domingo, 28 de outubro de 2012

Livro de Bronze!

Ciência confirma a Igreja:
 
Livros de bronze seriam a maior descoberta de todos os tempos e falam de Jesus Cristo.

 


 
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Aspecto de um dos livros em análise


Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista ao Mar da Galiléia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do cristianismo.

Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20,32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.

Segundo o jornal britânico "Daily Mail", 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.

A cova fica a menos de 160 quilômetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital.

Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.

 
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A gruta onde teriam sido encontrados
 
 
No local ter-se-iam refugiado, no ano 70 d.C., os cristãos de Jerusalém, durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito, que afogaram em sangue uma revolução de judeus que queriam a independência.

Cumpria-se então a profecia de Nosso Senhor relativa à destruição de Jerusalém deicida e à dispersão do povo judaico.

Segundo o "Daily Mail" os académicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947.

Nelas, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão.

David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.

"É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja", disse ele.

 
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São Simeão, bispo de Jerusalém
 
 
Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cleofás (irmão de São José) e de uma irmã de Nossa Senhora. Por isso, São Simeão era primo-irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David.

Quando o apóstolo Santiago, "O Menor" (primeiro bispo de Jerusalém) foi assassinado pelos judeus que continuavam seguidores da Sinagoga os Apóstolos que ficaram, em rotura com o passado, escolheram Simeão como sucessor e ele recebeu Espírito Santo em Pentecostes.

Os primeiros católicos 
- naquela época não tinham aparecido heresias e todos os cristãos eram católicos - lembravam com fidelidade o anúncio feito por Nosso Senhor de que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data.

O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e de que deveriam abandonar a cidade sem demora. São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na actual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, Padre da Igreja.

Após o arrasamento do Templo, São Simeão voltou com os cristãos que se restabeleceram sobre as ruínas. O facto favoreceu o florescimento da Igreja e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos.

 
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Os livros geraram muita disputa
 
 
Assim, começou a reconstituir-se uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas.

Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar a todos os descendentes de David.

São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf. ACI Digital)

 
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Emociona pensar que esses heróicos católicos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho da sua Fé inscrito em livros tão trabalhados. O facto aponta também para a unicidade da Igreja Católica.

Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras.

"Assim que eu vi fiquei estupefato", disse. "O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã: Há uma cruz na frente e, detrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade".

"Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que, quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade", acrescentou

sábado, 20 de outubro de 2012

Batalhas interiores...

Tenho visto que nós, enquanto seres humanos, vivemos num tobogã. Com os altos e baixos da vida, mudamos de direção, aceleramos ou desaceleramos em determinados momentos e caminhamos rumo a realização dos nossos sonhos, aos trancos e barrancos. 

Nossas dificuldades, dependendo do meio de vida em que estamos inseridos, podem ser relacionados ao dinheiro, ao poder e à fé. As vezes, e não é raro, tudo isso está presente e dosado de maneiras diferentes em nossas vidas. Preocupamo-nos em demasia com o fim das coisas, quando na realidade nossa atenção deveria estar voltada para os meios. Perdemos tempo com coisas sem sentido algum e que, no fim, não nos trará nenhuma satisfação e não nos acrescentará nada.

Somos mais ricos, poderosos e cheios de fé, à medida que amamos mais e encontramos nossa fonte de felicidade. Qual sua fonte de felicidade? Não há vitória sem luta e não há luta sem embate. Nesse ínterim, uma lesão e outra sempre ocorre. Ilusão e ingenuidade daquele que pensa: "Vou lutar e vou vencer sem um arranhão"! Se "lesões" físicas não há, pode apostar que a alma foi afetada. A isso chama-se amadurecimento. Todos nós passamos por isso em nossas vidas. Fato é que existem várias maneiras de aprendermos, mas todas levam a um fim comum, ou seja, tornarmo-nos seres humanos melhores, mais maduros e mais sábios.

Desejo do fundo do coração que cada ser humano vença suas batalhas interiores e exteriores, a fim de se conhecer melhor e tornar o mundo cada vez melhor para as futuras gerações.

domingo, 14 de outubro de 2012

Perdi minhas visualizações...

Olá Pessoal,

Não sei o que aconteceu, não sei se por erro no site ou se fui "hackeado", mas o negócio é que perdi completamente o total de visualizações do meu Blog. Acabei de verificar e está tudo zerado.

Estava com quase 120.000 visualizações, adquiridas nestes  quase dois anos de atuação e postagens, no entanto agora não tenho mais nada. Começarei do zero.

Desejo do fundo do meu coração que seja um erro do site e que tudo se normalize dentro de alguns minutos ou horas, mas se não for um erro, não resta outra alternativa a não ser, recomeçar.

Abração meus amigos,

Flávio Nunes.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tempos Obscuros!

Faz tempo que não dou uma passada por aqui e cá deixo meus excessos... Então, aqui vai:

Tenho vivido dias interessantes, tensos, rejubilantes, milagrosos, estressantes,... Dias de paz e dias de luta, dias de guerra e dias de plenitude. Estou refletindo sobre diversos aspectos, sobre "graus de importância", sobre valor e "dar valor", sobre trabalho interior, sobre egocentrismo, sobre humildade,... e todas as coisas com as quais temos que conviver interna e externamente todos os dias de nossas vidas.

Conclui que, e isso está sendo difícil de aceitar, por mais que tentemos voar e seguir rumo ao infinito, o mundo ao nosso redor nos diz: "Não seja tolo rapaz, você é um ser humano. Cumpra o seu dever e basta. Isso já é o bastante para nós"! Acho que há racionalidade demais no mundo. Está falando sonhadores no mercado.

Cada vez mais, vejo-me preso nas garras de um sistema esperto, astuto e cruel. Todos os dias o Sistema dá um tiro na cabeça de centenas de cidadãos brasileiros. Muitos morrem de fato, meses depois; muitos porém, tornam-se mortos-vivos, engolindo toda a lama produzida por parte do alto escalão da high society. Faltam artistas no mundo, faltam sonhadores, faltam pensadores, faltam inconformados. Isso não é uma incitação à guerra, nem uma forma de gerar rebelião. É, contudo, um desabafo, mais um desabafo.

Há momentos em que percebo que é tenso demais viver na contemporaneidade. Com os nervos sempre à flor da pele e lutando para sobreviver, penso que a escravidão e a opressão do povo não acabou, apenas mudou de roupagem. Muito tem sido feito, coisas boas é verdade, mas a areia movediça não escapa de sob os pés. Como um grande deus, o Sistema, controla nossa hora de acordar, o que comemos, quando comemos, como devemos trabalhar, por quanto tempo, quando e o quanto dormir; enfim (suspiro), você é verdadeiramente livre? Você é verdadeiramente você, ou é uma marionete nas mãos do Sistema? Você no alto da sua ignorância, vive ou apenas sobrevive? Me fiz todas estas perguntas e tenho minhas respostas, algumas boas, mas infelizmente a maioria ainda não alimenta a minha esperança. É preciso ter fé.

Não há maior alegria que tomar a própria vida nas mãos e dela fazer o que quiser, livre do pecado e bem perto do respeito/compaixão pelo outro. Ser quem sou, inserido no Sistema, quando não produzo o suficiente, não é ser coisa alguma que valha a pena. Ser quem sou, na liberdade, exercitando e praticando o livre-arbítrio, é ser pleno de mim mesmo.


Foto: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/uso-do-cachimbo-deixa-al-de-boca-torta/marionete/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Abstinência Intelectual...

Refletindo sobre minha atual situação, consegui chegar ao cerne do meu desalento. A muito descobri que alguns dons que possuo e algumas vocações, todas passiveis de serem desenvolvidas. Aqui entretanto trato da que me traz profundo interesse; a vocação aos estudos. Propus-me não deixar de lado este que é para mim fonte de grande alegria e satisfação. Mas devido à minha nova grade de trabalho, extra intellectus, e devido às novas responsabilidades que descortinaram-se para mim nos últimos meses, "abandonei" a vida acadêmica (O que chamo e considero meu "auto-didatismo").

Estava insatisfeito com um não sei o quê, sem saber o porque de sei lá como. Entendeu? Não? Pois é, isso me trazia uma grande agonia. Pensei inicialmente que pudera ser estafa, estresse ou o aperto financeiro, mas nada disso fazia sentido para mim. Já passei por situações "holocáusticas" outras vezes e sobrevivi para contar a história. Minha família é e sempre será meu maior tesouro. Nada se compara o amor de minha esposa e tudo quanto ela e meu filho significam para mim. Se não é nada disso, o que então me atormentava tanto? Foi aí que percebi; afastei-me dos estudos e todas as tentativas para retomá-lo foram falhas.

Comparo este momento de minha vida a um dependente químico que está saindo do seu vício. Desculpem fazer tão dispendiosa comparação, mas é a única que me ocorreu para que, em analogia, pudessem compreender meu desconforto. Sou viciado em livros e como consequência de meu vício, aprendi a canalizar o conhecimento obtido formulando e desenvolvendo novos escritos, mesmo que sem valor algum a não ser para mim mesmo. Leio, escrevo, leio algo novo, escrevo,... e assim vou seguindo. Captando informações, refletindo, ponderando, descartando o que não passa pela peneira do discernimento e guardando em mim mesmo ou escrito num canto qualquer, tudo quanto tem algum valor.

