quarta-feira, 30 de maio de 2012

Aulas de Comportamento Animal!

A pouco mais de dois meses venho tendo aulas diárias de comportamento animal com uma professora muito especial. Fazia anos que não tinha um animal de estimação. Após pegar para cuidar a doce e super-agitada Mel, minha "Pinscher-lata", passei a colocar na prática tudo que venho aprendendo sobre comportamento animal ao longo dos últimos anos.

Tenho visto que na prática, várias atitudes devem ser modeladas e re-adequadas para cada espécie/raça de animal. Cada indivíduo possui um tipo de energia diferente e uma natureza própria, o que lhe confere a sua unidade e particularidade enquanto ser. Minha Mel, por exemplo, é hiper-ativa e como todo bom membro do grupo dos Terriês e mestiça com a raça Pinscher, tem uma energia quase inesgotável. Percebo que é muito inteligente e no pouco tempo de convivência já sabe muito do que é certo e do que é errado dentro de casa.

Percebi que Mel necessita de uma dose extra de gasto de energia diário, ou seja, ela precisa fazer muita atividade física. Após muito correr e brincar, ela torna-se extremamente acessível e entende melhor os comandos que estou lhe ensinando. Entretanto, se lhe dou pouca ou nenhuma atenção, ela "arruma algo para fazer" e quase sempre é roer a primeira coisa que está ao seu alcance. Já consegue morder e levar meu chinelo para qualquer lugar da casa e adora roubar as meias do meu sapato. Em seus momentos de maior ansiedade é uma destruidora nata de camas e jornais. Enquanto está no auge da sua energia, qualquer coleira ou roupa lhe incomoda; fazendo questão de tirá-las na hora ou poucos minutos depois de temo-las colocado.

Aprendi em minhas aulas de comportamento que preciso entendê-la melhor e "entrar" em seu mundo. A relação "homem x animal" é muito mais que treinar comandos de adestramento, é na verdade, saber entender, através de atitudes, o que o outro indivíduo deseja lhe "dizer". Educar um cão para ser seu amigo fiel e estar ao seu lado de maneira tranquila e afetuosa, requer muita paciência e disciplina. É preciso entender os olhares, os latidos, os abanos de cauda, as posturas, etc.

Não se deve educar um cão, em hipótese alguma, com palmadas e nem qualquer outra postura que lhe traga medo. Cometi esse erro. Minha postura e minha forma de corrigir comportamentos que eu considerava ser "exagerado" da parte dela, foi muito forte e, ao que parece, bruta. Já estou corrigindo este erro que cometi, uma vez que não quero que meu animal de estimação tenha medo de mim. Ao mesmo tempo, não posso deixar que ela se imponha. Ela tem sempre que saber que eu sou o "alfa", ou seja, o chefe de casa e da "matilha". Ela por sua vez tem que saber que é um cão e precisa ter atitudes de um cão.

Uma atitude clássica de submissão da parte dela é vir ao meu encontro abaixando a cabeça e pondo-se de lado, até virar com a barriga totalmente para cima. Descobri que isso significa que quem "manda no pedaço" sou eu e que ela se submete a mim. É uma questão de respeito, que não precisa de palavras para ser entendido, apenas de atitudes.

Mel ainda é uma filhotinha e assim vai permanecer por mais alguns meses. Até cumprir sua fase de filhote, preciso educá-la e consolidar os melhores comportamentos que desejo que ela tenha para o resto de sua vida. É muito mais fácil fazê-la crescer sabendo o que é certo e errado, do que corrigir "erros" e atitudes depois de já enraizados.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O Colecionador de Palavras

Num país não muito diferente desse, onde haviam pessoas não muito diferentes dessa, morava um colecionador diferente de todos que já existiu. Ele se chamava José Peregrino, mas todos o conheciam como Jó. Apesar do curto nome e mais diminuto apelido, tinha um gigantesco espirito de aventura.

Senhor Jó é um colecionador nato e transformou seu hobby em profissão, o que lhe rendeu uma boa sorte de dinheiro. Com tudo que ganhou, fez jus ao sobrenome e percorreu o mundo atrás de relíquias para suas coleções.

Começou colecionando chupetas. Até os três anos de idade, tinha pelo menos umas cinquenta, de varias cores e modelos. Entretanto, para os curiosos saberem, ele não as utilizava, gostava mesmo era de tê-las à sua disposição. Era isso que lhe fazia feliz.

