sábado, 31 de dezembro de 2011

Meu Renascimento!

A exatamente três anos, nesta data, eu me via dando o maior passo de felicidade e paz de toda minha vida. Nada foi tão importante para meu futuro, quanto descobrir, na prática, o valor da família, do recomeço e do bem-estar físico e psico-emocional.

Na ocasião eu havia retornado de uma longa jornada que empreendera (Tema do meu primeiro livro, que está em fase de produção). Em última instancia, eu estava em busca de Deus e de mim mesmo. Em determinada altura eu me vi com o mundo nas mãos. Me vi capaz de tudo, entretanto "o nada" em mim também estava presente. De que adiantava ganhar o mundo se eu estava perdendo tudo que eu considerava ser mais caro em minha vida?

Continuando pelo caminho que havia descoberto, eu seria capaz de aprender novas línguas, conhecer países, culturas, fazer inúmeros amigos,... ou seja, eu tinha nas mãos tudo o que sempre sonhara, mas esquecera que tudo isso tinha um preço. Para mim, pagar esse preço, estava sendo alto demais. O preço era o celibato e a distancia da minha família, amigos, amada, campos,... Não, é verdade, não consegui - até o momento e em minha limitada visão -, amar a Deus a tal ponto de deixar tudo por causa Dele. Retornei.

Ao pisar nos campos que conhecera desde tenra infância, bateu-me certo desespero. A sensação era que entrara numa máquina do tempo. Tudo que eu vivera longe de "casa" parecia estar distante, distante demais. Em contrapartida, minha "casa" permanecia a mesma. A primeira coisa que veio-me a mente foi: "O que está acontecendo? O que fiz? Deveria ter ficado onde estava, pois tinha o mundo nas mãos. Agora não posso voltar atrás". Pensamento egoísta e limitado, descobri pouquíssimo tempo depois que eu estava no caminho certo. Estava exatamente onde Deus me queria. Pedi e Ele atendeu.

Na virada do ano, de três anos atrás, eu fui para casa de um tio e lá eu olhei para o céu. Naquele instante eu conversei com Deus e Ele re-afirmou o que havia me prometido (Descreverei essa parte melhor no livro). Daquele momento em diante, obtive paz e uma felicidade sem igual invadiu a minha alma. Olhei para minha "casa" e ali estava presente o meu maior tesouro, minha família. Faltava encontrar minha amada, prometida por Deus (O que aconteceu menos de dois meses depois) e recomeçar.

Com os fogos estourando no céu, a família toda se abraçando, uns chorando e todos sorrindo; ali estava eu contemplando aquela cena. Entendi aquele momento como meu novo nascimento. Renasci e recomecei a viver para minha família e para minha vida. Até hoje Deus jamais me desamparou e decepcionou. Estou pleno de felicidade e em paz.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Padrões" Humanos!



- Já percebeu que há "padrões" humanos?

- Como assim? Do que você está falando?

- De nós, seres humanos. Já percebeu que há um certo padrão entre nós?

- Se eu entendi, você quer dizer que há raças humanas?

- Não, eu quis dizer padrões. Dentro de cada raça, de cada etnia, de cada "linhagem", há padrões comuns que  se repetem num e noutro individuo, aleatoriamente.

- Acho que você está ficando cada vez mais maluco de tanto estudar. Para mim só existem as diferenças raciais, ou seja, os brancos, negros, asiáticos, os pele vermelhas e os "mestiços".

- Ainda assim você está equivocado sobre as raças, mas este é outro assunto. Fala sério, você nunca percebeu características marcantes entre as pessoas? Você não tem memória fotográfica?

- Para mim "memória fotográfica" só quem tem é câmera fotográfica digital. Mas sabichão, fala aí, me explica essa sua teoria maluca.

- Não é difícil, basta associar padrões de olhos, bocas, narizes, orelhas, testas, cabeças, pescoços, braços, pernas, pés,.... ou seja, padrões de anatomia comparativa.

- Realmente, você está estudando demais. Qual foi a última vez que tomou uma cervejinha? Acho que você está precisando.

- Quando eu acabar aqui, podemos tomar um chopp no bar da esquina, que tal?

- Ótimo. É bom que você relaxa e deixa essa teoria maluca de lado.

- Não é uma teoria e muito menos maluca, é só um estudo de observação. Nada científico, pelo menos por enquanto e até onde eu sei.