Quebrei o ciclo do meu "auto-didatismo" e isso me trouxe angústia, muita angústia. Não encontrando tempo para ler satisfatoriamente e nem para escrever tudo quanto era de meu interesse, pereci e vi-me passando por uma crise de abstinência intelectual. Ver-me longe do meu vício literário, trouxe-me tremendo mal-estar. O que refletiu em minha vida pessoal e profissional. Estava num estado depressivo, de grande desânimo e desdem.

Percebi que o período da luta contra a abstinência passou e que agora encontrei novos meios para reequilibrar-me e voltar à ativa auto-didática. Na realidade sou um pseudo-intelectual, um pseudo-cientista, um cara curioso que pensa estar contribuindo para o bem maior da humanidade, quando na realidade não passo de um anônimo às margens da sociedade tida culta e intelectualmente capaz. Não posso mais me enganar assim, mas não posso deixar de ser quem sou. Tenho que tirar proveito disso, afinal não sei quão tênue é a linha que separa minha loucura de minha sanidade.


Foto: http://joebrazuca.blogspot.com.br/2011/08/porques.html

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Pensando a Vida...

Ontem, se tratando do tempo que tive até então para fazer o Curso de Padrinho, que faz parte do processo para Batizar uma criança segundo a religião que professo e pratico, o cristianismo católico, vi-me diante de um senhor que falava sobre coisas que já ouvi, li e re-li algumas vezes. Tudo parte da preparação para o Batizado do meu filho e da preparação para ser padrinho do meu primeiro e único afilhado, primo do meu filho.

Num apanhado geral, aquele senhor explicou do que se trata o Batismo, suas origens, meios e consequências. Não sei por qual motivo, ouvir aquela palestra, que para muitos é entediante, irradiou luz em meu interior e me tocou profundamente. Tive inclusive o desejo de estudar profundamente a Teologia, para entender melhor a fé e a religião que tanto amo e tão superficialmente conheço.

Entrei então, e ainda estou, tirando apenas o intervalo do sono noturno, num estado de reflexão e auto-conhecimento. Talvez eu não esteja tão errado em tudo quanto penso sobre a interpretação dos livros da Bíblia e nem do meu desejo, que deixou de ser utópico a algum tempo, de ver na ciência a fé que em meu peito trago.

Para começar a obter mais informações sobre tudo quanto já estudei a respeito da fé e da ciência, pesquisei em fontes filosóficas e na Física Quântica, o tamanho da nossa insignificância enquanto gênero Homo, neste planeta que habitamos. Percebi que nos esforçamos constantemente em fazer-nos vivos ao longo da história, mas entristeci-me ao reconhecer a tolice de muitos seres humanos, que como eu, incorrem no erro da luxúria exacerbada num momento ou outro da vida. É ruim saber que infelizmente existem pessoas que vivem nesta atmosfera constantemente, pisando e massacrando outros que consideram menos digno, insignificantes. Tantas são nossas limitações e tolices que nem vale a pena ficar pensando, senão corremos o risco de perder o prazer de viver.

Se hoje me perguntassem quem sou, eu diria sem sombra de dúvidas, parafraseando Fernando Pessoa, "sou um cadáver adiado"!


 Assista o vídeo (Para conhecimento e discernimento):

 


 Foto: http://www.jb.com.br/programa/noticias/2011/10/18/mostra-ver-ciencia-2011/

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ainda jovem...

Hoje, não sei por qual motivo, recordei alguns momentos de minha vida de pura inocência. Talvez por minha própria natureza ou pela criação que tive, pelos amigos que em minha vida passaram ou ainda pelos momentos de felicidade sentidos, há no meu coração um menino que teima em permanecer vivo.

Esse menino, irrequieto é verdade, não se cansa de querer descobrir o mundo ao seu redor. De um forma, um pouco mais madura, mas ainda ingênua, teima em acreditar nas pessoas e achar que dentro de cada peito há um bom coração. O menino dentro de mim, é aquele que ainda sou quando olho no espelho. Tem horas que o reconheço imediatamente, outras vezes ele fica meio embaçado, encoberto pelo vulto da barba desgrenhada e da pele que começa a mostrar sinais do tempo, que não para nunca.

Me acho bobo ao falar das coisas que gosto e, na empolgação, quase sempre falo mais do que deveria. Só depois paro e penso: "Será que me acharam arrogante demais"? Na ânsia de compartilhar minhas alegrias, corro o risco do adulto que está no outro não compreender o menino que em mim se encontra.

Me alegro facilmente com atos de caridade e de generosidade. Tenho riso solto, assim como me envergonho e fico constrangido facilmente. Tem horas que acho que o mundo está de ponta cabeça e que há muita futilidade por aí. Não entendo porquê tanta gente briga por tão pouca coisa, quando no fim, um dinheiro a mais no bolso, vem banhado com o fel dos momentos de ira e discórdias. Não vejo nexo algum nisso. Quando morrermos, nossos ossos não contarão mais histórias, mas o que fizermos estará para sempre na lembrança daqueles que enaltecemos ou menosprezamos.

Quiça eu possa deixar escrito algumas de minhas memórias, ou ainda, quem sabe posso registrar minhas reflexões e devaneios para todo o sempre. Por mais que tente, sempre acharei que uma só vida é pouco demais para contemplar tudo quanto somos capazes de realizar. Se me deixarem, o menino que sou nunca será abafado pelo homem que pareço. Mas não confundam, estado de espírito com atitudes tolas e imaturas. Se me der a honra, abro meu coração e verás que talvez era só isso que faltava para descobrir-se ainda um bebê necessitando de acalento e afago.


Foto: http://topediatrica.blogspot.com.br/2011/05/deixe-seu-filho-ser-o-chefe-da.html

domingo, 26 de agosto de 2012

Arriscar-se!

Arriscar-se é antes de tudo preparar-se para ir além dos limites. Arriscar-se é diametralmente oposto à inconsequência dos atos cometidos. Recordo uma conhecida que me disse ter ouvido em uma palestra que o cérebro humano nasce com muitas conexões e vai se ajustando ao longo da infância até que na adolescência está com praticamente todas as conexões de um adulto. Quem ministrou a palestra foi um Neurologista e este disse que isto pode explicar, até certo ponto, as atitudes de muitos adolescentes e a famosa frase expelida por tantos deles: "Eu sei de tudo, eu sei me virar, você não sabe de nada"! Segundo o Neurologista, o corpo e a mente entende que está pronta para a vida, mas não tem "maturidade" suficiente para galgar patamares mais elaborados de sobrevivência. É neste ponto que confundimos, "busca do auto-conhecimento" com "rebeldia"!

Os jovens fazem mais coisas que os adultos, ou seja, arriscam-se mais, uma vez que precisam aprender com "ganhos e perdas" o significado da vida e suas nuances. O adulto pondera mais e pensa mais antes de tomar certas decisões, ou seja, tem conhecimento de causa e efeito, conhece muitas consequências, boas e ruins, em detrimento de atos cometidos outrora.

Nesse ínterim, arriscar-se é pegar a vida nas mãos, ponderar, planejar, traçar um rumo, uma meta e "jogar-se" no abismo. Por mais que tentemos e analisemos, sempre haverá pontos ocultos, que só aparecerão à medida que a caminhada for feita. Uma vez que arriscar-se é ir ao encontro do desconhecido por nós, haverá sempre páginas em branco esperando para serem escritas.

O sucesso é consequência de um bom planejamento, de manter-se flexível, de possuir pensamento rápido e espírito empreendedor. Saber inovar também é uma boa qualidade das pessoas que se arriscam. Tudo na vida é mutável e, pelo que tenho visto, o sucesso sempre chega para todos que, após cair um sem número de vezes, continua levantando-se e seguindo em frente. Viver não é fácil, mas tem suas vantagens.


Foto: http://raimattos.blogspot.com.br/2011/04/arriscar.html

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conto - O Estranho.

Rubert Lionel de Kiev era um típico trabalhador pós-moderno. Ligado sempre às novidades tecnológicas, tinha o emprego dos sonhos. Formado em Ciência da Computação, auto-didata e "nerd" por natureza, passava mais de doze horas diárias na frente do computador. Era coordenador de um grupo de cinco funcionários, numa empresa estatal, cuja função era prestar serviços e consultoria à diversos setores, filiais e outras empresas do ramo de tecnologia.

Conheceu Kim Wada, sua esposa, no encontro presencial da pós-graduação que fizera em Inteligência Artificial e Robótica. Ela era descendente direta de japoneses, ele tinha sangue inglês e ucraniano correndo nas veias. Uma mistura e tanto, que deu origem a um amor autêntico e, certamente, duradouro. Dessa união, não demorou muito nasceu Kato de Kiev, um belo e forte garoto. Pesando quase quatro quilos e cinquenta e dois centímetros de comprimento, o pequeno Kato fora considerado o maior do berçário.

Com a chegada do seu pequeno e amado filho, Rubert passou a fazer horas extras ao menos duas vezes por semana, uma vez que as despesas haviam aumentado e agora já não eram mais dois em casa. Ainda bem que demoraria um pouco até que o pequenino começasse a se alimentar de algo que não fosse o leite, entretanto, Rubert era precavido e possuidor de uma mente extremamente racional e calculista. Certa vez Kim pegou-o imerso em papéis, canetas e calculadora. Quis saber do que se tratava, e seu esposo lhe disse: "Estou calculando o quanto deveremos economizar para que Kato chegue na universidade com uma margem de lucratividade alta em sua caderneta de poupança. Uma vez que terás custos elevados com transporte, alimentação e com a compra dos livros"! Kim já conhecia o marido e não se enraiveceu com isso, uma vez que tais atitudes eram mais fortes que ele.