Depois disso foi uma questão de tempo e oportunidades, para montar suas primeiras coleções. Durante toda a vida, inúmeros foram os objetos que em suas mãos passaram. Colecionou pedras, selos, cédulas, folhas, insetos, escamas de peixe, figurinhas, móveis, bótons, talheres, cerâmicas, carros, bolinhas de gude, chaveiros, chapéus, quadros raros, xícaras, réguas, sapatos, gravatas, etc, etc, etc. Se algo lhe chamasse a atenção, bastava a primeira aquisição para desencadear o processo.

Casou-se com uma mulher muito bonita e bem organizada. Formada em Arquivologia, Dona Anna organizava tudo quanto era trazido por seu esposo. Não tinha uma só viagem em que não voltava com meia dúzia de objetos para sua coleção.

O tempo passou e Sr. Jó já não tinha mais a mesma energia que outrora. Realizar as viagens estava ficando deveras cansativo. Dona Anna percebeu que seu velho esposo começou a passar horas, dias, semanas, na biblioteca de casa. Esta era, sem sombra de dúvidas, a coleção mais importante e da qual Sr. Jó mais se orgulhava; a coleção de livros raros. Havia ali publicações raríssimas e únicas no mundo. Muitos livros estavam autografados ou eram a primeira edição. Sr. Jó adorava estar em meio aos livros.

Certo dia, Dona Anna percebeu que seu esposo entrou na biblioteca munido de uma resma de papel, caneta e tinta. Achou estranho, uma vez que, possuidor de uma memória privilegiada, nunca se deu ao luxo de tomar nota de nada. Pela surpresa, após algum tempo, foi conferir o que estava ocorrendo.

Ao entrar na sala, encontra Sr. Jó imerso em suas anotações na escrivaninha. Pegava uma folha daqui e outra dali, escrevia sem parar. A mulher chegou bem perto e com toda delicadeza lhe perguntou:

- O que está fazendo aí meu velho? A memória lhe falha?

- Estou envolvido no meu maior projeto de coleção. Respondeu o velho homem.

- Não entendo. Escreverás um livro?

- Talvez seja um livro, mas ainda não sei.

- Mas afinal, o que fazes?

- Sei que não posso mais viajar, por isso colecionarei Palavras.

- Palavras? Quis saber sua amada esposa.

- Isso mesmo, Palavras!

- E como se coleciona... Palavras?

- Simples. Basta pegar tudo que se aprendeu - e que se aprende -, e dividir por categorias. Nada diferente do que já fizemos até então. É uma grande coleção. A coleção mais majestosa e mais complexa que já tive. Sinto que será inesgotável.

- Mas como fará isso?

- Já estou fazendo. Acabei de começar.

Ao olhar as folhas que estavam espalhadas sobre a mesa, Dona Anna não conteve a emoção ao perceber que seu velho esposo jamais deixara de ser o que sempre fora. Pegou a folha número um e começou a ler:


Folha 01: Sobre a coleção de Palavras.

A primeira palavra que aprendemos é AMOR. Palavra não dita, mas vivida e doada gratuitamente por aqueles que mais nos querem bem. Pensar isso remete a outra palavra de tamanha importância, FAMÍLIA, que por si só externaliza e materializa o sentimento dos sentimentos. FELIZ do homem que tenha encontrado em sua vida tamanho amor.

AMOR - Categoria: UNIVERSAL;
FAMÍLIA - Categoria: AMOR;
FELICIDADE - Categoria: AMOR UNIVERSAL;
AMOR UNIVERSAL - Categoria: DEUS;
DEUS - Categoria: AMOR.

sábado, 26 de maio de 2012

Mau Dono para meu Cão.

Estou sendo um mau dono para meu animal de estimação. Percebi que Mel, minha pequena "Pinscher-lata" esta ficando com medo de mim.
Agora, com a prática, digo sem sombra de dúvida, que não basta alimentar, dar atenção, brincar, sair para passear, limpar o local onde dorme,... é preciso saber dosar, na medida certa, como chamar a atenção e educá-lo, para que não desenvolva distúrbios comportamentais.

Parece fácil, na teoria é simples, mas a prática nem sempre condiz com a teoria. Vejo agora o grau de dificuldade enfrentado por alguns clientes na hora de lidarem e corrigirem distúrbios comportamentais em seus animais.

Mel é uma cadelinha feliz, saudável e bem ativa. Tem uma energia quase inesgotável, que por sua vez precisa ser canalizada de alguma forma. Acredito que esteja faltando mais atividade física e boas doses de exercícios de obediência/disciplina. Depois disso, é só esbanjar carinho.

sábado, 19 de maio de 2012

Genialidade - Capítulo 1!

