sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mãos Atadas!

Meu filho hoje completa 10 dias de nascido. Nestes poucos dias de convivência quanta coisa já mudou; sentimentos, ações, metas, responsabilidades,... Vejo hoje com mais clareza meus pontos fracos e, por minha família, preciso trabalhá-los e mudá-los o quanto antes. Meu pequeno e amado filho está, entre outras coisas, re-estabelecendo minha relação com Deus e aumentando ainda mais a minha fé. O mundo já não é mais o mesmo sem a presença dele junto à minha esposa e eu.

Apesar de trabalhar na área de saúde, vejo-me de mãos atadas todas as vezes que algo lhe acontece. Como que num passe de mágica, tudo se apaga em minha cabeça.

Esta semana ele tomou as suas primeiras vacinas e fez o teste do pezinho. Fui firme ao levá-lo e ao segurá-lo na hora de tomar as vacinas e fazer o exame, entretanto meu coração partiu ao vê-lo desenvolver os efeitos da vacina. Ficou com febre e bem irritadiço. Todas as posições lhe incomodava.

Por indicação, o levamos a uma pediatra num bairro próximo à nossa casa. Após a consulta, infelizmente não me senti à vontade em confiar os cuidados do meu filho a ela. Sem contar que ela condenou completamente o Teste do Pezinho realizado pelo posto de saúde e pediu que fizéssemos um particular. Resumindo a história, foi horrível vê-lo sendo espetado novamente, ainda mais por uma pessoa inexperiente. O Teste realizado no "Postinho" foi mil vezes melhor, mais rápido e menos sofrido. Odiei o atendimento do laboratório, ao menos nesse quesito. Minha esposa também não gostou e ambos ficamos com remorso por tê-lo submetido novamente a um exame tão dolorido.

Quando ele começou a esboçar a reação vacinal, ligamos para a pediatra, que imediatamente pediu para que retornássemos com ele para uma re-avaliação. Foi cobrada uma nova consulta, ela sem maiores avaliações foi logo pedindo um Hemograma e prescreveu administração de água mineral. Sinceramente, achei um absurdo e só confirmou a minha antipatia com relação à sua conduta médica. Desse momento em diante começamos uma maratona de ligações para conseguirmos um novo Pediatra. Até que conseguimos falar com uma amiga, que é Pediatra aposentada, e ela nos acalmou. Com aproximadamente 72 h após a administração das vacinas, a febre do nosso pequeno passou.

Enfim, um problema resolvido. Contudo, outro problema começou, nosso bebê teve sua primeira crise de cólica e não foi branda, foi muito forte. Minha esposa passou a noite em branco com ele, entre aleitamento e choros angustiantes. Acompanhei uma pequena parte de todo esse processo durante a manhã e no pouco tempo que tive com ele nos braços, rezei para que o Eterno Pai e seus anjos da guarda lhe trouxesse conforto. Ver seu filho sofrendo por cólicas, mesmo medicado, é desesperador.

Tudo está acontecendo muito rápido e eu, até então, não estou conseguindo acompanhar o ritmo. Preciso aquecer as turbinas e entrar no ritmo o mais rápido possível. É a saúde do meu filho, seu bem-estar, sua paz e sua felicidade - e da minha esposa também -, que estão em jogo. Preciso ser mais forte, chegou a hora de me superar e ser mais do que fui até agora.


Fonte: www.fotosdahora.com.br

domingo, 17 de junho de 2012

A Chegada do meu Filho!

Existem momentos inesquecíveis em nossas vidas e um deles, com certeza, é o nascimento dos nossos filhos. Algo inexplicavel acontece dentro do peito, algo surpreendente acontece em nossos cérebros. De uma hora para outra tornamo-nos  pais.

Que grande emoção é, após acompanhar todo o processo de desenvolvimento gestacional, ver nascer o filho amado e tão, ansiosamente, esperado. Após segundos, como por instinto, identificamos características físicas particulares, que até então eram só nossas, em outro ser e ficamos felizes, num silêncio contido, por saber que aquilo que era só meu, passa a ser também dele.

Num rompante de emoções e sentimentos, pegamos nos braços um ser humano completamente indefeso e gerado à partir de você. Veja que coisa fantástica; fruto do amor de Deus pela humanidade, um filho é a personificação do amor dos pais, gerado no ventre materno. Ver seus olhos, nariz, boca, orelhas, formato da cabeça, dos braços, dos dedos, do tórax, do abdome, das pernas e nesse ínterim nos encontramos.

Que sentimento é esse que traz lágrimas aos olhos ao segurar seu filho nos braços e saber o tamanho do seu potencial, agora completamente em formação. Apesar de todos falarem para aproveitarmos o máximo que pudermos pois essa fase "passa rápido", vê-lo, o filho amado, ainda cru para o mundo, traz um senso de responsabilidade gigantesca, uma vez que seremos nós, os pais, sua referência de vida, de comportamento e de atitudes. Seu cérebro, enquanto recém-nascido é uma "esponja", ou seja, absorve todos as informações do meio em que se encontra. Daí a importância de proporcionar um ambiente tranquilo e rico em significados para o pequeno amado.

