sexta-feira, 20 de julho de 2012

Frio e Calor!

Após dias de frio e tristeza, é chegada a hora de sair da caverna e abrir-se para um mundo novo. Num liquefazer-se súbito, aquilo que causava entrave e ardor nas juntas, agora sairá de nós e, com certo apresso pela vida, caminharemos mais um pouco.

Do que falo? Podem perguntar alguns. Falo do frio e do calor, da prisão e da liberdade do ser, da preguiça e da pró-atividade. Falo de antagonismos inerentes e arraigados em todo e qualquer ser humano. Lados opostos, que lutam constantemente dentro de nós, num eterno embate e desafio mútuo, para ver no fim quem é que ganha.

Se deixar-se levar pelo frieza do metal e pela preguiça de atitudes, a prisão será sua realidade. Por mais que tente, não conseguirá desvencilhar-se das amarras colocadas em seus calcanhares, punhos, cintura e pescoço. Morrerá internamente muito antes de fazê-lo externamente.

Em contra partida, se esforça-se para sair da latência, aproveitando bem o calor e tudo que isso traz, experimentará uma liberdade sem igual. Olhe que não é tanto, aqui citando apenas duas nuances da vastidão contida no amor. O caminho pode ser extenuante, mas em tamanho sofrimento há proporcional recompensa.


Foto: http://cachosdeideias.blogspot.com.br/2011/10/frio-ou-calor.html


2 comentários:

Cristina ferber vieira lessa disse...

O frio e o calor, a preguiça e o ânimo, e assim vamos vivendo a vida driblando os opostos em busca do equilíbrio. Até alegria demais é cansativa, pois precisamos de um tempo para o sossego, para a calma e a reflexão... Lindo poema, Flávio! Palavras sábias!

Flávio Nunes. disse...

Olá Cristina,
Antagonismos que fazem parte da nossa natureza e da nossa vida. Estamos eternamente nessa busca pelo equilíbrio. Como dizia Budha: "O melhor caminho é o do meio". Por isso vivamos nossos momentos presentes e sejamos felizes, para termos lembranças boas e um futuro inspirado.
Abração minha amiga,
Flávio Nunes.

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