Kim sentia apenas que, às vezes, Rubert dava mais ênfase ao trabalho do que à vida familiar. Ficava com medo de Rubert não acompanhar o crescimento do filho, aproveitando cada fase de forma plena. Por isso conversaram bastante, mais de uma vez, por longas horas, até que Rubert prometeu tirar um dia de folga para dedicar-se completamente à família. Mas isso nunca chegou a ser concretizado.

Certa manhã, Rubert acordou e percebeu que Kim não estava ao seu lado na cama. Levantou-se e a procurou pela casa, encontrando-a dormindo no sofá da sala com o pequeno Kato nos braços. Era uma imagem linda de se ver, uma vez que o sol da manhã, batendo na janela da sala, penetrando pela malha da cortina, deixava o ambiente com um clima de paz e frescor. Virou-se sem fazer nenhum estardalhaço, caminhou até o banheiro e lá tomou seu banho matinal, em seguida saiu, trocou de roupa e tomou seu sempre ligeiro café da manhã. Passou pela sala mais uma vez, contemplou aquele linda cena, beijou sua esposa na face e seu filho no alto da cabeça, saindo em seguida para o trabalho.

Depois de algumas horas, sentiu-se cansado, muito cansado. Aquele dia realmente estava repleto de atividades e muitas delas precisava de sua supervisão direta. No fim do dia estava exausto, um caco. O que mais queria era chegar em casa, tomar o segundo banho do dia, o banho de relaxamento, comer algo e dormir. No caminho de casa, ligou para sua esposa dizendo que já havia saido do trabalho e que precisava descansar. Queria saber se faltava algo em casa e se era para passar no mercadinho da esquina. Kim disse que não precisava comprar nada, que tudo estava sobre controle e que o aguardava ansiosa. Rubert sentiu a voz da esposa um pouco rouca e também esboçando um certo cansaço. Pensou: "Bebês realmente dão um pouco de trabalho nesta fase. Já sei, passarei no mercadinho e comprarei um jarro de flores para Kim, ela vai gostar"! Assim o fez.

Estacionou o carro na garagem, entrou em casa e depositou o jarro com as folhes sobre a mesa da cozinha, assim Kim iria ver com certeza. Ela adorava flores amarelas. Rubert comprou a mais amarela e a mais florida que havia no mercadinho. Depois disso olhou melhor para o ambiente onde estava e achou que algo não ia bem. Estranhou o ambiente. Era como se tudo estivesse envelhecido num único dia e certos aparelhos haviam mudado de lugar, assim como a cor da geladeira. "Será que Kim comprou coisas novas e mudou tudo sem me avisar"? Pensou. Caminhou pelo corredor e ao entrar na sala tomou um choque; havia um homem deitado no sofá.

Rubert imediatamente pousou sua bolsa no chão, caminhou lentamente e viu que se tratava de um jovem, com idade entre quinze e dezoito anos, com tatuagens nos braços e barba por fazer. Dormia tranquilo sobre o sofá. Sem que o jovem percebesse a sua presença, saiu da sala e voltou para a garagem onde passou a mão na primeira ferramenta de ferro que encontrou no caminho, retornou e ponto inicial e antes de efetuar a desgraça, escutou Kim gritando: "Rubert, pare! Solte isso agora"! Com o grito a chave de rodas caiu no chão e o jovem acordou num susto, levantando-se num pulo do sofá.

Rubert correu ao encontro da sua esposa. Estava amedrontado e ao mesmo tempo curioso, "Como afinal, aquele jovem foi para no sofá da sala? E onde estava o pequeno Kato"?

- Kim, quem é este homem? O que ele estava fazendo dormindo no nosso sofá?

Kim, olhou para Rubert e sem saber o que responder para o marido, conseguiu dizer apenas o seguinte: "Ora, ele já faz isso a pelo menos dez anos. Você ainda não se acostumou com o fato"? Como assim, "não me acostumei com o fato", pensou Rubert. Quem afinal era aquele jovem? O homem vendo sua esposa tranquila e o jovem sem esboçar nenhuma reação, ainda com semblante sonolento, pôs-se a questionar tudo e todos.

- Kim, eu exijo uma explicação, o que está acontecendo? Quem é este jovem? E você fedelho, o que pensa que está fazendo deitado no sofá? Não tem mais nada para fazer? Como você veio para aqui.

Antes mesmo que a esposa pudesse falar, o jovem abriu a boca:

- Caramba, todo o dia é a mesma coisa. Que situação horrível. É por isso que gosto de dormir na casa da Marcinha. Os pais dela gostam de mim, não ficam falando no meu ouvido e fico longe de tanta encheção. Mãe, quer saber, perdi a fome. Pai, de uns tempos para cá você está cada vez pior, acho que você "tá" precisando ser internado numa clínica psiquiátrica. Vou para o meu quarto, depois como qualquer coisa.

O jovem saiu pisando duro e no fim do corredor só ouviu-se o som da porta batendo. O silêncio pairou sobre o ambiente. Kim, sentou numa das cadeiras da mesa de jantar e Rubert continuou parado em choque, após presenciar toda aquela cena.

- Ele, ele... é... o nosso......

- Sim Rubert... é claro que o nosso filho. Quem mais poderia ser? Uma das únicas oportunidades que temos de jantar com nosso filho e você o trata assim? Onde é que você estava com a cabeça? Você ia bater nele com aquela chave de rodas. Meu Deus, o que está acontecendo?

- Mas Kim, como eu ia saber. Hoje de manhã quando saí de casa eu deixei você e Kato dormindo no sofá e quando volto para casa eu encontro um homem deitado no sofá.

- Do que você está falando? Kato já vai completar acabou de completar dezenove anos, não faz nem dois meses. Ele não quer ir para a faculdade, se encheu de tatuagens e essa tal Marcinha também não é flor que se cheire. Estou vendo a hora dela bater qualquer hora na nossa porta falando que está grávida do nosso filho.

- Mas como, como isso é possível? Eu saí de casa e ele era tão pequenino e você...

- Pare com isso Rubert. Pare de se fazer de desentendido. Pare de inventar desculpas para si mesmo e tentar justificar a sua ausência de anos, com uma historinha sem cabimento. Quer saber? A culpa de tudo isso é sua. Se pelo menos tivesse passado mais tempo ao nosso lado, ao lado do seu filho, acho que nada disse estaria acontecendo.

- Mas como? Eu não tive tempo de aproveitar nada, eu nem percebi que era ele. Como pode nosso pequeno ter crescido tão rápido?

Foi então que Rubert percebeu que a sala também já estava igual àquela que ele havia deixado quando saiu mais cedo, no mesmo dia. Haviam muito mais livros na estante, o sofá não era mais o mesmo, e nem mesmo a televisão era a mesma. O que mais lhe impressionou foi ver, agora de forma clara, que sua esposa também envelhecera. Tudo estava envelhecido, passado. O homem sentiu um aperto no peito, não fossem suas pernas falharem, ele teria saído correndo daquele ambiente.

- Mas como isso pode ter acontecido? E os aniversários dele? E nossas festas de casamento? E nosso sonho de viajar o mundo? Não me lembro de nada disso.

- Claro que não vai se lembrar. Você nunca esteve presente. Sempre trabalhando como um louco, achou que uma vida de conforto e que dinheiro no bolso eram mais importantes que estar presente com sua família. Sempre foi eu que fiz as festas de aniversário do Kato, era eu que participava das reuniões no colégio, era eu que o levava ao hospital quando passava mal. Nunca comemoramos nosso aniversário de casamento longe daqui. Quanto às viagens, nunca tinha tempo para deixar o trabalho e sair, nem que seja por cinco dias , rumo a algum lugar que não fosse o shopping mais próximo. Rubert, sinceramente, você foi um pai que proveu muitas coisas para nós, contudo foi horrível na criação do nosso filho.

Sem saber o que falar, o homem fez a pergunta mais tola de todas:

- Só temos o Kato como filho? Por que não tivemos outros filhos.

- Eu não acredito que você tocou neste assunto, logo agora. Se esqueceu também que na gravidez de nossa filha eu tive várias complicações e a perdemos assim como meu útero deve que ser retirado junto. Você não quis optar por adorar nenhum outro filho, e achou que foi "bom" ter ficado só com o Kato, uma vez que as despesas seriam menores.

- Eu não... me lembrava... mas...

- Rubert, pára com isso. Está me dando nos nervos, vê-lo com essa cara de espantado. Como se você já não soubesse de tudo isso. Tudo culpa do seu patrão também, que lhe deu aquele maldita promoção a anos atrás. Foi por culpa dessa maldita promoção e da minha doença que eu tive que me afastar da universidade. Isso afastou mais você de nós.

- O que fiz com minha vida? Perguntava-se internamente o homem, sem saber como tudo aquilo tinha ocorrido e ele simplesmente não se lembrava de nada.

Não demorou muito ouviu-se uma porte se abrir, era Kato que saiu do seu quarto e adentrou a sala onde os pais estavam.

- Pai, quero lhe pedir desculpas. Sei que você não esteve muito presente nos últimos anos e que se esforçou  bastante para me dar o melhor. Sabe, acho que vou para a faculdade. Andei pensando em Engenharia Mecatrônica, o que acha? Se puder e tiver tempo, poderíamos conversar um pouco sobre isso mais tarde, pode ser?

- Pode ser, pode ser. Respondeu o homem.

