terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ignorância ou 0,1%

O que posso dizer do muito que penso, reflito, almejo, sintetizo e escrevo? Tentando algo coerente, perco-me em pensamentos muitas vezes frustantes do que realmente é a verdade daquilo que sou e sinto, frente ao que há ao meu redor.

Seja o que for, aconteça o que acontecer, não serei capaz de chegar ao fim de muitas coisas que comecei. Será que minha vida será uma sucessão de pequenos começos? Será que o fim será um acúmulo de incontáveis começos? Queria eu terminar algo, acabar o que comecei seria uma grande coisa; entretanto, todas as vezes que nisso penso, vem-me minha formação científica - auto-didata -, e refuta certas afirmativas que propus anteriormente e dá-me conforto. Toda e qualquer ciência, é constituída de probabilidades, de coisas que virão-a-ser, em base nos inúmeros começos gerados dia-após-dia, em todas as universidades do mundo. A ciência não é um fim em sí mesma, e muito menos é feita de verdades irrefutáveis. Quem coloca um ponto final num assunto, ou não é um verdadeiro cientista/pensador ou o é e deseja enganar o mundo todo para que o deixem em paz.

Há muitas lacunas a serem preenchidas ao longos dos séculos passados e vindouros. Lacunas estas que cada indivíduo ajuda a preencher. Tudo, desde o começo, até o "fim" dos tempos, está direta ou indiretamente interligado e vinculado. Da mais simples estrutura ao mais complexo organismo, todos estamos "interferindo" e agindo com sinergia na vida/substâncias uns dos outros.

Quisera eu não pensar tais coisas, mas está além das minhas forças interromper o rompante constante de pensamentos, imagens e palavras, que ronda minha mente ininterruptamente. Noventa e nove por cento de tudo isso é perdido, apenas um por certo é processado e desses, apenas uns 0,1% é o que regurgito aqui e acolá, manchando as páginas da história.

Não quero ser nada além do que um ser humano normal, pensando coisas normais, fazendo coisas normais, vivendo uma vida normal, etc, etc, etc... Normalidade, eis o que muitos desejam e poucos têm! Onde está a sua normalidade? Passamos muito tempo do lado de fora e outros tantos séculos do lado de dentro. Veja onde chegamos! É hora de seguir em frente, sempre em frente, com mais esperança, fé e amor.


Foto: http://deleiteimediato.blogspot.com/2011/07/como-identificar-um-pseudo-intelectual.html

4 comentários:

Ká Oliveira disse...

Querido amigo Flavio,
Só tenho uma fórmula pra ti:
Ignorância ou 0.1% = Liberdade de ser
Grande Beijo
Sua amiga

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,
Disse tudo, a palavrinha mágica... Liberdade!
Obrigado pela mensagem minha amiga!
Abração,
Flávio Nunes.

Jessica Sousa disse...

Olá Flávio!

Gostei do texto! Intrigante e ao mesmo tempo divertido. Tens um modo muito singular de escrever... Gosto disso.

Abração!

Flávio Nunes. disse...

Olá Jessica,
Primeiramente, obrigado pela atenção e pelo comentário! Ler o seu comentário me deixou muito feliz. Considerar o meu texto intrigante e ao mesmo tempo divertido foi um grande reconhecimento. Fico ainda mais feliz em saber que você gosta dessa maneira de escrever.
Tenha uma ótima semana!
Abração,
Flávio Nunes.

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