- Tá, vai, me explica. Quanto antes você terminar, mais rápido podemos encher a cara.

- É o seguinte: Já se perguntou por que há sósias no mundo? Pessoas sem nenhum grau de parentesco e que se parecem?

- Já sim, e daí?

- Pois bem, depois dessa observação eu comecei a perceber que há pessoas muito parecidas e que não possuem grau de parentesco algum a não ser o de pertencer a grande família humana. Acredito que existam certos "padrões" genéticos, que se desenvolvem em forma de características anatômicas humanas e aparecem aleatoriamente num e noutro indivíduo. Não é difícil passar na rua e ver uma pessoas que possui um queixo tão pequeno quanto o do Noel Rosa, outro com um nariz tão grande quanto o do Gerard Depardieu, isso para comparar com atores. Mas esses "padrões" se repetem em várias pessoas anônimas. Para aprofundar os estudos, percebi também que existem padrões de voz, trejeitos, etc. Seria muito interessante se alguém pudesse, ao encontrar pessoas com determinados padrões na rua, tirasse fotos e fizesse um álbum com fotos. Seria no mínimo curioso. O que você acha?

- Acho que chegou a hora de sairmos e tomar uma cerveja. Só de ouvir você falar eu estou com a garganta seca.

- Tudo bem, você não entende mesmo.

- Claro que eu entendo, que você tá ficando maluco de tanto estudar.


Foto: http://www.colegioweb.com.br/biologia/evolucao-das-especies.html

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Novas Etapas!

Estou retomando minhas atividades literárias aos poucos. O livro está a pleno vapor, entretanto ainda existe momentos em que eu não consigo visualizar o que virá a seguir.

Escrever que sempre foi fácil e corriqueiro, está tornando-se, cada vez mais, algo sério. Sinto que, felizmente ou infelizmente, preciso de um momento e um local específico para desenvolver meus textos. Isso não ocorria antes, mas agora está tornando-se quase uma rotina. 

Tenho tantos afazeres, de tamanho e responsabilidades diversos, que a escrita está obtendo o seu lugar em meio a todo o restante. Estou priorizando coisas em função de outras, e a escrita é uma delas. O tempo está me pedindo mais atenção. Preciso readequar-me às mudanças que estão chegando. Coisas boas, mas que precisam ter o seu devido lugar, tanto pessoal quanto profissionalmente. 

Acho que neste últimos dias, que seguem até a virada do ano, vou focar nisso e sistematizar algumas coisas. Sem rigidez, é claro. Todo e qualquer sistema precisa ter uma dose extra de flexibilidade, senão o risco de quebrar, quando a tensão aumenta, é quase certo. 

Estou muito feliz com as novas perspectivas que se descortinam, todavia será preciso, novamente, fazer escolhas que constringirão meu coração. Faz parte da vida. A arte está em não magoar e não fazer (e sentir) sofrer em demasia a perda sofrida. Mais um ano, novos rumos, novas escolhas. Que Deus esteja sempre comigo e que eu nunca me afaste Dele, para cumprir com mérito as etapas que virão.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!



Foto: http://www.recados.net/orkut/901/1/feliz-natal-mensagens.html

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Amigos!

A alguns dias me bateu uma saudade imensa dos amigos que, segundo o destino, ganharam o mundo e hoje estão cada qual empreendendo sua jornada pessoal.

Tomando-me como referência, muitos amigos se afastaram e hoje não tenho mais contato e nem sequer sei se estão vivos ou mortos. Da mesma forma, tendo a referência em mim, também eu me afastei de outros tantos, uma vez que meu destino pediu-me para trilhar caminhos distintos, muitas vezes antagônicos.

No toque do violão, ao vibrar das cordas, da harmonia fluida que invadiu o ambiente e da ligação existente entre tudo isso e meus pensamentos mais alegres da juventude, fui levado de encontro à pensamentos joviais de minha adolescência. Recordei-me de muitos amigos e de vários momentos que se eternizaram em minha memória.

Quando o tempo passa e a idade avança, temos o impulso de dizer: "Bons tempos que não voltam mais"! Realmente não voltam, mas não posso reclamar, uma vez que "o tempo" para mim está, em 99% dos casos, muito bom!

Ao longo dos anos fiz novos amigos e alguns desses também se foram. Entretanto não deixo-me abater, pois como bem sei, tantos outros surgirão em minha estrada. E quer saber uma verdade? Os melhores, não importa a distância, nunca se vão completamente. Ou estão sempre "dando sinal de vida" aqui e acolá, ou estão em nossos pensamentos constantemente.