Enquanto Kato voltava para seu quarto, o homem levantou-se e foi até o banheiro. Kim continuava de cabeça abaixada sobre a mesa e não dizia mais uma só palavra. Ao sair do corredor e acender a luz do banheiro, Rubert tomou mais um grande susto. Viu-se no espelho e entrou em prantos. Sua face estava envelhecida e seus cabelos mais branco do que preto. Tinha uma cicatriz na testa, que não fazia a mínima ideia de como o havia adquirido. Estava com olheiras, escuras como a borra de café. Vestia uma camisa surrada de tão velha que era. Os dentes estava amarelados e a coloração levemente amarelada da pele o assustou.

Agora já não adiantava mais, o velho Rubert deu-se conta que o tempo realmente havia passado e que perdera os anos mais felizes da vida do filho. Num rompante de pensamentos, lembrou-se, como em flashs, de passagens de sua vida, que se resumia em telefonemas, desculpas, atrasos e muito, muito trabalho. Lamentou por tudo e teve que suportar a dor de uma vida perdida. Ainda dava tempo de trilhar um novo caminho, mas tudo o que passou, infelizmente, nunca mais voltará.


Foto: http://blogdoseleitos.blogspot.com.br/2011/03/as-diferencas-entre-o-novo-calvinismo-e.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Amor de Deus!

Após um dia cheio de felicidades e milagres, chego hoje ao trabalho, abro minha caixa de e-mail e vejo a seguinte mensagem: "Não duvidar da ajuda de Deus"; enviado por um amigo que dispara mensagens aleatórias, diariamente, a todos os participantes e membros de um grupo on-line. Apenas isso continha o e-mail, mais nada.

Recentemente eu estava muito triste com o fato de não conseguir, financeiramente, sustentar minha família de maneira adequada. Os custos nos últimos três meses subiram muito, e praticamente triplicaram com a chegada do nosso querido e amado filho; e com o início de um novo trabalho. Mas se perceberam nas últimas mensagens (postagens), eu, mesmo triste, tentei permanecer firme na Fé e na Esperança que um milagre, mais cedo ou mais tarde, iria acontecer. Aconteceu, e ontem foi o dia.

Para todos que acreditam em milagres e para todos que acham que tudo é obra do acaso, uma incrível coincidência, digo que sendo milagre ou coincidência, os sinais são evidentes. Ontem, dia 06 de Agosto, a Igreja comemorou o dia da Transfiguração de Jesus Cristo. É neste dia que encontra-se o segredo da santidade para todos os cristãos. O significado deste ato de Jesus é, e sempre será, o que Ele sempre pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte Tabor, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé e em Cristo. Este é o dia também de dois santos, São Justo e São Pastor, mártires da Igreja. Os mártires, geralmente cristãos praticantes, são perseguidos e mortos pela Fé que possuem em um único Deus e em Jesus.

Foi exatamente neste dia que o Eterno Pai, num abraço caloroso e acolhedor, tirou o peso que tanto nos afligia e nos recaía sobre os ombros. Não só a certeza da estabilidade financeira voltou, como fomos agraciados com presentes advindos de maneira inusitada e inesperada. Deus providenciou tudo o que nos faltava. Presenteou também nosso filho com uma cadeira conhecida como "Moisés" e por fim me presenteou com uma mochila nova, uma vez que a minha já estava velha e rasgada. Confesso que eu não tinha condições de adquirir uma mochila nova no momento.

Com grande alegria e com o coração transbordando de amor, encerro esta mensagem dizendo o que é um fato: "Deus nunca se deixa vencer em generosidade"!


Foto: http://www.filhosmisericordia.com.br/2011/08/06/formacao-transfiguracao-de-nosso-senhor-jesus-cristo/


domingo, 5 de agosto de 2012

Será medo ou despreparo?

Estou ficando viciado em café, mais precisamente no preparado instantâneo de Cappuccino! Esforço-me, tento, luto com tudo que posso, mas nada está sendo suficiente. Já está chegando aos meus ouvidos, e não era sem tempo, reclamações por minha conduta, que esboça descaso e falta de compromisso. Só Deus sabe que isso não é verdade. Infelizmente, estar atrasado é um fato concreto em tudo que faço ultimamente.

Minha esposa sempre diz algo que é uma grande verdade: "Pela falta de tempo e pela má administração do mesmo, temos que pagar mais caro para realizar tudo que desejamos"! No início, quando escutava isso, confesso que ficava um pouco irritadiço, entretanto agora acolho essa ideia que, na prática, é uma grande verdade. Não é só "pagar mais caro", contudo também é "sofrer as conseqüências".

Estou sendo lapidado a golpes de machado. Lascas imensas estão saindo de mim e se perdendo no tempo. Outro fato é, que por mais que tenha levado uma vida humilde e de poucos recursos, não conheci dificuldades. Minha esposa por outro lado, já passou por momentos de muita tensão e já sabe lidar melhor com essas intempéries. Ela é minha fortaleza.

Algo está muito errado, muito errado. A vida não pode ser tão dura assim. As pessoas não podem ser tão amargas e injustas assim. Eu não posso ser tão negligente assim. Percebo que chegamos a um ponto histórico-social onde não é mais tolerado o erro, a falha alheia. Onde o melhor não é mais suficiente, temos que ser excepcionalmente maravilhoso; menos do que isso é sinal de fraqueza, falta de competência e desqualificação. Ninguém tem pena de ninguém. Mas está no inconsciente coletivo também o evangelho: "Porque aquele que tem muito, receberá mais e assim terá mais ainda; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado" (MT 25: 29). Dizem que isso mudou desde a antiguidade até o momento presente, que a interpretação hoje em dia é diferente; eu no entanto digo que a "ideia central" continua a mesma.

Desejo ser um servo bom e fiel, mas receio que minhas limitações estejam me fazendo ser um servo mal e medroso. Certa vez um amigo psicólogo me disse que o "medo é um veneno para alma", pois a estagna e mata o homem aos poucos de dentro para fora. Preciso arriscar-me mais e não ter medo de me jogar na escuridão do abismo. Vai que ele não seja tão fundo, digamos que eu saiba voar mas tenho medo de sair da terra firme. De que adianta tanto estudo e conhecimentos mil, se não os aplico de maneira satisfatória em minha vida? Tal qual o camundongo no labirinto, preciso encontrar uma saída, rapidamente, senão padecerei.

Sempre tive orgulho em dizer que sou um construtor de pontes. Sei que as ferramentas estão bem diante dos meus olhos, mas não consigo vê-las. Estou parcialmente cego. Talvez seja meu coração, talvez a minha mente, que foi coberta de breu. Primeiro retiro o lodo, depois limpo as peças e ferramentas, em seguida organizo tudo de forma sistemática, em seguida obtenho a matéria-prima necessária, construo a ponte e por fim atravesso até o outro lado. Não pode ser tão difícil assim. Mas se um desses passos falha, o resto não evolui. Na arquitetura da vida, construir uma base sólida, saber que tipo de material utilizar e saber utilizar bem as ferramentas que tem, faz toda diferença na hora de desenvolver o nosso mundo particular.


Foto: http://webnucleoverbita.cesjf.br/node/21092

sábado, 4 de agosto de 2012

Enquanto isso, rezo...

Nuvem negra que vai passando em tardes de brilho tão ofuscantes. Diante dos meus olhos há tantas belezas,  mas distante estou ainda de tais conquistas. É lamentável o tamanho do meu lamento em face à idade que tenho e o pouco que empreendo. Falha-me a memória, e o que está ruim fica pior à cada dia. Cansado estou, física e mentalmente, mas se paro, morro de fome e sede. Torno-me suicida e assassino. Não quero sangue inocente nas mãos.

A luz no fim do túnel afasta-se tão rápido quando caminho, tão lento quanto me firmo. Até que tudo se resolva perco minutos valiosos ao lado de quem amo. Por minha culpa, sim, minha culpa. Pela imprudência, exacerbada generosidade e pouca ambição. O sofrimento não é só meu, mas a culpa sim. Preciso tomar um rumo mais acertado e se não posso com minhas próprias pernas, apego-me a fé e à esperança. A tempestade cai lá fora e inunda tudo aqui dentro. Já engulo parte do lodo e imundices que a enxurrada trouxe; se nada fizer, inalarei toda esse asco regurgitado pelo Sistema.

Quando percebo penso e balbucio algo desse gênero: Tu bem sabes Senhor, que não é só agora que recorro a Ti. Também nos momentos de júbilo rio Contigo. Mas, são nesses momentos que mais preciso da sua companhia ao meu lado.

Aprendi a ser um bom filho, mas é uma pena não ter aprendido - em tempo -, a ser um bom pai. Estou aprendendo agora o que significa acordar cedo, prover, responsabilizar-me pelo que fiz e deixei de fazer. Por mais que eu tente, sempre estou errado; mesmo certo, estou errado. Estou no meu limite e não basta meu suor, querem meu sangue. Quando este acabar, comerão a minha carne e cuspirão meus ossos. O que sou não importa, importa o que compõe meu legado, em outras palavras, o que faço e deixo de fazer para trazer paz, tranquilidade e felicidade.

Já estou cansando de tanto lamentar. Ainda não cheguei ao limite do desespero, pois sei que o último suspiro encontra-se longe. O que me traz agonia é saber que lutamos, sofremos, rimos e choramos para no fim o tempo continuar passando ininterruptamente. É meu desejo chegar ao topo, sem que ninguém sirva de escoro ou de capacho, para enfim contemplar verdes campos de divina beleza. Sei, mas não sei ainda como fazê-lo. Não depender de ninguém é duro demais para quem foi filho por toda a vida. Aprender a ser pai é lindo demais para quem deseja ter um legado de amor. Reabasteço-me com o amor de minha esposa e o com a vida de meu filho.

