segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Porção de Vida - #1

E se eu te contar uma história? Uma história real, com um personagem real, que leva uma vida real? Essa história, apesar de parecer um pouco romântica para alguns e fantasiosa demais para outros, é em verdade o que realmente aconteceu. Como eu sei? Como eu posso afirmar isso com toda a certeza desse mundo? Fácil. O personagem sou eu e o que começarei a contar é o relato de algo que aconteceu comigo.

Não se deixem enganar com as palavras. Elas são, algumas vezes traiçoeiras, mas com atenção, você conseguirá perceber o que realmente elas estão querendo esconder. O que posso fazer se elas possuem vida própria. Não acreditam? Pois podem acreditar, afinal sou eu que estou falando. Quem sou eu e por que devem acreditar em mim? Pelo único fato d'eu ser um espelho daquilo que você é quando vive plenamente sua vida, ou seja, seus momentos de felicidade, tristeza, dor, paixão, amor, sofrimento, angústia,... Pois é, estamos unidos direta ou indiretamente. Você não mentiria para você mesmo, mentiria? Acho que não. Por isso não tem como eu mentir para você.

Quando eu falar tudo o que aconteceu, pode acreditar que é a mais pura verdade. Vou dar um exemplo, bem simples e objetivo. Quando eu digo que ao ver o amor partir, sinto no peito um aperto tão grande que parece que o coração constringi-se e o ar falta. Tudo se aperta a tal ponto que não resta outra alternativa a não ser deixar as lágrimas saírem. Uma vez que o fantasma da solidão ronda nossa alma, e sorrateiro fere nosso coração com sua espada, a dor encarregam-se de derramar as lágrimas dos olhos daqueles que amam, afim de lavar o sangue da saudade. Tem alguma dúvida? Tudo isso é verdade. Sabe disso quem já viveu esse momento. Quem ainda não viveu, há de lembrar das minhas palavras no momento certo.

Por hora atenho-me a esta pequena porção de vida. Brevemente retornarei a começarei a relatar a sua vida, ou melhor a minha vida. Talvez será a nossa vida, se achar melhor. Não contenha as lágrimas e nem economize nas gargalhadas, pois quando está sozinho, dentro de quatro paredes e diante do espelho, você pode ser você mesmo, sem culpa, vergonha e nem preconceito.


Foto: http://www.panorama11.com.br/fe/as-faces-da-vida/

4 comentários:

Vânia disse...

E quando o coração fica tão apertado, mas as lágrimas não saem? A dor é tão maior....O sangue da saudade fica dentro, coagulado.
Sei do que falo, mas cada um tem seu jeito de viver o amor e a dor.

Flávio Nunes. disse...

Olá Vânia,
Sei bem o que é essa constrição do coração e a secura dos olhos que descreveste. Mas não há conteúdo que não transborde, ao tornar-se cheio. Chegará o momento em que toda dor acumulada, todo sangue coagulado e toda lágrima não chorada, transbordará.
O amor e a dor são únicos para cada indivíduo... Ainda assim, eles apenas são enquanto emoção, e isso é universal!
Obrigado pela mensagem.
Abração,
Flávio Nunes.

Ká Oliveira disse...

Oi Flá,
Amei seu texto!! (continuo sendo suspeita no comentário? hahaha). Porém sua continuação foi na resposta da colega Vânia aí de cima...
Completo com minha humilde opinião: o transbordar do sentimento dor, afeta a alma/espírito... e este quando transborda por sua vez, o corpo sentirá.
Sejamos corajosos e dexe que as lágrimas nos lave e não deixe nosso "insight" dolorido.
Grande beijo amigo!

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,
Obrigado mais uma vez pelo seu comentário e por tê-lo amado.
Obrigado também pela sua "humilde" opinião, que de tão humilde é majestosa. Às vezes, parece que não há mais lágrimas, pois a dor pode abafar tal transbordamento, contudo elas estão guardadas em algum lugar e aguardam o melhor momento para acalentar de vez os corações em sofreguidão.
Um forte abraço minha amiga,
Flávio Nunes.

Postar um comentário

Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...