domingo, 29 de abril de 2012

Líder, Liderança e Amor!


Os lideres estão por toda a parte. Aqui me refiro a todo e qualquer pessoa que se encontra em posição de destaque dentro de um grupo, numa relação específica ou inter-específica em particular. Sendo assim, um líder é aquele que assume para si certas responsabilidades, organiza, coordena e viabiliza, entre outras funções, um determinado processo.

Quando penso em pessoas com tais características logo me vem à mente figuras históricas como o Papa João Paulo II, S.S o Dalai Lama,  Mahatma Ghandi, São Francisco de Assis, Chiara Lubich, entre outros. Apesar de possuir uma mente doentia, Hitler foi um grande líder. Em última instancia, o que estes aqui citados e tantos outros anônimos possuem em comum, é o fato de mobilizar pessoas a fazerem aquilo que desejam, da forma que desejam e da maneira que desejam. Eles as representam e por confiança e/ou admiração e/ou medo, crêem em suas palavras e atos, consequentemente a obedecem incondicionalmente.

O líder está fadado ao fracasso quando, sem caridade alguma, começa a exercer a sua influência em todos os campos de sua vida. O poder lhe agrada e alimenta a sua auto-estima. Quando algo foge ao seu controle e este percebe que não pode mais exercer influencia sobre atos e ações alheias, ele se frustra e tende a abandonar aquele que se “rebelou”. Se for duro demais consigo mesmo e com os outros, está fadado à solidão. Acha que tornou-se incompreendido e fecha-se em seu mundo de “verdades”, normas, diretrizes, “perfeição”, etc. Seu mundo perfeito passa a servir apenas para aqueles que pensam igual a ele, todo o resto é abandonado e colocado para escanteio. Assim o faz consciente e inconscientemente.

O auge da sua solidão é tentar exercer a sua autoridade com aqueles que estão mais próximos, seus amigos e familiares, por exemplo, pais, mães, filhos, netos, cônjuges,... Temos maior propensão em magoar quem mais amamos, pois sabemos exatamente quais são seus pontos fracos. Inconscientemente o líder que trata aquele que ama com o poder que tem, frustra-se profundamente e fatalmente perece. Ele acha que é por amor, mas está enganado. Pois o amor é livre e por isso não está fadado a receber ordens e nem obedecer a regras rígidas, diretrizes e normas pré-determinadas. O amor quando praticado em plenitude é atemporal e livre em todos os sentidos.

Maior líder é aquele que entende – e pratica – a “arte” de amar. Pois quem ama verdadeiramente confia e deixa o outro livre para, no seu tempo, realizar as ações pertinentes ao cotidiano da vida relacional. Isso não é uma desculpa à procrastinação e nem o principio ideológico de uma liberalidade de funções, é, entretanto, o entendimento das relações humanas. O amor é uma via de mão dupla, que não pode e nem deve esperar nada do outro. O verdadeiro líder, que coloca o amor em primeiro lugar, não espera nada de ninguém e não deseja reconhecimento por seus atos. Ele simplesmente faz o que precisa ser feito e, na liberdade, os outros o seguem, pois é bom, fonte de alegria e paz. O verdadeiro líder está, na maior parte do tempo, sereno, feliz e disposto.

Melhor líder não é quem melhor manda, mas quem melhor ama. Não é quem melhor exerce sua autoridade e poder, mas quem melhor compreende os limites do outro e, ao longo do tempo, ajuda-o, sem imposições, a melhorar seus aspectos falhos. Um grande líder não impõe e nem castiga, ele sugere e acalenta a alma. Quem está na posição de líder deve ser o ponto de equilíbrio entre as partes; deve saber dosar e medir as forças entre as partes. Um grande líder não é egoísta, não se enraivece, não se envaidece, não se prende à futilidades, não se abala com os erros alheios, pois sabe que todos ao seu redor, como ele próprio, são humanos e possuem em si tudo que podem leva-los à glória ou à perdição.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Nietzsche e Chico Buarque!


Certa vez ouvi que Nietzsche foi um filósofo incompreendido. Após ler parte de sua obra e dos autores contemporâneos que dele discorrem suas teses e livros, concluí que há verdade no que ouvi e afirmei inicialmente.

Esse filósofo Alemão cursou também Teologia. Entretanto, em face a realidade de sua época, discursou contra o modo de pensar restrito e unifocal que a sociedade da época lhe impunha. Rebelou-se contra esse sistema e foi taxado louco, herege, anti-cristo. Foi abafado e morreu solitário.

Receio que se Nietzsche vivesse em outras épocas e em outras partes do mundo, poderia facilmente ser chamado/comparado Marx, Che Guevara ou ainda, Chico Buarque. Não é meu desejo uma comparação ideológica, uma vez que cada qual defendeu suas idéias, frente à realidade vivida no seu tempo e lugar histórico.