Não me resta outra coisa a não ser aceitar que o tempo passa, que não mais filho sou, que enquanto pai tudo mudou. Agora é comigo e mais ninguém. Meu filho tomou o meu lugar na escala de dependência e não posso desampará-lo. Minha esposa é meu porto-seguro, é ela minha ligação com o Infinito, com Deus. Minha família é minha joia mais preciosa. Preciso fazer algo, urgente. Preciso genuflexionar-me, elevar as mãos para o céu e falar ao Eterno Pai, do mais fundo do meu coração: Perdão Pai, porque errei. Fui imprudente, mesquinho e ansioso. Peço o seu perdão e a sua ajuda. Dê-me a Graça de ser um bom pai para meu filho e um bom marido para minha esposa. Que não nos deixe nada faltar. Abra os meus olhos e me guie pelos caminhos da salvação e santificação. Que seja feita a sua Vontade e não a minha. Mas enquanto ages em minha vida, apascente meu coração humano, ansioso, que de tão limitado só enxerga sofrimento ao invés da sua infinita misericórdia, generosidade e amor.  Amém.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Enquanto escrevo...

Desde quando comecei a escrever meus primeiros poemas e crônicas, pouco antes do ensino médio, num caderno de anotações pessoais, percebi que os melhores textos eram aqueles que me causavam maiores emoções. Isso não significava que iria agradar os que lessem tais linhas, mas para mim eram os melhores trabalhos.

Várias foram as tentativas de escrever um livro, um romance, e todas elas tinham sido frustantes, uma vez que não encontrava a emoção devida. Até que, cheio de tantas tentativas falhas, iniciei um processo de auto-descrição e resolvi contar, misturado com uma dose de ficção, partes marcantes de minha vida. Não que minha vida interesse as pessoas, mas acho que já vivi tantas coisas, em tão pouco tempo, que vale a pena relatar isso para não se perder. Se vai fazer sucesso ou se vou realmente publicá-lo, não sei, mas será o meu primeiro romance.

Estou quase terminando o original, já escrevi nome capítulos, mas ainda falta a última parte a ser relatada. Estou tomando o cuidado de alterar os nomes, fazer as devidas homenagens e colocar a pitada de ficção necessária. Num todo, estou gostando muito de como a história está se encaminhando e de como está ficando o projeto. Depois de concluso e devidamente registrado, passará pelo aval de alguns familiares e amigos. Se gostarem, ganho forças para a publicação, se não gostarem, engaveto, retomo ou inicio um novo projeto.

Só para constar, hoje cedo escrevi uma parte de minha vida que me trouxe uma dose grande de emoção, uma perda na família que deixou um lastro de angústia e sofrimento. Ao descrever o ocorrido, senti uma pressão no peito e vontade de chorar. Meus olhos se encheram de lágrimas e, em pleno ônibus, tive que parar, respirar e só depois de um tempo retomar a escrita. Percebi que estou realmente no caminho certo.

domingo, 29 de julho de 2012

Necessidade de Ilusão...

NOTA INTRODUTÓRIA: Quando a inspiração bate, nada melhor do que deixar o texto fluir livremente.....



Hoje senti necessidade de ilusão em minha vida. Estou cheio das realidades que não me trazem proveito algum. Até me provarem que a realidade é melhor do que o sonhar, prefiro viver num mundo de sonhos, fantasias e ilusões. Ao menos não me engano e não me deixo enganar por situações que fogem ao meu controle. Sei que o vilão baterá, o herói cairá, levantará e na beira da morte transcenderá seus limites e vencerá a batalha. 

Viver no mundo dos sonhos e das ilusões, pode ser bem produtivo, uma vez que em toda boa história o mocinho sempre vence e o vilão sempre morre. Há as histórias que possuem seus anti-heróis, mas mesmo sendo malvados, praticam o bem, pois "já que vão para o inferno" pelo menos tentam salvar suas almas e as almas de outros, para que não tenham o mesmo fim. No mundo real, vejo que os vilões estão vencendo e os mocinhos estão morrendo ou perdendo as batalhas, dia após dia. 

Percebi que meus limites me impedem de ver certas grandezas. Acho que a luta de quem tem muito é menos válida do que a luta dos que pouco ou nada têm. Posso estar enganado, sendo pré-conceituoso e desenvolvendo um senso de inferioridade, diante de um mundo em que os maus progridem e os bons padecem; entretanto, não posso deixar de notar que algo está estranhamente fora dos eixos.

Exilo-me dentro de mim e através da análise do meu eu interior, que deseja ver um mundo melhor, saio de mim. Por amor à minha família busco superar meus limites e ir além do que os olhos alcançam. Mas ainda não é o bastante, nunca será o bastante. Preciso ser mais forte, preciso ir além, preciso enfrentar meus inimigos interiores e encontrar meios de me livrar das amarras exteriores. Estou à beira do abismo, estou preso por um ínfimo fio, meu escudo caiu, minha espada se perdeu em meio aos corpos no campo de batalha, minha armadura está rasgada, estou vulnerável. A espada do inimigo, bem afiada, ralha minha pele, bem próximo à jugular, um movimento em falso, um erro de cálculo e a sangria é certa. Peço clemencia ao meu oponente, peço ajuda a Deus e junto forças para sair dessa situação com o mínimo de cicatrizes.

Escondo-me atrás de uma face rubra e de roupas, segundo meu conceito, sóbrias e elegantes. Escondo-me atrás das palavras, dos versos e rimas. Escondo-me dentro dos desejos, sonhos e ilusões. Escondo-me no meu mundo e esqueço que a luta que empreendi acontece na realidade, na casa do inimigo, do lado de fora. "Dai-me forças Senhor, não me faças perder a fé em ti. Não deixe a esperança se afastar do meu peito. Apazigue os corações dos meus familiares e lhes traga conforto e temperança diante de todo o caos", assim rezo todos os dias. 

Não me estenderei mais, uma vez que não quero levar agora o título de melancólico ou trágico. Só não queria guardar para mim a angústia de viver uma realidade estranha aos meus sentidos. Quis diluir-me em palavras para ser absorto, à cada modo, pelas almas afins. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Recordo Dom Quixote...


Num livre pensar, recordo-me de Dom Quixote: "Eis que o cavaleiro e seu fiel escudeiro vêem ao longe uns trinta ou quarenta moinhos de vento. Dom Quixote os confundem com gigantes e investe contra eles todas as suas energias, mesmo tendo Sancho avisado sobre tamanha falascia. Foi ao encontro do primeiro e de cara deu-lhe uma trombada daquelas. Sancho, seu fiel escudeiro, o socorreu e em meio à devaneios pensou tudo aquilo se tratar de magia, realizada para lhe confundir, na constante mutabilidade que as guerras portam".

Seria o velho cavaleiro louco? Ou seria ele dono de uma percepção arguta? O fato é que criamos nossos Gigante/Monstros, de acordo com a percepção que temos do mundo à nossa volta. Há os que são medrosos e preguiçosos, que livrando-se do enfrentamento preferem olhar as coisas como são. Como não existe saída de tal estado, firmam os pensamentos e atos naquilo que é. Há os que são corajosos e destemidos, cujas ações vão além da percepção comum.

Às vezes, e somente às vezes, surjem alguns homens que cansados da mesmice imposta pelo sistema e por uma vida sem aventuras, passam a inventar mundos habitados por seus fantasmas interiores. Estes, criam um universo novo onde são soberanos. Infelizmente alguns padecem dentro si mesmos, medrosos e temerosos. Acreditam que o melhor é morrer à viver uma verdade que não lhes pertence.


Mais Poemas...


1ª Sextilha:

Um dos erros da humanidade
Comprar mais do que pode pagar
Sem dinheiro, o que comer?
Até os cães se põem a ladrar
Desejosos de algo que também para eles falta
Não há muito o que fazer, me resta trabalhar

1ª Décima:

Nuvem negra que me rodeia
Traz-me aflição, temor e medo
Perco o tempo, antes tarde do que cedo
Perdi a chama que me incendeia
Espero a morte, preso nessa teia
Mas não posso me desesperar
Sei que tudo isso um dia vai passar
A nuvem que traz pavor, também traz vida
A felicidade não pode ser assim contida
Para tanto, preciso agora exercitar a Arte de Amar

2ª Sextilha:

Atrasado novamente estou
Mais uma vez, conto com a compreensão
Não só de esposa e filho
Todavia do patrão
Mais uma desculpa virá
Não é o sono e o cansaço, mas o trânsito, uma amarração


2ª Décima:

Esperança minha amiga
Afasta de mim esse cálice
Preciso de um milagre, um enlace
Que me tire dessa fadiga
Dessa canseira inimiga
Leve embora minha preocupação
Que de tanto peso, me afasta da oração
Esperança, não se esconda
Quero-te à minha ronda
Afaste de mim a desolação

3ª Sextilha:

Tenho certeza de uma coisa
Tenho esperança e minha fé não falha
Não falta muito, vai melhorar
Sou forte como a muralha
Nessa vida de ilusão
Dotô nenhum me ralha

3ª Décima:

Sol ilumina o céu
Afasto de mim o pecado
A cruz no peito espanta o mal olhado
Sou vítima, não sou réu
Se diz contrário, faço escarcéu
Sigo vivendo, num ritmo que alucina
Entre mundos vou, palavras e medicina
Sigo forte, sou lutador
De noite letras, de dia doutor
A vida me surpreende, me fascina.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Poemas Inspirados...

