sexta-feira, 9 de março de 2012

À Casa Cheia!


Tem horas que, junto à minha esposa, vejo espaços demasiados vazios dentro de casa. O primogênito está a caminho. Mas não é só dele que está para chegar que minha ânsia pede, contudo é pelos que se foram e não mais aparecem que minha saudade aguça o peito.

Por leis naturais e sobrenaturais, tomamos caminhos diversos. A distância se faz presente, assim como o aperto no peito por não ter perto amigos tão queridos.

Claro que o relacionar-se é uma faca de dois gumes, uma via de mão dupla. Não posso negar que, como no dito popular, "o que vale para Chico, vale para Francisco". Nesse instante percebo que a saudade que bate no peito é também minha culpa. Sim, eu tenho culpa por sentir saudades.

O que há de ruim nisso tudo é que por mais esforço por mim despendido, nossas estradas possuem mais divergências que convergências. Tudo passa para lados eqüidistantes uma vez que saímos do nosso ponto de conforto. Por mais que a distância não permita, é sempre bom ter amigos por perto.


2 comentários:

Ká Oliveira disse...

Oi anjo...
Sei bem como é isso...mas o melhor da história é saber que por mais distante que esteja e pelo tempo que não se trocam uma palavra, o amigo sempre estará presente e de braços abertos pra responder ao seu chamado.
Somos sim responsáveis pelas saudades que sentimos, e mais doída fica quando assim a assumimos.
Grande abraço

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,
Tenho amigos distantes e muito queridos. Às vezes sinto uma saudade gigantesca de ao menos lhes dizer: "Sinto saudade de você e das nossas conversas"! Há os que consigo, ao menos on-line, entretanto há aqueles que perdi completamente o contato.
Acho que não sou um bom amigo para muitos amigos que por minha vida passou. Magoei alguns, não porque eu quis, mas devido às circunstâncias da vida.
Obrigado pelo seu carinho de sempre.
Abração,
Flávio Nunes.

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