terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tempos Obscuros!

Faz tempo que não dou uma passada por aqui e cá deixo meus excessos... Então, aqui vai:

Tenho vivido dias interessantes, tensos, rejubilantes, milagrosos, estressantes,... Dias de paz e dias de luta, dias de guerra e dias de plenitude. Estou refletindo sobre diversos aspectos, sobre "graus de importância", sobre valor e "dar valor", sobre trabalho interior, sobre egocentrismo, sobre humildade,... e todas as coisas com as quais temos que conviver interna e externamente todos os dias de nossas vidas.

Conclui que, e isso está sendo difícil de aceitar, por mais que tentemos voar e seguir rumo ao infinito, o mundo ao nosso redor nos diz: "Não seja tolo rapaz, você é um ser humano. Cumpra o seu dever e basta. Isso já é o bastante para nós"! Acho que há racionalidade demais no mundo. Está falando sonhadores no mercado.

Cada vez mais, vejo-me preso nas garras de um sistema esperto, astuto e cruel. Todos os dias o Sistema dá um tiro na cabeça de centenas de cidadãos brasileiros. Muitos morrem de fato, meses depois; muitos porém, tornam-se mortos-vivos, engolindo toda a lama produzida por parte do alto escalão da high society. Faltam artistas no mundo, faltam sonhadores, faltam pensadores, faltam inconformados. Isso não é uma incitação à guerra, nem uma forma de gerar rebelião. É, contudo, um desabafo, mais um desabafo.

Há momentos em que percebo que é tenso demais viver na contemporaneidade. Com os nervos sempre à flor da pele e lutando para sobreviver, penso que a escravidão e a opressão do povo não acabou, apenas mudou de roupagem. Muito tem sido feito, coisas boas é verdade, mas a areia movediça não escapa de sob os pés. Como um grande deus, o Sistema, controla nossa hora de acordar, o que comemos, quando comemos, como devemos trabalhar, por quanto tempo, quando e o quanto dormir; enfim (suspiro), você é verdadeiramente livre? Você é verdadeiramente você, ou é uma marionete nas mãos do Sistema? Você no alto da sua ignorância, vive ou apenas sobrevive? Me fiz todas estas perguntas e tenho minhas respostas, algumas boas, mas infelizmente a maioria ainda não alimenta a minha esperança. É preciso ter fé.

Não há maior alegria que tomar a própria vida nas mãos e dela fazer o que quiser, livre do pecado e bem perto do respeito/compaixão pelo outro. Ser quem sou, inserido no Sistema, quando não produzo o suficiente, não é ser coisa alguma que valha a pena. Ser quem sou, na liberdade, exercitando e praticando o livre-arbítrio, é ser pleno de mim mesmo.


Foto: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/uso-do-cachimbo-deixa-al-de-boca-torta/marionete/

4 comentários:

Ká Oliveira disse...

Olá amigo,
Me vi não só no seu texto, assim como no sentimento que ele transmite... Eu creio que mudanças sempre são para o bem, principalmente quando queremos dar asas ao livre-arbítrio..
Um dia quero relatar minha mudança em forma de testemunho para provar essa tese de sair do Sistema imposto ou pelo menos, mudar dele..kkkk..
Grande abraço Flá!!

Flávio Nunes. disse...

Olá Ká,
Pelo pouco de experiência que tenho, digo que é difícil desvencilhar-se do Sistema (Mas não é impossível)! Infelizmente aquela velha máxima está presente em 99% dos casos: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"!..rs..
As mudanças sempre existem, mas, desculpa descordar neste aspecto, nem sempre são para o bem. Contudo, o mundo é feito e re-feito por pessoas, tal qual você e eu. Sendo assim, cabe a nós vermos no mundo a mudança que gostaríamos e desejamos.
Quando der seu testemunho sobre como conseguiu sair do Sistema, envia-me o texto, pois terei grande prazer em lê-lo.
Abração minha amiga,
Flávio Nunes.

Mário disse...

É Flávio, como não te agradecer pelas tuas palavras?!
Não nos moldamos ao Sistema, não nos entregamos à Ele. Queremos espaço para o sonho, para o não trivial e também para o cointeresse. Valeu meu amigo

Flávio Nunes. disse...

Fala Mário,
Que grande felicidade receber um comentário seu aqui no Blog.
Não precisa agradecer por nada; para variar foi só um desabafo de um ser humano que vê e pensa mais do que fala.
Realmente estamos necessitados, enquanto seres humanos, de mais espaço para o sonho, para o não trivial e para o cointeresse.
Abração meu amigo,
Flávio Nunes.

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