Olá Pessoal,

Ontem uma amiga, Tatis, me presenteou com um vídeo cujo conteúdo se trata de uma Aula Espetáculo de Ariano Suassuna. Tão apaixonada pela ciência quanto o é pela literatura, ela sabendo do meu interesse pelo tema, envia-me o tal vídeo.

Sem maiores expectativas, mesmo se tratando de um nome conhecido, comecei a assistir o vídeo. Maravilhei-me! O vídeo é fantástico e recheado de emoção, ao menos para mim. Ver um senhor, que agora está com 85 anos, encantar seu público com uma lucidez sem igual é de tirar lágrimas dos olhos. Numa mescla de históricas, contos e encantos, ele entreteu sua platéia do início ao fim.

Após ouvi-lo e vê-lo, tentei eu também arriscar algumas rimas. Segue o vídeo que me inspirou, desse mestre da nossa literatura, e em seguida segue as minhas Sextilhas e Décimas. Poemas de um aprendiz das letras.

Desejo que gostem do vídeo e dos poemas.

Abração,

Flávio Nunes.


Vídeo: Aula Espetáculo com Ariano Suassuna - SESC Vila Mariana - São Paulo (SP).





Poemas inspirados:

Estrutura dos poemas:


- Sextilha: A B C B D B
- Décima: A B B A A C C D D C


 1ª Sextilha:

Lúgubre amanhecer
Com orvalho e pasto verdejante
Lembra-me teu olhar
Que é tão belo e esfoliante
Queria eu estar ao seu lado a todo momento
Manhã, tarde e noite

2ª Sextilha:

Que felicidade é conhecê-lo
Tão pequenino, tão valente
Envolto em panos e sonhos
Agora pequeno, depois gigante
Meu diminuto João Luiz
Adoro vê-lo sorridente

3ª Sextilha:

Resolvi fazer o teste
Pra ver se rima é bom pra tudo
Entra no ônibus o vendedor de cocada
Motorista fala: Eu quero tudo
Não da morena, mas da branquinha
Bastou provar pra ficar mudo


1ª Décima:

E eis que te encontrei
Morena, cor de jambo
Você princesa, eu mulambo
Imediatamente pensei
Será esta que amarei?
A ela entreguei meu coração
Sem cerimônia, sem sermão
Dali a certo tempo, fiz o juramento
Quero você em casamento
Ela disse sim e eu só emoção

2ª Décima:

Eita saudade que urra
Pele, cabelo e boca
Sabor, cheiro e nuca
Mas cá estou nessa amarra
Longe do céu, preso à terra
Te digo, dessa vida ei de sair
Quero, na liberdade, ir e vir
Sem mais torpor
Sem mais ardor
Para sempre pular, cantar e rir

3ª Décima:

Tenho um sonho juvenil
De um dia tornar-me escritor
Mas quis a vida que fosse eu doutor
Na minha cabeça borbulhas mil
Será esse um sonho senil?
Estou vendo o tempo passar
E aquele sonho, pouco realizar
Mas insisto, brigo e surto
Não farei do meu partir um luto
Daqui irei, mas deixarei o mundo a gargalhar

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Frio e Calor!

Após dias de frio e tristeza, é chegada a hora de sair da caverna e abrir-se para um mundo novo. Num liquefazer-se súbito, aquilo que causava entrave e ardor nas juntas, agora sairá de nós e, com certo apresso pela vida, caminharemos mais um pouco.

Do que falo? Podem perguntar alguns. Falo do frio e do calor, da prisão e da liberdade do ser, da preguiça e da pró-atividade. Falo de antagonismos inerentes e arraigados em todo e qualquer ser humano. Lados opostos, que lutam constantemente dentro de nós, num eterno embate e desafio mútuo, para ver no fim quem é que ganha.

Se deixar-se levar pelo frieza do metal e pela preguiça de atitudes, a prisão será sua realidade. Por mais que tente, não conseguirá desvencilhar-se das amarras colocadas em seus calcanhares, punhos, cintura e pescoço. Morrerá internamente muito antes de fazê-lo externamente.

Em contra partida, se esforça-se para sair da latência, aproveitando bem o calor e tudo que isso traz, experimentará uma liberdade sem igual. Olhe que não é tanto, aqui citando apenas duas nuances da vastidão contida no amor. O caminho pode ser extenuante, mas em tamanho sofrimento há proporcional recompensa.


Foto: http://cachosdeideias.blogspot.com.br/2011/10/frio-ou-calor.html


Feliz Dia do Amigo!

Olá Pessoal,

Hoje é o Dia do Amigo. Entre as diversas mensagens que vi hoje na net, um vídeo me chamou a atenção. Acredito que nada melhor para esse dia de hoje do que assistir a este vídeo. Existem tantos outros vídeos, fotos e mensagens por aí, mas esta é um pouco diferente e faz pensar.

Compartilho-o com todos os meus amigos e inimigos. Por que ser do bem é bom!..rs..

Abração,

Flávio Nunes.



Camarada Admirável por GafanhotoVerde no Videolog.tv.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

100.000 Visualizações!


É com grande alegria que comunico que hoje, dia 18 de Julho de 2012, atingimos a marca de 100.000 visualizações.

Tudo começou com um "Oi...", no dia 04 de Dezembro de 2009. Ao longo desses, aproximadamente, dois anos e meio de existência, muito já foi discutido por aqui. Já tratei de diversos temas e escrevi sobre diversos assuntos, abordando métodos de desenvolvimento literário variados.

Vale dizer que a ideia desse Blog surgiu uma vez que eu desejava aprimorar minha escrita, para enfim realizar um sonho de criança, publicar um livro. Tenho visto que fiz progresso e que este veio seguido de pessoas que gostaram da minha maneira de escrever. Para tanto vale dizer aqui que o livro está a caminho e brevemente darei notícias boas para todos.

O Blog ganhou uma cara nova. Desejo que todos gostem, uma vez que tentei torná-lo mais simples, sem perder a sua identidade.

O meu muito obrigado a todos que por aqui passaram e retornaram ao longo dos últimos meses. Não seria capaz de atingir tal marca se não fosse pelo carinho e atenção de todos vocês, leitores.

MUITO OBRIGADO! E vamos agora rumo às 200.000 visualizações.

Abração,

Flávio Nunes.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vontade de Nada + Superação!

Hoje acordei com vontade de nada. Que coisa estranha esta, mas é a mais pura verdade. Dormi aproximadamente dez horas e acordei com vontade de não sair da cama. Senti-me cansado desde que abri os olhos e agora luto para ter forças para enfrentar tudo que vem pela frente. A jornada será longa e extenuante.

Impus-me um ritmo forte de trabalho e de atividades. Preciso, mais uma vez, desacelerar e priorizar o que me é mais caro, ou seja, minha família (Esposa e filho) e minha saúde. Ainda não aprendi que não posso dar passos maiores que minhas pernas e que meu corpo não tem uma energia inesgotável. Minha finitude não me deixa ir além do que comporta os limites impostos a mim pela natureza. Não é uma questão de fraqueza, mas de auto-conhecimento e de amor.

Com o coração constrito tenho que abrir mão de coisa que me trazem alegria, mas que no momento estão sendo demais. Tudo que faço e tudo que desenvolvo, comporta fragmentos meus. Estes pedaços de mim, em conjunto, forma o que chamo de caminhos que leva à felicidade e é claro, são os meios pelos quais atingirei meus objetivos e realizarei meus sonhos. Por isso, abrir mão de um desses meios, é abrir mão de algo que faz parte de todo o contexto pelo qual o universo ao meu redor está sendo criado e aprimorado à cada dia.

Infelizmente tenho que cortar algumas cordas e aparar algumas arestas se quero reabastecer minhas energias. Entretanto não basta simplesmente cortar algo, é preciso saber como e onde fazer isso. A poda, afinal de contas, serve para dar mais força à arvore que se desenvolve. Uma poda mal feita, mata a arvore e tudo até então torna-se perdido.

É o momento de encontrar novos caminhos e potencializar aquilo que melhor há em mim, para com isso obter melhores respostas. Se estou fazendo o certo ou o errado, ainda é prematuro demais para se descobrir, todavia desejo permanecer no caminho, rumo à meta.

domingo, 15 de julho de 2012

Influências!

Geralmente não nos damos conta do quando influenciamos e do quando somos influenciados por tudo o que ocorre à nossa volta. Também as pessoas que em nossas vidas passam, conhecidas ou desconhecidas, já dizia o poeta, deixam um pouco de si e levam um pouco de nós.

Com o tempo, com um pouco de sensibilidade, percebemos que nossa vida é uma grande mosaico. Somos uma mescla de sentimentos, desejos e sonhos; realizados e por realizar, num constante ir e vir, ininterrupto. Eramos e não somos mais; somos, mas podemos vir a ser. Assim, sucintamente, se resume o ser humano.

Houve época que o ponto alto era o brinquedo do momento, depois passou a ser a menina ou o menino mais bonita da escola, em seguida a profissão a escolher era o que nos movia, depois foram as notas curriculares, em seguida foi a vez da família a ser formada, depois a estabilidade profissional, a boa saúde e por fim a tranquilidade na velhice. É claro que há inúmeras nuances entre uma vírgula e outra, entretanto para cada ênfase, algo foi tirado ou acrescentado.

Ver que um indivíduo ou um grupo repete seus passos, faz bem para o ego. Perceber que há mais dos nossos pais em nós do que pensávamos, pode ser fantástico ou angustiante. Se almeja posição e status, veste-se finamente, se desejas doar-se aos pobres, veste-se com o essencial. Se almeja a riqueza à qualquer custo, não mede esforços para chegar ao topo, se desejas exercitar o dom da pobreza, divide o que tem e doa o excesso aos que nada possuem. Nisso tudo a construção do ser é feita.