O que Chico Buarque queria, um século depois de Nietzsche, era abalar o sistema ditatorial que o regime militar impunha. Chico e cia., destacaram-se por irem contra algo que lhe afetava de forma negativa e colocou em versos, rimas e harmonia, aquilo que todos desejavam dizer, mas não eram ouvidos. Foram perseguidos, exilados e voltaram vitoriosos. 

A sociedade da época estava passando por um período de repressão intensa e algo deveria ser feito para frear tal empreitada. Ambos, no intervalo de um século, posicionaram-se contra um regime autoritário, que lhes esmagava e asfixiava. Desejavam respirar livremente e expressar suas idéias e convicções sem serem retalhados.  Ambos estavam à favor do povo, ambos estavam à favor do ser humano. A diferença é que Nietzsche era reprimido pela igreja e Chico Buarque pelo regime militar (Política). Nietzsche tornou-se inimigo da igreja e de Deus, Chico Buarque por outro lado, tornou-se um libertador e um guerreiro contumaz.

Pode ser que eu esteja enganado, mas se os tempos e papéis fossem invertidos, certamente teríamos um Chico Buarque histórico, solitário e louco; e um Nietzsche revolucionário, redentor dos pobres e oprimidos. Aquele que fala pelo povo e o liberta das amarras nocivas de um sistema rígido e autoritário.



sábado, 7 de abril de 2012

Ser Santo!

Bem-aventurado aquele que almeja o caminho da santidade, ou melhor, o caminho da santificação. Seria eu um hipócrita? Seria eu um sonhador? Seria eu uma pessoa ingênua? Falar de santidade nos dias de hoje é algo piegas e ultrapassado?

Cada tempo, histórico, possui os seus santos. Alguns são intitulados e reconhecidos publicamente, outros apenas são. Casa povo tem os seus santos. Assim como cada religião. Assim sendo, há santos de todas as raças, em todas as culturas e em todas as religiões.

Para tornar-se santo precisamos amar a Deus e seguir o caminho do bem. Ou seja, todos podemos ser santos. Mas me falarão: E os ateus, estes não creem em Deus, por isso não podem tornar-se santos! Mesmo que uma pessoa não creia em Deus, Ele crê em todos nós; sem exceção, e isso já é demasiado bom.

Ao longo da minha caminhada espirital, já convivi e conheci pessoas fantásticas. Conheci budistas, espiritas, muçulmanos, evangélicos, umbandistas, agnósticos, ateus,... e todos, possuem características santas. Certa vez um amigo ateu me disse: "Não acredito em Deus. Acho apenas que não devemos fazer mal algum as pessoas e devemos respeitá-las como são, da maneira que são. Da mesma forma que não desejo que me façam mal, também não farei mal algum para elas". Um espirita me disse: "Antes de qualquer coisa você deve amar a Deus e fazer sempre o bem em sua vida. Quanto melhor viver, mais tornará sua alma pura e límpida". Um budista me disse: "Devemos amar tudo que há no mundo, mas antes de tudo devemos estar bem conosco. Se nosso interior é são, o mundo tornar-se-á são. Para tanto devemos praticar a compaixão e o caminho das verdades do bem viver". Há tantos outros relatos, que perderia demasiado tempo para transcrevê-los todos.

No fim, todos nós temos a nossa forma de amar e a nossa maneira de tornar o mundo um lugar melhor para se viver. Alguns seres humanos no entanto, deturpam certas práticas de caridade em prol de benefícios próprios e por possuírem pensamentos egoístas. Vale lembrar que os mais amados por Deus, são os mais pervertidos. Blasfêmia? Não mesmo. Que salvação tem aquele que já se encontra no caminho correto? Há mais festa no céu para aquele que se arrepende dos seus pecados, do que para aquele que sempre esteve no caminho justo.

Ao longo da história, há santos dos mais variados, homens e mulheres que se arrependeram dos seus pecados e conheceram a verdade. A verdade é individual, cada um traz impresso na alma, mas somente alguns conseguem percebê-la em vida. Não é preciso usar túnica, raspar a cabeça e nem deixar a barba crescer para tornar-se santo. Nem é preciso ser caridoso em demasia. Para tornar-se verdadeiramente santo, basta livrar seu coração e sua alma de qualquer maldade, pecado, nocividade, sentimentos ruins, mesquinhos, egoístas, subvertidos,... e cultivar o amor em toda sua grandeza e plenitude. Quando todo seu ser for puro Ágape, saberá que terá atingido a santidade.

Eu não disse que é fácil, mas digo que é possível. Uma dica? Observe mais o comportamento das crianças (Dos recém nascidos até os cinco anos de idade). Perceberá o quanto nós complicamos as coisas com o passar dos anos e que em 99% dos casos, o que somos é um aglomerado de prazeres vãos e pura vaidade.



Foto: http://www.freewebs.com/razanilshamir/poemasepoesias.htm

Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...