quarta-feira, 21 de março de 2012

Mel "Chorona"!


Já fazia alguns bons anos que eu não sabia o que significava ter um animal de estimação. Pois é, parece brincadeira mas é verdade; eu que cuido diariamente de tantos animais, não tinha um que pudesse chamar de meu.

Meus últimos animais de estimação foram um casal de hamsters. Isso foi a uns quatorze anos e ficaram comigo uns dois anos, até que por situações particulares, doei-os para uma amiga do colégio.

Durante a faculdade, fiz três tentativas. A primeira foi com uma Fox Terrier que tinha incontinência urinária. O segundo foi um filhote da raça Tekel. Em ambos os casos não fiquei com eles por mais de 48h. O primeiro foi devolvido ao dono uma vez que minha tia não quis ficar com ela pois fazia muita "sujeira" em seu quintal. Com o coração partido, tive que devolvê-lo. O segundo foi rejeitado pela minha ex-namorada após, em menos de 24h, ter comido dois chinelos e rasgado algumas peças de roupa do varal; também foi devolvido. O terceiro, chamado Darwin, era um gato de rua maneta e muito experto, que após tratado foi adotado por uma família de amigos no Natal de 2004 e rebatizado com o nome de "Toquinho".

Após todo esse tempo oportunidades não me faltaram para adquirir um animal de estimação, entretanto sempre havia um entrave. Casei-me e minha esposa disse: "Quero um cãozinho pequenino e que não solte pêlos". Bom, cão pequeno não é difícil de conseguir, mas que não solte pêlos... Hummmm..., só se fosse de pelúcia.

Eis que na minha última ida à ONG chega-me um senhor com três filhotes de "Pinscher Lata" para vacinar. Não demorou muito para eu me apaixonar pela única fêmea do grupo, que também era a menor dos três. Após negociar com o velho senhor e ligar para minha esposa, decidimos ficar com ela.

Estava muito quieta e depois de alguns minutos vomitou uma mistura de ração e reboco de parede. Peguei e administrei logo um protetor de mucosa gastrointestinal e um antitóxico. Não vomitou mais desde então e terminado os atendimentos na ONG, fui para casa com minha pequena recém adquirida.

No caminho passei no supermercado. Comprei ração, vasilhas para alimentação, sabonete e uma coleira. Pela primeira vez, após anos, me caiu a ficha: Tenho um animal de estimação.

Ao chegar em casa minha esposa nos recebeu com festa. Fui logo preparando um cantinho para ela. Forrei jornal, coloquei água numa das vasilhas que comprei e ração noutra vasilha. Ela só quis beber água. Acomodou-se dentro da caixa de papelão na qual a trouxe e alí dormiu.

Fiquei preocupado; "Será que ela estava realmente bem? Será que fiz bem em pegá-la? E se ela estiver doente e morrer durante a noite?..." Estas e tantas perguntas vagavam pela minha cabeça. Contudo apaziguei meu coração, uma vez que ela apresentava-se muito bem clinicamente.

Minha esposa e eu fomos dormir e lá pelas duas da manhã acordamos com um choro sentido. Era a Mel, como a batizamos, que estava eletrificada. Mordia o nosso chinelo, corria de lá para cá, daqui para acolá e nos fazia muita festa. Vê-la assim foi um grande alívio e fonte de imensa felicidade.

Ao chegar na área de serviço vi que que ela havia comido a ração e tomado mais água. Vi também que tinha feito o número 1 e o número 2, fora do jornal é claro. Tudo organizado, voltamos a dormir. Ela chorou, chorou e logo acalmou. Entretanto, por volta das 05:30h começou tudo de novo. Assim foi nossa primeira noite com a Mel "Chorona".


PS: Na segunda noite ela fez a mesma coisa, mas minha esposa se compadeceu. Quando vimos, ela aprendeu a subir na mesa de cabeceira e lá estava ela entre nós sob as cobertas. Uma vez acomodada, cada um no seu canto, dormimos todos bem.

4 comentários:

Ká Oliveira disse...

Oi anjo..
Dei boas risadas lendo sobre a nova membro da família. Um dia terei um cãozinho de estimação... e creio que será depois que as crianças crescerem ou a casa crescer..kkkkk
grande abraço e parabéns..

Cristina Ferber disse...

kkkkk, legal demais Flávio. Tá certo deixar a Mel dormir com vcs nas primeiras noites, mas depois ensina o lugarzinho dela porque senão vcs não vão aguentar! Um abraço e boa sorte!

Flávio Nunes. disse...

Oi Ká,
Um animal de estimação é fantástico numa família. Tem horas que tiram a gente do sério, mas num todo nos faz muito bem. Sou da opinião que todo ser humano, principalmente as crianças, deveriam ter contato um animal de estimação ao menos uma vez na vida.
Obrigado pelo comentário minha amiga.
abração,
Flávio Nunes.

Flávio Nunes. disse...

Olá Cristina,
parabser bem sincero, a Mel dormiu conosco apenad uma única noite. Hoje, uma semana e três dias depois, já entendeu qual o lugsr dela e já não chora mais a noite. Entretanto, ela se tornou o relógio da casa. Às 06:00h, todos os dias ela acorda todo mundo..rs..
Obrigado pela atenção e pelo carinho.
Abração,
Flávio Nunes.

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