Vocação é muito mais que escolha de caminho e meta, é, se assim posso dizer, o somatório e acumulação dos sonhos e desejos que materializaram-se e criaram um meio de vida compatível com o que se é, enquanto essência. Não nascemos bons ou maus, tendemos para um ou outro canto e de acordo com os acontecimentos e influências, nos tornamos o que somos.

Não há, nem no mais remoto canto do planeta, alguém que seja auto-suficiente. Nosso cérebro não nos permite isso. Enquanto há vida, há aprendizado e há transcendência. Bem-aventurado o individuo que soma-se, multiplica-se, dividi-se e diminui-se em proporcional medida. No quesito vida, saber que está vivo e descobrir para que veio, é o melhor que lhe pode ocorrer.



Foto: http://livebuzz.com.br/2011/07/mensuracao-de-influencia-nas-midias-sociais-e-tema-de-entrevista-com-paulo-milreu/

Deixe-se...

Não há maior felicidade neste mundo do que doar e receber amor. No ato de amar, está contido tudo quanto sentimos, sonhamos, desejamos e realizamos. Não há um só homem, ou mulher, neste mundo que não tenha amado ao menos uma vez na vida.

O amor não é apenas doação é também saber receber. Mesmo que lhe falte bens materiais, se recebes aquilo de que precisa, na quantidade que precisa, estará amando profundamente aquele que lhe doa o que pedes.

Há no mundo, no entanto, aqueles indivíduos que agem de má-fé. Podem inclusive acumular muitos bens, podem acumular conhecimento, todavia, apesar de lenhoso(a), é seco por dentro. Há mais vida num simples caule que sustenta duas pequeninas folhas, do que em seus metros de altura e profundidade.

Para todos os que conhecem o antagonismo natural do ser, dizer que para se amar melhor é preciso conhecer o ódio e a ira fará todo o sentido. Para se amar e agir profundamente no amor, é preciso conhecer, sem precisar agir, o seu oposto. A moeda só tem valor e importância se for constituída de suas duas faces. Assim também somos nós. Só somos completos, uma vez que possuirmos todos os nossos antagonismos em constante nivelamento dentro de nós.

Depois de tanto exercitar e travar estas lutas interiores e às vezes fora de nós, passa-se a agir de acordo com aquilo que lhe é mais caro e útil, no quesito sobrevivência. É neste ponto que uma alma pode se perder ou se salvar. Vale lembrar que a salvação ou a perdição são conceitos individuais, apesar se manifestarem-se também na coletividade. É assim que criamos santos e monstros dentro de nós. Uns dão vida, a potencializam, e outros levam a morte aos quatro cantos, uma vez que desejam ver no mundo o que já o são interiormente.

Que lástima ter que sofrer para só assim entender o que é a verdadeira felicidade. Ter que se angustiar, para só assim entender o que significa paz interior. Quanto ao amor, não é preciso odiar e muito menos cometer qualquer ato injusto e inumano, basta apenas negligenciá-lo e por um segundo que seja experimentará o peso do mundo nas costas. Por isso ame e deixe ser amado. Só assim teremos condições de ver alguma mudança boa ocorrer ao nosso redor.


Foto: http://avidafeitadepalavras.blogspot.com.br/2011/09/se-o-dia-parece-triste-vou-aceita-lo.html

Manhã Nublada!

Hoje o dia amanheceu nublado por aqui. O friozinho que invade o quarto faz dar preguiça de jogar o edredom de lado. Pular da cama de imediato jamais foi o meu forte, ainda mais nestas circunstâncias. A lei dos "mais cinco minutos" impera soberana em minha vida. O único problema é que os cinco minutos complementares, muitas vezes, tornam-se dez, vinte, trinta minutos.

Meu filho esta noite não quis dormir cedo. Às duas da manhã, ele se acalmou, mas ainda assim não dormiu de imediato. Como pai participativo, lá estava eu com ele no colo para niná-lo e ver se conseguia fazê-lo se acalmar, enquanto minha esposa dormia e descansava até o próximo momento de amamentá-lo.

Manhã cinza, fria e esboçando um chuviscos. Acordei, afaguei minha esposa que descansava, acariciei a face do meu filho que agora dormia, limpei a área onde dormia a Mel (Minha cadelinha de estimação), preparei-me para ir trabalhar, coloquei o lixo para fora e não tomei café da manhã.

Com muito pesar, saí pela porta e rumei ao trabalho. Sem muito interesse, mas necessariamente, rumei ao trabalho. Todo meu corpo me pedia para ficar, tendo minha mente e meu coração como comparsas deste momento não mais renovável. A necessidade sobrepõe-se à vontade. Não por preguiça, mas por vontade de estar junto é que desejo permanecer lá e não aqui. Mas que fazer se só poderei lá estar em paz, uma vez que cá estiver, exercitando minha função com competência e esmero, rezando a Deus para que faça valer a pena toda a distância e a angústia da separação.

Por amor, aqui permaneço até que o tempo seja cumprido e distância física não mais exista. Tenho certeza que, no futuro, tamanho esforço será recompensado. Neste dia o frio da manhã nublada será apenas um motivo para nos unirmos mais.


Foto: http://thingsaboutbabyyouandi.blogspot.com.br/2011/05/nublada-s-odeio-sabados-assim-sonhei.html

Menos de 500 visualizações!

Olá Pessoal,

Faltam menos de 500 visualizações para o Blog chegar à marca histórica de 100.000 visualizações.

Pensei em bolar algo especial para esta conquista, mas ainda não sei o que fazer. Se não tiver nada concreto, com certeza sairá um texto comemorativo!

Desde já, obrigado a todos que em tão pouco tempo vem curtindo e retornando ao Blog para prestigiar os textos aqui postados.

Abração,

Flávio Nunes.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Recordações!

A alguns dias estou investindo pesado no desenvolvimento do meu projeto literário. Estou utilizando todo meu tempo, outrora ocioso, para gerar e desenvolver um sonho antigo.Várias foram as tentativas, mas até então falhas e sem muito chão. Sempre esbarrava num "não sei o que" de falta de conteúdo e tudo se estagnava. Dessa vez está sendo diferente.


Para chegar ao ponto que desejo estou estudando alguns temas universais e vasculhando meus arquivos pessoais. Inúmeras são as recordações que estão brotando. Cada novo fato que se descortina e ganha nova luz, traz mais uma vez sentimentos vividos e a muito esquecidos. Numa mescla de paz, felicidade, angústia, lágrimas, sorrisos e muito amor, as linhas estão sendo escritas.

Desejo, do fundo do coração, que minhas letras agradem jovens e adultos de diversas idades, sexo e raças distintas. Estou escrevendo para todos e não apenas para alguns poucos. Escrevo, e isso é um fato relevante, também para mim. Já estou a algum tempo neste caminho e sinto que à cada dia mais próximo estou do alvo.

Por hora, isso é tudo que posso falar sobre meus passos. Daqui a algum tempo, certamente terei novidades para contar. Que sejam boas e que todos se alegrem comigo.



Foto: http://umaraparigaesquecidadomundo.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html

domingo, 1 de julho de 2012

Escrever, Motivar e outras coisas!

Hoje acordei com vontade de escrever. Não sei ao certo sobre o que, mas apenas deu vontade de deixar meus dedos correrem sobre o teclado e redigirem um texto do qual não tenho a mínima noção do que se trata. Ao menos o breu que ofuscava meus olhos e a rigidez que faziam doer minhas juntas se afastaram por alguns instantes, dando-me paz e conforto suficiente para trazer ao mundo aquilo que dentro de mim se encontra.

Que grande dom é este dado por Deus ao artista, de trazer à realidade algo que até pouco tempo não existia. Há diversas formas de tornar realidade aquilo que outrora só eram um emaranhado de impulsos nervosos e puro material etéreo. Para Platão, tudo do que precisamos existe no "Mundo das Idéias" e é de lá que este aqui, em que nós vivemos, pode tornar-se vivo e palpável.

Por falar em Platão, a poucos dias uma jovem me interpela sobre assuntos filosóficos e entre outras coisas, pergunta-me sobre qual o significado do "Mito da Caverna". Disse a ela: "Esta alegoria de Platão encontrada no livro 'A República', é umas das melhores explicações para o comodismo, sedentarismo,  preguiça,... e seus antagônicos. Posso lhe dar duas explicações sobre o mito da caverna...". E assim seguiu minha explicação por alguns minutos. Nem mesmo eu sabia que isso já estava arraigado em mim. Foi um momento de grande alegria, enquanto Médico Veterinário, tido como "inculto" por um produtor de cinema, poder dividir meus conhecimentos com outrem sobre questões filosóficas.

Apesar de trabalhar com clínico, tenho profundo desejo, se Deus me permitir, de um dia conseguir lecionar. Assim como meu amor pela literatura, desejo conseguir galgar também esta meta e, com orgulho, entrar numa sala de aula e passar meus conhecimentos a jovens mentes sedentas de conhecimento; muitas vezes rebeldes e desorientadas, mas sedentas por algo que as motive e as façam sair do padrão pré-estabelecido. Tenho visto que a rebeldia e qualquer movimento "contra-corrente" só ocorre por insatisfação. Se for possível quebrar o que causa fadiga, será possível gerar novos conhecimentos e maneiras de lidar com a realidade.