"Não posso acreditar, ele realmente veio ao meu encontro", pensei.

Dr. Carlos Castagneda di Tosca era um senhor muito influente e um dos maiores intelectuais da atualidade. Uma das mentes mais brilhantes que a humanidade jamais vira. Eu, no entanto, um mero universitário que sabe-se lá como, consegui isolar uma partícula que combinada com outros componentes, é capaz de potencializar qualquer tipo de ação que contenha energia.

Tudo não passara de um experimento de fundo de garagem. Não tinha intenção alguma em descobrir tal partícula e muito menos obter tamanho reconhecimento. Entretanto, por influência do professor de Físico-química Avançada, publiquei o trabalho numa revista acadêmica. O Dr. Carlos Castagneda tomou conhecimento, demonstrou-se muito interessado no meu projeto e desejou "ardentemente", segundo as palavras do Chefe do Departamento de Físico-química, me conhecer pessoalmente.

Sinceramente, não estava preparado para tal encontro. Acho que nunca estive tão nervoso em toda minha vida. Conhecera o trabalho do Dr. Carlos Castagneda de longa data. Ele fora referência de estudos quando meu pai, ainda universitário, desenvolvia seus primeiros experimentos. Ele é um marco na história da ciência mundial. Eu simplesmente não sei o que dizer quando vê-lo passar por aquela porta.

Os minutos passaram e enfim havia chegado o momento. Eu vira o Dr. Carlos Castagneda di Tosca passar pela porta e vir ao meu encontro. Ele estava acompanhado do chefe de Departamento de Físico-química e pelo professor que me incentivara a publicar meu projeto. Pelas suas faces, pareciam muito felizes e de ótimo humor. Dr. Carlos Castagneda era um senhor alto, cabelos brancos e pele clara. Usava na ocasião um terno muito simples que parecia ter a sua idade. Andava lentamente, mas com passos firmes. Aproximou-se, estendeu a mão e disse: "É um grande prazer conhecê-lo meu jovem. Posso me sentar"? No que respondi: "Claro, pois não Doutor. É uma honra recebê-lo".

- Desde já lhe digo, fique tranquilo e nada de pompas. Já vivi e vi muitas coisas para perder tempo com coisas superficiais.

- Pois não Doutor.

- Então quer dizer que você conseguiu encontrar a partícula potencializadora da energia? Quis saber o velho homem.

- Parece que sim Doutor.

- Foi muito complicado isolá-la?

- Na verdade eu não sei muito bem como o fiz, entretanto tenho tudo anotado e registrado. Com um pouco de sorte, ficarei feliz se conseguir realizar o mesmo feito novamente.

O Dr. Carlos Castagneda ao ouvir de minha boca estas palavras não conteve o riso. Em seguida chamou o garçom e disse: "Vê-me um cappuccino e algumas bolachas adocicadas. Passarei mais tempo do que o previsto conversando com esse jovem gênio"!

- Jovem gênio - disse eu, um pouco atônito com o que acabara de ouvir -, o Doutor deve estar enganado. Começo agora meus estudos e sei que tenho muito ainda para aprender. O que fiz foi apenas um lance de sorte, uma fato isolado, um acaso do destino.

- Meu jovem, digo-lhe sem medo de errar, que não há no mundo, nada disso que me disseste agora. Somos o que somos, e quando nascemos para brilhar, não há nada que faça apagar a nossa luz.

Eu fiquei sem palavras. Os outros que estavam sentados à mesa acompanhavam a conversa em silêncio. Não desejavam estragar este momento único e como oportunistas, ali permaneciam, margeando, à espera de colherem, também eles, algo de bom e de proveitoso para suas vidas.

- Diga-me meu jovem, o que fará em suas próximas férias?

- Certamente irei viajar para visitar minha família e por lá ficar, até o retorno do novo período letivo. Quem sabe sairei com alguns amigos e se o tempo me permitir, estudar um pouco mais sobre as relações entre matéria e anti-matéria, realizando experimentos simples no laboratório que eu montei; se é que posso chamar aquilo que fiz em minha garagem de laboratório.

- Teria você por acaso, uma semana livre em suas férias para passar uns dias com este velho estudante universitário?

- Cla... claro... claro que sim! Disse, meio gaguejando e espontaneamente.

- Gostaria de lhe mostrar alguns experimentos que tenho feito e desejo a sua opinião sobre um em especial. Acho que vai gostar de saber do que se trata.

