfrente..
Badale seu sino sempre querido!
Beijo grande

Flávio Nunes. disse...

Oi Ká,
Foi um momento muito interessante este que vivi em pleno caos no centro da cidade do RJ! Deixei-me envolver pelos sons dos sinos e viajei para bem longe de todo aquele tumulto! Acho que um dos segredos da vida é "ouvir o som do sino" sempre que se sentir em meio ao caos!
Abração minha amiga!
Flávio Nunes.

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