quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Enfim, em casa!

Cansado! Eis a palavra que melhor exprimiu o meu estado ao chegar em casa hoje, no início da noite. Não é comum, mas na noite passada, no plantão, fiz 14 atendimentos. Filhotes, cães adultos e cães idosos; cistites, dermatites, gastro-enterites, lacerações, etc. Após o plantão, fui diretamente ao outro trabalho, lá fiz dois atendimentos.

Bom não foi muito para um dia, entretanto, fazendo uma média, fiz dois atendimentos por hora, numa carga horária normal de oito horas/dia. Ou seja, é como se eu tivesse trabalhado durante oito horas ininterruptas e a cada meia hora tivesse atendido um paciente.  Mas na realidade a verdadeira média é esta: Iniciei o trabalho ontem às 18:00h e parei hoje às 17:00h, ou seja, 23h de trabalho. Isso deu uma média de um atendimento à cada uma hora e quarenta e quatro minutos.

Chegar em casa, olhar para minha esposa, que veio receber-me na porta, receber seu afago, ir tomar um bom banho e jantar, era tudo o que eu mais desejava no fim de toda labuta. Todo esse cansaço é traduzido em frações monetárias, contudo, o mesmo cansado e as noites mal dormidas, não há dinheiro que page suas faltas. Assim como ser recebido pela pessoa amada em casa, com um sorriso, um beijo e um abraço - nessa ordem..rs.. -, é de proporcional ou maior tamanho, a dessincronia de valor.

Que seria do trabalho se não fosse avaliado pelo peso do amor familiar? Só isso, nesta antítese constante, é capaz de dar-me forças para continuar e fazer melhor a cada dia, por semanas, meses e anos a fio. Que o Eterno Pai dê-me forças para continuar e melhorar cada vez mais.



Foto: http://celinavasques.blogspot.com/2010/02/aconchego.html

2 comentários:

Ká Oliveira disse...

Olá querido amigo...
Posso completar o início do seu texto... sempre que falo sobre o cansaço, digo que é e sempre será o cansaço renovador, este sempre remediado pelo calor dos seus.
Força amigo.. os retornos serão sempre em dobro.
Deus te abençoe

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,
Obrigado pelas suas palavras minha amiga! Tenho certeza que foram recheadas de uma experiência de vida singular e cheia de alegrias!
Abração,
Flávio Nunes.

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