Não sabia o que dizer, diante de tal pedido. De qualquer forma, confirmei minha presença e acertamos os melhores dias para minha ida. Sem mais demoras, o Dr. Henrique da Cruz e Souza, chefe do Departamento de Físico-química, disse que custearia a minha ida e tudo quanto fosse necessário, enquanto durasse minha visita ao laboratório do Dr. Carlos Castagneda.

- Será uma grande honra senhor, mesmo não me achando digno de tanto.

- Mais uma vez lhe digo, fique tranquilo. Você já provou tudo que eu preciso saber em seu artigo. Daqui para frente só precisará conhecer as pessoas certas e estar nos lugares certos. Mesmo que esse lugar seja a garagem de sua casa. Saiba que a grande magia da imortalidade está no fato de deixarmos para o mundo, e para a humanidade, as consequências dos Dons que recebemos no nosso pequeno tempo de vida. Acredito que fiz a minha parte, e você tem um longo caminho pela frente.

- Não sei se terei condições para tanto. Não sinto-me preparado. Há tanto ainda para ser feito, estudado e descoberto.

- Esse é um dos segredos da genialidade; tender ao infinito e saber que não somos nada diante de tudo que está por vir. Qualquer um pode acumular conhecimento, mas somente os verdadeiros gênios sabem a linha tênue entre a humildade e a soberba, entre o complexo e o simples, entre uma partícula e o universo. Aproveite o Dom por ti recebido e faça bom proveito dele.

- Tentarei fazer o melhor que posso Doutor.

- Ótimo. Agora me diga uma última coisa, gostas de cappuccino e bolachas adocicadas?

- Desculpe Doutor, prefiro refrigerante e o salgadinho de queijo do senhor José, que tem uma barraquinha na esquina da rua lá de casa.



Foto: http://carlike.wordpress.com/category/ativando-a-sua-genialidade-the-bronnikov-method/

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cobrador Poliglota!

Hoje cedo fui surpreendido ao entrar no ônibus e perceber que o motorista, numa conversa franca com o trocador, pediu para que ele falasse qualquer coisa em francês. O trocador um pouco surpreso inicialmente, logo entrou na brincadeira e começou a falar algumas frases do idioma pedido pelo motorista. Ao terminar, quis saber como foi que o amigo tinha aprendido tão bem falar francês, no que obteve como resposta: "Morei doze anos na Suíça e lá aprendi francês, alemão e italiano. Tenho facilidade em aprender línguas estrangeiras. Antes de ir morar lá eu já sabia falar inglês e espanhol".

Não precisa nem dizer que tanto eu quanto todos que estava sentados no ônibus, nas cadeiras próximas, ficaram admirados com esse indivíduo. Não demorou muito, e por obra do destino, um canadense entrou no ônibus e balbuciou alguma coisa num francês bem carregado no inglês, e sem meias medidas, o trocador tomou a palavra e começou a conversar com ele. Após poucas dezenas de segundos se despediram e todos puderam perceber que o trocador realmente falava a verdade. Mais um pouco de conversa daqui e outra dali, descobriu-se que ele já havia andado por quase toda a Europa, nos doze anos que por lá viveu, só voltando para o Brasil, por desenvolver uma depressão e por orientação médica.

Não por preconceito, mas por pura curiosidade, pensei: "O que faz um indivíduo, que já andou meio mundo, retornar ao seu país e procurar logo o emprego de trocador de ônibus? Não poderia ele utilizar o conhecimento de línguas estrangeiras que tem para conseguir outro cargo, talvez como intérprete em alguma empresa que lide diretamente com estrangeiros, ou algo do gênero"? Ao mesmo tempo que isso passou pela minha cabeça, refiz minha linha de raciocínio e concluí: "Após doze anos fora do país, algumas coisas mudaram, inclusive o grau de exigência dos empreendedores. Pode ser que ele não esteja interessado em nada tão elaborado para trabalhar, o que lhe facilite caso deseje voltar para a Europa. Vai que este foi o primeiro emprego que conseguiu para recomeçar uma vida nova aqui. Não sei qual o verdadeiro motivo, mas se ele está bem assim, é o que importa".

Fato é que hoje um trocador de ônibus surpreendeu a todos em ser quem é, em falar seis línguas, incluindo a língua-mãe, por ter andado meio mundo e ter histórias para contar.


Foto: http://bloguerices.com/2011/12/15/poliglota-online/

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Direito dos Animais!