Já diziam os poetas e os filósofos: "Um amigo é como uma pedra rara e de inestimável valor"; "Quem tem um amigo, tem um tesouro" e "Amigo de verdade é como um irmão que Deus colocou em outra família por engano",... Salve a amizade e a nostalgia das vidas bem vividas ao lado dos amigos de outrora.



Foto: http://spelhodeminhalma.blogspot.com/2011/07/as-cores-dos-amigos.html

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fé e Provisão!

Passa das 03:00h da manhã e eu aqui, após o término de alguns afazeres, pego-me pensando no ato/sentimento/ação de ter Fé.

Certa vez li em algum lugar que ter Fé é algo como "ter certeza que se chegará do outro lado de um rio, mas ainda não se sabe como fará isso". Ter Fé é acreditar que a conquista e a vitória são certas, entretanto o caminho que trilharemos atêm-se ainda à obscuridade.

São muitas contas, o trabalho que permanece no mesmo nível e um plano maravilhoso de Deus se desenvolvendo em minha família, mais precisamente no ventre de minha amada esposa. Tenho Fé que tudo irá se acertará com o tempo. Lembrei agora de outra frase que escutei recentemente: "A vitória é certa para todo aquele que tem paciência e espera no tempo de Deus". Tenho feito isso.

Tenho a convicção que Deus não desampara nenhum de seus filhos. Se Ele proporciona a maravilha da vida, é capaz também de dar os recursos necessários à sua sobrevivência e desenvolvimento, sadio. Por isso, todas as minhas preocupações são, por assim dizer, passageiras e excessivamente humanas. Afinal "o que é impossível aos homens, é possível para Deus".

O mais importante é nunca perder o foco e seguir em frente, realizando um bom trabalho profissional e enquanto provedor da família e futuro pai. Que Dom e responsabilidade extraordinária é ser pai. Cuidar para que um ser torne-se humano.

No momento sigo confiante que a qualquer momento o céu abrir-se-á e algo fantástico acontecerá. Algo surpreendente, algo que me fará respirar tranquilo, algo que garantirá o mínimo necessário à saúde física, psicológica e emocional de minha família. Tenho esperança que isso, que aguardo em paz e na alegria, permaneça até que, não mais precisando dos meus serviços aqui, o Eterno Pai chame-me para junto de si. Pode parecer presunção, mas almejo o Paraíso, não agora, mas bem velhinho. Mesmo achando que não sou digno de tal reconhecimento, esforçar-me-ei para lá chegar e abraçá-Lo animosamente.

Por hora espero, com paciência, e tenho Fé.



Foto: http://fimdosdiasnaterra.blogspot.com/2011/01/consequencia-da-fe.html

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Devaneios matutinos!

O que há em mim de tão normal, pode ser o que me difere do restante do mundo.

Pudera eu ser capaz de investir na bolsa de valores e ganhar milhões, pudera eu ser um bom jogador de futebol e assinar com um clube internacional, pudera eu ser um empresário de sucesso e consolidar uma marca internacional. Eu poderia ser tantas coisas e nessas tantas obter sucesso, entretanto sou apenas eu, dentro e fora de mim mesmo, num mundo onde ser quem é em todos os lugares gera polêmica e é tido como hipocrisia de um bobo qualquer.

Não sou mais que um simples ser humano, lutando para manter-me vivo e em busca de sonhos dignos de uma criança sonhadora. Sou aquele que ganha o necessário para matar a fome e saciar a sede, sou aquele que dribla as intempéries do caminho e corre em direção ao alvo no outro lado do horizonte, sou aquele que empreende uma vida digna e cheia de júbilos. Sou eu.

Podem me chamar de besta, de ingênuo, de bobo, de sonhador,... acho que realmente o sou (Em alguns aspectos e em alguns graus)! No todo, sou equilibrado e procuro tender à estabilidade. Bem dito são os críticos, pois enchem-me de raiva e nutrem em mim a capacidade de ultrapassar meus limites. Sou um homem de horizontes e, em alguns momentos, de pouco combustível, para andar tanto. Falta-me um "quê" de não sei o quê. Mas sinto que estou perto, muito perto.



Foto: http://resenhadedesenhos.blogspot.com/2009/11/devaneios.html

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