Foto: http://www.evangelismoemslides.com.br/?p=615

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mãos Atadas!

Meu filho hoje completa 10 dias de nascido. Nestes poucos dias de convivência quanta coisa já mudou; sentimentos, ações, metas, responsabilidades,... Vejo hoje com mais clareza meus pontos fracos e, por minha família, preciso trabalhá-los e mudá-los o quanto antes. Meu pequeno e amado filho está, entre outras coisas, re-estabelecendo minha relação com Deus e aumentando ainda mais a minha fé. O mundo já não é mais o mesmo sem a presença dele junto à minha esposa e eu.

Apesar de trabalhar na área de saúde, vejo-me de mãos atadas todas as vezes que algo lhe acontece. Como que num passe de mágica, tudo se apaga em minha cabeça.

Esta semana ele tomou as suas primeiras vacinas e fez o teste do pezinho. Fui firme ao levá-lo e ao segurá-lo na hora de tomar as vacinas e fazer o exame, entretanto meu coração partiu ao vê-lo desenvolver os efeitos da vacina. Ficou com febre e bem irritadiço. Todas as posições lhe incomodava.

Por indicação, o levamos a uma pediatra num bairro próximo à nossa casa. Após a consulta, infelizmente não me senti à vontade em confiar os cuidados do meu filho a ela. Sem contar que ela condenou completamente o Teste do Pezinho realizado pelo posto de saúde e pediu que fizéssemos um particular. Resumindo a história, foi horrível vê-lo sendo espetado novamente, ainda mais por uma pessoa inexperiente. O Teste realizado no "Postinho" foi mil vezes melhor, mais rápido e menos sofrido. Odiei o atendimento do laboratório, ao menos nesse quesito. Minha esposa também não gostou e ambos ficamos com remorso por tê-lo submetido novamente a um exame tão dolorido.

Quando ele começou a esboçar a reação vacinal, ligamos para a pediatra, que imediatamente pediu para que retornássemos com ele para uma re-avaliação. Foi cobrada uma nova consulta, ela sem maiores avaliações foi logo pedindo um Hemograma e prescreveu administração de água mineral. Sinceramente, achei um absurdo e só confirmou a minha antipatia com relação à sua conduta médica. Desse momento em diante começamos uma maratona de ligações para conseguirmos um novo Pediatra. Até que conseguimos falar com uma amiga, que é Pediatra aposentada, e ela nos acalmou. Com aproximadamente 72 h após a administração das vacinas, a febre do nosso pequeno passou.

Enfim, um problema resolvido. Contudo, outro problema começou, nosso bebê teve sua primeira crise de cólica e não foi branda, foi muito forte. Minha esposa passou a noite em branco com ele, entre aleitamento e choros angustiantes. Acompanhei uma pequena parte de todo esse processo durante a manhã e no pouco tempo que tive com ele nos braços, rezei para que o Eterno Pai e seus anjos da guarda lhe trouxesse conforto. Ver seu filho sofrendo por cólicas, mesmo medicado, é desesperador.

Tudo está acontecendo muito rápido e eu, até então, não estou conseguindo acompanhar o ritmo. Preciso aquecer as turbinas e entrar no ritmo o mais rápido possível. É a saúde do meu filho, seu bem-estar, sua paz e sua felicidade - e da minha esposa também -, que estão em jogo. Preciso ser mais forte, chegou a hora de me superar e ser mais do que fui até agora.


Fonte: www.fotosdahora.com.br

domingo, 17 de junho de 2012

A Chegada do meu Filho!

Existem momentos inesquecíveis em nossas vidas e um deles, com certeza, é o nascimento dos nossos filhos. Algo inexplicavel acontece dentro do peito, algo surpreendente acontece em nossos cérebros. De uma hora para outra tornamo-nos  pais.

Que grande emoção é, após acompanhar todo o processo de desenvolvimento gestacional, ver nascer o filho amado e tão, ansiosamente, esperado. Após segundos, como por instinto, identificamos características físicas particulares, que até então eram só nossas, em outro ser e ficamos felizes, num silêncio contido, por saber que aquilo que era só meu, passa a ser também dele.

Num rompante de emoções e sentimentos, pegamos nos braços um ser humano completamente indefeso e gerado à partir de você. Veja que coisa fantástica; fruto do amor de Deus pela humanidade, um filho é a personificação do amor dos pais, gerado no ventre materno. Ver seus olhos, nariz, boca, orelhas, formato da cabeça, dos braços, dos dedos, do tórax, do abdome, das pernas e nesse ínterim nos encontramos.

Que sentimento é esse que traz lágrimas aos olhos ao segurar seu filho nos braços e saber o tamanho do seu potencial, agora completamente em formação. Apesar de todos falarem para aproveitarmos o máximo que pudermos pois essa fase "passa rápido", vê-lo, o filho amado, ainda cru para o mundo, traz um senso de responsabilidade gigantesca, uma vez que seremos nós, os pais, sua referência de vida, de comportamento e de atitudes. Seu cérebro, enquanto recém-nascido é uma "esponja", ou seja, absorve todos as informações do meio em que se encontra. Daí a importância de proporcionar um ambiente tranquilo e rico em significados para o pequeno amado.

Pela segunda vez, agora numa nota pessoal, vejo a importância da desaceleração, onde nada pode ser feito ansiosamente. Para o bebê, o bem mais precioso é o leite materno, o contato físico e um ambiente confortável, tanto acordado quanto dormindo.

Esse fase é muitas vezes de pura superação e na qual demonstramos o máximo do amor que há em nós. Acordar de bom grado à qualquer hora para afagá-lo, trocar suas fraldas e no caso das mães, dá-lo de mamar, pode ser para alguns, que não estão acostumados, uma grande superação. Outro ato de extremo amor e realmente, o maior de todos, é o da mãe. Após toda a gestação, seus enjoos, náuseas, mudanças físicas e anatômicas, o que mexe muito com a vaidade feminina, a mulher vê-se, em alguns casos, com os seios em carne viva e muito sensíveis, uma vez que o bebê ao amamentar precisa aprender a fazê-lo da melhor forma e até conseguir, os seios podem "sofrer" pela má embocadura. Ambos precisam adaptar-se, conhecerem-se, tanto mãe, quando filho.

Olhar para sua esposa, ver que seus bicos de seio racharam, a dor está estampada na face, ver que o bebê sente fome e ela, ainda assim, amamentá-o ao mesmo tempo que diz "Louvado seja Deus", é algo que emociona e que jamais será esquecido.

É tudo muito novo, e tudo requer uma adaptação rápida. Entretanto, digo sem sombra de dúvidas, ser pai é a melhor sensação que jamais senti na vida. Não há no mundo, nada que se compare com esse amor de Deus por nós.


Foto: http://www.canstockphoto.com.br/cegonha-beb%C3%AA-3712751.html

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Chegada da Mel.

Após anos sem criar um animal de estimação, chega até mim uma filhote mestiça, da raça Pinscher. Sou voluntário numa ONG que realiza o trabalho de castração, educação e atendimento clínico de animais que pertencem a famílias carentes ou advindos de resgates, cujos donos/responsáveis, os adotaram recentemente. Como Médico Veterinário Clínico dessa instituição sem fins lucrativos, atendi, a algumas semanas, um senhor com três filhotes que, segundo ele, são Pinschers legítimos. Ao olhar para os filhotes, vi que isso não era bem verdade.

De imediato vi filhotes bem jovens, com pouco mais de um mês de vida, estavam bem sujos e assustados. O responsável pelos filhotes era um senhor de trajes simples e já com certa idade. Disse-me que eles tinham 45 dias de vida e já estavam comendo ração. Disse que estava ali para dar a primeira vacina em todos, uma vez que desejava vendê-los "bem de saúde".

Após avaliar cuidadosamente cada filhote e vaciná-los, chamou-me a atenção a única fêmea do trio de filhotes. Diferente dos irmãos, ele tinha uma energia controlada e calma. Ao olhá-la mais de perto, compadeci-me. Imediatamente liguei para minha esposa e depois de uma breve conversa, decidimos ficar com ela.

Comuniquei minhas intenções ao responsável pelos cães.e este me deu o seu preço, R$ 150,00. Este foi o valor que paguei pela filhote, no total contra-gosto da presidente da ONG. Assim como ela, eu também sou um ferrenho defensor da adoção, uma vez que tantos animais precisam de um lar e estão presos em instituições super lotadas. Muitos são sacrificados semanalmente uma vez que não encontram um lar adequado que os acolham.

Ao ver aquele pequenino ser, pensei: "Se for para salvá-la de levar uma vida de sofrimentos, vale pagar por ela". Assim o fiz, juntando todo dinheiro que ganhei naquele dia com os atendimentos e pegando R$ 20,00 emprestado com a secretária da ONG.

No caminho para casa comprei sabonete, ração, comedouros e uma bela cama para ela dormir. com um pouco de náusea pelo movimento do carro e com reação vacinal, chegou a vomitar uma vez, uma mistura de arroz com cenoura. "Já está comendo ração! Tá legal", pensei.

Chegando em casa minha esposa nos recebeu e eu, entre mochila nas costas, chave do carro e bolsa de ração, portava uma pequena caixinha de papelão, local onde melhor pude locá-la para viagem até em casa. Minha esposa a viu e imediatamente se apaixonou por aquela bolinha de pêlos pequena. "Mel. Vamos chamá-la de Mel", disse minha esposa com a pequena no colo, e completou: "Ela é um docinho. Pequena e calminha". Mal sabiamos o que nos aguardava. Foi assim que nossa pequena travessa chegou em casa.

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