Olá Pessoal,

Um vídeo que  vale muito a pena assistir.

Abração,

Flávio Nunes.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Conselho se fosse bom...

Pelo gosto amargo do desprezo na boca daqueles que não me querem bem, eu padeço.
Entretanto vivo e obtenho toda sorte de alegrias pela boca daqueles que me amam.
Queria tantas coisas porém tão pouco obtenho sozinho.
O segredo é unir-se a todos que me querem bem e com eles caminharmos juntos.
Quem sozinho vai, sozinho chega e não tem como comemorar a vitória.
Quem acompanhado vai, faz da chegada uma grande festa.
Os nós que damos na vida, nos amarra às circunstâncias e nos prende aos fatos passados.
Feliz daquele que sabe dar nó frouxo nas más escolhas e nós firmes nas boas [escolhas].
Por mais que tente se "auto-tudo", pouco sou, pois torno-me limitado.
Quando, por amor, perco-me e deixo-me levar pelo vento, obtenho muito mais que minhas migalhas.
Lutemos para nãos nos tornarmos condensados e enrijecidos em nós mesmos.
Procuremos aquilo que está além do horizonte, onde somente nós enxergamos.
Todo o resto é apenas isso, resto.
Se fizermos o que todo mundo faz, chegaremos onde todo mundo chega.
Se formos além, sabe-se lá quem conseguirá nos alcançar.
Siga os modelos, mas faça seu próprio caminho.
Seguir pelo caminho alheio, é viver a vida do outro e não a nossa própria [vida].
Nunca esqueça de dizer: "Eu te amo". Amanhã pode ser tarde demais.
Nunca esqueça de ser feliz agora, nesse instante. Amanhã pode ser tarde demais.
Nunca esqueça de deixar-se amar e levar alegria aos outros.
O passado não pode ser mudado e só existe na memória ou nos registros que realizamos.
Quando viver algo bom, desfrute intensamente casa segundo. Ele também vai passar.
Quando algo de muito ruim acontecer, viva intensamente essa dor. Ela também vai passar.
Se queres muito algo e o desejas do fundo do coração, faça o milagre acontecer.
Não há coisa melhor que estar vivo, aproveite para fazê-lo bem feito.


Foto: http://nomadesdevaneios.blogspot.com.br/

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Eis-me Aqui.

Eis-me aqui, de corpo e alma. Tento, sem sucesso, resgatar pensamentos e idéias que brotaram e rondaram minha mente nos últimos dias. Por falta de tempo e afazeres extras, como a areia que cai pela ampulheta, os minutos me escapam por entre os dedos. De tudo que abri mão, o ato de escrever é o que mais dói em meu peito. Receio perder o tato, ter atrofiada as juntas dos dedos e mingar, aos poucos, os pontos de minha massa cinzenta responsáveis pelo devanear.

Tenho medo de não mais conseguir desenvolver minha literatura; e assim como ocorreu outrora, em outros tempos de minha história, deixar de lado meus prazeres, desejos e amores, e não mais retomá-los. Tenho uma memória fraca e isso é pior que qualquer outra coisa, para quem deseja viver da palavra. Com o tempo as lembranças tornam-se cada vez mais turvas, até entrar em esquecimento e não restar mais que fagulhas perdidas entre sinapses, mielina, cargas elétricas e enzimas.

Com o tempo deixo de ser um sonhador e torno-me cada vez mais um ser humano. Não que isso seja ruim, mas não desejo ser apenas um ser humano, apesar de sê-lo em tempo integral. Enquanto humano, e sonhador, sou mais que apenas um no meio de tantos outros. Sim, é verdade, minhas ambições são do tamanho dos meus sonhos. Entretanto, se meus sonhos morrem, minhas ambições perdem o sentido. Assim sendo, o vasto campo da alma deixa de florescer e gerar frutos que valham a pena.

Enquanto deixo de sonhar, vivo a realidade desse mundo e isso me constringe o peito. Dá-me um nó na garganta saber que por pressão externa, meu interior fica cada vez mais fundo. Todos sabem que quanto mais fundo é o poço, menos luz ilumina o caminho que leva ao topo. Não fui feito para viver na escuridão, apesar de conhecê-la melhor à cada dia. Minha meta é o topo, é a luz. Por isso luto, caio e levanto-me todas as vezes. Eis-me aqui, eu ei de chegar ao topo e ei de fazê-lo acompanhado.


Foto: http://aveamarelo.blogspot.com.br/2011/04/e-ai-galera-eu-vi-uma-pregacao-essa.html

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