segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Fraqueza"!

Às vezes me sinto tão fraco. Se sinto é porque sou. Se sou é porque algum aspecto de minha vida precisa ser melhorado.

Que período é este de vida com tantas atribulações e, por assim ser, com tantas descobertas interessantes. Estou vendo tudo isso como um grande amadurecimento. Só assim para erguer a cabeça e seguir em frente.

Mais uma fraqueza hoje foi exposta, e de uma maneira brutal. Descobri que não é o meu forte envolver-me em discussões acaloradas, cujos ânimos estão exaltados e cujas consequências são sempre lesões eminentes. Quando vejo que um dos dois lados da corda irá se romper e com isso, o sangue de alguém irá jorrar, prefiro que seja o meu sangue.  Louvável para alguns e imbecilidade para outros, esta atitude é de uma maneira geral muito pacífica para os dias atuais.

Mas afinal, onde está o grande erro de tudo isso? O grande erro está no fato de assumir a mortificação exacerbada, inclusive por erros alheios, em prol do bem-estar do todo. Podem me chamar de ingênuo, panaca, idiota, otário,... mas nesse quesito, descobri que sou frouxo. Não consigo manter um clima tenso por mais que meio minuto. Tudo que gera conflito causa em mim um extremo desconforto.

Prezo pela justiça, mas mortifico-me diante de uma guerra eminente. Um paradoxo e tanto para os psicólogos e psiquiatras dos dias atuais. Prefiro o martírio, ao escândalo. Prefiro o silêncio, ao ato de ferir alguém, mesmo com as palavras. Prefiro a solidão, ao ato de defrontar-me com forças alheias. Parafraseando Gandhi, acredito no dito: "Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois te agridem, e então você vence"; e também o evangelho que diz, literalmente: "Se te batem numa face, ofereça a outra face".

Mas que tipo de pensamento é esse? Num mundo onde a lei é o dos mais espertos, onde vence aquele que consegue ser o mais corrupto e o mais mesquinho, ter uma atitude como esta é tida como uma fraqueza. Mas fazer o que, se não consigo fazer mal a ninguém. Não consigo desejar mal a ninguém. Se tenho inimigos? Sim, os tenho; quem não os têm? Entretanto, procuro ver que ele(a) também é filho(a) de Deus e como tal, merece o meu respeito, mesmo a recíproca não sendo verdadeira.

A mortificação, o silêncio e a solidão, são minhas fraquezas. Quiçá, fosse eu mais forte a ponto de combater meus inimigos em proporcional força, mas não sou capaz de ver "sangue", daquele que não sabe o que faz, escorrer pelos meus dedos, só para ter a vã glória de uma luta passageira.


Foto: http://acordoanjo.blogspot.com/

10 comentários:

Marcelus Pettermann de Carvalho disse...

É amado é o que temos ministrado nas casas de oração, mortificação da carne para vivificação do espírito, que se exaltem os do mundo e se humilhem os santos!!! Assim preferimos viver para honra e glória de nosso Senhor jesus Cristo!!! Paz.

Sandrine disse...

Sendo o que vc é, sem se deixar corromper porque esse ou aquele vai achar vc fraco, já é uma forma de vencer o inimigo.

Ótimo texto.
Abçs
Sandrine

Flávio Nunes. disse...

Olá Marcelus,
Obrigado pela visita e pelo comentário. Fico feliz que você e os seus estão ministrando nas casas de oração assuntos e práticas voltadas á mortificação da carne e vivificação do espírito.
Tenha uma ótima semana meu amigo.
Abração,
Flávio Nunes.

Flávio Nunes. disse...

Olá Sandrine,
Obrigado pela atenção e comentário. Obrigado ainda por suas palavras. Acredito que diante do mundo, agirmos com amor, apesar de parecer uma fraqueza, é no entanto, a nossa maior fortaleza. Fico feliz que tenha gostado do texto.
Abração e ótima semana,
Flávio Nunes.

Ká Oliveira disse...

Oi querido amigo...
Depois de te conhecer pessoalmente, ficaria cômico ver alguém querer discutir acaloradamente qualquer assunto contigo. Temos o delicioso vocabulário e conhecimento suficiente em alguns assuntos para argumentar e contra-argumentar o que seja. Nós!... somos parecidos no quesito argumentar...kkkk, mas não ainda a sabedoria de calar na hora apropriada. Um dia eu aprendo. Os testes de paciência colocados em nosso caminho serão sempre superados!!!! Nada será além das nossas força amigo.
Grande abraço

Vânia disse...

Flavio, meu amigo. Me identifiquei bastante com seu texto. Também sou extremamente calma, corro de brigas, odeio situações de conflitos. Não quero me vingar de ninguém, nem "vencer" nenhuma luta. MAS...Algo vai mudar na sua vida em breve. O nascimento do seu filho vai fazer nascer em você um justiceiro, que você nem imagina que existe. Aceito injustiças comigo. Mas, até hoje, pelo meu filho (já casado),se preciso viro fera.Conversaremos em breve....rsrsrsr.Abração!

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,

Gostaria de agradecer a sua mensagem. Foi uma resposta digna de uma amiga, que com o passar dos dias, semanas e meses, mais e mais conhece o seu interlocutor.

Quanto ao ato de "calar no momento certo", dizem alguns estudiosos que isso é um dom, outros dizem que é uma graça, mas uma coisa é certa, é uma questão de tempo e de prática..rs..

Abração minha amiga,

Flávio Nunes.

Flávio Nunes. disse...

Olá Vânia,

Obrigado pela resposta e por compartilhar algo pessoal. Poucos são os os corajosos, ou "loucos" (a linha é tênue), que assumem seus pontos fracos. Para alguns isso é uma virtude, para outros uma fraquesa.

Você tem toda a razão, acho que com o nascimento do meu filho algumas coisas mudaram. Conversamos em breve..rs..

Abração,

Flávio Nunes.

A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO disse...

Olá!
É um grande prazer conhecer seu blog e poder ler o que escreves.
Acredito que quando escrevemos com prazer conquistamos amigos e fiéis amantes das palavras. Sabemos o quanto é difícil levar a nossa voz, as nossas angustias os nossos sonhos às pessoas. Mas o mais importante é saber que você e eu gostamos daquilo que fazemos.E acreditamos que o mundo pode se tornar bem melhor através de nossos escritos.
Grande abraço
Se cuida

Flávio Nunes. disse...

Olá,
É uma grande alegria receber comentários de pessoas que, como eu, são apaixonadas pelas letras.
Através da escrita, tenho conquistado leitores fiéis e mais importante, novos amigos.
Parafraseando o seu dito; "é difícil levar a nossa voz, as nossas angústias e os nossos sonhos às pessoas. Mas o mais importante é saber que [...] gostamos daquilo que fazemos [...] acreditamos que o mundo pode se tornar bem melhor através de nossos escritos"! O que mais dizer? Disse tudo.
Obrigado pela sua visita e sinta-se à vontade para vir aqui quando puder e quiser. As portas estão sempre abertas.
Um Abração,
Flávio Nunes.

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