quarta-feira, 14 de março de 2012

Saber de Tudo!


Começo esse texto com uma pergunta: Pode um ser humano saber tudo de tudo? Certamente algum pensador do passado - e/ou contemporâneo -, fez essa pergunta e tentou respondê-la. Há quem tentasse empreender tal façanha, que diga-se de passagem, é demasiada longa e cansativa.

Refletindo sobre a perecibilidade da vida e seus ciclos naturais, conclui que nem o mais arguto dos homens, nem o mais sábio, nem o mais rico, o será para sempre. Cada um de nós, independente de qualquer divergência, seja ela etimológica, cultural, sexual..., não será eterno em plenitude.

Os nossos gênios deixaram-nos um legado inestimável, que ainda hoje, questionáveis ou não, servem de contributo aos novos gênios. Nessa sucessão/complementaridade, e acúmulo de conhecimentos, caminhamos e damos novos passos.

Não há, em todo o mundo, ser humano eterno no que condiz as faculdades físicas, anatomo-fisiológicas. Há o legado, mas este, mais cedo ou mais tarde, tornar-se-á um passado distante. Certamente não estarei vivo para ver a crise intelectual, racio-teologal, que está por vir (e se repetir). Entretanto, minha descendência viverá tal marco histórico. Desejo que o contributo deles sejam satisfatórios.

Numa análise prematura, mas de conclusões semelhantes, receio que não conseguiremos mais saber tudo de tudo. A complexidade nos aprisionou no caminho da simplificação. É um caminho natural e assim o é dentro e fora das ciências, igrejas, artes, famílias,... É um processo lento, mas estamos fadados a viver cada vez mais e com muito menos conteúdo.

PS: Excesso de informação não é excesso de conteúdo intelectual; assim como acúmulo de conhecimento não é o entendimento da verdade (em nenhum dos casos, uma coisa significa a outra). 


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