Pela segunda vez, agora numa nota pessoal, vejo a importância da desaceleração, onde nada pode ser feito ansiosamente. Para o bebê, o bem mais precioso é o leite materno, o contato físico e um ambiente confortável, tanto acordado quanto dormindo.

Esse fase é muitas vezes de pura superação e na qual demonstramos o máximo do amor que há em nós. Acordar de bom grado à qualquer hora para afagá-lo, trocar suas fraldas e no caso das mães, dá-lo de mamar, pode ser para alguns, que não estão acostumados, uma grande superação. Outro ato de extremo amor e realmente, o maior de todos, é o da mãe. Após toda a gestação, seus enjoos, náuseas, mudanças físicas e anatômicas, o que mexe muito com a vaidade feminina, a mulher vê-se, em alguns casos, com os seios em carne viva e muito sensíveis, uma vez que o bebê ao amamentar precisa aprender a fazê-lo da melhor forma e até conseguir, os seios podem "sofrer" pela má embocadura. Ambos precisam adaptar-se, conhecerem-se, tanto mãe, quando filho.

Olhar para sua esposa, ver que seus bicos de seio racharam, a dor está estampada na face, ver que o bebê sente fome e ela, ainda assim, amamentá-o ao mesmo tempo que diz "Louvado seja Deus", é algo que emociona e que jamais será esquecido.

É tudo muito novo, e tudo requer uma adaptação rápida. Entretanto, digo sem sombra de dúvidas, ser pai é a melhor sensação que jamais senti na vida. Não há no mundo, nada que se compare com esse amor de Deus por nós.


Foto: http://www.canstockphoto.com.br/cegonha-beb%C3%AA-3712751.html

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Chegada da Mel.

Após anos sem criar um animal de estimação, chega até mim uma filhote mestiça, da raça Pinscher. Sou voluntário numa ONG que realiza o trabalho de castração, educação e atendimento clínico de animais que pertencem a famílias carentes ou advindos de resgates, cujos donos/responsáveis, os adotaram recentemente. Como Médico Veterinário Clínico dessa instituição sem fins lucrativos, atendi, a algumas semanas, um senhor com três filhotes que, segundo ele, são Pinschers legítimos. Ao olhar para os filhotes, vi que isso não era bem verdade.

De imediato vi filhotes bem jovens, com pouco mais de um mês de vida, estavam bem sujos e assustados. O responsável pelos filhotes era um senhor de trajes simples e já com certa idade. Disse-me que eles tinham 45 dias de vida e já estavam comendo ração. Disse que estava ali para dar a primeira vacina em todos, uma vez que desejava vendê-los "bem de saúde".

Após avaliar cuidadosamente cada filhote e vaciná-los, chamou-me a atenção a única fêmea do trio de filhotes. Diferente dos irmãos, ele tinha uma energia controlada e calma. Ao olhá-la mais de perto, compadeci-me. Imediatamente liguei para minha esposa e depois de uma breve conversa, decidimos ficar com ela.

Comuniquei minhas intenções ao responsável pelos cães.e este me deu o seu preço, R$ 150,00. Este foi o valor que paguei pela filhote, no total contra-gosto da presidente da ONG. Assim como ela, eu também sou um ferrenho defensor da adoção, uma vez que tantos animais precisam de um lar e estão presos em instituições super lotadas. Muitos são sacrificados semanalmente uma vez que não encontram um lar adequado que os acolham.

Ao ver aquele pequenino ser, pensei: "Se for para salvá-la de levar uma vida de sofrimentos, vale pagar por ela". Assim o fiz, juntando todo dinheiro que ganhei naquele dia com os atendimentos e pegando R$ 20,00 emprestado com a secretária da ONG.

No caminho para casa comprei sabonete, ração, comedouros e uma bela cama para ela dormir. com um pouco de náusea pelo movimento do carro e com reação vacinal, chegou a vomitar uma vez, uma mistura de arroz com cenoura. "Já está comendo ração! Tá legal", pensei.

Chegando em casa minha esposa nos recebeu e eu, entre mochila nas costas, chave do carro e bolsa de ração, portava uma pequena caixinha de papelão, local onde melhor pude locá-la para viagem até em casa. Minha esposa a viu e imediatamente se apaixonou por aquela bolinha de pêlos pequena. "Mel. Vamos chamá-la de Mel", disse minha esposa com a pequena no colo, e completou: "Ela é um docinho. Pequena e calminha". Mal sabiamos o que nos aguardava. Foi assim que nossa pequena travessa chegou em casa.

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